Guia Completo de Plantas
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Cacto Bola Verde
Echinopsis calochlora
O Cacto Bola Verde (Echinopsis calochlora) é um cacto globoso de pequeno porte, nativo do Brasil e do Paraguai. Forma touceiras com o tempo, produzindo flores brancas grandes e perfumadas que abrem durante a noite na primavera e no verão.
Cacto-bola
Echinopsis eyriesii
Echinopsis eyriesii é um cacto globular nativo da América do Sul (Argentina, Bolívia e sul do Brasil), conhecido por seu caule verde-escuro costelado e suas flores brancas grandes, perfumadas e efêmeras que se abrem à noite. É uma espécie resistente e de fácil cultivo, ideal tanto para iniciantes quanto para colecionadores.
Cacto-tocha-vermelha
Echinopsis huascha
O Echinopsis huascha, conhecido popularmente como cacto-tocha-vermelha, e um cacto colunar originario das regioes aridas de Catamarca e La Rioja, na Argentina, onde cresce em altitudes entre 900 e 2000 metros. Forma touceiras compactas de caules eretos ou rastejantes, cobertos por espinhos amarelados, podendo atingir cerca de 1 metro de altura. Suas flores vistosas, que variam entre laranja, amarelo e vermelho, surgem na primavera e no inicio do verao, contrastando com o verde-acinzentado do caule.
Cacto-bola
Echinopsis oxygona
O Echinopsis oxygona é um cacto clássico de formato globular que tende a se tornar levemente colunar com a idade. É amplamente apreciado por suas flores monumentais em forma de trombeta, que podem ser brancas ou rosadas e exalam um perfume delicado, abrindo-se geralmente durante a noite. Originário da América do Sul, ele forma colônias de 'bolas' espinhosas através da produção de brotos laterais.
Tocha-peruana
Echinopsis peruviana
Cacto colunar originário do Peru que ramifica desde a base e pode chegar a 5 metros de altura, com caules azul-esverdeados de 6 a 8 costelas largas e arredondadas, areolas esbranquiçadas e espinhos castanhos. Na maturidade produz grandes flores brancas, perfumadas e em forma de funil, que se abrem à noite no fim da primavera e no verão. Contém o alcaloide mescalina, e por isso seu cultivo e posse podem ser regulados em alguns países.
Cacto-de-tubo
Echinopsis tubiflora
Echinopsis tubiflora, conhecida popularmente como cacto-de-tubo, e um cacto globular a curto-colunar nativo das terras altas da Bolivia e do norte da Argentina. Seu caule verde-escuro e acostelado e coberto por tufos de espinhos claros com pontas escuras, e produz flores brancas espetaculares em forma de funil, com a garganta verde-palida, que se abrem a noite e duram apenas um ou dois dias. Com o tempo, a planta tende a formar filhotes, criando toucerias densas que conferem um forte carater arquitetonico a jardins secos ou parapeitos ensolarados.
Orgulho-da-Madeira
Echium candicans
O Orgulho-da-Madeira (Echium candicans) e um arbusto perene originario da ilha da Madeira, Portugal. Produz espetaculares espigas conicas densamente cobertas de flores azuis e purpuras que atraem abelhas, borboletas e beija-flores. E uma planta robusta e de facil cultivo, ideal para jardins mediterraneos, encostas rochosas e jardins costeiros. Adapta-se bem a solos pobres e e extremamente resistente a seca uma vez estabelecida.
Viperina
Echium plantagineum
A Viperina (Echium plantagineum) é uma planta anual ou bienal da família Boraginaceae, nativa da região do Mediterrâneo, Norte da África e Sudoeste da Ásia. Forma uma roseta de folhas ásperas e peludas antes de desenvolver um caule ramificado com flores em formato de funil que mudam de cor, do rosa ao azul-violeta profundo, à medida que se abrem. A espécie atinge de 20 a 90 cm de altura, floresce da primavera ao verão e é extremamente popular entre abelhas e polinizadores devido à sua abundante produção de néctar. Embora tolere bem a seca e solos pobres, é considerada uma erva daninha invasora em regiões fora de sua área nativa, como na Austrália e Califórnia. A planta contém alcaloides pirrolizidínicos, o que a torna tóxica para o gado e pode causar irritação na pele ao toque.
Viperina
Echium vulgare
A viperina (Echium vulgare) é uma erva bienal a perene da família Boraginaceae, que cresce naturalmente em prados, margens de caminhos, taludes e locais secos por toda a Europa. Forma uma roseta basal de folhas peludas, da qual brota, no segundo ano, um caule ereto e densamente eriçado de 30 a 90 cm de altura. De maio a setembro, floresce com pequenas flores em forma de funil que se abrem rosadas e gradualmente tornam-se azuis – uma característica típica do gênero Echium. As flores são muito procuradas por abelhas e mamangabas, tornando a planta uma importante espécie melífera. Tolera a seca, solos arenosos pobres e pedregosos, sendo de baixa manutenção; no entanto, toda a planta contém alcaloides pirrolizidínicos e os pelos eriçados podem irritar a pele.
Eclipta prostrata
Eclipta prostrata
A Eclipta prostrata, conhecida mundialmente como Bhringraj ou Erva-de-botão, é uma planta herbácea rasteira de grande importância na medicina Ayurveda. Caracteriza-se por suas pequenas flores brancas solitárias e caules que podem ser avermelhados. É uma planta extremamente resiliente que prefere ambientes úmidos, sendo frequentemente encontrada próxima a rios e pântanos em regiões tropicais.
Edithcolea grandis
Edithcolea grandis
A Edithcolea grandis, conhecida como Flor-tapete-persa, é uma suculenta rastejante extraordinária nativa das regiões áridas da África Oriental. Seus caules são ramificados, espinhosos e apresentam uma coloração que varia do verde-acinzentado ao marrom. O grande destaque desta espécie são suas flores magníficas, que podem chegar a 13 cm de diâmetro, exibindo padrões geométricos complexos e cores vibrantes que lembram a tecelagem de um tapete persa. É uma planta cobiçada por colecionadores, mas exige cuidados precisos devido à sua sensibilidade ao excesso de água.
Elódea
Egeria densa
Egeria densa, comumente conhecida como elódea, é uma planta aquática submersa nativa dos riachos e lagos do sudeste da América do Sul (Brasil, Argentina, Uruguai, Chile). Pertence à família Hydrocharitaceae e está entre as plantas de aquário mais populares do mundo devido ao seu crescimento rapidíssimo, facilidade de cultivo e excelente capacidade de oxigenar a água e absorver nitratos e fosfatos, ajudando a combater a proliferação de algas. Apresenta caules finos e ramificados que podem ultrapassar um metro de comprimento, cobertos por verticilos de pequenas folhas em forma de fita de um verde brilhante; em condições favoráveis, produz pequenas flores brancas de três pétalas que flutuam na superfície da água. Devido à sua vigorosidade, fora do aquário ou lago controlado, é considerada uma espécie invasora em muitas regiões do mundo, onde forma densos tapetes submersos capazes de alterar os ecossistemas aquáticos: deve, portanto, ser manuseada com cuidado, evitando dispersar fragmentos de caule em cursos d'água naturais.
Chá-da-fukien
Ehretia microphylla
A Carmona microphylla (sinônimo Ehretia microphylla), popularmente conhecida como chá-da-fukien, é um arbusto perene da família Boraginaceae, nativo do Sul e Sudeste Asiático, desde a Índia até a China, Japão e o norte da Austrália. Possui folhas pequenas, brilhantes, verde-escuras e de textura áspera, medindo de 1,5 a 4 cm de comprimento. Produz pequenas flores brancas em forma de estrela durante todo o ano, seguidas por frutos avermelhados-alaranjados do tamanho de uma ervilha. Na natureza, pode atingir até 4 metros de altura, mas seu tronco ramificado e que engrossa com o tempo a tornou uma das espécies mais populares para bonsai de interior na cultura ocidental – seu nome refere-se à província chinesa de Fujian (anteriormente transliterada como Fukien), de onde foi introduzida no comércio de bonsai. Nas Filipinas, uma decocção de suas folhas é tradicionalmente usada para tratar tosse, diarreia e problemas estomacais.
Aguapé
Eichhornia crassipes
O aguapé (Eichhornia crassipes) é uma planta aquática flutuante nativa da bacia Amazônica na América do Sul. Reconhecida por suas folhas brilhantes em forma de coração e suas flores violetas delicadas em forma de orquídea, o aguapé é uma das plantas de crescimento mais rápido do mundo. Apesar de sua beleza ornamental, pode tornar-se invasiva em ambientes naturais.
Eleagno
Elaeagnus
Elaeagnus é um genero de arbustos e arvores de pequeno porte resistentes, valorizados pela folhagem prateada e escamosa e por pequenas flores perfumadas no outono, seguidas de frutos comestiveis em forma de drupa. Nativo da Asia temperada, Europa e America do Norte, o genero inclui especies perenes (como E. pungens) e caducifolias (como E. umbellata e E. commutata), todas com uma constituicao resistente e adaptavel.
Oleagno-de-Ebbing
Elaeagnus × submacrophylla
O Oleagno-de-Ebbing (Elaeagnus × submacrophylla) é um arbusto híbrido perene de crescimento rápido, amplamente cultivado como sebe ou quebra-vento em climas temperados. Originário do cruzamento entre E. macrophylla e E. pungens, destaca-se pela folhagem prateada e flores perfumadas no outono.
Oliveira-russa
Elaeagnus angustifolia
A Elaeagnus angustifolia, conhecida como oliveira-russa ou árvore-do-paraíso, é uma árvore caduca ou arbusto grande originário da Ásia Ocidental e do Sudeste da Europa. Destaca-se pela sua folhagem prateada característica, flores aromáticas amarelo-creme e frutos pequenos comestíveis semelhantes a azeitonas. É extraordinariamente resistente ao frio, seca, salinidade e solos pobres, sendo amplamente utilizada em paisagismo e quebra-ventos. Nota: é considerada invasora em muitas regiões do mundo.
Oliveira-de-outono
Elaeagnus pungens
O Elaeagnus pungens, conhecido como oliveira-de-outono ou arbusto-prateado, é um arbusto perene originário do Leste Asiático, especialmente do Japão e da China. Possui folhas coriáceas com tonalidades verdes e prateadas na face inferior, tornando-se uma planta ornamental de grande destaque. No outono, produz pequenas flores tubulares brancas com aroma intenso e adocicado. É extremamente resistente, tolerando solos pobres, seca e ventos fortes, sendo muito utilizado como cerca-viva e quebra-vento.
Dendezeiro
Elaeis guineensis
O dendezeiro (Elaeis guineensis) é uma palmeira da família Arecaceae, originária das zonas tropicais baixas da África Ocidental, especialmente ao longo do Golfo da Guiné. No estado selvagem, atinge de 20 a 25 m de altura, mas em cultivo raramente ultrapassa os 15 m. Seu estipe único, marcado pelas cicatrizes das folhas antigas, sustenta uma coroa de longas frondes pinadas de 5 a 7 m de comprimento. As inflorescências separadas, masculinas e femininas, produzem cachos de frutos ovoides vermelho-alaranjados, cuja polpa e amêndoa fornecem o óleo de palma (azeite de dendê) e o óleo de palmiste, tornando esta espécie a principal fonte mundial de gordura vegetal.
Eumundi quandong
Elaeocarpus eumundi
A Elaeocarpus eumundi, conhecida como eumundi quandong ou quandong-de-folha-lisa, é uma árvore perene da família Elaeocarpaceae, nativa das florestas tropicais do nordeste da Austrália – da Península do Cabo York, passando pelo centro-leste de Queensland até o norte de Nova Gales do Sul, onde cresce em altitudes de até aproximadamente 1000 m. Em seu habitat natural, atinge de 12 a 25 m de altura, mas em cultivo como árvore de jardim ou urbana, geralmente alcança de 8 a 15 m, com uma copa estreita e ereta de 3 a 5 m de largura. As folhas coriáceas e verdes escuras brilhantes concentram-se nas pontas dos ramos e tornam-se amarelas ao envelhecer, em vez de vermelhas, enquanto os novos brotos apresentam um tom bronze-rosado. No período de novembro a dezembro (em sua origem), surgem cachos de flores de cor creme com pétalas franjadas, seguidas por drupas ovais azuis com polpa ácida, porém comestível, utilizada em geleias e conservas. Devido ao seu crescimento denso e resistente, a árvore é comumente plantada como tela de privacidade ou árvore de rua, atraindo pássaros que se alimentam de néctar e sementes.
Erva-d'água-de-oito-estames
Elatine hydropiper
Elatine hydropiper, conhecida como Erva-d'água-de-oito-estames, é uma pequena planta aquática tapetizante nativa da Europa e Ásia temperada. Forma um denso tapete verde-esmeralda no aquário, sendo muito valorizada como planta de primeiro plano no aquarismo plantado. Exige cuidados avançados: alta luminosidade, injeção de CO2 e parâmetros hídricos estáveis.
Eleocharis
Eleocharis
Eleocharis é um vasto gênero de plantas perenes de áreas úmidas e aquáticas da família Cyperaceae, abrangendo mais de 200 espécies distribuídas por todo o mundo. As plantas são caracterizadas por seus caules sem folhas, tubulares e de cor verde-claro, que crescem em tufos densos que lembram grama. No aquarismo, a espécie mais popular é a Eleocharis acicularis – conhecida como "grama-de-pelo" ou "eleocharis mínima" – apreciada por criar um tapete verde denso no fundo do aquário. A espécie Eleocharis palustris (junquinho) é amplamente cultivada em lagos de jardim e biótopos de áreas úmidas. A planta se espalha naturalmente por rizomas subterrâneos e estolões; produz pequenas flores em forma de espiga de cor marrom-esverdeada no topo dos caules.
capim-pé-de-galinha
Eleusine indica
Gramínea anual pequena distribuída em áreas quentes do mundo até aproximadamente 50 graus de latitude. Caracteriza-se pelo crescimento rápido, formando touceiras densas com altura de 15-90 cm. As folhas são linear-lanceoladas, medindo 5-30 cm de comprimento, com lâminas glabras, quilhadas, apresentando base branca ou prateada bem distinta. Desenvolve um sistema radicular profundo e fibroso extremamente resistente à remoção. As sementes são pequenas, negras a castanhas, sendo produzidas em grande quantidade: até 120 mil por planta, facilmente dispersas pelo vento e água. Prefere solos bem drenados em pleno sol, não tolerando sombra. Realiza fotossíntese C4, permitindo crescimento em climas quentes. Floresce de julho a agosto com flores amarelo-esverdeadas; sementes maturam de agosto a outubro.
Lírio-caboclo
Eleutherine bulbosa
O lírio-caboclo (Eleutherine bulbosa, sin. Eleutherine plicata) é uma erva bulbosa e rizomatosa, acaule, nativa da Amazônia e amplamente distribuída do sul do México à América do Sul tropical. Forma touceiras de 20 a 30 cm de altura, com bulbos de escamas avermelhadas semelhantes às da cebola-roxa, folhas simples, lanceoladas e pregueadas longitudinalmente, e flores brancas ou rosadas, em forma de estrela, que se abrem ao entardecer. É uma das plantas medicinais mais tradicionais dos povos indígenas amazônicos, com bulbos ricos em naftoquinonas, antraquinonas e flavonoides.
Grama-francesa
Elymus repens
A grama-francesa (Elymus repens) é uma gramínea perene rizomatosa, amplamente distribuída na Europa, Ásia e América do Norte, onde é considerada uma das ervas daninhas mais persistentes e difíceis de eliminar. Espalha-se rapidamente através de rizomas subterrâneos finos e pontiagudos, capazes de regenerar uma nova planta a partir de um pequeno fragmento cortado. Forma tapetes densos e entrelaçados, tolera quase todos os tipos de solo, luz e umidade, crescendo espontaneamente em jardins, campos, cercas vivas e beiras de estradas. Apesar de ser uma planta invasora, possui um longo histórico de uso tradicional como planta medicinal e é parcialmente comestível.
falsa-serralha
Emilia fosbergii
A falsa-serralha e uma erva anual ereta, nativa de regioes tropicais e subtropicais da America, que hoje se espalhou como planta ruderal por varios continentes. Cresce ate cerca de 1 metro de altura, com caule cilindrico e folhas alternadas, dentadas, que variam de ovadas na base a lanceoladas no topo. Suas flores tubulosas, em tons de vermelho, rosa ou roxo, reunem-se em pequenos capitulos que lembram um pincel, surgindo praticamente o ano todo. E comum encontra-la brotando espontaneamente em beiras de rua, terrenos baldios, jardins e areas cultivadas.
Serralhinha
Emilia sonchifolia
A serralhinha (Emilia sonchifolia) e uma herbacea anual da familia Asteraceae, nativa da Asia tropical e hoje naturalizada em quase todo o Brasil, principalmente nas planicies litoraneas do Norte, Nordeste e Sudeste. Cresce ereta, com caule cilindrico, tenro e pouco ramificado, atingindo de 30 a 70 cm de altura. As folhas basais formam uma roseta, enquanto as do caule se dispoem em espiral; as flores tubulosas, de coloracao lilas a rosada, reunem-se em pequenos capitulos terminais que lembram um pincel - dai os nomes populares pincel-de-estudante e flor-pincel. Planta espontanea e rustica, e encontrada em beiras de estrada, terrenos baldios, jardins e areas de cultivo, onde se comporta como erva daninha comum.
Palmeira-pão-africana
Encephalartos
Encephalartos é um género de cicadáceas africanas, popularmente chamadas de "palmeiras-pão" pela polpa amilácea do caule, historicamente processada como alimento por povos indígenas do sul e leste da África. Não são palmeiras verdadeiras, mas plantas gimnospérmicas antigas, verdadeiros fósseis vivos que sobreviveram desde antes dos dinossauros. Formam uma roseta de folhas pinadas rígidas, por vezes azuladas ou fortemente espinhosas, sobre um caule grosso e lenhoso. São dioicas, produzindo grandes cones masculinos e femininos. Crescimento extremamente lento e longevidade que pode ultrapassar séculos. Quase todas as espécies estão listadas no Apêndice I da CITES devido à extração ilegal.
Orquídea-concha
Encyclia fragrans
A orquídea-concha (Encyclia fragrans, sin. Prosthechea fragrans) é uma orquídea epífita simpodial nativa de florestas tropicais e matas de nuvem do México, América Central, Caribe (Jamaica, Porto Rico) e norte da América do Sul (Brasil, Equador, Costa Rica). Forma pseudobulbos ovais compactos, cada um com uma única folha coriácea e erguida, e produz hastes com flores perfumadas de tom branco-esverdeado a creme, com o lábio branco riscado de listras púrpuras. As flores exalam um aroma adocicado, lembrando mel e baunilha, mais intenso à noite.
Falso Aro de Engler
Englerarum hypnosum
Englerarum hypnosum é um aróide tropical raro e monotípico, nativo das florestas de calcário cárstico do sudoeste da China, Laos e Tailândia. Anteriormente classificado em Alocasia, foi transferido para o gênero exclusivo Englerarum com base em estudos filogenéticos moleculares. Cresce como litófita em cornisas úmidas de calcário a 800–1000 m de altitude, espalhando-se por rizomas para formar colônias. Suas grandes folhas verde-escuras com padrões verde-prateados fazem dele uma planta ornamental impressionante.
Bananeira-da-Abissínia
Ensete ventricosum
A Bananeira-da-Abissínia (Ensete ventricosum) é uma planta tropical imponente da família Musaceae, nativa das regiões montanhosas da África Oriental e da Etiópia. Com folhas gigantescas de até 6 metros de comprimento e nervura central avermelhada, é cultivada há mais de 10.000 anos como alimento básico para cerca de 20 milhões de etíopes. Embora se assemelhe a uma bananeira, seus frutos são incomestíveis — é o pseudocaule, a raiz e a inflorescência que fornecem alimento rico em amido fermentado chamado kocho.
Tamboril
Enterolobium contortisiliquum
O tamboril e uma arvore nativa da Mata Atlantica e do Cerrado brasileiros, da familia Fabaceae, que pode atingir de 20 a 35 metros de altura com tronco de ate 1,6 m de diametro. E famoso por sua copa ampla em formato de guarda-chuva e por seus frutos lenhosos, curvos e ocos, que lembram uma orelha humana ou de macaco (e um pequeno tambor, origem do nome "tamboril"). Especie pioneira decidua, de crescimento rapido, produz pequenas flores brancas globulares entre o inverno e o verao e e amplamente usada em reflorestamento, arborizacao urbana e paisagismo de grandes areas.
Entoloma sedoso
Entoloma sericeum
O Entoloma sericeum, conhecido popularmente como entoloma sedoso, é uma espécie de cogumelo de pequeno porte que ocorre principalmente em gramados, pastagens e jardins. Seu chapéu é marrom-escuro ou marrom-acinzentado, com brilho sedoso e propriedades higrófanas, o que significa que sua cor muda sob a influência da umidade. Suas lamelas são inicialmente branco-acinzentadas, adquirindo um tom rosado à medida que os esporos amadurecem. É importante notar que, embora não seja mortalmente venenoso, pode causar distúrbios gastrointestinais, sendo, portanto, impróprio para o consumo.
Wallaba
Eperua falcata
A Eperua falcata é uma árvore da floresta tropical pertencente à família Fabaceae (leguminosas), nativa do norte da América do Sul, principalmente nas Guianas (Guiana Francesa, Suriname, Guiana) e no norte do Brasil (Amapá). Pode atingir até 35 metros de altura, com casca marrom-acinzentada e folhas pinadas compostas por 2-4 pares de folíolos ovais, com cerca de 18 cm de comprimento. Suas flores em forma de sino, com pétalas vermelhas, que florescem em cachos pendentes, são particularmente decorativas, e suas vagens maduras, em forma de lâmina de espada e cor malva, ao se abrirem, podem lançar suas sementes a até 30 metros de distância. A árvore frequentemente forma povoamentos puros em areia de quartzo branca, em florestas tropicais ribeirinhas e pantanosas, até 700 metros acima do nível do mar. Sua madeira de cerne marrom-avermelhada é extremamente durável e, devido à sua resistência natural a fungos, é usada para estacas, telhas e postes telegráficos.
Epidendro
Epidendrum
Epidendrum é um dos maiores gêneros de orquídeas, com cerca de 1.500 espécies distribuídas pelas regiões neotropicais da América Central e do Sul. Conhecida popularmente como Orquídea-crucifixo (especialmente E. radicans), produz cachos de flores pequenas e estreladas em tons vibrantes de vermelho, laranja, amarelo, rosa e branco. É uma orquídea extremamente resistente e de fácil cultivo, sendo ideal para iniciantes.
Orquídea Estrela Franjada
Epidendrum ciliare
Epidendrum ciliare, conhecida popularmente como Orquídea Estrela Franjada, é uma magnífica orquídea epífita nativa do México, América Central, Caribe e norte da América do Sul. Cresce sobre árvores e afloramentos rochosos em florestas úmidas entre 500 e 1000 metros de altitude. A planta produz pseudobulbos cilíndricos de 10 a 20 cm, encimados por 1 a 2 folhas oblongas verde-brilhante. Suas flores em estrela são famosas pelo lábio branco delicadamente franjado e sépalas e pétalas amarelo-esverdeadas, florescendo tipicamente no inverno. Muito apreciada por colecionadores, é uma das espécies mais elegantes do gênero Epidendrum.
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