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Pragas em plantas de interior: as 6 mais comuns e como identificar cada uma

Você viu um bichinho na planta e não sabe o que é. Este guia entra pela cor e pelo lugar onde ele apareceu, chega no nome da praga e dá a dose e o intervalo certos de tratamento.

por Bloom 15 min de leitura
Pragas em plantas de interior: as 6 mais comuns e como identificar cada uma

Pragas em plantas de interior: as 6 mais comuns e como identificar cada uma

Seis pragas respondem por quase tudo que ataca planta de vaso dentro de casa: pulgão, cochonilha-farinhenta, cochonilha-de-carapaça, ácaro-aranha, tripes e mosquitinho-de-fungo. Todas se identificam a olho nu, ou quase — o que separa uma da outra é onde ela fica, se ela se move quando você encosta e se deixa a folha grudenta.

Quase todo guia sobre isso é organizado pelo nome da praga. O problema é que você não sabe o nome: você viu um pontinho branco, uma teia fina ou uma mosquinha saindo da terra. Este guia começa por aí — pelo que você está vendo — e só depois chega no nome.

Resumo rápido:

  • Bichinho branco e felpudo, parado na dobra da folha, é cochonilha-farinhenta. Bichinho branco que voa quando você mexe é mosca-branca. Não se tratam do mesmo jeito.

  • Mosquinha preta saindo da terra não come a sua planta: come fungo do substrato encharcado. O tratamento é a rega, não o inseticida.

  • Sabão inseticida se usa a 1–3% (Colorado State, fact sheet 5.595) e não tem efeito residual: precisa repetir a cada 4–7 dias (fact sheet 5.547). Uma aplicação única quase sempre falha.

Este guia é para planta em vaso dentro de casa. Recomendação de lavoura — dose por hectare, pulverizador costal, produto agrícola registrado — não serve para uma jiboia na sala, e é o que mais se acha escrito por aí.

Identifique pela cor e pelo lugar

Antes da tabela, um passo que evita tratamento errado: confirme que existe bicho. Folha amarela, ponta seca e mancha marrom são causadas com muito mais frequência por rega, luz ou adubação do que por praga. Praga tem sinal físico — o inseto, a teia, a casquinha, o grude. Se você não acha nenhum dos quatro, o problema provavelmente não é praga.

Achou sinal? Então comece por onde você está: o que apareceu, e onde.

O que você está vendo

Onde

Praga provável

Como confirmar

Massa branca felpuda, parecendo algodão

Dobra da folha, axila, caule

Cochonilha-farinhenta

Não se move quando você encosta; a água escorre por cima sem molhar

Pontinhos brancos que levantam voo em nuvem

Verso da folha

Mosca-branca

Sacuda a planta: elas voam

Casquinha marrom ou bege, dura, colada

Caule e nervura central

Cochonilha-de-carapaça

Não sai com o dedo; precisa de unha para descolar

Bichinhos verdes, pretos ou rosados aglomerados

Broto novo, ponta do ramo

Pulgão

Dois tubinhos na traseira; a folha embaixo fica grudenta

Folha com pontilhado claro, como poeira, e teia fininha

Verso da folha, entre folha e caule

Ácaro-aranha

Bata a folha sobre papel branco: pontinhos que andam

Riscos prateados ou bronzeados com pontinhos pretos

Cara de cima da folha, botão da flor

Tripes

Os pontinhos pretos são fezes; não saem esfregando

Mosquinha preta voando baixo, saindo do vaso

Terra do vaso, não na folha

Mosquitinho-de-fungo

Aparece quando você rega; some quando a terra seca

Folha grudenta e brilhante, sem bicho visível

Folhas debaixo de outra folha

Pulgão, cochonilha-farinhenta ou de carapaça mole

O grude (melada) cai de cima: procure a praga na folha ACIMA

Pó preto fuliginoso sobre o grude

Qualquer lugar

Fumagina

Fungo que cresce na melada. Trate a praga, não o fungo

Duas confusões respondem por boa parte dos tratamentos que não funcionam.

A primeira é "pulgão branco": em planta de interior, quase sempre é cochonilha-farinhenta. A cera que cobre o corpo dela repele inseticida de contato (UC IPM) — a receita que funciona no pulgão escorre por cima e não mata.

A segunda é qualquer bicho branco virar "cochonilha". Se ele voa, é mosca-branca. Se é uma casquinha dura que não solta, é cochonilha-de-carapaça, e essa é a mais teimosa das seis.

A mosca-branca não entra na lista das seis por ser bem menos comum dentro de casa que na estufa, mas o tratamento dela é curto de explicar: armadilha adesiva amarela para os adultos e sabão inseticida a 1–3% no verso das folhas, repetido a cada 5–7 dias — sabão funciona nela, que também é de corpo mole (Colorado State).

Se você ficou entre duas possibilidades, fotografe de perto com o celular e amplie a foto — a câmera enxerga melhor que o olho nesse tamanho. O Bloom identifica a planta pela foto e, no plano Premium, também diagnostica doença e praga a partir da imagem da folha. É iOS por enquanto.

As 6 lado a lado

Praga

Tamanho e aparência

Onde fica

Folha grudenta?

Sinal decisivo

Pulgão

poucos mm, corpo de pera, liso

Broto novo, folha nova

Sim

Dois tubinhos na traseira

Cochonilha-farinhenta

2–5 mm, algodão branco

Dobra da folha, axila, caule

Sim

Não anda; a água escorre por cima

Cochonilha-de-carapaça

2–5 mm, casquinha dura marrom

Caule, nervura central

Só a mole

Não sai com o dedo, precisa de unha

Ácaro-aranha

menos de 1,3 mm, ponto que anda

Verso da folha

Não

Teia fina + pontilhado claro

Tripes

menos de 1,3 mm, risquinho escuro

Botão, folha nova

Não

Prateado com pontinhos pretos

Mosquitinho-de-fungo

2–4 mm, mosquinha preta

Terra do vaso

Não

Voa quando você rega

Dois atalhos que a tabela deixa claros: teia fina só o ácaro-aranha faz, e folha grudenta só as três que sugam seiva fazem (pulgão, cochonilha-farinhenta e cochonilha mole). Ácaro, tripes e mosquitinho nunca deixam grude — se tem grude, você pode descartar esses três de saída.

Pulgão

Pulgão é um inseto de corpo mole e poucos milímetros, que se agrupa nos brotos novos e no verso das folhas novas e suga a seiva. Tem dois tubinhos na traseira, os sifúnculos, que nenhuma outra praga desta lista tem. Existe verde, preto, amarelo e rosado — a cor não identifica, o formato sim.

Colônia de pulgões aglomerada na haste de uma roseira, com formas aladas e sem asa
Colônia de pulgões numa haste, o padrão típico: dezenas de indivíduos juntos no tecido novo, misturando formas sem asa e formas aladas — são as aladas que voam para a planta vizinha. Foto: Brandon Antonio Segura Torres e Priscilla Vieto Bonilla, via Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.

É a praga que mais rápido toma um broto inteiro. A fêmea se reproduz sem acasalar, pare filhotes vivos — até 12 por dia — e com o tempo quente a cria vira adulta reprodutora em 7 a 8 dias, e um único adulto chega a 80 descendentes numa semana (UC IPM). Em duas semanas o broto está tomado.

O que fazer: lave a planta com jato de água — a Colorado State considera a lavagem periódica particularmente eficaz contra pulgão e ácaro (fact sheet 5.595). Depois, sabão inseticida a 1–3%, molhando o verso das folhas, repetido a cada 5–7 dias, três vezes.

Se quiser o protocolo completo, incluindo a receita e o que fazer quando ele volta: guia do pulgão em plantas.

Cochonilha-farinhenta

Cochonilha-farinhenta é o bichinho branco felpudo que parece um chumaço de algodão na dobra da folha. São fêmeas sem asa, de corpo oval segmentado coberto de cera, às vezes com filamentos nas bordas (UC IPM). Não se movem quando você encosta — é o que a separa do pulgão em 3 segundos.

Cochonilha-farinhenta adulta coberta de cera branca e ninfas ao redor, no caule de uma planta
Cochonilha-farinhenta adulta, com a cera branca que repele água e inseticida de contato, cercada de ninfas alaranjadas. Foto: Alexey laa, via Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.

Ela se instala onde é difícil chegar: na coroa da planta, na forquilha dos ramos, no caule perto da terra e no ponto onde uma folha encosta na outra. Algumas espécies vivem na raiz, dentro da terra, e nesse caso você trata a parte de cima para sempre e a infestação nunca acaba.

A fêmea põe de 100 a 200 ovos, ou mais, num saco de cera, ao longo de 10 a 20 dias. E a cera do corpo repele a maioria dos inseticidas de contato — as duas coisas juntas explicam por que ela parece imortal.

O que fazer: álcool isopropílico a 70% ou menos, aplicado direto no bicho com cotonete, mata por dissolver a cera (UC IPM). Faça bicho por bicho nas colônias visíveis, teste antes numa folha só, e revise a planta inteira a cada 5 dias por três semanas — os ovos que você não viu vão eclodindo nesse intervalo.

Cochonilha-de-carapaça

Cochonilha-de-carapaça não parece um inseto: parece uma verruga, uma casquinha marrom ou bege de 2 a 5 mm colada no caule ou na nervura. O adulto fica imóvel debaixo dessa carapaça e suga a seiva por baixo dela.

Cochonilhas presas à nervura de uma folha, sobre superfície brilhante de melada
Cochonilhas fixadas ao longo da nervura de uma folha. Repare no brilho pegajoso em volta: é a melada, que só a cochonilha mole produz. Foto: Whitney Cranshaw, Colorado State University, Bugwood.org, via Wikimedia Commons, CC BY 3.0 US.

Existem dois tipos, e a diferença muda o tratamento. A mole deixa a folha grudenta; a de carapaça dura (armored) não produz melada nenhuma (UC IPM). Se você tem casquinha e a folha está seca, é a dura — a mais difícil de eliminar entre as seis.

Por dois motivos: a carapaça é uma blindagem física contra qualquer produto de contato, e a imidacloprida, o sistêmico mais vendido para vaso, controla a cochonilha mole mas não controla a de carapaça dura.

A janela de tratamento é a fase crawler — o único estágio com pernas, que sai de baixo da carapaça da mãe e caminha até escolher um ponto para se fixar. Para descobrir se você está nela, enrole fita dupla-face transparente no caule infestado: os crawlers grudam e aparecem como pontinhos amarelos ou alaranjados.

O que fazer: descole as carapaças com a unha ou uma escova de dente velha, uma a uma, e depois óleo mineral hortícola ou sabão a 1–3% para pegar os crawlers, repetindo semanalmente por um mês. Sabão e óleo funcionam melhor quando as cochonilhas estão na fase de ninfa pequena e exigem aplicações repetidas.

Ácaro-aranha

Ácaro-aranha não é inseto: é um aracnídeo, e as fêmeas adultas, as maiores, medem menos de 1,3 mm (UC IPM). Na prática, você vê o dano antes de ver o bicho: um pontilhado claro na folha, como se alguém tivesse borrifado poeira, que os manuais chamam de stippling.

Ácaro-aranha visto em macro sobre a folha, com fios de seda ao redor
Ácaro-aranha (Tetranychus urticae) em macro extremo, com dois fios de seda visíveis. A olho nu, tudo isso é um pontinho de menos de 1,3 mm. Foto: Gilles San Martin, via Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0.

O teste do papel branco resolve. Segure uma folha de papel branco sob a folha suspeita e bata nela algumas vezes. Se pontinhos caírem e começarem a andar, é ácaro. Se caírem e ficarem parados, é poeira.

Duas coisas favorecem ácaro dentro de casa, e as duas são condições normais de apartamento: ar seco e poeira. A umidade baixa típica de ambiente interno favorece o desenvolvimento do ácaro, e ambiente empoeirado favorece a atividade dele.

A geração se completa em menos de uma semana quando está quente. É o ciclo mais curto das seis pragas, e é por isso que a infestação parece surgir do nada.

Cuidado com o que piora: ácaro frequentemente vira problema depois de uma aplicação de inseticida. O produto mata os inimigos naturais do ácaro, e alguns ainda estimulam a reprodução dele. Inseticida de amplo espectro em planta com ácaro costuma ser o passo que transforma um foco em infestação.

O que fazer: banho de água no verso das folhas, limpando o pó, e sabão a 1–3% repetido a cada 4–7 dias, três vezes. Aumentar a umidade em volta da planta ajuda a segurar a reinfestação.

Tripes

Tripes são insetos finos e alongados, de menos de 1,3 mm, que raspam a superfície da folha e sugam o que sai. O dano é característico: riscos prateados ou bronzeados na cara de cima da folha, salpicados de pontinhos pretos, que são as fezes (UC IPM).

Folhas novas deformadas e com bordas bronzeadas por ataque de tripes
Dano de tripes: as folhas novas do centro saíram encarquilhadas e as bordas ficaram bronzeadas. O estrago já estava feito quando o tecido ainda era um botão fechado — por isso ele aparece "de repente". Foto: m.borden, via Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0.

Esses pontinhos pretos são o detalhe que fecha o diagnóstico: eles não saem esfregando com o dedo seco, porque estão colados na superfície raspada.

Tripes é difícil por onde vive: alimenta-se escondido, dentro dos botões e nas pontas dos ramos, protegido pelas sépalas. Pior, o dano só aparece quando o tecido cresce e se abre — quando você enxerga o estrago, os tripes que o causaram muitas vezes já foram embora.

O que fazer: o mesmo teste do papel branco (sacuda a folhagem sobre papel), armadilhas adesivas azuis ou amarelo-vivo para monitorar os adultos que voam, e sabão a 1–3% aplicado com cuidado dentro dos botões e nas folhas novas — que é onde eles estão, não onde o dano aparece.

Mosquitinho-de-fungo

Mosquitinho-de-fungo é a única das seis que não vive na folha. O adulto é uma mosquinha preta de 2 a 4 mm que voa baixo, sai do vaso quando você rega e vai parar na sua cara enquanto você assiste TV. O adulto não come a planta. A larva, que vive na terra, come fungo, matéria orgânica em decomposição e, quando a população é grande, raiz fina.

Mosquitinho-de-fungo adulto pousado, com pernas e antenas longas
Mosquitinho-de-fungo adulto: corpo escuro de 2 a 4 mm, pernas finas e longas e antenas compridas. Ele voa mal e devagar, quase sempre rente ao vaso — não é mosca de fruta, que é mais gorda e voa melhor. Foto: John Tann.jpg), via Wikimedia Commons, CC BY 2.0.

A causa é sempre a mesma: terra que fica úmida na superfície. Uma geração completa se fecha em cerca de 17 dias, dependendo da temperatura (UC IPM, Pest Note 7448).

O que fazer, na ordem:

  1. Corrija a rega. Deixe a superfície da terra secar entre uma rega e outra — é a recomendação central da Colorado State para esta praga (fact sheet 5.595), e sozinha ela resolve a maioria dos casos.

  2. Armadilha adesiva amarela na superfície do vaso, para pegar os adultos que já estão voando.

  3. Bti ou nematoide (Steinernema feltiae) diluído na água de rega, aplicado como encharcamento do substrato, para matar a larva. O Bti não se reproduz nem persiste dentro de casa: em vaso, pode exigir reaplicação a intervalos de cerca de 5 dias (UC IPM). O nematoide, ao contrário, se reproduz e continua procurando hospedeiro, então algumas aplicações iniciais chegam a estabelecer controle prolongado.

Matar só o adulto com inseticida de contato não resolve: a próxima leva já está na terra.

Por que a praga volta uma semana depois

A praga volta porque o ciclo de vida dela é mais curto que o intervalo entre as suas aplicações. É a causa real da frustração de quem trata direito e vê tudo voltar em uma semana.

De um lado, o ciclo é curto: ácaro fecha uma geração em menos de uma semana, pulgão em 7 a 8 dias, mosquitinho em cerca de 17.

Do outro, sabão e óleo são inseticidas de contato: matam o que encostam, e só. A Colorado State é explícita — como o efeito residual é curto, pode ser necessário repetir a aplicação em intervalos de quatro a sete dias para controlar pragas como ácaro e crawlers de cochonilha (fact sheet 5.547).

Junte os dois fatos. Você mata 90% da colônia hoje. Sobram os ovos e os que estavam escondidos na dobra do broto. Em uma semana os sobreviventes já são adultos reprodutores, e a população recomeça. Uma aplicação única não falhou por ser fraca. Falhou por ser única.

Praga

Uma geração leva

Repita o tratamento a cada

Ácaro-aranha

menos de 7 dias

4–7 dias, 3×

Pulgão

7–8 dias

5–7 dias, 3×

Mosquitinho-de-fungo

~17 dias

corrija a rega + Bti a cada ~5 dias

Cochonilha-farinhenta

a fêmea põe os ovos ao longo de 10–20 dias

5 dias, por 3 semanas

Cochonilha-de-carapaça

crawlers em levas

7 dias, por 1 mês

Tripes

variável, geralmente 2–3 semanas

5–7 dias, 3×

O que fazer em qualquer caso

Estes seis passos valem para qualquer das seis pragas, antes de comprar qualquer produto:

  1. Isole a planta. Leve para outro cômodo, hoje. Pulgão alado voa, crawler de cochonilha caminha, ácaro sobe em corrente de ar.

  2. Lave. Jato de água na pia ou no chuveiro, insistindo no verso das folhas. Isso já remove boa parte de pulgão e ácaro.

  3. Trate com o que serve àquela praga — o que muda de uma para outra é justamente isto, e está na seção de cada uma.

  4. Teste antes. Aplique numa folha só e espere um dia. Sabão pode queimar folha, principalmente em planta sensível, sob sol direto ou calor — e o dano se acumula com aplicações repetidas.

  5. Repita no intervalo daquela praga — 4 a 7 dias na maioria dos casos. Anote a data da primeira aplicação em algum lugar; é o passo que as pessoas pulam.

  6. Revise semanalmente por um mês depois que parar de ver praga.

O que não funciona

  • Detergente de louça no lugar de sabão inseticida. Detergentes de cozinha contêm surfactantes fortes que podem ferir a planta, danificar o solo e contaminar a água (Colorado State). Não é a mesma coisa que sabão inseticida.

  • Uma aplicação só. Sabão e óleo não deixam resíduo protetor: quem sobrevive à primeira aplicação repõe a colônia em dias.

  • Inseticida de amplo espectro em planta com ácaro. Costuma piorar: mata os inimigos naturais do ácaro e alguns produtos ainda estimulam a reprodução dele (UC IPM).

  • Soltar joaninha no apartamento. Predador funciona em estufa fechada com população de presa suficiente. Numa sala, ele vai embora pela janela.

  • Tratar a folha quando a cochonilha está na raiz. Se a infestação volta sempre igual depois de tratamento bem-feito, desenvase e olhe as raízes.

  • Matar o mosquitinho adulto e continuar regando igual. O problema está na terra.

Como evitar: a quarentena de 3 semanas

A porta de entrada mais comum de praga em apartamento é planta nova. A loja, o viveiro e o supermercado são ambientes com muitas plantas juntas — o cenário ideal para uma infestação passar despercebida.

Duas medidas resolvem quase tudo:

  • Inspecione antes de comprar. Examine com cuidado todas as partes da planta: superfície e base das folhas, hastes de flor e fruto, e as raízes se der para ver. Não leve para casa planta com sinal de praga — nem "para tratar em casa".

  • Deixe de quarentena por pelo menos 3 semanas, num cômodo separado das outras plantas. A Colorado State recomenda exatamente isso, com uma inspeção cuidadosa no fim do período para decidir se a planta pode se juntar às outras (fact sheet 5.595).

Três semanas parece exagero até a primeira vez que uma monstera nova espalha ácaro para as outras seis plantas da sala.

Perguntas frequentes

Qual é a praga mais difícil de eliminar de planta de interior?

Entre as seis comuns, a cochonilha-de-carapaça dura: a carapaça bloqueia produto de contato e a imidacloprida sistêmica não a controla. Fora dessa lista, o campeão é o ácaro-do-ciclame, que vive no fundo das dobras das folhas — a Colorado State recomenda simplesmente descartar a planta infestada (fact sheet 5.595).

O que são aqueles bichinhos que parecem um grão de poeira?

Se estão na folha e andam depois que você bate a folha sobre um papel branco, são ácaros — poeira de verdade cai e fica parada. Se estão na terra e saltam quando você rega, provavelmente são colêmbolos, que são inofensivos e não precisam de tratamento. Se voam baixo saindo do vaso, são mosquitinhos-de-fungo.

Que bicho é esse branco na minha planta?

Se é felpudo, branco e fica parado na dobra da folha, é cochonilha-farinhenta. Se é uma casquinha dura colada no caule e não sai com o dedo, é cochonilha-de-carapaça. Se levanta voo em nuvem quando você mexe na planta, é mosca-branca. Os três são brancos e os três pedem tratamentos diferentes.

Dá para usar o mesmo produto em todas as pragas?

Não. Sabão inseticida a 1–3% cobre pulgão, ácaro, tripes e ninfas de cochonilha. Não resolve cochonilha-farinhenta adulta, cuja cera repele produto de contato, nem larva de mosquitinho, que está dentro da terra e se combate com rega correta e Bti.

Preciso jogar a planta fora?

Raramente. Vale descartar quando a infestação está generalizada numa planta barata e fácil de repor, ou nos casos de ácaro-do-ciclame. Para o resto, isolamento, poda das partes mais atacadas e três aplicações no intervalo certo resolvem a maioria dos casos.

Em resumo

Comece pelo que você vê, não pelo nome: cor, lugar e se o bicho se move já reduzem para uma ou duas possibilidades. Depois trate com o que serve àquela praga — e repita no intervalo, porque é a repetição, não a força do produto, que decide o resultado.

O próximo passo prático é o mais chato e o mais eficaz: separe a planta atacada das outras hoje, antes de comprar qualquer coisa.

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