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Como cuidar de camélia em vaso ou no jardim: luz, terra ácida, rega e frio

Como cuidar de camélia em vaso ou no jardim: meia-sombra, terra ácida e rega que não deixa a terra secar no verão. Veja também quando podar e o que fazer quando os botões caem.

por Bloom 16 min de leitura
Como cuidar de camélia em vaso ou no jardim: luz, terra ácida, rega e frio

Para cuidar de camélia, deixe a planta em meia-sombra, protegida do sol forte da tarde e do vento. Plante em terra ácida e solta, e regue para a terra ficar úmida sem encharcar. No verão, não deixe a terra secar: é quando a camélia forma os botões da próxima florada. Faça a poda só logo depois que as flores acabarem.

Se os botões da sua camélia estão caindo, a causa costuma ser rega, frio, calor ou adubo, e não uma planta morrendo. A exceção é a podridão de raiz, que também derruba botões. A florada deste ano pode se perder, e a causa muitas vezes aconteceu meses antes. Não corte os galhos agora e não fique mudando o vaso de lugar: primeiro descubra a causa na tabela da seção sobre botões.

Os números deste guia vêm de extensões universitárias dos Estados Unidos, serviços de universidades que publicam orientação para quem cultiva plantas. São a NC State (Universidade Estadual da Carolina do Norte), a UF/IFAS (Universidade da Flórida) e a Clemson (Carolina do Sul). Vêm também da Royal Horticultural Society (RHS, a sociedade britânica de horticultura) e das sociedades internacional e americana de camélias. Essas fontes são do hemisfério norte. Por isso, o guia fala em estações e só cita um mês quando diz "no Brasil".

Resumo rápido:

  • A camélia-do-japão (Camellia japonica) prefere meia-sombra, com sol direto só de 2 a 6 horas por dia, segundo a NC State.

  • A terra ideal é ácida, com pH (medida de acidez; abaixo de 7 é ácido) entre 5,5 e 6,5 na maioria das fontes. A Universidade da Flórida aceita a partir de 5,0.

  • Os botões da florada de inverno se formam no verão anterior. Terra seca nessa época derruba botões meses depois (RHS, NC State).

  • A poda vai logo depois da floração. Cortar mais tarde tira os botões do ano seguinte (NC State).

Camélia em vaso ou no jardim: os cuidados em uma tabela

A tabela vale para a camélia-do-japão. A camélia-sasanqua tem regras próprias de luz, explicadas logo abaixo.

Cuidado

O que fazer

Fonte

Luz

Meia-sombra; sol direto de 2 a 6 horas por dia, sem o sol forte da tarde

NC State, UF/IFAS

Terra

Ácida (pH 5,5 a 6,5), solta e com boa drenagem

NC State, Sociedade Americana de Camélias

Rega

Terra sempre úmida, nunca encharcada; sem secar no verão

Sociedade Americana de Camélias, RHS

Água

Água de chuva quando possível; evite longos períodos só com água de torneira calcária

RHS

Adubo

1 ou 2 vezes por ano, na primavera; nada do meio do verão em diante

UF/IFAS, RHS

Poda

Logo depois da floração, pouca e só o necessário

NC State, Clemson

Troca de vaso

A cada 2 ou 3 anos, para um vaso maior, sem exagero

Sociedade Americana de Camélias

Frio

Plantada no chão, aguenta geada; no vaso, a raiz sofre mais

NC State, Sociedade Internacional de Camélias

Cães e gatos

Classificada como não tóxica para cães, gatos e cavalos

ASPCA

Onde colocar a camélia: luz e lugar

A camélia-do-japão floresce melhor em meia-sombra. A NC State define meia-sombra como sol direto em só parte do dia, de 2 a 6 horas. A Universidade da Flórida (UF/IFAS) avisa que a sombra fechada também atrapalha: a folhagem fica rala e a planta floresce pouco.

O sol forte do meio do dia e da tarde é o que mais queima. A Sociedade Internacional de Camélias diz que esse sol queima as folhas, desbota as flores e pode secar os botões. A WSU, extensão do estado de Washington, liga a queimadura de sol ao sol pleno e a muros voltados para o sul ou o oeste. No Brasil, o equivalente são os muros voltados para o norte e para o oeste.

No Brasil, a face da casa que recebe mais sol é a voltada para o norte. Para a camélia-do-japão, prefira uma varanda ou janela voltada para o leste, que recebe só o sol da manhã. Em lugar com geada, a Sociedade Internacional de Camélias e a RHS mandam evitar o leste: o sol da manhã queima a flor gelada. A face sul serve para algumas variedades, segundo a Sociedade Internacional de Camélias, desde que não tenha sombra fechada de árvore ou prédio. Evite a face oeste, de sol forte da tarde, e a face norte, que recebe sol o dia todo. Proteja também do vento: a Clemson diz que a camélia floresce melhor longe do sol pleno e do vento seco.

A camélia-sasanqua (Camellia sasanqua) tem folha menor, flor mais simples e floresce mais cedo, no outono. Ela aguenta mais sol que a camélia-do-japão, segundo a RHS e a Sociedade Americana de Camélias. Se a etiqueta diz "sasanqua", ela pode ficar num lugar mais ensolarado.

Camélia dentro de casa

A camélia não vive bem numa sala quente e fechada. Segundo a Sociedade Internacional de Camélias, o ar quente e seco de casa com aquecimento derruba as folhas e pode matar a planta. Calor de noite também derruba os botões, segundo a Extensão da Universidade de Connecticut (UConn).

Se você quer a camélia dentro de casa, escolha o cômodo mais fresco e claro, longe de aquecedor e de lareira. A UConn cita o dono de um viveiro (loja que cultiva e vende mudas), que recomenda noites de no máximo 15 °C no inverno. Esse número vem de um único viveiro; nenhuma outra fonte deste guia dá uma temperatura de interior. Na dúvida, a camélia fica melhor numa varanda clara e abrigada do que na sala.

A camélia começou a derrubar folhas logo depois que você ligou o aquecimento, com a terra ainda úmida? O ar quente é o primeiro suspeito. Leve o vaso para o lugar mais fresco e claro da casa. Não regue mais por causa da queda: com a terra úmida, mais água só ajuda a apodrecer a raiz.

Terra ácida para camélia

A camélia precisa de terra ácida, solta e com boa drenagem. A NC State pede pH abaixo de 6,0 e diz que a camélia não tolera terra alcalina. A Sociedade Americana de Camélias dá como ideal a faixa de 5,5 a 6,5, e a UF/IFAS aceita de 5,0 a 6,5. A RHS resume assim: onde o rododendro (parente da azaleia) cresce bem, a terra também serve para a camélia. As fontes divergem no limite de baixo. Um estudo espanhol com 4 variedades de camélia-do-japão em vaso cita 4,5 a 5,5 como ótimo, e 2 delas cresceram pior com pH mais alto. Na dúvida, mire perto de 5,5, que fica dentro das duas recomendações.

No vaso, use terra pronta para azaleias e camélias, vendida como substrato para plantas acidófilas (plantas que gostam de terra ácida). A Sociedade Americana de Camélias pede que não se use terra comum de jardim no vaso, porque ela endurece. Também desaconselha a turfa fina (matéria vegetal decomposta, vendida em lojas de jardinagem), que encharca ou seca demais. A azaleia pede a mesma terra ácida e a mesma água pouco calcária, e as duas podem dividir o mesmo saco de substrato.

Como regar a camélia

A camélia gosta de terra sempre úmida, mas nunca encharcada, segundo a Sociedade Americana de Camélias. No vaso, regue quando a camada de cima da terra estiver seca ao toque, até a água sair pelo furo de baixo. Nenhuma fonte deste guia mede a frequência de rega em vaso: o critério é a terra, não o calendário. Não deixe água parada no pratinho. No jardim, a RHS manda cavar até 10 cm: se a terra estiver seca nessa fundura, regue bem.

A rega do verão pesa na florada do inverno seguinte. A RHS diz que deixar a terra secar no verão faz os botões caírem no inverno. A UF/IFAS lembra o outro lado: a camélia é sensível a excesso de água e a raiz apodrece se a terra fica molhada demais.

Prefira água de chuva. A RHS pede que se evite regar por longos períodos com água de torneira calcária, a chamada água dura. Ela deixa a terra menos ácida com o tempo. Se só houver água de torneira, use. A Sociedade Internacional de Camélias diz que qualquer água é melhor que nenhuma, porque deixar a terra secar faz mais mal.

Adubo para camélia: quando e quanto

A camélia precisa de pouco adubo. A UF/IFAS diz que uma ou duas adubações por ano bastam, com adubo que tenha nitrogênio e potássio em quantidades iguais e pouco fósforo. O nitrogênio e o potássio são o primeiro e o terceiro números do rótulo (NPK); o fósforo é o do meio. A época é a primavera, segundo a RHS.

Pare de adubar no meio do verão. A RHS diz que adubo tarde ou em excesso derruba botões. A UF/IFAS explica o outro risco: adubo no fim do verão ou no outono faz brotos novos e tenros, que o primeiro frio queima.

As fontes divergem sobre o adubo acidificante para azaleias e camélias. A UF/IFAS reserva esse adubo para a camélia já estabelecida no jardim e não o recomenda para planta jovem ou de vaso. A RHS usa adubo para acidófilas também no vaso. Este guia segue a UF/IFAS, que é extensão universitária. No vaso, o substrato para acidófilas e a água pouco calcária mantêm a terra ácida.

Adubo demais aparece na folha. A Clemson diz que borda de folha queimada e muita folha caindo costumam indicar excesso de adubo. A Estação Experimental Agrícola de Connecticut acrescenta outro sinal: uma crosta branca na borda do vaso ou na superfície da terra. Para lavar o excesso, deixe correr água pelo vaso por cerca de 20 minutos.

Por que os botões da camélia caem

Os botões da camélia caem por falta ou excesso de água, por adubo tarde, por frio ou por calor. Muitas vezes a causa aconteceu meses antes da queda. A camélia-do-japão forma os botões no verão, a partir do meio da estação, segundo a Sociedade Internacional de Camélias. No Brasil, o verão vai de dezembro a março. Os botões crescem até a florada, que no Brasil vai do outono ao fim do inverno, conforme a variedade.

Cada fonte lista causas um pouco diferentes. Esta tabela junta as que aparecem nelas:

Causa

Quando acontece

Fonte

A planta formou mais botões do que consegue abrir

Pouco antes da florada; caem alguns, não todos

Clemson, NC State

Terra seca no verão

Na formação do botão, meses antes da queda

RHS, Clemson, NC State

Excesso de água ou raiz podre

A qualquer momento; vem com folha amarela

NC State, Sociedade Americana de Camélias

Adubo tarde ou demais

Do meio do verão em diante

RHS, Sociedade Internacional de Camélias

Frio forte ou geada

No inverno, com o botão já formado

RHS, Sociedade Internacional de Camélias

Tempo que passa de quente e úmido para muito frio

Na virada do tempo

Sociedade Internacional de Camélias

Noite quente, pouca luz, ambiente fechado

Planta dentro de casa

UConn, Estação Experimental de Connecticut

Quatro botões de camélia fechados, secos e marrons caídos sobre a terra do vaso, com botões verdes de ponta rosa ainda presos no ramo acima
Botões que caíram fechados, secos e marrons não abrem mais. Os botões verdes e firmes que continuam no ramo ainda podem florir.

Nenhuma fonte deste guia separa queda repentina de queda aos poucos. Confira primeiro o que mudou na última semana: uma noite de geada, um calor forte ou a terra que secou de vez. Depois confira a rega do verão passado, que também derruba botões meses depois. A Estação Experimental de Connecticut diz que cuidado regular e rega uniforme (sem alternar terra seca e encharcada) reduzem a queda.

Mudar o vaso de lugar não aparece em nenhuma das fontes universitárias como causa própria. O que muda junto com o lugar é a luz, a temperatura e a secagem da terra, e essas três estão na tabela. Se você já mudou a camélia de lugar, deixe-a no lugar novo, desde que ele seja claro, fresco e sem sol forte da tarde.

Óleo de neem só ajuda se houver praga. Use apenas se você encontrar cochonilha ou ácaro nas folhas (veja a seção de pragas). Também não corte os galhos para "salvar" a planta: a poda nessa época corta os botões que ainda vão abrir. A hora de podar é logo depois da floração.

Folhas amarelas na camélia

Folha amarela na camélia tem quatro causas principais, e o lugar da folha separa umas das outras. A RHS diz que a camélia troca as folhas velhas de tempos em tempos, mesmo sendo uma planta que mantém as folhas o ano todo. Se só amarelam folhas velhas, perto da base e por dentro da copa, na primavera ou no verão, é a troca normal.

Folha amarela com as nervuras verdes é clorose, uma falta de ferro e de outros nutrientes (como o manganês) que deixa a folha pálida. A NC State e a RHS ligam a clorose à terra ou à água pouco ácidas. A NC State trata com quelato de ferro (um tipo de ferro que a planta absorve mesmo em terra menos ácida). A RHS avisa que o quelato é caro e precisa ser repetido todo ano. O conserto que dura é a terra ácida e a água de chuva. Se a terra do jardim é alcalina, a RHS recomenda cultivar a camélia em vaso com substrato para acidófilas.

Folha amarela por igual, com a planta murchando e a terra molhada, aponta para a raiz. A Clemson associa esse quadro à podridão de raiz. Manchinhas amarelas na face de cima da folha, com escamas brancas ou marrons embaixo, são cochonilha. Cada causa de folha amarela deixa o sinal num lugar diferente da folha. A página de folhas amarelas da camélia mostra as causas comuns em fotos.

Camélia aguenta frio e geada?

Plantada no chão, a camélia-do-japão aguenta geada. A NC State classifica a espécie para as zonas 7 a 9 do mapa de frio dos Estados Unidos (USDA). Na zona 7a, a mais fria delas, a mínima média do inverno fica entre −18 e −15 °C. A RHS classifica a camélia-do-japão como um pouco mais resistente ao frio que a sasanqua.

No vaso, a camélia aguenta menos frio que no chão, porque a raiz não tem a terra em volta para protegê-la. A Sociedade Internacional de Camélias diz isso e avisa que o risco aumenta se a terra estiver encharcada. Nenhuma das fontes deste guia mediu a temperatura mínima para camélia em vaso.

Antes de uma noite de geada, leve o vaso para um lugar abrigado e sem aquecimento, como uma garagem ou uma varanda fechada. Vaso grande demais para mover? A RHS e a Sociedade Internacional de Camélias recomendam envolvê-lo em várias camadas de plástico-bolha, do chão até a borda. Cubra a terra com folhas secas.

A geada costuma estragar primeiro os botões e as flores abertas, e a folha madura resiste bem, segundo a RHS. Os brotos novos e tenros também sofrem com geada forte. Também por isso não se aduba no fim do verão.

Poda da camélia: logo depois da flor

Faça a poda da camélia logo depois que a floração terminar. A NC State explica por quê: as flores do ano seguinte saem nos ramos já formados, e podar mais tarde sacrifica essa florada. A UF/IFAS diz que a poda no fim do verão ou no outono remove os botões.

A camélia pede pouca poda, segundo a Clemson. Tire os ramos secos ou quebrados e os brotos compridos que deformam a planta. Corte rente ao ramo de onde o galho sai, sem deixar toco, como recomenda a Sociedade Americana de Camélias. Não apare a planta toda com tesoura de cerca viva. A UF/IFAS diz que esse corte forma uma camada densa de folhas por fora e tira a luz dos ramos de dentro.

Uma poda forte tira de um terço a metade da planta, segundo a Sociedade Americana de Camélias. A poda forte também vai logo depois da floração. Conte com quase nenhum botão no ano seguinte. Os botões voltam ao normal na segunda estação, segundo a Sociedade Americana de Camélias. A RHS fala em dois anos ou mais para a camélia florir bem.

Troca de vaso e plantio

A camélia em vaso precisa de terra nova a cada 2 ou 3 anos, segundo a Sociedade Americana de Camélias. Depois disso, a terra fica gasta, pesada e encharca. Troque para um vaso maior, sem exagero. Nenhuma fonte deste guia dá o limite de tamanho. O exemplo da sociedade vai de um vaso de 4 litros para um de 11 litros depois de 2 anos. A RHS avisa que um vaso grande demais também apodrece a raiz, porque a terra sem raiz fica molhada por muito tempo.

Plante sempre raso. O torrão é a massa de terra e raízes da muda. A UF/IFAS manda deixar o topo dele de 2,5 a 5 cm acima do nível da terra. A camélia não tolera ser plantada funda. A Sociedade Internacional de Camélias explica que o colo (o ponto em que o tronco encontra a raiz) precisa de ar. Muita muda nova morre porque esse ponto fica enterrado e apodrece.

Camélia definhando: quando é grave

A podridão de raiz é um problema grave da camélia em vaso. A Sociedade Americana de Camélias diz que as plantas em vaso são muito suscetíveis a ela. A Clemson afirma que todas as variedades de camélia-do-japão são suscetíveis, e as de sasanqua, resistentes.

A Sociedade Americana de Camélias lista os primeiros sinais. São folhas amarelas, menores ou moles, ponta de ramo secando e botões que demoram a abrir ou caem. Para confirmar, tire a planta do vaso e olhe a raiz. A Clemson descreve a raiz doente como marrom-avermelhada a marrom-escura; a raiz sadia é branca.

Se a sua camélia está perdendo folhas e não é falta de água, não adube. A Sociedade Internacional de Camélias compara adubar uma planta doente a servir um banquete a um doente grave. Primeiro descubra a causa pela raiz, pela terra e pelo lugar.

Pragas e doenças da camélia

A praga mais importante da camélia é a cochonilha-do-chá, segundo a Clemson e a UF/IFAS. Ela forma escamas brancas e marrons na face de baixo da folha e deixa manchinhas amarelas na face de cima. A UF/IFAS prefere sabão inseticida e óleo hortícola a inseticida comum, porque poupam os inimigos naturais da praga. Faça 2 ou 3 aplicações, com 7 a 10 dias entre elas, molhando bem a face de baixo da folha. Veja como reconhecer e tratar a cochonilha.

O ácaro-rajado, um tipo de ácaro-aranha, aparece com tempo quente e seco e pouca ventilação, segundo a UF/IFAS. Ele deixa a face de cima da folha com aspecto bronzeado e um pó fino embaixo. O tratamento está no guia do ácaro-aranha.

Flor que fica marrom depressa pode ter a podridão das pétalas, um fungo que ataca a flor em tempo frio e úmido (WSU). A Clemson separa esse fungo do dano de frio pelas nervuras marrom-escuras nas pétalas. O controle é limpeza: tire as flores doentes e varra as que caíram no chão.

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Como fazer muda de camélia

Os jeitos mais fáceis de fazer muda de camélia são a estaca e a alporquia, segundo a UF/IFAS. A alporquia faz a raiz nascer num galho ainda preso à planta-mãe. A estaca é um pedaço de ramo cortado para criar raiz. Ela sai do ramo da primavera que já endureceu, no meio do verão.

A camélia-do-japão enraíza devagar. Um estudo da Universidade Estadual do Mississippi diz que poucas variedades enraízam bem por estaca. A Sociedade de Camélias do Sul da Califórnia diz que a raiz leva de vários meses a um ano para se formar. Semente não serve para copiar a planta: a RHS diz que a muda normalmente não sai igual à planta-mãe.

Camélia é tóxica para cães e gatos?

A ASPCA, centro de controle de intoxicação animal dos Estados Unidos, classifica a camélia-do-japão (Camellia japonica) como não tóxica para cães, gatos e cavalos. A página da ASPCA traz só a classificação, sem lista de sintomas. A classificação vale para essa espécie. A ficha da camélia-do-japão no Bloom tem os outros dados da planta.

Perguntas frequentes

Quantas vezes a camélia floresce por ano?

A camélia floresce uma vez por ano. A camélia-do-japão abre as flores entre o outono e o fim do inverno, conforme a variedade. Cada planta fica florida por 3 a 4 semanas, segundo a NC State. A camélia-sasanqua floresce mais cedo, no outono, e dura de 4 a 6 semanas.

A camélia pode ficar fora de casa no inverno?

Pode. Plantada no chão, a camélia-do-japão aguenta geada. Pela zona de frio que a NC State dá à espécie, aguenta invernos com mínima média de −18 a −15 °C. No vaso, a raiz sofre mais com o frio. Em noite de geada, leve o vaso para um lugar abrigado sem aquecimento ou envolva-o em plástico-bolha.

Do que a camélia não gosta?

A camélia não gosta de terra alcalina (com calcário), de raiz encharcada, de sol forte da tarde, de vento seco e de sala quente. Também não gosta de ser plantada funda. O colo, ponto em que o tronco encontra a raiz, precisa ficar um pouco acima da terra, segundo a UF/IFAS.

Quando cortar a camélia bem curta?

Uma poda forte, que tira de um terço a metade da planta, vai logo depois da floração, segundo a Sociedade Americana de Camélias. Conte com poucos ou nenhum botão no ano seguinte. A RHS diz que pode levar dois anos ou mais para a camélia voltar a florir bem.

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