Guia Completo de Plantas
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Plantas por Cidade
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Cardamine-do-viveiro
Cardamine occulta
Cardamine occulta, conhecida como cardamine-do-viveiro ou cardamine-oculta, é uma pequena erva daninha anual da família Brassicaceae, nativa do leste e sul da Ásia. É conhecida principalmente por invadir vasos de viveiros e estufas, aproveitando-se das condições úmidas, sombreadas e ricas em nutrientes desses ambientes. A planta forma uma roseta baixa de folhas pinadas e produz hastes finas e ramificadas com pequenas flores brancas de quatro pétalas, seguidas por vagens estreitas que se abrem explosivamente ao toque, lançando as sementes a certa distância da planta-mãe.
Cardo
Carduus
Carduus é um gênero botânico da família Asteraceae que reúne cerca de 90 espécies de cardos espinhosos, conhecidos como "cardos-sem-pluma" por não terem o penacho plumoso presente no gênero aparentado Cirsium. São nativos da Europa, norte da África e Ásia, e muitas espécies se naturalizaram como plantas ruderais ou invasoras em outras regiões, como América do Norte e Austrália. Esta ficha descreve o gênero de forma geral; características como altura, época de floração e resistência ao frio variam entre as espécies (ex.: C. nutans, C. acanthoides, C. crispus).
Cardo-pendente
Carduus nutans
O cardo-pendente (Carduus nutans) é uma erva bienal nativa da Europa, Ásia Ocidental e Norte da África, agora amplamente naturalizada e declarada uma espécie invasora nociva em toda a América do Norte, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul. No seu primeiro ano, forma uma roseta rasteira e espinhosa de folhas verde-acinzentadas profundamente lobadas com margens brancas onduladas. No segundo ano, cresce rapidamente atingindo de 30 a 170 cm (ocasionalmente até 270 cm), produzindo caules ramificados e com alas espinhosas, coroados por grandes capítulos florais solitários e pendentes de 3 a 6 cm de diâmetro, em tons de roxo-avermelhado a violeta — o que confere à planta o seu caráter "pendente". As flores emitem uma fragrância doce semelhante ao almíscar que atrai abelhas, borboletas e moscas-das-flores em abundância. Uma única planta pode produzir até 20.000 sementes que permanecem viáveis no solo por até 20 anos, tornando-a um colonizador agressivo de pastagens, margens de estradas, terrenos perturbados e áreas de descarte. Apesar de sua reputação invasora, possui um longo histórico de uso comestível e medicinal limitado em sua área nativa.
Carex
Carex
Carex é um vasto gênero de ciperáceas com mais de 2.000 espécies, amplamente cultivado como planta ornamental por sua folhagem fina e graciosa, ideal para bordaduras, jardins aquáticos e contêineres.
Cárex-do-bosque-oriental
Carex blanda
A Carex blanda é uma gramínea ornamental nativa do leste da América do Norte, apreciada como cobertura do solo em jardins sombreados. Cresce em touceiras delicadas de folhagem verde-clara semipersistente, atingindo até 50 cm de altura. Altamente adaptável, tolera solos argilosos, rochosos e com pH variável, sendo uma excelente escolha para jardins naturalistas e bordaduras sombreadas.
Cárex-de-Morrow
Carex morrowii
A Carex morrowii, conhecida como Cárex-de-Morrow ou Junco japonês, é uma gramínea ornamental perene originária do Japão. Suas folhas estreitas, arqueadas e muitas vezes variegadas formam touceiras elegantes que conferem textura e movimento aos jardins. Adapta-se muito bem à sombra, sendo ideal para bordaduras sob árvores, jardins de sombra e vasos em varandas.
Carex-pé-de-passarinho
Carex ornithopoda
Carex ornithopoda, conhecida como carex-pé-de-passarinho, é uma pequena ciperácea perene, de touceira compacta e folhagem persistente, nativa da Europa e da Anatólia. Suas espigas de flores pardacentas, que lembram patas de ave, surgem na primavera até o início do verão. É valorizada em jardins como forração ou planta de bordadura, exigindo pouca manutenção.
Junça Japonesa
Carex oshimensis
Carex oshimensis, conhecida como junça-japonesa, é uma planta perene herbácea, sempre-verde e touceira, da família das ciperáceas (Cyperaceae), nativa das florestas e encostas rochosas da ilha de Honshu, no Japão, especialmente da região de Izu Oshima, que dá origem ao seu nome científico. Na jardinagem, é mais conhecida através da cultivar variegada 'Evergold', valorizada por suas folhas finas e arqueadas, com uma faixa central amarelo-creme vibrante bordada por finas margens verde-escuras. Forma touceiras baixas e fontanescentes, com cerca de 30 cm de altura e 45 cm de largura, espalhando-se lentamente por rizomas curtos, e produz espigas florais castanhas discretas na primavera. Prospera em meia-sombra a sol filtrado, onde sua variegação permanece mais intensa, e em solo constantemente úmido, bem drenado e levemente ácido. É muito apreciada por jardineiros por sua estrutura de baixa manutenção durante todo o ano, sendo ideal como bordadura, em vasos combinados, ao longo de canteiros de sombra ou como forração vibrante sob arbustos e árvores maiores; tolera períodos ocasionais de seca já estabelecida, mas não se dá bem em sombra total ou solo encharcado.
Junça Dourada do Japão
Carex oshimensis 'Evergold'
A Carex oshimensis 'Evergold' é uma gramínea ornamental perene originária do Japão, apreciada mundialmente pela sua folhagem estreita e variegada em tons de amarelo-dourado ao centro e verde-escuro nas bordas. Formando touceiras compactas e arqueadas de até 30 cm de altura, esta planta semelhante a uma grama é evergreen, mantendo sua beleza visual ao longo de todo o ano. É extremamente versátil — ideal para bordaduras, cobertura de solo, vasos e jardins de estilo asiático ou contemporâneo. Resistente a cervos, tolerante ao sal marítimo e de manutenção baixíssima, é uma das plantas ornamentais mais confiáveis para jardins temperados e ambientes internos com luz indireta.
Carriço-dependurado
Carex pendula
O carriço-dependurado é uma planta herbácea vigorosa e perene da família Cyperaceae, nativa da Europa. Forma touceiras arqueadas de folhas estreitas, pregueadas e verde-escuras, das quais emergem, na primavera e verão, longas hastes com espigas florais finas e pendentes que dão origem ao seu nome. É perenifólia, resistente e muito utilizada em jardins de água, margens de lagos e canteiros húmidos à sombra.
Mamoeiro
Carica papaya
O mamoeiro (Carica papaya) é uma árvore frutífera tropical originária da América Central e do México. De crescimento extremamente rápido, pode frutificar em menos de um ano após o plantio. Suas folhas grandes e palmadas, seus frutos alaranjados e sua estatura esbelta fazem dela uma das plantas mais icônicas dos jardins tropicais e subtropicais.
Jequitibá-rosa
Cariniana legalis
O jequitibá-rosa (Cariniana legalis) é uma das maiores e mais longevas árvores nativas da Mata Atlântica, podendo ultrapassar 40-50 metros de altura e 7 metros de diâmetro de tronco quando adulta. Espécie emergente e clímax, ocorre em baixadas e encostas úmidas da floresta ombrófila e estacional semidecidual, onde alguns indivíduos ultrapassam os 1.000 anos de idade. Possui tronco reto, casca grossa e profundamente sulcada, copa ampla e semicaducifólia, e flores brancocremes reunidas em panículas terminais entre dezembro e fevereiro. Seus frutos são pixídios lenhosos (cápsulas com tampa) que se abrem liberando sementes aladas, dispersas pelo vento e por macacos. É considerada espécie-chave para a restauração de florestas nativas e está classificada como Vulnerável pela IUCN devido à histórica exploração madeireira e à perda de habitat.
Ameixa-Natal
Carissa macrocarpa
A Ameixa-Natal (Carissa macrocarpa) é um arbusto perene originário das regiões costeiras da África do Sul. Produz flores brancas perfumadas em forma de estrela e frutos vermelhos comestíveis que lembram ameixas pequenas. É muito valorizada em paisagismo por sua resistência ao sal, ao vento e à seca, e por suas folhas brilhantes de cor verde-escura.
Carlina-folha-de-acanto
Carlina acanthifolia
A Carlina-folha-de-acanto (Carlina acanthifolia) é uma planta perene sem caule das montanhas europeias, formando uma roseta de grandes folhas espinhosas rente ao solo. Seu grande capítulo solitário, que pode atingir 15 cm de diâmetro, possui brácteas internas amarelo-pálido douradas que funcionam como um higrômetro natural: elas se fecham com a aproximação de mau tempo e se abrem em tempo seco, o que lhe confere o apelido de «barômetro». Espécie protegida em diversos locais, típica de pastagens calcárias secas, jardins de rochas e prados montanhosos até 1.800 metros de altitude.
Palha-toquilha
Carludovica palmata
A Carludovica palmata, conhecida popularmente como palha-toquilha, é uma planta herbácea perene da família Cyclanthaceae, nativa das florestas úmidas tropicais que se estendem do sul do México até a Bolívia. Apesar de sua aparência de palmeira, não pertence a essa família: carece de tronco lenhoso e cresce em forma de touceira a partir de um caule curto ou subterrâneo, com grandes folhas em leque que podem atingir até 1 metro de largura e uma altura total entre 1,5 e 4 metros. Suas flores, agrupadas em uma espádice, são de tom creme ou esbranquiçado, e seus frutos maduros adquirem tons alaranjados ou avermelhados. É mundialmente famosa porque as fibras extraídas de suas folhas jovens são tecidas à mão para elaborar os tradicionais chapéus de jipijapa, erroneamente chamados de "chapéus panamá".
Carmona
Carmona retusa
A Carmona retusa, comumente conhecida como Chá-de-fukien, é um arbusto tropical perenifólio muito apreciado na arte do bonsai. Possui folhas pequenas, de cor verde-escuro brilhante e textura levemente rugosa devido a pelos finos. Produz delicadas flores brancas que podem aparecer durante todo o ano em climas quentes, seguidas de pequenas bagas decorativas de cor vermelha.
Saguaro
Carnegiea gigantea
O Saguaro (Carnegiea gigantea) é o maior cacto da América do Norte, nativo do Deserto de Sonora nos Estados Unidos e México. Com seus braços característicos e imponente altura de até 18 metros, é um ícone do deserto americano e símbolo do estado do Arizona. Cresce extremamente devagar — apenas 2 a 4 cm por ano — e pode viver por mais de 200 anos.
Palmeira-carpentária
Carpentaria acuminata
A Carpentaria acuminata é uma palmeira solitária de tronco fino e anelado, nativa das matas de galeria e pântanos do norte da Austrália, na região do Golfo de Carpentária. Pode atingir de 10 a 20 metros de altura, com folhas pinadas verde-escuras na face superior e esverdeadas-azuladas na face inferior, e produz inflorescências pendentes com flores creme-esbranquiçadas seguidas de frutos vermelhos vistosos.
Carpa
Carpinus betulus
A carpa (Carpinus betulus) e uma arvore decidua rustica, nativa da Europa e de partes da Asia ocidental, apreciada pela folhagem densa e fina e pela casca lisa e sulcada de tom acinzentado. Responde muito bem a podas, sendo uma das especies mais usadas em sebes formais e topiaria, e as folhas pequenas e o sistema radicular compacto tambem a tornam uma otima opcao para bonsai.
Carpobrotus-roxo
Carpobrotus acinaciformis
O Carpobrotus acinaciformis é uma suculenta rasteira originária da África do Sul, conhecida pelas suas flores de magenta vibrante que podem atingir até 15 cm de diâmetro. Cresce rapidamente formando densos tapetes de folhas carnudas em forma de foice, sendo muito utilizada para cobertura de solo em jardins costeiros.
Chorão-da-praia
Carpobrotus edulis
O Chorão-da-praia (Carpobrotus edulis) é uma suculenta rastejante nativa das costas sul-africanas, amplamente cultivada como coberta de solo ornamental. As suas folhas carnudas e triangulares formam tapetes densos que podem atingir vários metros de extensão. Floresce na primavera e no verão com flores amarelas ou púrpuras que se assemelham a margaridas. Considerada invasora em Portugal e noutras regiões mediterrânicas.
Noz-pecã
Carya illinoinensis
A nogueira-pecã (Carya illinoinensis) é uma árvore caducifólia grande e majestosa, nativa do sul dos Estados Unidos e do norte do México. É a árvore de nozes economicamente mais importante nativa da América do Norte, valorizada por suas nozes doces e amanteigadas e por sua madeira de alta qualidade. A árvore apresenta uma copa maciça com folhas pinadas compostas e produz amentilhos verdes discretos na primavera. É uma espécie de vida longa que pode atingir alturas de mais de 30 metros em condições ideais.
Pequizeiro
Caryocar brasiliense
O pequizeiro (Caryocar brasiliense) é uma árvore nativa do Cerrado brasileiro, símbolo da cultura do Brasil Central. Com folhas caducas e flores brancas perfumadas polinizadas por morcegos, produz o famoso fruto do pequi, rico em carotenoides, vitamina C e ácidos graxos. Pode atingir de 6 a 11 metros de altura, com crescimento lento, e leva de 4 a 8 anos para frutificar. É espécie fundamental para a biodiversidade do Cerrado, servindo de alimento para aves, mamíferos e morcegos.
Cariópteris
Caryopteris × clandonensis
A cariópteris (Caryopteris × clandonensis) é um arbusto ornamental de pequeno porte e caducifólio da família da menta (Lamiaceae), que se cobre de flores perfumadas de azul vibrante do final do verão ao outono. Suas folhas verde-acinzentadas, que exalam fragrância quando esmagadas, e seu porte compacto de 60 a 120 cm a tornam uma escolha popular para jardins ensolarados, pastagens apícolas e cercas vivas baixas.
Caryota mitis
Caryota mitis
A Caryota mitis é uma palmeira fascinante e distinta, conhecida por suas folhas únicas que se assemelham a barbatanas ou caudas de peixe. Nativa do Sudeste Asiático, ela cresce em tufos densos, o que a torna excelente para criar telas de privacidade naturais ou como um ponto focal dramático em interiores espaçosos. Suas folhas são verde-escuras e bipinadas, conferindo uma textura rica e tropical ao ambiente. É importante notar que seus frutos contêm cristais de oxalato de cálcio que podem causar irritação na pele.
Palmeira-cauda-de-peixe-grande
Caryota urens
A Caryota urens, conhecida como Palmeira-cauda-de-peixe-grande ou Palmeira-do-vinho, e uma palmeira tropical solitaria originaria da India, Sri Lanka e Sudeste Asiatico. Distingue-se pelas suas folhas bipenadas unicas, com foliolos em forma de cauda de peixe. E uma planta monocarpica que floresce uma unica vez ao longo da sua vida de 20 a 25 anos. A seiva contem cristais de oxalato de calcio que podem irritar a pele e mucosas.
Chapéu-de-napoleão
Cascabela thevetia
O chapéu-de-napoleão (Cascabela thevetia, sin. Thevetia peruviana) é um arbusto ou arvoreta tropical de folhagem perene, nativo do México e da América Central, hoje cultivado no mundo todo como ornamental por sua folhagem brilhante, semelhante à do salgueiro, e por suas flores perfumadas em forma de trombeta, amarelas a alaranjadas, que aparecem do verão ao outono. ATENÇÃO: todas as partes da planta — folhas, flores, caules, seiva e principalmente as sementes — contêm glicosídeos cardíacos potentes (tevetina A e B, peruvosídeo, neriifolina) e são ALTAMENTE TÓXICAS para humanos, gatos e cães se ingeridas, podendo causar arritmias cardíacas fatais. Mantenha longe de crianças e animais de estimação e use sempre luvas ao manuseá-la, pois a seiva também pode irritar a pele.
Chuva-de-ouro
Cassia fistula
A chuva-de-ouro (Cassia fistula) é uma árvore caducifólia da família Fabaceae, originária do sul da Ásia. Atinge de 10 a 15 m de altura e é famosa por seus espetaculares cachos pendentes de flores amarelo-ouro que surgem na primavera e no verão. Após a floração, produz longas vagens cilíndricas de cor marrom-escura. É a árvore nacional da Tailândia e uma das espécies ornamentais tropicais mais apreciadas do mundo.
Castanheiro
Castanea sativa
O Castanheiro (Castanea sativa) é uma árvore caducifólia de grande porte nativa do sul da Europa e da Ásia Menor. Amplamente cultivada desde a antiguidade, é valorizada pelos seus frutos comestíveis — as castanhas — e pela madeira durável. Pode viver séculos e atingir alturas impressionantes, tornando-se um elemento majestoso em paisagens rurais e parques.
Castanha-da-Austrália
Castanospermum australe
O Castanospermum australe, popularmente conhecido como Castanha-da-Austrália ou Feijão-preto, é uma árvore tropical de crescimento lento nativa das florestas pluviais do leste da Austrália. Como planta de interior, é cultivada pelos seus grãos decorativos e folhagem verde-escura e brilhante, tornando-se popular como planta da sorte. ATENÇÃO: as sementes cruas são TÓXICAS — contêm castanospermina, saponinas e alcaloides; apenas seguras após processamento adequado.
Pincel-de-índio
Castilleja integra
O Pincel-de-índio (Castilleja integra) é uma wildflower perene do sudoeste dos EUA e norte do México. Suas brácteas escarlates escondem flores tubulares verdadeiras. É uma hemiparasita facultativa: fotossinteza mas também extrai água e nutrientes das raízes de plantas vizinhas.
Casuarina
Casuarina equisetifolia
A Casuarina equisetifolia é uma árvore de crescimento rápido, nativa da Austrália, do Sudeste Asiático e das ilhas do Pacífico, hoje amplamente naturalizada em regiões litorâneas tropicais e subtropicais de todo o mundo. Apesar da aparência de conífera, é uma angiosperma: seus galhos finos e articulados, semelhantes a cavalinha, substituem as folhas verdadeiras (reduzidas a escamas) e realizam a fotossíntese, reduzindo drasticamente a perda de água por evapotranspiração. Pode atingir de 15 a 40 metros de altura, com tronco reto e casca acinzentada a acastanhada, áspera e fissurada. Suas raízes formam simbiose com bactérias do gênero Frankia, fixando nitrogênio atmosférico e melhorando solos pobres. É extremamente tolerante à salinidade, ao vento forte e a solos arenosos, sendo uma das espécies mais usadas no mundo para contenção de dunas e controle de erosão costeira.
Grama-de-água
Catabrosa aquatica
A grama-de-água é uma gramínea semiaquática, rasteira e estolonífera, nativa de prados úmidos, margens de riachos e bordas de lagoas em regiões temperadas do Hemisfério Norte. Forma tapetes de folhas verde-claras e brilhantes e produz, no verão, panículas florais leves e delicadas. Como enraíza facilmente nos nós dos caules, espalha-se progressivamente por margens lamacentas e águas rasas, sendo mais indicada para jardins de água ou pântano do que como planta de vaso comum.
Catalpa
Catalpa bignonioides
Catalpa bignonioides, comumente conhecida como Catalpa ou Árvore-dos-charutos, é uma árvore caducifólia de crescimento rápido nativa do sudeste dos Estados Unidos, particularmente da região do baixo Vale do Mississippi, no Alabama, Mississippi, Geórgia e Flórida. Celebrada por suas qualidades ornamentais dramáticas, produz folhas enormes em forma de coração com até 30 cm de largura e espetaculares cachos de flores brancas em forma de trombeta com marcas amarelas e roxas do final da primavera ao início do verão. A árvore atinge uma altura madura de 12 a 18 metros com uma copa larga e irregular abrangendo 10 a 12 metros, tornando-a uma árvore de sombra impressionante para grandes jardins e parques. Sua característica mais distinta — além das flores vistosas — é a produção de vagens de sementes longas e delgadas que lembram charutos ou feijões, que ficam penduradas nos galhos até o inverno e dão origem a vários de seus nomes comuns. Catalpa bignonioides tem sido amplamente cultivada na Europa e na América do Norte desde o século XVIII. Ela prospera sob sol pleno a sombra parcial e tolera uma ampla gama de condições de solo, incluindo argila e solos periodicamente encharcados. A espécie é notavelmente tolerante à seca uma vez estabelecida e resistente nas zonas USDA 5–9, tornando-a adaptável a muitos climas temperados.
Catálpa-do-norte
Catalpa speciosa
A Catálpa-do-norte (Catalpa speciosa) é uma árvore caducifólia de grande porte nativa do centro-leste dos Estados Unidos. Destaca-se pelas suas flores brancas ornamentais em forma de sino com manchas púrpuras e amarelas, e pelas longas vagens em forma de charuto que persistem no inverno. É muito valorizada como árvore de sombra em parques, jardins urbanos e avenidas, graças ao seu crescimento rápido e alta tolerância a condições adversas.
Catananche
Catananche caerulea
A Catananche caerulea, conhecida popularmente como dardo-de-cupido, é uma planta ornamental perene de vida curta pertencente à família Asteraceae. É nativa da região oeste do Mediterrâneo, abrangendo o sul da Europa (Espanha, Portugal, França, Itália) e o norte da África (Marrocos, Argélia, Tunísia). Suas folhas verde-acinzentadas, estreitas e dispostas em rosetas basais, são cobertas por pelos finos e macios. No topo de caules ramificados que atingem de 30 a 60 cm de altura, florescem inflorescências papiráceas de cor azul-violeta (raramente brancas) com o centro escuro. Elas decoram o jardim do início do verão ao final do outono e atraem borboletas. Mesmo após secas, permanecem decorativas, sendo muito apreciadas como flores secas.
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