Plantas pendentes: 10 espécies e o que muda quando o vaso fica no alto
Um vaso pendurado é pequeno porque precisa ser leve, e por isso seca antes de todos os outros vasos da casa. Veja 10 plantas pendentes, a luz que cada uma pede, o que a ASPCA diz sobre gato e cachorro e por que a planta fica pelada em cima.
Plantas pendentes são as espécies que crescem caindo para fora do vaso, em vez de subir. A lista muda pouco de um lugar para outro: jiboia, samambaia, peperômia, colar-de-pérolas, hera, lambari. O que quase nunca acompanha a lista é o que acontece com a planta depois que o vaso sobe para o gancho.
Um vaso pendurado precisa ser leve, então ele é pequeno e raso. Pouca terra dentro, ar em volta dos quatro lados, nenhuma sombra de móvel. É o vaso da casa que seca primeiro, e é justamente o que está mais longe da sua mão. Quando você lembra dele, a folha já secou.
Resumo rápido:
Vaso suspenso seca antes dos outros porque tem que ser leve. A extensão da Iowa State registra a troca: recipiente maior e mais fundo demora mais a secar, mas fica mais pesado, e o peso é o que decide o tamanho de um vaso pendurado.
Haste pelada em cima, folha pequena e espaçada, ramo comprido e sem nada: isso é falta de luz, não falta de adubo. A Clemson mede o limite: abaixo de 200 foot-candles por 12 horas diárias, uma planta de folhagem não tira benefício nenhum de adubação. Foot-candle e lux medem a mesma coisa, a intensidade da luz que chega até a folha, e 200 foot-candles equivalem a cerca de 2.150 lux.
Das 10 desta lista, 3 têm ficha própria de tóxica para gato e cachorro na ASPCA: jiboia, filodendro-brasil e hera. O lambari desta lista (Tradescantia zebrina) não tem ficha própria; quem tem são as parentes T. fluminensis e T. multiflora. A altura do gancho não resolve, porque a ponta do ramo desce até a altura do bicho.
O colar-de-pérolas não tem ficha na ASPCA sob nenhum dos dois nomes científicos. Quem tem o dado é a NC State, na ficha de Curio rowleyanus: alcaloide pirrolizidínico, a substância que causa o envenenamento, na folha e na seiva, dermatite de contato e vômito e diarreia na ingestão.
A flor-de-cera e a flor-de-maio são as duas desta lista que a Clemson classifica em luz alta. Penduradas num corredor escuro elas sobrevivem e não florescem.
Planta | Luz | ASPCA | O que muda no vaso pendurado |
|---|---|---|---|
Colar-de-pérolas (Curio rowleyanus) | luz indireta forte | sem ficha; NC State registra toxicidade baixa | a que mais aguenta espaçar rega, e a que mais racha quando você rega demais |
Cacto-macarrão (Rhipsalis baccifera) | meia-sombra | não listada como tóxica | queima nas hastes se o gancho ficar em sol direto |
Flor-de-maio (Schlumbergera) | luz alta | não listada como tóxica | precisa de noite escura de verdade para florir |
Peperômia-pendente (Peperomia rotundifolia) | luz média | não listada como tóxica | a folha grossa segura água e perdoa a rega atrasada |
Flor-de-cera (Hoya carnosa) | luz alta | não listada como tóxica | floresce no mesmo esporão todo ano, que não se corta |
Jiboia (Epipremnum aureum) | 50 fc sobrevive, 150 fc mantém a folha | tóxica para cão e gato | fica pelada em cima e com todas as folhas na ponta |
Filodendro-brasil (Philodendron hederaceum) | 75 fc sobrevive, 150 fc mantém a folha | tóxica para cão, gato e cavalo | o pecíolo estica e a planta abre com falhas |
Lambari (Tradescantia zebrina) | luz média a sol filtrado | T. fluminensis e T. multiflora são tóxicas; a zebrina não tem ficha | perde as folhas de baixo primeiro e desbota |
Hera (Hedera helix) | luz média | tóxica para cão, gato e cavalo | a ponta desce rápido, e a folha é mais tóxica que o fruto |
Samambaia-de-boston (Nephrolepis exaltata) | 50 a 200 fc dentro de casa | não listada como tóxica | a que mais bebe da lista, e a primeira a queimar a ponta |
O vaso pendente seca antes dos outros, e a culpa é do peso
Um vaso que fica pendurado carrega o próprio peso num gancho. A Iowa State Extension escreve a consequência direta disso na página sobre cestos suspensos: "Larger and deeper containers will not dry out as quickly but will be heavier, an important consideration of hanging baskets", ou seja, recipiente maior e mais fundo demora mais a secar, mas fica mais pesado, e num vaso pendurado o peso manda. Por isso quase todo vaso pendurado à venda é raso, estreito e cheio de terra leve.
A Nebraska-Lincoln liga o tamanho do vaso à rega: "Because the root systems of containerized plants are confined to a small area, it is necessary to pay close attention to watering". A raiz fica confinada num volume pequeno, então a reserva de água acaba antes. A Illinois mede a perda pelas paredes do vaso: cestos suspensos "loose a tremendous amount of moisture through the sides as well as through normal drainage out of the bottom", perdem umidade pelas laterais além do que escorre pelo furo.
Essas três páginas de extensão falam de cesto suspenso de varanda, ao ar livre e em sol pleno, com plantas de ciclo anual. Não existe fonte de extensão universitária sobre vaso pendurado dentro de casa, e é honesto dizer isso: a frequência que a Iowa State cita para varanda, uma rega por dia em dia quente e ensolarado, não se transporta para uma sala. O mecanismo se transporta. Pouca terra num recipiente exposto por todos os lados seca mais rápido que a mesma planta num vaso grande sobre o móvel.
Sobre o ponto alto do cômodo ser mais quente e mais seco, vale a mesma cautela. Ar quente sobe, isso é física de sala de aula, mas ninguém publicou a medição de quantos graus a diferença dá entre a altura do sofá e a altura do gancho numa sala comum. Em vez de decorar um número, faça o teste que resolve a dúvida na hora: enfie o dedo 2 cm na terra do vaso pendurado e na terra de outro vaso da mesma sala, no mesmo momento. O pendurado está mais seco, quase sempre.
Pelada em cima e comprida embaixo é falta de luz, não de adubo
A haste sai do vaso sem nenhuma folha nos primeiros palmos, as folhas aparecem só lá na ponta, e as que aparecem são menores e mais distantes uma da outra que as antigas. A reação da maioria das pessoas é comprar adubo. É o gasto errado.

A NC State descreve o mecanismo no manual de botânica: "Too little light causes a long internode and a spindly stem, an occurrence known as stretching or etiolation". Luz de menos alonga o entrenó, que é o pedaço de haste entre um nó e o seguinte, sendo nó o ponto da haste de onde nasce uma folha. O caule também fica mais fino. A planta está crescendo esticada, gastando o que tem para alcançar a luz.
A Clemson mede dois números diferentes, e a distância entre um e outro é o que resolve a dúvida do adubo. Cerca de 100 foot-candles por 12 horas diárias bastam "simply to maintain plant quality for one year", só para manter a planta viva e apresentável por um ano; mas "at least 200 ft-c for 12 hours per day are necessary for foliage plants to manifest any benefit from fertilization". Abaixo de 200 foot-candles, cerca de 2.150 lux, a adubação não produz benefício mensurável numa planta de folhagem. Um vaso pendurado num canto de corredor está bem abaixo disso. O adubo ali não faz nada.
Para saber em que faixa o seu gancho está, a Illinois converte as categorias em lugar de casa: 75 foot-candles (800 lux) é luz baixa, o que você tem a poucos passos de uma janela voltada para o sul do Brasil, a que recebe menos sol direto; 150 foot-candles (1.600 lux) é luz média, e exige estar bem de frente para essa janela; 300 foot-candles (3.200 lux) é luz alta, que pede ficar de frente para uma janela de leste ou oeste. Um aplicativo de medidor de luz no celular lê isso em lux e resolve a pergunta sem aparelho nenhum.
A UF/IFAS mediu a mesma coisa espécie por espécie. Na jiboia: ela tolera até 50 foot-candles, "but new leaves will be small and variegated cultivars will lose color", e são 150 foot-candles ou mais que mantêm a cor e o tamanho da folha. No filodendro-coração, a mesma série registra que com luz baixa "petioles become excessively long and plant has an open appearance", o pecíolo, que é o cabinho ligando a folha à haste, estica, e a planta ganha aquela aparência aberta e falhada. Na samambaia-de-boston, luz baixa demais "results in elongated, weak fronds that are dark green in color but few in number", frondes, que são as folhas da samambaia, compridas, fracas e em pouca quantidade.
O conserto é poda. Corte os ramos pelados e aproveite o que cortou: a Iowa State pede estacas de 7,5 a 15 cm com pelo menos dois nós, e a maioria das estacas de planta de interior forma raiz em 3 a 6 semanas. A mesma extensão registra que propagar "improves plant appearance by taming leggy, abundant, misshapen, lopsided, or unruly growth", ou seja, melhora a aparência da planta ao domar o crescimento espichado, malformado, torto ou desordenado. Depois de podar, mude o vaso para um ponto mais claro; se ele voltar para o mesmo gancho, a planta volta a esticar do mesmo jeito.
Folha que amarela junto com esse padrão costuma ter outra causa somada. Folha amarela na planta se diagnostica em três perguntas, e num vaso pendurado a mais frequente é a água parada no cachepô, o vaso decorativo sem furo que costuma vir por fora do vaso de plástico.
As 10 plantas pendentes, da que mais aguenta sem água à que menos aguenta
A ordem é de quanto tempo cada uma atravessa entre uma rega e a seguinte. É a pergunta prática de quem vai pendurar um vaso a dois metros do chão e encostar a escada na parede toda vez.
1. Colar-de-pérolas (Curio rowleyanus)
É a folha mais estranha da lista: esferas verdes do tamanho de uma ervilha enfiadas num fio fino que desce sem engrossar. Cada esfera é uma folha inteira cheia de água, e é por isso que ela abre a lista.
A NC State avisa contra os dois extremos: ela tolera rega infrequente, mas excesso de água apodrece a raiz, e a recomendação da ficha é nunca deixar o vaso secar por completo entre regas. Luz indireta forte. Num vaso pendurado ela racha e desmonta em fios pelados quando a rega é generosa demais, que é o oposto do erro que as pessoas esperam cometer com uma suculenta. Regar demais é o primeiro dos três erros que matam uma suculenta, e num vaso pendurado ele é o mais fácil de cometer.
O nome científico dela mudou de gênero, e é por isso que procurar por ela no catálogo da ASPCA devolve a ficha de outra planta.
2. Cacto-macarrão (Rhipsalis baccifera)
Um cacto de floresta, sem espinho, que na natureza cresce pendurado em tronco de árvore em vez de areia. As hastes finas descem como fios verdes e ficam bem num vaso raso, que é exatamente o formato de vaso que um gancho aceita.
O erro comum com ele é o contrário do que se faz com cacto. A NC State registra que "direct sunlight can cause scorching of the stems", sol direto queima as hastes. Ele quer meia-sombra. A ASPCA não lista Rhipsalis cassutha, o nome sob o qual ele aparece na base, entre as tóxicas para cão, gato e cavalo.
3. Flor-de-maio (Schlumbergera)
Também é cacto de floresta e também não tem espinho, e é a única desta lista que floresce em cor forte dentro de casa sem exigir sol na cara. Os segmentos achatados crescem um a partir do outro e o conjunto cai em cascata.
A Clemson classifica a flor-de-maio em luz alta, o que surpreende quem a herdou num canto. Para florir, ela precisa de noites longas e escuras, sem a luz de um abajur ou de um poste pela janela. São duas exigências separadas, intensidade de dia e escuridão de noite, e o guia de como fazer a flor-de-maio florescer trata cada uma. A ASPCA não lista Schlumbergera bridgesii entre as tóxicas.
4. Peperômia-pendente (Peperomia rotundifolia)
Folhas redondas do tamanho de uma lentilha, grossas e carnudas, em fios que descem discretos. A grossura da folha é o que segura água e o que faz ela perdoar a semana em que você esqueceu do vaso do alto.
Luz média resolve. A frequência de rega da peperômia sai da grossura da folha, que fica mole e translúcida antes de cair e dá tempo de corrigir. A ASPCA não lista Peperomia rotundifolia nem Peperomia obtusifolia entre as tóxicas para cão, gato e cavalo.
5. Flor-de-cera (Hoya carnosa)
A folha parece de plástico de tão firme, e a flor sai em buquê redondo com aparência de cera, de onde vem o nome. É a planta desta lista que demora mais para dar flor.
A Clemson coloca a Hoya carnosa em luz alta, junto com a flor-de-maio. Pendurada num corredor ela sobrevive por anos e nunca floresce. E há uma regra que pesa mais que a rega. Ela floresce sempre no mesmo esporão, a haste curta e nua que sobrou da florada anterior, e cortar esse esporão custa a florada do ano seguinte. Quem quiser uma segunda planta acerta cortando abaixo de um nó: a muda de flor-de-cera enraíza em água. A ASPCA não lista Hoya carnosa entre as tóxicas.
6. Jiboia (Epipremnum aureum)
É a pendente mais comum dentro de casa no Brasil, e a que mais aparece com o problema desta lista. A NC State descreve o que acontece com ela: "over time, leaves will yellow and fall off, concentrating most of the leaves at the end of the stems", com o tempo as folhas amarelam e caem, concentrando quase todas as folhas na ponta dos ramos. A recomendação da mesma ficha é podar os ramos para manter a planta cheia.
A UF/IFAS dá a faixa: 50 foot-candles é o mínimo em que ela sobrevive, 150 foot-candles ou mais é o que mantém a cor e o tamanho da folha. As variedades manchadas de amarelo e branco precisam de mais luz que a verde lisa, e perdem a mancha primeiro. A ASPCA lista a jiboia como tóxica para cão e gato: irritação oral, queimação intensa de boca, língua e lábios, salivação, vômito e dificuldade de engolir.
7. Filodendro-brasil (Philodendron hederaceum)
Folha de coração em duas faixas de verde, uma clara e uma escura. Cresce mais rápido que a jiboia e falha de um jeito diferente: em vez de perder folha, ele estica o pecíolo, que é o cabinho entre a haste e a folha.
A UF/IFAS registra isso como sintoma de produção com luz insuficiente: "petioles become excessively long and plant has an open appearance". O resultado é uma planta com o mesmo número de folhas de antes e o dobro de vão entre elas. Ela tolera 75 foot-candles e mantém a folha a partir de 150. A ASPCA lista o filodendro como tóxico para cão, gato e cavalo, com dor e inchaço de boca, língua e lábios, salivação e vômito.
8. Lambari (Tradescantia zebrina)
Listras prateadas em cima, roxo embaixo, e a única desta lista que a NC State classifica com crescimento rápido. É também a mais fácil de multiplicar: a mesma ficha diz que remover a parte esticada rende estacas prontas para propagar.
A NC State descreve o que a pouca luz faz com ela: "in areas providing low lighting, the stems can lose their lower leaves, and the remaining leaves can lose some of their beautiful color", os caules perdem as folhas de baixo e as que ficam desbotam. É a única desta lista cuja ficha registra os dois sintomas de luz baixa ao mesmo tempo, perda de folha e perda de cor. Sobre pet, a leitura precisa ser pelo nome: a ASPCA lista Tradescantia fluminensis e Tradescantia multiflora como tóxicas, com dermatite, mas não tem ficha para a Tradescantia zebrina.
9. Hera (Hedera helix)
Cresce em qualquer lugar, é a mais vigorosa da lista e a que mais rápido enche um vaso pendurado. Também é a que mais engana: ela aguenta sombra profunda e sol, o que dá a impressão de que nada a incomoda.
Luz média mantém a folha bonita, e a variedade manchada precisa de mais luz que a verde. O que não se negocia é pet: a ASPCA lista a hera como tóxica para cão, gato e cavalo, com vômito, dor abdominal, salivação e diarreia, e acrescenta uma linha sobre qual parte da planta é a pior: "foliage is more toxic than berries", a folha é mais tóxica que o fruto. Numa hera pendurada, é folha o que o gato alcança.
10. Samambaia-de-boston (Nephrolepis exaltata)
É a mais exigente da lista. Ela bebe mais que todas as outras nove e é a primeira a mostrar ponta marrom quando a terra seca por completo uma vez só.
A UF/IFAS registra que dentro de casa ela vive entre 50 e 200 foot-candles, e que luz baixa demais produz "elongated, weak fronds that are dark green in color but few in number", frondes compridas e fracas em pouca quantidade. Quando aparecer o que parece algodão branco nos nós das frondes, o problema é cochonilha branca, que se identifica e se elimina de um jeito próprio, não fungo. A ASPCA não lista Nephrolepis exaltata entre as tóxicas para cão, gato e cavalo.
A altura do gancho não tira a planta do alcance do gato
Uma planta de mesa fica parada onde você a colocou. Uma planta pendente cresce para baixo, e é ela que se aproxima do bicho. A NC State registra que as hastes da jiboia chegam a 12 metros de comprimento quando têm por onde crescer. Muito antes disso a ponta já passou pela altura de um gato em pé nas patas traseiras. O gancho no teto protege o vaso, não a ponta.
"Não listada como tóxica" quer dizer uma coisa só: a espécie não aparece no catálogo de plantas tóxicas da ASPCA. Não é autorização para o animal comer a planta: fibra vegetal em quantidade faz gato vomitar mesmo quando a espécie não está em catálogo nenhum de tóxicas.
Espécie | Nome na ASPCA | Veredito da ASPCA | Sinais registrados |
|---|---|---|---|
Jiboia | Golden Pothos, Epipremnum aureum | tóxica para cão e gato | irritação oral, queimação de boca, língua e lábios, salivação, vômito, dificuldade de engolir |
Filodendro-brasil | Heartleaf Philodendron, Philodendron hederaceum | tóxica para cão, gato e cavalo | dor e inchaço de boca, língua e lábios, salivação, vômito |
Hera | English Ivy, Hedera helix | tóxica para cão, gato e cavalo | vômito, dor abdominal, salivação, diarreia; folha mais tóxica que o fruto |
Lambari (parente da espécie desta lista) | Inch Plant, Tradescantia fluminensis | tóxica para cão, gato e cavalo; a T. zebrina desta lista não tem ficha própria | dermatite |
Aspargo-pendente | Asparagus Fern, Asparagus densiflorus | tóxica para cão e gato | dermatite alérgica por contato repetido; o fruto causa vômito, dor e diarreia |
Peperômia-pendente | Peperomia Rotundifolia | não listada como tóxica | sem sinais na ficha |
Flor-de-cera | Honey Plant, Hoya carnosa | não listada como tóxica | sem sinais na ficha |
Samambaia-de-boston | Boston Fern, Nephrolepis exaltata | não listada como tóxica | sem sinais na ficha |
Flor-de-maio | Christmas Cactus, Schlumbergera bridgesii | não listada como tóxica | sem sinais na ficha |
Cacto-macarrão | Mistletoe Cactus, Rhipsalis cassutha | não listada como tóxica | sem sinais na ficha |
Rabo-de-burro | Burro's Tail, Sedum morganianum | não listada como tóxica | sem sinais na ficha |
Chifre-de-veado | Common Staghorn Fern, Platycerium bifurcatum | não listada como tóxica | sem sinais na ficha |
Colar-de-pérolas | sem ficha | não avaliada | ver abaixo |
O colar-de-pérolas é o caso em que a busca engana. A espécie se chamava Senecio rowleyanus e o nome aceito hoje é Curio rowleyanus, com Senecio rowleyanus e Kleinia rowleyana mantidos como sinônimos. A ASPCA não tem ficha sob nenhum dos dois nomes. Quem procura "Senecio" no catálogo encontra "Ragwort, Senecio species", que é tóxica, mas cujos sinais registrados são problema no fígado em cavalo e gado que comeram a planta na forragem. É outra planta e outro animal. Quem trata essa ficha como se fosse a do colar-de-pérolas está lendo errado.
O dado existe, na NC State. A ficha de Curio rowleyanus classifica a severidade como baixa, aponta o alcaloide pirrolizidínico como a substância responsável, lista folha e seiva como partes tóxicas, registra dermatite de contato e descreve vômito e diarreia na ingestão de folha. É pouco perto de uma jiboia, e não é zero.
Como regar um vaso que está no alto
Regar planta pendurada tem duas saídas, e as duas funcionam. A escolha é entre molhar o chão e descer o vaso.
Pelo alto, no lugar. A Illinois é direta sobre o método: "fill the top of the container with water and allow it to drip out of the bottom of the basket each time you apply water", encha o topo do vaso e deixe escorrer pelo furo a cada rega. Ponha um balde ou uma bacia no chão embaixo antes de começar. Água que não sai pelo furo não chegou à raiz de baixo, e é essa raiz que morre primeiro num vaso raso.
Por baixo, com o vaso no chão. A Maryland descreve a rega por baixo para planta de interior: coloque água no prato ou apoie o vaso numa vasilha com água e deixe a terra puxar a água de baixo para cima, do mesmo jeito que um papel-toalha molha inteiro quando você encosta só a ponta dele na água. A mesma página fecha com um aviso: "never let your houseplants sit in water", nunca deixe o vaso parado dentro da água depois que a terra terminou de absorver. Tire o vaso da vasilha assim que a superfície da terra ficar úmida.
O momento é o mesmo nos dois casos, e quem decide é a terra. Enfie o dedo 2 cm na terra. Se sair seco, regue. Se sair úmido, espere. Num vaso pendurado esse teste costuma dar "seco" antes do que a sua memória sugere, porque o vaso é pequeno. E se houver cachepô decorativo em volta do vaso plástico, esvazie o cachepô depois de cada rega: ele acumula a água que escorreu e é o caminho mais curto para apodrecer a raiz de uma planta que, por estar no alto, ninguém confere.
Perguntas frequentes
Quais são as plantas pendentes?
Plantas pendentes são espécies cujo caule cresce caindo em vez de subir, o que as adapta a vaso pendurado e prateleira alta. As mais comuns dentro de casa são jiboia, filodendro-brasil, peperômia-pendente, flor-de-cera, samambaia-de-boston, lambari, hera, colar-de-pérolas, cacto-macarrão e flor-de-maio.
Qual a melhor planta pendente para sala?
Para sala com uma janela e rega irregular, a peperômia-pendente é a escolha mais segura: a folha grossa guarda água, ela vive bem em luz média e a ASPCA não a lista entre as tóxicas. Se a sala tem luz indireta e nenhum sol direto, e você tem gato, o cacto-macarrão faz o mesmo papel sem entrar na lista de tóxicas.
Qual planta pendente é muito resistente ao sol?
O lambari (Tradescantia zebrina) é o mais tolerante da lista a sol direto, e a NC State registra que ele fica melhor sob sol filtrado, com a cor mais intensa quanto mais luz recebe. O cacto-macarrão vai no sentido contrário: sol direto queima as hastes dele. Nenhuma planta pendente de interior aguenta sol pleno da tarde o ano inteiro sem queimar a folha.
Quais plantas podem ficar pendentes no vaso?
Além das dez desta lista, funcionam bem penduradas o dinheiro-em-penca (Callisia repens), o rabo-de-burro (Sedum morganianum), os corações-emaranhados (Ceropegia woodii) e o aspargo-pendente (Asparagus densiflorus). A ASPCA lista o aspargo como tóxico para cão e gato; o rabo-de-burro não está entre as tóxicas; e o dinheiro-em-penca e os corações-emaranhados não têm ficha na base.
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