Bloom
PlantMe ou Bloom: qual é o melhor app de plantas pra você em 2026?
comparison por Maria Leticia

PlantMe ou Bloom: qual é o melhor app de plantas pra você em 2026?

PlantMe ou Bloom: qual é o melhor app de plantas pra você em 2026?

Esses dias eu estava fazendo aquela faxina de domingo no celular quando me dei conta de uma coisa: a pasta "Plantas" do meu iPhone já tem mais morador do que a minha estante de vasos. Quem acompanha meus reviews sabe como essa história começou, com uma fileira de suculentas que não sobreviveram a mim e uma samambaia na janela da cozinha que virou meu projeto de redenção. Pois bem, o teste da vez nasceu de uma busca minha na loja de aplicativos por apps de planta que falassem português, e foi assim que o PlantMe entrou na roda pra encarar o Bloom, que vocês já conhecem bem das minhas outras resenhas.

Usei os dois com as minhas plantas de verdade, na minha rotina de verdade, e esse texto é o que eu te contaria se a gente estivesse conversando na varanda, com a costela-de-adão de testemunha.

Resumo pra quem está com pressa

A versão rapidinha, sem ordem de favoritismo:

  • Você quer fazer um tour pelo app antes de decidir se assina: com o Bloom, dá pra entrar, fuçar e identificar sem compromisso.

  • Você já decidiu que vai assinar por um ano e quer o menor preço de tabela: o anual do PlantMe sai mais em conta.

  • Você quer que tudo, inclusive a tela de assinatura, esteja em português: Bloom.

  • Você curte a ideia de uma comunidade de plantas dentro do app: PlantMe, que tem uma aba só pra isso.

  • Você quer identificar uma planta e sair com uma ficha completa, quase uma miniaula: Bloom.

  • Você gosta de receber dicas práticas de como fotografar a planta pra acertar de primeira: o PlantMe capricha nesse detalhe.

  • Você quer lembretes de cuidado com as plantas organizadas por cômodo da casa: Bloom.

Agora deixa eu te contar como foi a convivência com cada um, que é o que de fato pesa na hora de escolher.

Como foi conhecer o Bloom

A visita que começa com um "oi"

Pra quem está chegando agora: o Bloom abre com o Pip, um personagenzinho 3D que parece uma plantinha de olhos grandes e te recebe como visita esperada. Nas primeiras telas ele puxa papo: onde suas plantas vivem, quantas são, o que mais te aflige (descobrir o nome, regar na hora certa, socorrer uma plantinha caída). E tem a pergunta do nível de habilidade, em que eu marquei "mata plantas" mais uma vez. A essa altura do campeonato, é quase um ritual meu.

Tela de boas-vindas do Bloom com o Pip

Tela de boas-vindas do Bloom com o Pip

O detalhe que eu sempre faço questão de registrar: o Bloom te deixa entrar e usar sem te prender em nada logo de cara. Ele mostra os planos dele, claro, mas dá pra fechar e seguir explorando. Pode parecer pouco, mas você vai entender daqui a pouco por que isso virou assunto nesse comparativo.

A ficha que vale por uma aula

Apontei a câmera pra costela-de-adão, o Pip apareceu com a lupinha "investigando", e segundos depois veio a ficha: nome popular, nome científico, origem, rega, luz, propagação e o aviso de toxicidade pra pet. É o tipo de resposta que não entrega só um nome, entrega entendimento. Foi com essas fichas que eu aposentei de vez a rega no chute.

Ficha completa de uma planta no Bloom

Ficha completa de uma planta no Bloom

Cada planta no seu cômodo

Quando você salva uma planta, o Bloom pergunta em qual cômodo ela mora e ajusta os lembretes pra luz daquele canto. A aba "Meu jardim" mostra todo mundo em fila, com a próxima tarefa de cada uma logo na frente. A samambaia da cozinha segue firme nesse esquema, e o manjericão, que já quase me deixou na saudade uma vez, hoje é regado no dia certo porque o app cutuca.

Aba Meu Jardim no Bloom com a lista de plantas

Aba Meu Jardim no Bloom com a lista de plantas

Leitura boa em português

O Bloom tem artigos longos sobre cada planta, escritos como matéria de revista, no nosso idioma. O de alecrim continua sendo o meu preferido: poda, usos na cozinha e até superstição popular. É o tipo de conteúdo que transforma ferramenta em companhia.

Página de artigo do Bloom

Página de artigo do Bloom

Como foi conhecer o PlantMe

Um começo bonito de ver

O PlantMe abre com telas grandes e fotografias lindas: uma dália rosa preenchendo a tela inteira pra apresentar a identificação de plantas, depois uma suculenta sendo "escaneada" pra mostrar o diagnóstico de doenças, e uma prévia da comunidade, que funciona como um mural de fotos e perguntas de outros donos de planta. Visualmente, é um dos começos mais bonitos que eu já vi nessa categoria, e tudo em português até ali.

Tela de apresentação da identificação no PlantMe

Tela de apresentação da identificação no PlantMe

A porta só abre pra quem assina

E aqui vem o capítulo que mudou o tom da minha visita. Logo depois dessas telas de apresentação, o PlantMe mostra os planos dele e, por mais que eu procurasse, não achei um caminho pra entrar no app sem aceitar o teste grátis de 3 dias. É pegar ou largar antes mesmo de ver a primeira folha por dentro. E tem um detalhe que me incomodou de verdade: essa tela, justamente a mais importante da conversa, aparece toda em inglês. "Become a Plant Expert", "Start your free trial". O app me recebeu em português, me conquistou em português e, na hora de falar de dinheiro, trocou de idioma. Pra quem não lê inglês, é fácil aceitar um plano sem entender direito o combinado.

Tela de assinatura do PlantMe em inglês

Tela de assinatura do PlantMe em inglês

O outro ponto de atenção é que o plano semanal vem selecionado por padrão, e ele custa R$ 24,90 por semana. Fazendo a conta, dá quase R$ 100 por mês, enquanto o plano anual da casa custa R$ 109,90 pelo ano inteiro. Se você for de PlantMe, vá de anual e anote na agenda o dia que o teste acaba.

Lá dentro, ele é simpático

Aceitei o teste grátis pra poder te contar o resto, e admito que do lado de dentro a experiência melhora. Antes de liberar a câmera, o app explica por que precisa dela e ainda mostra uma tela de "Dicas de Captura" com exemplos do que funciona e do que atrapalha: foto muito de perto, muito de longe, várias espécies juntas, imagem tremida. Achei uma aula rápida e útil, do tipo que evita frustração na primeira tentativa.

Dicas de captura de foto no PlantMe

Dicas de captura de foto no PlantMe

A tela inicial também agrada: "Tarefas para hoje" no topo, o "Meu jardim" logo abaixo e abas pra comunidade, identificação, diagnóstico e ferramentas. É limpa, organizada e volta a falar português. A comunidade é um diferencial simpático, dá pra ver fotos e dúvidas de outros usuários, embora boa parte das publicações que eu encontrei estivesse em inglês também.

Tela inicial do PlantMe

Tela inicial do PlantMe

Comparando ponto a ponto

Identificação de planta pela foto

Os dois identificam bem, e o PlantMe ainda ganha pontos pelas dicas de foto antes da câmera. A diferença está no que vem depois do clique. O PlantMe entrega o nome e as informações de cuidado; o Bloom entrega aquela ficha generosa, com origem, propagação, toxicidade pra pet e contexto que dá gosto de ler. Se a sua pergunta é só "que planta é essa?", os dois resolvem. Se a pergunta é "e como eu cuido dela a partir de hoje?", o Bloom responde com mais capricho.

Cuidado no dia a dia

Os dois têm lembretes e lista de tarefas do dia, e isso é ótimo. O que pesou pra mim foi a organização: o Bloom separa as plantas por cômodo e ajusta o cuidado pra luz de cada canto da casa, o que combina com o jeito que a minha cabeça funciona. No PlantMe, o jardim é uma lista única, funcional, mas sem essa camada de contexto. Pra quem tem três vasos, tanto faz. Pra quem tem planta na sala, no quarto e na cozinha, faz diferença no fim da semana.

Idioma e clareza

Esse ponto eu preciso tratar com a seriedade de quem já viu gente assinando coisa sem querer. O Bloom é em português do começo ao fim, incluindo valores, teste grátis e o aviso pra te lembrar antes do teste acabar. O PlantMe mistura: a apresentação e o uso diário em português, a tela de planos e parte da comunidade em inglês. Não é detalhe, porque é justamente na hora de pagar que a gente mais precisa entender tudo.

Diagnóstico e extras

Os dois diagnosticam doença pela foto, e nos dois isso funcionou bem nos meus testes com folhas suspeitas. O PlantMe soma a comunidade, que o Bloom não tem nesse formato. O Bloom soma os artigos longos em português e o Pip, que segue sendo o vendedor silencioso da experiência.

Quanto custa cada um

O PlantMe trabalha com três planos: semanal de R$ 24,90, mensal de R$ 44,99 e anual de R$ 109,90, todos com 3 dias de teste grátis. O anual é uma pechincha de tabela, dá uns R$ 9 por mês. O cuidado é não ficar no semanal selecionado por padrão, que sai quase dez vezes mais caro no acumulado do ano. E lembrando: você precisa iniciar uma assinatura pra usar o app, mesmo que cancele dentro do teste.

O Bloom segue o modelo que eu já descrevi nas outras resenhas: plano anual de R$ 174,90 com 3 dias de teste grátis e, se você não fechar de primeira, ofertas que descem até R$ 124,90 no ano (menos de R$ 11 por mês). E tem o gesto que eu mais valorizo: dá pra dispensar e usar o app antes de decidir.

No papel, o anual do PlantMe é mais barato, uns R$ 15 de diferença no ano pra menos. Na prática, o Bloom te deixa conhecer a casa antes de fechar negócio e explica o contrato inteiro no seu idioma. Cada um sabe qual dessas vantagens pesa mais no próprio bolso e na própria paciência.

Pra quem é cada app?

O Bloom é pra você se...

Você quer experimentar antes de assinar, sem pressa e sem pegadinha. Você quer tudo em português, das perguntinhas iniciais ao recibo. Você tem plantas espalhadas pela casa e quer cada uma no seu cômodo, com lembrete certeiro e fichas que ensinam de verdade.

O PlantMe é pra você se...

Você já chegou decidida a assinar por um ano e quer o menor preço de tabela da comparação. Você gosta da ideia de uma comunidade de plantas no mesmo app. Você lê inglês sem sofrimento e não se importa de confirmar a assinatura antes de explorar.

Minha conclusão honesta

O PlantMe me surpreendeu em vários momentos: as telas de abertura são lindas, as dicas de foto são uma gentileza rara e o preço do plano anual é dos mais camaradas que eu já vi por aqui. Dá pra ver que existe um bom app ali dentro.

O problema é que ele guarda esse bom app atrás de uma decisão que você precisa tomar no escuro, e em outro idioma. E quando eu comparo com a experiência de chegar no Bloom, ser recebida pelo Pip, identificar a costela-de-adão, fuçar tudo com calma e só então decidir se valia assinar, a diferença de respeito pelo meu tempo fica difícil de ignorar. No fim das contas, foi o Bloom que continuou no meu celular, me lembrando da rega da samambaia e me fazendo ler sobre alecrim sem perceber a hora passar.

Se você quer economizar no anual, lê em inglês numa boa e topa assinar antes de espiar, o PlantMe cumpre o combinado. Se você quer um app que primeiro conquista e depois cobra, que fala a sua língua do oi ao boleto, o Bloom é a minha indicação. As plantas da cozinha, mais uma vez, assinam embaixo.

E se um dia a sua samambaia voltar a parecer feliz, eu fico feliz junto.


Este review foi escrito depois de usar os dois apps na prática, em um iPhone, no Brasil, em 2026. Preços, idiomas e ofertas podem mudar conforme a região e a época em que você baixar.