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Como fazer a camélia florir e não derrubar os botões

Os botões da camélia nascem no fim da primavera e caem quando a terra seca no fim do verão. Veja o calendário no Brasil, as causas com fonte e como separar botão marrom por frio, seca ou fungo.

por Bloom 16 min de leitura
Como fazer a camélia florir e não derrubar os botões

Para fazer a camélia florir, cuide dela do fim da primavera ao outono, não no inverno. Os botões que abrem no outono e no inverno começam a se formar no fim da primavera e crescem durante todo o verão. A causa mais citada de botões da camélia caindo antes de abrir é a terra seca nessa fase, sobretudo no fim do verão.

Três cuidados atacam as causas mais citadas. Mantenha a terra sempre úmida, sem encharcar, de novembro a maio (no Brasil). Faça a poda só logo depois da floração e pare de adubar no fim de janeiro.

Resumo rápido:

  • O botão da camélia (Camellia japonica) começa a se formar de maio a julho no hemisfério norte, 90% dele em junho. No Brasil, a mesma fase cai entre novembro e janeiro.

  • Terra seca no fim do verão é a causa de queda de botão citada por quatro fichas universitárias e pela RHS. No Brasil, o fim do verão vai de fevereiro a março.

  • Poda depois do começo do verão corta os botões da floração seguinte. Uma poda forte, de um terço à metade da planta, costuma deixar a camélia com poucas flores por 1 a 2 anos.

A camélia que derruba os botões tem salvação?

Na maioria dos casos, sim: a planta sobrevive, mas o botão que caiu não volta nesta floração. A camélia só forma botões novos no fim da primavera seguinte. Por isso, o conserto vale para a próxima floração, e a primeira decisão é o que não fazer agora.

Não faça poda na planta para "dar força". A NC State Extension avisa que a poda feita tarde no ano sacrifica as flores do ano seguinte. Extensão é o serviço de orientação ao público das universidades americanas, e esta é a da Universidade Estadual da Carolina do Norte. Também não troque de vaso nem encharque a terra para compensar.

Olhe primeiro as folhas e a terra. Botão caindo com folha verde e firme costuma ser problema de água, temperatura ou excesso de botões, e a planta segue bem. Botão caindo com folhas amarelas na camélia e terra molhada há dias pede outra investigação. Nesse caso, se a planta estiver em vaso, tire-a e confira a raiz. Raiz escura e mole é sinal de podridão de raiz por Phytophthora, causada por um microrganismo da terra que ataca raiz encharcada.

Algumas quedas são normais. A Clemson Cooperative Extension, da Universidade Clemson (EUA), escreve na ficha da camélia que muitas camélias formam mais botões do que conseguem abrir. Cair um ou outro botão de um galho cheio não é sinal de doença.

Quando a camélia forma os botões e quando floresce

A camélia forma os botões cerca de 7 a 9 meses antes de abrir, segundo um estudo numa cidade da China. Um estudo de 2025 na revista International Journal of Molecular Sciences acompanhou a Camellia japonica em Hangzhou, na China. Os botões se formaram só de maio a julho, 90,08% deles em junho, e abriram de janeiro a março.

Um estudo de 2015 na Frontiers in Plant Science descreve a mesma ordem. O botão começa no fim da primavera e cresce de forma visível até o outono. Todas as fontes deste guia são do hemisfério norte. No Brasil, as estações chegam com cerca de 6 meses de diferença. A RHS (Sociedade Real de Horticultura do Reino Unido) indica essa mesma diferença para o hemisfério sul. Na tabela, a coluna do Brasil soma esses 6 meses às datas das fontes.

Fase da camélia

Hemisfério norte (fonte)

No Brasil (conversão)

O botão começa a se formar

Maio a julho, 90% em junho (IJMS 2025)

Novembro a janeiro

O botão cresce e fica visível

Até o outono (Frontiers 2015)

Até o outono, de março a maio

Seca que mais derruba botão

Fim do verão; agosto e setembro (RHS; NC State)

Fevereiro e março

Floração da camélia-sasanqua

Outubro a dezembro (UF/IFAS)

Abril a junho

Floração da camélia-japonesa

Dezembro a março (UF/IFAS)

Junho a setembro

Poda

Logo após a floração ou no começo do verão (NC State)

Logo após a floração, no máximo até dezembro

Adubo

Na primavera, nunca depois do fim de julho (RHS)

De setembro até o fim de janeiro

A espécie muda o calendário. A camélia-sasanqua (Camellia sasanqua) floresce mais cedo, no outono. A camélia-japonesa (Camellia japonica) floresce do inverno ao começo da primavera, segundo a UF/IFAS, a extensão da Universidade da Flórida. Cada planta fica florida por 3 a 4 semanas na japonesa e por 4 a 6 semanas na sasanqua, pelas fichas da NC State. A NC State também registra variedades de japonesa que começam a florir já em outubro no norte, o que no Brasil corresponde a abril.

A camélia-sasanqua tem folha menor e flor mais simples, e aguenta mais sol que a japonesa:

Se você herdou a planta e não sabe a espécie, o app Bloom (disponível para iOS) identifica a planta pela foto. A espécie decide quando a sua deve florir e quanta luz ela aguenta.

Por que os botões da camélia caem antes de abrir

Os botões da camélia caem antes de abrir por sete motivos com fonte. Cinco fontes apontam a falta de água no fim do verão como a causa mais citada. A Clemson lista nove causas na ficha de doenças e pragas da camélia, e a RHS reúne as mais comuns nas perguntas frequentes sobre camélia.

Causa

Sinal na planta

Quem afirma

Terra seca no verão

Botões ficam marrons e caem fechados na época da floração

RHS, NC State, Clemson, UF/IFAS (2 fichas)

Água demais ou terra que não escorre

Botão cai e as folhas amarelam; terra molhada há dias

NC State, UF/IFAS, Clemson, CT CAES

Frio forte ou geada

Botão marrom que cai sem abrir; pétala queimada na borda

RHS, Clemson, UF/IFAS

Calor fora de época

Variedades precoces não florescem; botão abre pela metade

UF/IFAS, Clemson, CT CAES

Adubo demais ou tarde

Botões ficam marrons e caem antes de abrir

RHS, CT CAES

Botões demais

Parte dos botões de cada cacho seca e cai

UF/IFAS, Clemson

Ácaro-do-botão

Botão cai antes de abrir, sem outra causa à vista

UF/IFAS, Clemson

Terra seca no fim do verão

A terra seca é a causa mais citada. A RHS diz que solo seco no fim do verão ou no começo da primavera faz o botão abortar. A NC State diz que a seca em agosto e setembro (fevereiro e março, no Brasil) inibe a floração seguinte. Um técnico de extensão da UF/IFAS escreveu em 2015 que a seca é o principal estresse que impede o botão de abrir.

O efeito aparece com atraso. A planta passa sede em fevereiro e só derruba o botão meses depois, quando ele já está grande. Por isso, regar mais depois da seca não salva o botão que ela já danificou em fevereiro. A rega que protege o botão é a de novembro a maio.

A American Camellia Society, associação de cultivadores dos EUA, resume o objetivo: terra sempre úmida, nunca encharcada. Na ficha de 1999 da UF/IFAS, o professor Edward Gilman acrescenta que períodos de umidade do ar muito baixa também derrubam botão.

Água demais e raiz encharcada

Encharcar a terra também derruba botão, mas aparece menos nas fontes que a seca. A NC State e a UF/IFAS citam os dois extremos, com mais peso na falta de água. A Clemson lista a drenagem ruim entre as causas.

No vaso, o encharcamento piora com o tempo. A RHS explica que a terra do vaso perde a estrutura com o tempo e passa a reter água demais. Replantar na hora certa evita o encharcamento. A RHS também alerta contra o vaso grande demais, que pode levar à podridão de raiz.

Frio forte, geada e sol da manhã depois da geada

O botão aguenta menos frio à medida que incha. A UF/IFAS explica que o botão fica mais sensível ao congelamento quando começa a inchar e, mais ainda, quando começa a abrir. O botão queimado pelo frio não abre. A RHS diz que o frio de inverno pode deixar o botão marrom e derrubá-lo. Para as variedades sensíveis, ela indica uma manta de proteção, como o TNT agrícola.

Depois de uma noite de geada, a planta que recebe sol direto logo cedo sofre muito mais, segundo a RHS. Onde há geada, deixe a camélia em lugar abrigado, longe do sol direto da manhã cedo. Nenhuma extensão dá uma temperatura exata em que o botão da camélia-japonesa morre.

Calor fora de época

O calor fora de época atrapalha a floração, e o efeito é mais certo para as variedades precoces, as que abrem mais cedo na estação. A UF/IFAS diz que outono quente pode impedir variedades precoces de florescer direito. Nas variedades tardias, a planta pode começar a brotar antes do fim da floração. Quando isso acontece, a flor não abre por inteiro ou cai ainda fechada. Em inglês, esse defeito se chama bullnosing.

O frio também tem um papel na abertura. No estudo de 2015, o frio entre 2 e 7 °C ajudou o botão a sair da dormência e a abrir. Dormência é a pausa de crescimento do botão. O mesmo estudo aponta que períodos quentes no fim do outono e no inverno podem impedir que o botão receba o frio de que precisa. O frio prolongado, por outro lado, reduziu o tamanho e a duração da flor. O teste foi feito em vasos numa câmara fria, e não dá uma regra para o jardim.

Adubo demais ou na hora errada

A RHS diz que adubação excessiva ou tardia também derruba botão, e manda não adubar a camélia depois do fim de julho. No Brasil, o fim de julho do hemisfério norte corresponde ao fim de janeiro. A UF/IFAS vai na mesma linha: adubo no fim do verão ou no outono gera brotos tenros, que o primeiro frio queima.

Nem toda fonte concorda. A American Camellia Society aceita adubar até setembro (março, no Brasil), trocando por um adubo com mais potássio. Este guia segue a UF/IFAS e a RHS: as duas ligam o adubo tardio a um dano na planta. A UF/IFAS é extensão universitária, a RHS é sociedade de horticultura e a American Camellia Society é associação de cultivadores.

Botões demais no mesmo galho

Muitas camélias formam mais botões do que conseguem abrir, dizem a Clemson e a UF/IFAS. Um técnico de extensão da UF/IFAS explica que, com botões demais, a planta não tem reserva para abrir todos. Parte deles seca e cai, e essa queda não indica doença.

Mudar o vaso de lugar com botão

O Gartenjournal, um site alemão de jardinagem, manda evitar mudanças frequentes de lugar na camélia com botão. Nenhuma extensão universitária mediu esse efeito. A Clemson lista como causa a oscilação grande de temperatura. Levar a planta de um canto frio para um quente provoca essa oscilação. Escolha o lugar definitivo antes de novembro, quando os botões começam a se formar, e deixe o vaso ali até o fim da floração.

Ácaro-do-botão

O ácaro-do-botão (um bicho minúsculo, parente da aranha) aparece na lista da Clemson e na ficha de Gilman, da UF/IFAS. Ele infesta o botão e o faz cair antes de abrir. Nenhuma das duas fontes descreve um diagnóstico em casa nem um tratamento. Pense nele só depois de descartar água, frio e adubo.

Botão ou flor marrom: frio, seca ou fungo

Botão marrom que cai fechado costuma ser seca no verão ou frio forte. A Clemson descreve a ponta do botão jovem ficando marrom como sintoma da queda de botão. Já a flor aberta que fica marrom tem três causas principais: geada, mofo cinzento e um fungo próprio da pétala da camélia.

A geada é a causa mais comum de flor marrom, segundo a RHS. A forma da mancha ajuda a separar a geada dos fungos:

  • Geada: o marrom fica nas bordas das pétalas, depois de uma noite fria.

  • Fungo da pétala (Ciborinia camelliae): começa como pintinhas marrons em qualquer ponto da pétala, com as nervuras mais escuras. Há um anel branco ou cinza de fungo na base das pétalas, e a flor cai em 24 a 48 horas.

  • Mofo cinzento: também começa como pintinhas marrons em qualquer ponto da pétala, mas sem o anel branco na base.

A NC State descreve o fungo da pétala como um marrom que vai das bordas para o centro. Por isso, na dúvida, procure o anel branco ou cinza na base das pétalas e as nervuras escuras, que a geada não causa (RHS e Clemson).

Flor branca de camélia no jardim com uma faixa marrom fina só na borda de cada pétala e o centro branco e limpo, dano de geada
Dano de geada numa flor de camélia: o marrom fica só na borda das pétalas. Imagem ilustrativa gerada por IA.

A descrição do fungo da pétala vem da RHS e da Clemson. O fungo só ataca flores e não prejudica a saúde da planta a longo prazo, segundo a American Phytopathological Society. A camélia-sasanqua quase sempre escapa, porque floresce antes da época em que o fungo solta os esporos. O mofo cinzento também ataca a camélia:

Contra o fungo da pétala, a limpeza funciona melhor que qualquer produto, segundo a American Phytopathological Society. Recolha do chão toda flor caída e jogue no lixo. O fungo sobrevive até 5 anos na terra, segundo a RHS. Depois da floração, retire a camada de cobertura de folhas ou casca (a cobertura morta) e ponha 2,5 a 5 cm de cobertura nova.

Camélia que não forma botão: luz, poda e idade

Camélia que não forma botão nenhum costuma ter pouca luz, poda na hora errada ou uma poda forte recente. A NC State diz que excesso de sol, de frio ou de sombra reduz a floração. A UF/IFAS diz que sombra densa deixa a planta com folhagem rala e pouca flor.

Luz para a camélia florir

A camélia-japonesa floresce melhor na meia-sombra, com sol filtrado por árvores ou sol direto só em parte do dia. A camélia-sasanqua aguenta mais sol, segundo a RHS e a UF/IFAS, mas também prefere ficar protegida do sol forte da tarde. A Clemson observa que plantas velhas aguentam sol pleno quando a copa já sombreia a própria raiz. Em apartamento, prefira a varanda, onde o vaso pega sol filtrado ou sol direto só em parte do dia. Nenhuma fonte mede a camélia dentro de casa.

Poda na hora errada

A camélia floresce em galhos que já existem, por isso a poda fora de hora remove os botões. A NC State manda podar logo depois da floração ou no começo do verão. A UF/IFAS diz que a poda no fim do verão ou no outono remove botões. No Brasil, faça a poda logo que as flores acabarem e termine no máximo até dezembro.

A American Camellia Society chama de severa a poda que tira de um terço à metade da planta. Depois dela, a camélia costuma passar a estação seguinte com poucos ou nenhum botão, e volta a florir normalmente na segunda estação. A RHS dá um prazo maior: depois de uma poda drástica, leva dois anos ou mais até florir bem de novo. Este guia usa o prazo da RHS, porque é o mais seguro: conte com 2 anos.

Planta nova ou recém-plantada

Nenhuma extensão dá uma idade exata para a primeira floração da camélia-japonesa. A NC State descreve a espécie como de crescimento e enraizamento lentos. A RHS recomenda regar a camélia recém-plantada no jardim sempre que a terra começar a secar, durante os primeiros 18 meses, até ela se firmar.

Calendário de cuidados para a camélia florir no Brasil

A camélia floresce bem com quatro cuidados, cada um no seu momento do ano. Os meses abaixo são do Brasil, convertidos das fontes do hemisfério norte.

  1. Logo depois da floração (sasanqua: em geral junho e julho; japonesa: setembro e outubro; muda com a variedade): faça a poda que for preciso para dar forma e retire os galhos secos. Termine a poda no máximo até dezembro.

  2. Do começo da primavera até o fim de janeiro: adube sem passar da dose do rótulo. No jardim, a UF/IFAS indica cerca de 225 g de adubo 12-4-12 para cada 9 m² de canteiro. A UF/IFAS indica uma ou duas aplicações por ano, com nitrogênio e potássio em quantidades iguais e pouco fósforo, como um adubo 12-4-12. No rótulo, o primeiro número corresponde ao nitrogênio e o terceiro ao potássio. O segundo e o terceiro número do rótulo vêm declarados como óxido de fósforo e óxido de potássio, e não como o elemento puro. O guia de como ler os três números do rótulo explica a conta. Não adube depois do fim de janeiro.

  3. De novembro a maio, quando o botão se forma e cresce: mantenha a terra sempre úmida, sem encharcar. No vaso, regue assim que a superfície da terra começar a secar ao toque, até a água sair pelo furo, e esvazie o pratinho. No jardim, sem chuva, a UF/IFAS indica cerca de 25 mm de água a cada 10 a 14 dias. Durante a floração, no jardim e sem chuva, a mesma fonte indica cerca de 25 mm por semana.

  4. No outono e no inverno, com os botões grandes: deixe o vaso no mesmo lugar. Nas noites de geada, cubra a planta com manta de proteção. Recolha do chão as flores que caírem.

A camélia gosta de terra ácida, como a azaleia. A NC State indica um pH entre 5,5 e 6,5 (quanto menor o número, mais ácida a terra). A Clemson e a RHS indicam adubo próprio para azaleia e camélia (o adubo acidificante). A UF/IFAS só o recomenda para plantas já firmes no jardim, e não para plantas jovens ou de vaso. Para essas, siga a UF/IFAS, que é extensão universitária, e use o adubo 12-4-12 do passo 2.

Desbaste de botões: quando vale a pena

O desbaste de botões é tirar parte dos botões de um cacho para os que ficam abrirem maiores. A UF/IFAS conta que quem cultiva camélias para concursos de flores tira parte dos botões de cada cacho. Esses cultivadores também aplicam ácido giberélico, um hormônio vegetal, para ter flores maiores e mais cedo. Nenhuma extensão recomenda o desbaste para evitar a queda de botões.

A Sociedade de Camélias do Sul da Califórnia (SCCS), que reúne cultivadores que competem em concursos, dá três orientações práticas no seu texto sobre desbaste:

  • Desbastar cedo demais faz a planta formar uma nova leva de botões no lugar dos retirados.

  • O botão de flor costuma se soltar fácil quando torcido, e o botão de folha resiste.

  • Na camélia-sasanqua e nas plantas cultivadas pelo efeito de muitas flores juntas, o desbaste quase não traz ganho.

Nenhuma fonte dá um número de botões a deixar por galho. Se a sua camélia derruba parte dos botões de cada cacho todo ano, a opção mais segura é desbastar pouco: no outono, tire à mão só os botões menores de cada cacho e deixe os maiores.

Perguntas frequentes

Devo cortar as flores murchas da camélia?

Sim, vale tirar as flores murchas e, principalmente, recolher as que caem no chão. A flor infectada que cai no chão deixa na terra estruturas do fungo da pétala, que sobrevivem por até 5 anos, segundo a RHS. Jogue as flores no lixo. A poda dos galhos é outro assunto: faça só logo depois da floração.

A camélia floresce duas vezes por ano?

Não. As fichas da NC State descrevem uma temporada de floração por ano. Cada planta fica florida por 3 a 4 semanas na camélia-japonesa e por 4 a 6 semanas na sasanqua. A temporada parece longa porque as variedades florescem em épocas diferentes. No Brasil, a sasanqua abre no outono e a japonesa do inverno ao começo da primavera.

A camélia aguenta sol pleno?

A camélia-japonesa floresce melhor na meia-sombra, e excesso de sol reduz a floração, segundo a NC State. A camélia-sasanqua aguenta mais sol, mas fica melhor protegida do sol forte da tarde, segundo a UF/IFAS. A Clemson observa que plantas velhas aguentam sol pleno quando a copa já sombreia a própria raiz.

Posso regar a camélia com água da torneira?

Pode, se a água da sua cidade não for muito calcária (água dura, rica em cálcio, que deixa crosta branca na chaleira). A camélia gosta de terra ácida e, segundo a RHS, pode ter falta de ferro em terra alcalina (o contrário de ácida). Por isso, a RHS recomenda evitar regar por muito tempo com água de torneira dura e prefere água da chuva. Folha amarela com nervura verde é o sinal dessa falta de ferro.

Conclusão

Para fazer a camélia florir, o trabalho acontece de novembro a maio, no Brasil. Mantenha a terra sempre úmida, sem encharcar, enquanto o botão se forma e cresce. Faça a poda só logo depois da floração e pare de adubar no fim de janeiro. Se os botões já caíram, a planta costuma seguir viva: anote o mês da queda e corrija a rega antes do próximo verão.

A camélia vive bem ao ar livre, no jardim ou na varanda:

Fontes

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