Bloom
Plantin ou Bloom: qual é o melhor app pra identificar e cuidar de plantas em 2026?
comparison por Maria Leticia

Plantin ou Bloom: qual é o melhor app pra identificar e cuidar de plantas em 2026?

Plantin ou Bloom: qual é o melhor app pra identificar e cuidar de plantas em 2026?

Eu já perdi a conta de quantas plantinhas foram embora na minha mão. Comecei a procurar app de planta porque cansei de ficar no chute, sem saber se a samambaia estava com sede, com sol demais ou só de mau humor. Se você chegou até aqui, acho que a gente se entende. Você quer um aplicativo que descubra o nome daquela planta que ganhou de presente, te lembre da rega na hora certa e, se possível, não te empurre uma tela de cobrança a cada dois toques.

Nas últimas semanas, baixei dois apps que vivia vendo por aí: o Bloom e o Plantin. Os dois prometem identificar planta pela foto, dar dicas de cuidado e segurar a sua mão pra manter tudo vivo. Só que usar um e outro é uma experiência bem diferente, e o preço também muda bastante. Esse texto aqui é o que eu queria ter lido antes de instalar os dois.

Resumo pra quem está com pressa

Se você só quer saber qual escolher, aqui vai a versão curtinha.

  • Você quer um app que parece um amigo te guiando, com personagem fofo e perguntas gostosas de responder: Bloom.

  • Você tem várias plantas e quer organizar os cuidados por cômodo da casa: Bloom.

  • Você quer ler conteúdo caprichado sobre cada planta depois de identificar: o Bloom entrega a ficha mais gostosa de ler.

  • Você quer descobrir o que a planta doente tem e ser ajudada a recuperar ela: o Bloom diagnostica e te diz o que fazer.

  • Você prefere pagar uma vez só em vez de assinar todo ano: o Plantin oferece um plano vitalício.

  • Você curte um visual mais sóbrio e moderno, com modo claro e modo escuro pra escolher, e até fases da lua pra plantar: Plantin.

  • Você quer só identificar a planta na hora e seguir a vida: qualquer um dos dois resolve.

Agora, se você tem mais alguns minutinhos comigo, vou te contar o que senti em cada app, com print pra você ver na prática.

Como foi conhecer o Bloom

A primeira tela já me ganhou

Quando você abre o Bloom, é recebida pelo Pip, um personagenzinho 3D que parece uma plantinha de braços e olhos enormes. Sei que pode soar bobo de longe, mas é exatamente esse acolhimento que faltava nos outros apps. Em vez de uma lista fria de funções, o Pip aparece pra te dar oi e dizer "vamos juntos descobrir o que tá rolando com as suas plantas".

Tela de boas-vindas do Bloom com o Pip

Tela de boas-vindas do Bloom com o Pip

Perguntinhas que parecem conversa

Antes de te jogar dentro do app, o Bloom faz algumas perguntas pra entender o seu cenário. Onde suas plantas vivem (dentro de casa, na varanda, no quintal), quantas você tem e qual é a sua maior dor. Pode ser identificar, regar na hora certa, salvar uma plantinha que está ruim ou só aprender mais.

Pergunta sobre onde as plantas vivem no Bloom

Pergunta sobre onde as plantas vivem no Bloom

Tem uma pergunta sobre o seu nível de habilidade que eu achei genial. As opções vão desde "expert" até "mata plantas". Marquei "mata plantas" sem pensar duas vezes, e isso já me deixou mais à vontade. Esse tipo de detalhe é o que diferencia um app que parece frio de um que parece um amigo.

Tela perguntando o nível de experiência com plantas no Bloom

Tela perguntando o nível de experiência com plantas no Bloom

Depois ele mostra um grid bem bonito com tipos de planta, pra você marcar quais te interessam mais. Suculentas, ervas, flores, plantas de dentro de casa, hortaliças. Esse mapeamento faz com que o conteúdo que aparece depois seja mais a sua cara, em vez de te encher de cacto se você curte é orquídea.

Grid com tipos de plantas no Bloom

Grid com tipos de plantas no Bloom

Quando ele mostra que sabe identificar

Em algum momento aparece uma comparação simpática mostrando que o Bloom acerta em torno de 95% das identificações. Achei o gráfico fofinho, mas o que vale mesmo é testar. Spoiler: nas plantas mais comuns que coloquei na frente da câmera, ele acertou todas.

Gráfico de precisão do Bloom

Gráfico de precisão do Bloom

Identificando uma planta de verdade

É aqui que o app brilha. Você abre a câmera, aponta pra planta, e o Pip aparece com uma lupa "investigando". É bobinho, eu sei, mas a animação faz com que a espera não seja só uma roda girando. Quando ele termina, vem a ficha da planta cheia de informação. Nome popular, nome científico, de onde ela vem, como regar, quanta luz quer, como propagar e se tem toxicidade pra pet.

Tela de identificação no Bloom

Tela de identificação no Bloom

Ficha de uma costela-de-adão no Bloom

Ficha de uma costela-de-adão no Bloom

Eu testei com uma costela-de-adão (a famosa monstera) e a ficha veio completa demais. Ele explica até como reconhecer se as folhas estão querendo mais ou menos luz. Pra quem está começando, esse tanto de informação organizada faz uma diferença enorme.

Tem um detalhe que eu achei muito esperto, logo depois das perguntas iniciais, o Bloom abre uma tela dizendo "Vamos identificar sua primeira planta!" e te dá três caminhos: abrir a câmera, ver um exemplo ou deixar pra depois. Esse "Ver um exemplo" é o que me ganhou, porque mesmo sem ter uma planta do lado pra fotografar você toca ali e ele roda a identificação numa foto que já deixou pronta. Pra quem está só curioso e ainda não tem o que apontar a câmera, é uma forma gostosa de sentir o app funcionando na prática.

Tela convidando a identificar a primeira planta no Bloom

Tela convidando a identificar a primeira planta no Bloom

Salvar a planta no seu jardim

Depois de identificar, o app te pergunta em que cômodo da casa essa planta está morando. Eu salvei a minha como "samambaia da janela da cozinha" e ele já sugeriu lembretes adequados pra aquela luminosidade. Bem útil pra quem tem várias plantas espalhadas e perde a conta de qual está em qual canto.

Tela pra escolher o cômodo da planta no Bloom

Tela pra escolher o cômodo da planta no Bloom

A tela principal e o "Meu jardim"

A tela inicial do Bloom mostra ferramentas (identificar, diagnosticar, ver o tempo da sua região, ver plantas perto de você), recomendações de leitura e um espaço pra continuar explorando. Não é poluído. Você bate o olho e sabe pra onde ir.

Tela inicial do Bloom

Tela inicial do Bloom

E o "Meu jardim" virou meu lugar favorito. É uma lista visual de todas as plantas que você cadastrou, com a próxima tarefa de cada uma na frente. Eu olho de manhã do mesmo jeito que olho a previsão do tempo.

Aba Meu Jardim no Bloom com lista de plantas

Aba Meu Jardim no Bloom com lista de plantas

Conteúdo que vale a pena ler

Tem uma seção de artigos que me surpreendeu. Em vez de textos genéricos copiados da internet, são guias completos por planta. Eu cliquei no de alecrim por curiosidade e me peguei lendo até o fim, com dicas de poda, de cozinha e até superstições populares. É um app que entretém, não só funciona.

Página de artigo do Bloom sobre alecrim

Página de artigo do Bloom sobre alecrim

Lembretes que realmente ajudam

O Bloom te avisa pra regar, adubar e virar o vasinho. Você pode ligar e desligar cada tipo de aviso. Eu deixei só o de rega pras minhas plantas mais esquecidas, e ele já me salvou um manjericão.

Configuração dos lembretes no Bloom

Configuração dos lembretes no Bloom

Como foi conhecer o Plantin

A primeira tela já tem uma vibe diferente

Quando você abre o Plantin, aparece um personagem segurando um vasinho e a frase "Bem-vindo à PlantIn! Torne-se um Herói das Plantas". Eu gostei desse tom. Em vez de prometer só funções, ele te convida pra uma missão, que é manter suas plantas felizes. Soa bobo no papel, mas funciona. Uma coisa boa é que o app tem modo claro e modo escuro, então você escolhe o que combina mais com você (os prints aqui estão no modo escuro, que dá um ar bem moderno).

Tela de boas-vindas do Plantin

Tela de boas-vindas do Plantin

Ele mostra logo pra que serve

Antes de qualquer coisa, o Plantin passa por algumas telinhas explicando o que sabe fazer. A primeira fala que ele identifica todas as plantas e até as doenças delas. A segunda mostra que ele te lembra de regar, fertilizar e podar na hora certa. As ilustrações são bonitas e dá pra entender em segundos do que o app é capaz.

Tela explicando a identificação de plantas e doenças no Plantin

Tela explicando a identificação de plantas e doenças no Plantin

Aqui ele me pediu pra criar conta cedo

Um ponto que vale comentar com sinceridade: bem no comecinho, antes de eu ter visto o app funcionando de verdade, o Plantin já pede pra criar uma conta. Dá pra entrar com Apple, Facebook, Google ou e-mail. Não é nada de outro mundo, mas confesso que preferia conhecer um pouco mais antes de me cadastrar. É só um detalhe, e em poucos toques você passa por ele.

Tela de criação de conta no Plantin

Tela de criação de conta no Plantin

Testar na hora, sem precisar de uma planta

Aqui o Plantin segue a mesma ideia que o Bloom tem com o "Ver um exemplo". Antes de pedir que você fotografe alguma coisa, ele diz "Criamos uma planta para você!" e te convida a identificar uma foto que já deixou pronta. Você toca em "Vamos tentar" e vê o app trabalhando ali, na sua frente. Nos dois apps, é uma forma gostosa de sentir o app na prática mesmo sem ter uma planta por perto. Gostei de ver que os dois pensaram nesse detalhe.

Tela com a planta de demonstração do Plantin

Tela com a planta de demonstração do Plantin

E o resultado vem completo. No meu teste ele identificou uma Planta Cobra (a famosa espada-de-são-jorge) e já trouxe uma ficha bem organizada, com nível de dificuldade, de quanto em quanto tempo regar e quando fertilizar. Tem ainda abas de informação geral e propagação pra quem quer ir mais fundo.

Ficha da Planta Cobra no Plantin

Ficha da Planta Cobra no Plantin

A tela inicial e o toque das fases da lua

Já dentro do Plantin, a tela principal segue elegante (no print, no modo escuro). No alto, tem uma fileira de atalhos pros cuidados e, do lado, a fase da lua do dia (no meu caso, "Minguante"). Achei um charme essa pegada de calendário lunar pra quem gosta de plantar seguindo a lua. Embaixo ficam as abas de Minhas Plantas, Comunidade, a câmera no centro, Procurar e Cardápio. A planta começa vazia, esperando você adicionar a primeira, e dá pra criar "espaços" pra organizar.

Tela inicial do Plantin com as fases da lua

Tela inicial do Plantin com as fases da lua

A tela de assinatura

Na tela de planos aparece uma imagem de "Before / After Plantin", mostrando a planta murcha virando uma planta saudável, e dois caminhos: o Semanal, por R$ 49,90 a cada 7 dias (com 3 dias de teste grátis), e o Vitalício, por R$ 299,90 (de R$ 1.199,99). Esse vitalício é uma opção pra quem prefere pagar uma vez em vez de assinar todo ano.

Tela de planos do Plantin com o vitalício

Tela de planos do Plantin com o vitalício

Comparando ponto a ponto

Agora que já te apresentei os dois, vou organizar o que pesa de verdade na hora de decidir. Deixei de lado o que é detalhe técnico e fui no que importa pra quem só quer cuidar bem das plantas.

Identificação de planta pela foto

Os dois identificam bem. Coloquei suculenta, manjericão, samambaia, monstera e zamioculca na frente de ambos e nenhum errou. O Bloom entrega uma ficha mais recheada, com nomes alternativos, curiosidades e dicas práticas. Demora alguns segundos a mais, mas cada identificação vira uma miniaula.

Os dois também deixam você testar a identificação na hora, mesmo sem uma planta por perto. O Bloom tem o botão "Ver um exemplo" logo no comecinho, e o Plantin prepara uma planta pra você experimentar. Então dá pra sentir o app funcionando antes mesmo de apontar a câmera pra uma planta sua.

Se você só quer descobrir o nome, qualquer um dos dois resolve. Se você quer entender o que acabou de ganhar, o Bloom é um pouquinho mais generoso na hora de explicar.

Cuidado das plantas no dia a dia

O Bloom caprichou na organização. Quando você adiciona uma planta no jardim, ele pergunta em qual cômodo ela mora e ajusta os lembretes pra aquela posição da casa. A próxima tarefa fica em destaque na tela inicial. Pra quem tem várias plantas espalhadas, esse mapeamento por cômodo ajuda a não perder ninguém de vista.

O Plantin entrega o básico bem feito e ainda tem aquele charme da fase da lua na tela inicial, que dá um gostinho a mais pra quem curte plantar seguindo o calendário lunar. Ele te lembra de regar, adubar e podar, e deixa você organizar suas plantas em espaços.

Se você é como eu, que esqueço o nome do gato às vezes, vai gostar de ter o app te cutucando na medida certa.

Conteúdo pra aprender mais

O Bloom inclui artigos longos, organizados, escritos como matéria de revista. Você bate o olho e dá vontade de ler. Pra quem gosta de aprender enquanto cuida, isso pesa.

O Plantin tem informações organizadas em abas dentro da ficha de cada planta, com cuidado, informação geral e propagação. É prático e te dá o que precisa na hora.

Visual e clima do app

Esse aqui é meio gosto pessoal, mas faz diferença no longo prazo. O Bloom puxa pro claro, colorido e fofo, com o Pip dando uma de companheiro de viagem. Se você é iniciante e tem medo de errar, esse acolhimento conta como recurso, não como enfeite.

O Plantin tem um clima mais sóbrio, com aquele toque de "missão de herói das plantas", e ainda deixa você alternar entre modo claro e modo escuro conforme o seu gosto. É uma escolha de personalidade, não uma questão de qualidade.

Identificação de doenças e ajuda na recuperação

Aqui o Bloom me deixou bem segura. Ele não só identifica o que está errado (folha amarela, bichinho, mancha) como já te diz o que fazer e te acompanha no cuidado pra recuperar a planta. O recurso aparece logo de cara, numa demonstração rápida, com o Pip dizendo pra você mostrar o problema que ele ajuda a diagnosticar e resolver. Eu gostei de entender, já na chegada, que ele ia me ajudar a salvar a plantinha doente, e não só apontar que tinha algo errado.

Demonstração do diagnóstico de doença no Bloom

Demonstração do diagnóstico de doença no Bloom

O Plantin também identifica doenças, e avisa isso logo nas primeiras telas, então o recurso fica claro desde o início nos dois apps. A diferença é que, no Bloom, esse cuidado de te orientar até a planta melhorar fica bem na frente.

Quanto custa cada um

Aqui as escolhas dos dois apps são bem diferentes, e é aqui que a decisão pode pender pra um lado ou pro outro. Vou te explicar do meu jeito.

O Bloom aposta no plano anual, que começa com teste grátis de 3 dias e sai por R$ 174,90 no ano. Se você dispensa, costuma aparecer uma oferta melhor, que desce o preço até R$ 124,90 no ano (menos de R$ 11 por mês). Você paga uma vez e usa o ano inteiro, sem se preocupar toda semana.

O Plantin mostra dois caminhos na tela de planos. O Semanal sai por R$ 49,90 a cada 7 dias, com 3 dias de teste grátis, e o Vitalício sai por R$ 299,90 de uma vez (de R$ 1.199,99). O vitalício agrada quem prefere pagar uma vez em vez de renovar todo ano. Por outro lado, se você for de semana, o valor semanal dele é mais salgado que o do Bloom.

Resumindo a parte do bolso: pra gastar pouco no ano e renovar sem dor, o Bloom tende a sair mais em conta (até R$ 124,90 no ano). Pra quem prefere pagar uma vez só, o vitalício de R$ 299,90 do Plantin é uma alternativa. Cada um tem o seu jeito, e os dois deixam você começar de graça pra sentir antes de decidir.

Pra quem é cada app?

O Bloom é pra você se...

Você gosta quando o app parece se importar com você. Você é iniciante e quer alguém te guiando sem te julgar. Você tem mais de uma planta em casa e quer organizar os cuidados por cômodo, num lugar só. Você prefere pagar menos no ano e topa renovar. Você gosta de ler artigos completos sobre as plantas que tem.

O Plantin é pra você se...

Você prefere pagar uma vez só em vez de assinar. Você curte um visual mais sóbrio e moderno, e gosta de poder alternar entre modo claro e escuro. Você acha charmoso plantar seguindo as fases da lua. Você gosta de praticidade e de ir direto ao ponto.

Minha conclusão honesta

Se você me perguntasse qual é o melhor app pra identificar e cuidar de plantas em 2026, a minha resposta seria Bloom, por pouco. Ele me fez sentir bem-vinda, organizou minhas plantas por cômodo, me ensinou um monte de coisa e me deu vontade de abrir o app de manhã, do mesmo jeito que abro o Instagram. O Pip virou minha companhia, e a parte de conteúdo me ganhou de vez.

Mas eu seria injusta se não desse o crédito ao Plantin: ele identifica bem, é bonito, tem aquele toque das fases da lua, oferece a opção de pagar uma vez só com o plano vitalício e cumpre o que promete.

Se você ainda está na dúvida, baixa os dois. Os dois são gratuitos pra começar e deixam você experimentar antes de pagar, então vale conferir qual deles combina mais com o seu jeito de cuidar. No meu caso, foi o Bloom quem ficou no celular.

E se um dia a sua samambaia voltar a parecer feliz, eu fico feliz junto.


Este review foi escrito depois de testar os dois apps na prática, em um iPhone, no Brasil, em 2026. Os preços e as ofertas podem mudar conforme a região e a época em que você baixar.