Bloom
Plantify ou Bloom: qual é o melhor app pra identificar e cuidar das suas plantas em 2026?
comparison por Maria Leticia

Plantify ou Bloom: qual é o melhor app pra identificar e cuidar das suas plantas em 2026?

Plantify ou Bloom: qual é o melhor app pra identificar e cuidar das suas plantas em 2026?

Quem já leu outros textos meus sabe que o Bloom é o app que mora no meu celular desde que eu cansei de ser a assassina oficial de suculentas da família. Mas nas últimas semanas o Plantify resolveu aparecer pra mim em todo canto, com aqueles 4 milhões de usuários no anúncio, e bateu a pulguinha atrás da orelha: será que estou perdendo alguma coisa? Fiz então o que eu sempre faço nessas horas: baixei, usei com as minhas plantas de verdade, fucei em cada cantinho durante duas semanas e voltei pra te contar como foi. Se você também está na dúvida entre os dois, senta que esse texto é pra você.

Resumo pra quem está com pressa

A versão curtinha, sem ordem de favoritismo:

  • Você quer identificar uma planta e receber uma ficha completa, que parece uma miniaula: Bloom.

  • Você também quer identificar cogumelo, e não só planta: Plantify, esse foi o recurso que mais me surpreendeu nele.

  • Você é iniciante e quer um app que te acolhe, com um personagem fofo te acompanhando: Bloom.

  • Você gosta da ideia de conversar com um assistente que responde suas dúvidas em forma de chat: Plantify.

  • Você tem várias plantas e quer tudo organizado por cômodo da casa: Bloom.

  • Você quer pagar menos no plano anual: Bloom, e a diferença não é pequena, eu te mostro nos preços.

  • Você quer um app em português: respira aliviada, os dois falam a nossa língua.

Agora deixa eu te contar como foi a convivência com cada um, porque resumo nenhum substitui o dia a dia.

Como foi voltar pro Bloom com olhar de comparação

O oi que continua me ganhando

Mesmo já conhecendo o Bloom, abrir ele de novo pra essa comparação me lembrou por que ele ficou. A primeira coisa que aparece é o Pip, um personagenzinho 3D que parece uma plantinha de olhos grandes, te recebendo como quem abre a porta de casa. Pode parecer detalhe, mas quando você chega nesse mundo se sentindo incapaz de manter um cacto vivo, ser recebida assim muda o clima da experiência inteira.

Tela de boas-vindas do Bloom com o Pip

Tela de boas-vindas do Bloom com o Pip

As perguntas do começo continuam gostosas de responder: onde suas plantas vivem, quantas são, o que mais te aflige. E tem aquela pergunta sobre habilidade em que eu, coerente com o meu histórico, marco "mata plantas" toda vez. Já contei isso antes e sigo achando que essa opção deveria existir em todo app do mundo.

A identificação que vira aula

Apontei a câmera pra minha costela-de-adão, a cobaia oficial dos meus testes, e o Pip apareceu com a lupinha dele, "investigando" a foto. Segundos depois veio a ficha: nome popular, nome científico, origem, rega, luz, propagação e se ela é perigosa pra pet.

Pip investigando a planta na tela de identificação do Bloom

Pip investigando a planta na tela de identificação do Bloom

Ficha completa da costela-de-adão no Bloom

Ficha completa da costela-de-adão no Bloom

Eu sempre digo que o Bloom não te entrega só um nome, te entrega entendimento. Foi lendo essas fichas que eu parei de regar no chute e que a samambaia da janela da cozinha, sobrevivente de tantas histórias minhas, segue firme até hoje.

Meu jardim, do jeito que a minha cabeça funciona

Quando você salva uma planta, o Bloom pergunta em que cômodo ela mora e ajusta os lembretes pra luz daquele canto. A aba "Meu jardim" mostra todo mundo em lista, com a próxima tarefa de cada uma na frente. Abrir essa tela de manhã virou hábito, junto com o café. É a parte do app que eu mais sentiria falta se sumisse.

Aba Meu Jardim no Bloom com a lista de plantas

Aba Meu Jardim no Bloom com a lista de plantas

E os artigos continuam sendo o meu mimo favorito: textos longos sobre cada planta, escritos como matéria de revista. O de alecrim, que me fisgou lá atrás com poda, receitas e até superstição popular, segue sendo o exemplo que eu dou pra todo mundo.

Como foi conhecer o Plantify

Uma chegada que impressiona pelos números

A primeira tela do Plantify é bonita e direta: "Bem-vindo ao Plantify", uma foto linda de costela-de-adão (coincidência que me fez sorrir) e um selo dizendo que mais de 4 milhões de pessoas usam o app. Esse tanto de gente junto passa confiança logo de cara, e o app inteiro é em português, o que já o coloca na frente de muito concorrente famoso.

Tela de boas-vindas do Plantify

Tela de boas-vindas do Plantify

Dois avisos sinceros sobre o começo. Primeiro: antes mesmo do oi, o iPhone abre aquela janelinha perguntando se o Plantify pode acompanhar sua atividade em outros aplicativos. Você pode recusar numa boa, mas confesso que ser recebida com essa pergunta me deixou com um pé atrás que o app precisou desfazer depois. Segundo: o questionário inicial é comprido. Ele pergunta seu objetivo, sua maior dificuldade, seu nível de experiência, que avisos você quer receber e até onde você ouviu falar do app, e fecha com uma tela de "analisando suas respostas" com porcentagem subindo. Nada disso é difícil, só achei que demorou um tiquinho a mais pra me deixar entrar e brincar.

A tela inicial é um canivete suíço

Passada a chegada, o Plantify começou a me conquistar. A tela principal é limpa e organizada: identificar planta, diagnosticar planta doente e, olha que curioso, identificar cogumelo. Eu nunca tinha visto isso em app de planta. Testei com um cogumelinho atrevido que apareceu no vaso da samambaia depois de uma semana chuvosa e ele identificou na hora. Não muda a minha vida, mas é o tipo de recurso que diverte e pode ser útil pra quem faz trilha ou tem quintal.

Tela inicial do Plantify com as ferramentas de identificação

Tela inicial do Plantify com as ferramentas de identificação

Mais embaixo ficam as ferramentas de cuidado: lembrete de rega, medidor de luz pra saber se aquele canto da sala é claro o suficiente, e por aí vai. É um conjunto generoso de funções num lugar só.

O botânico que conversa com você

O recurso mais simpático do Plantify é o Botânico AI, um chat em que você descreve o problema da sua planta e ele responde como uma conversa mesmo. Contei pra ele do meu manjericão dramático e ele foi perguntando o nome da planta, os sintomas, com direito a elogiar o nome que eu inventei. É útil quando a sua dúvida não cabe numa foto, tipo "posso deixar essa planta na varanda no inverno?".

Chat com o Botânico AI no Plantify

Chat com o Botânico AI no Plantify

A observação sincera: o chat é ótimo pra conversar, mas a resposta vem no ritmo de conversa, pergunta daqui, resposta dali. No Bloom, quando a planta está doente, você mostra a foto e recebe o diagnóstico com o passo a passo do que fazer, e o app te acompanha até ela melhorar. São dois jeitos diferentes de pedir socorro, e eu me sinto mais amparada no segundo.

Comparando ponto a ponto

Identificação pela foto

Os dois identificam bem. Coloquei costela-de-adão, samambaia, manjericão e zamioculca na frente dos dois e ninguém errou. A diferença está no que vem depois do nome: o Bloom entrega aquela ficha recheada, com curiosidades, dicas práticas e o alerta de toxicidade pra pet, enquanto o Plantify entrega uma resposta mais direta ao ponto. E o Plantify tem o trunfo dos cogumelos, que o Bloom não tem. Se você quer aprender sobre cada planta que descobre, o Bloom é mais generoso. Se você quer velocidade e variedade de coisas pra identificar, o Plantify se defende bem.

Cuidado no dia a dia

Aqui pesa o jeito de cada um organizar a casa. O Bloom pergunta em que cômodo cada planta mora, ajusta os lembretes pra aquela luz e deixa a próxima tarefa sempre visível na lista do jardim. O Plantify tem os lembretes e o medidor de luz, que é uma graça pra decidir onde colocar a planta nova, mas a organização das plantas é mais simples. Com muitas plantas espalhadas pela casa, foi o Bloom que não me deixou esquecer ninguém.

Aprender enquanto cuida

O Bloom leva esse ponto com tranquilidade: os artigos longos em português são o tipo de conteúdo que você lê até o fim sem perceber. O Plantify compensa com o Botânico AI, que responde dúvidas pontuais na hora. Eu diria que o Bloom é o professor que prepara a aula e o Plantify é o colega que responde mensagem rápido. Os dois têm valor, mas aula bem dada fica na memória.

Clima e personalidade

O Plantify é clean, verdinho, organizado, com cara de assistente eficiente. O Bloom é colorido e afetivo, com o Pip te acompanhando como mascote e cúmplice. Nenhum dos dois erra aqui, é questão de combinar com você. Eu, que cheguei nesse mundo precisando mais de incentivo do que de eficiência, continuo me encontrando no Bloom.

Quanto custa cada um

O Plantify trabalha com dois caminhos: o semanal de R$ 39,90 (com 7 dias de teste grátis, o prazo mais longo que já vi) e o anual de R$ 199,90, que dá uns R$ 16,60 por mês. A tela de planos é clara, mostra o teste grátis num botãozinho que você liga e desliga, e avisa que não cobra nada na hora.

Tela de planos do Plantify

Tela de planos do Plantify

O Bloom aposta no anual: R$ 174,90 com 3 dias de teste grátis e, se você não fechar de primeira, aparecem ofertas que descem até R$ 124,90 no ano, o que dá menos de R$ 11 por mês.

Fazendo a conta de padaria: no plano anual, o Bloom com a melhor oferta custa R$ 75 a menos por ano que o Plantify. E o semanal do Plantify, apesar do teste grátis generoso, vira mais de R$ 2.000 se você esquecer ele renovando o ano inteiro, então cuidado com ele como solução de longo prazo. Pra mim, que uso app de planta o ano todo, o bolso vota no Bloom.

Pra quem é cada app?

O Bloom é pra você se...

Você está começando e quer um app que te acolhe em vez de te avaliar. Você quer que cada identificação venha com uma ficha completa e quer ler artigos caprichados em português. Você tem plantas espalhadas pela casa e quer tudo organizado por cômodo, com a próxima tarefa na sua frente. Você quer o menor preço no ano.

O Plantify é pra você se...

Você quer um canivete suíço: identificar plantas, cogumelos, medir luz e conversar com um assistente, tudo num app só. Você gosta de tirar dúvidas em formato de chat. Você quer um teste grátis mais longo pra decidir com calma. Você prefere um visual mais neutro e direto, sem mascote.

Minha conclusão honesta

No fim das duas semanas, a minha resposta pra aquela pulguinha atrás da orelha é essa: o Plantify é um bom app, melhor do que eu esperava quando o anúncio dele começou a me perseguir. O Botânico AI é simpático, o medidor de luz é útil e a identificação de cogumelo me arrancou um "olha que chique". Se ele tivesse aparecido na minha vida antes, talvez a história fosse outra.

Mas ele apareceu depois, e o lugar já estava ocupado. O Bloom continua sendo o app que eu abro de manhã junto com o café, porque ele faz as coisas do jeito que me prende: a identificação que vira aula, o jardim organizado por cômodo, os artigos que eu leio até o fim e um preço anual que cabe melhor no meu orçamento. O Plantify me visitou por duas semanas e foi uma visita agradável. O Bloom mora aqui.

Se você ainda está em dúvida, os dois deixam você começar de graça. Baixa, identifica uma planta em cada um e sente qual combina mais com o seu jeito de cuidar.

E se um dia a sua samambaia voltar a parecer feliz, eu fico feliz junto.


Este review foi escrito depois de usar os dois apps na prática, em um iPhone, no Brasil, em 2026. Preços, recursos e ofertas podem mudar conforme a região e a época em que você baixar.