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Pragas da hortênsia: como identificar e tratar

As pragas da hortênsia se reconhecem pelo sinal. Algodão branco no caule é cochonilha, folha grudenta é melado de pulgão ou cochonilha, teia fina é ácaro. Veja como tratar cada uma e por que o óleo de neem às vezes não resolve.

por Bloom 15 min de leitura
Pragas da hortênsia: como identificar e tratar

As pragas da hortênsia se reconhecem pelo sinal que deixam e pelo lugar onde ele aparece: ponta nova, verso da folha, caule ou borda da folha. A maior parte delas causa dano de aparência e não mata a planta. O centro de jardinagem da Universidade de Connecticut (UConn) registra que a hortênsia tem poucos problemas sérios de praga e doença.

Folha grudenta, pontinhos brancos e teia fina não pedem arrancar o arbusto nem podar tudo. O melado vem de pulgão ou de cochonilha, e a teia vem do ácaro. As três pragas se tratam galho a galho, com água, com a mão e, se preciso, com sabão inseticida ou óleo hortícola (óleo próprio para plantas, que sufoca o inseto), vendidos em loja de jardinagem.

As fontes deste guia descrevem a hortênsia comum de flor em bola, a Hydrangea macrophylla. Quando uma fonte fala de outra espécie de hortênsia, o texto avisa.

Resumo rápido:

  • Bichinhos verdes ou escuros amontoados na ponta nova, folha nova enrolada e grudenta: pulgão. Esfregue com os dedos ou lave com jato de mangueira.

  • Placas brancas de algodão, ovais, no caule ou no verso da folha, com uma casca marrom presa a elas: cochonilha da hortênsia. Raspe as placas.

  • Pontilhado claro na face de cima da folha e teia fina no verso, em tempo quente e seco: ácaro-rajado. Lave o verso da folha com água.

  • Borda da folha recortada em meia-lua: gorgulho-da-videira adulto, besouro europeu sem registro no Brasil na EPPO. Furo irregular com rastro brilhante: lesma ou caracol.

  • Pó branco que sai ao passar o dedo: oídio, um fungo, não uma praga.

  • Sabão e óleo só matam o inseto que molham e não deixam efeito depois de secos. Não aplique acima de 32 °C, nem ao sol, nem em planta com sede.

Tabela de triagem: o sinal e a praga da hortênsia

O que você vê

Onde aparece

Provável causa

Primeiro passo

Bichinhos verdes, pretos ou marrons amontoados, folha nova enrolada

Ponta dos galhos, botão, verso da folha nova

Pulgão

Esfregar com os dedos ou jato de mangueira

Folha grudenta e brilhante, às vezes com pó preto por cima

Face de cima das folhas de baixo

Melado de pulgão ou de cochonilha

Procurar o inseto nas folhas e nos galhos acima da folha grudenta

Placa branca oval de 3–4 mm com casca marrom presa

Caule e verso da folha

Cochonilha da hortênsia

Raspar a placa

Tufos brancos de algodão nas axilas, em planta de dentro de casa

Axila da folha, junto ao caule

Cochonilha-farinhenta

Isolar o vaso das outras plantas

Pontilhado claro fino, teia no verso

Folhas, começando pelas de baixo

Ácaro-rajado

Lavar o verso das folhas com água

Folha prateada com pontinhos pretos

Face da folha e pétala

Tripes

Sacudir o galho sobre papel branco

Borda recortada em meia-lua

Borda das folhas grossas

Gorgulho-da-videira adulto (sem registro no Brasil na EPPO)

Catar à noite com lanterna

Furo irregular e rastro brilhante

Folha baixa e flor

Lesma ou caracol

Catar à noite em tempo úmido

Pó branco que sai ao passar o dedo

Face de cima da folha

Oídio (fungo)

Recolher as folhas caídas e regar sem molhar a folha

Folha grudenta na hortênsia: pulgão ou cochonilha

Folha grudenta é melado, o líquido açucarado que o inseto sugador solta depois de sugar a seiva. Pulgão e cochonilha fazem melado, e ele cai sobre as folhas de baixo. Por isso a folha grudenta raramente é a folha onde o inseto está: procure nas folhas e nos galhos logo acima dela.

Em cima do melado cresce a fumagina, um fungo preto que parece fuligem. A RHS, a Sociedade Real de Horticultura do Reino Unido, explica que a fumagina não ataca a planta e sai com um pano úmido. Formiga subindo pelo arbusto também indica pulgão: a RHS registra que a formiga protege o pulgão em troca do melado.

O lugar do inseto separa as duas pragas. Pulgão fica amontoado na ponta nova e no botão, e anda quando você encosta. Cochonilha fica parada no caule e no verso da folha, presa como uma casca, e a da hortênsia vem acompanhada de placas brancas de algodão.

Bichinhos verdes nas pontas novas: pulgão

Bichinhos verdes, pretos ou marrons amontoados na ponta dos galhos e nos botões são pulgões. Segundo a UConn, o pulgão pode formar populações grandes na brotação nova da hortênsia. Com muitos pulgões, a folha nova amarelece e se deforma.

A RHS registra que o pulgão muito raramente mata uma planta. Uma colônia pequena pode ficar, porque joaninhas e larvas de crisopídeo (um inseto verde de asas transparentes) comem pulgão. Se a colônia cresce, siga a Clemson Extension, nesta ordem:

  1. Esfregue as colônias com os dedos ou com um pano úmido. A Clemson registra que o método funciona com poucos pulgões, no começo do ataque.

  2. Lave a ponta dos galhos com a mangueira de jardim, com pressão suficiente para derrubar o pulgão. Lavadora de alta pressão é forte demais e machuca a planta.

  3. Se a colônia voltar, use sabão inseticida de loja, seguindo as regras da seção sobre sabão e óleo, mais abaixo.

  4. Antes de repetir o sabão, toque os pulgões com a ponta de um lápis: os que não se mexem estão mortos. A Clemson manda reaplicar só se houver pulgão vivo, porque o pulgão morto continua grudado na folha.

Não corte o galho por causa do pulgão. A ponta atacada volta a crescer limpa depois que a colônia some. A RHS registra pulgões verdes, pretos, amarelos e rosados, conforme a espécie. O guia de pulgão em plantas mostra como reconhecer cada uma.

Placas brancas no caule: a cochonilha da hortênsia

Placas brancas de algodão, ovais, presas ao caule e ao verso das folhas são quase sempre a cochonilha da hortênsia (Pulvinaria hydrangeae). Cada placa é uma massa de ovos coberta de fios de cera, e na ponta dela fica a cochonilha adulta, uma casca marrom e oval. A RHS descreve a placa com 3 a 4 mm de comprimento e a adulta com cerca de 3 mm.

Cochonilha da hortênsia adulta, marrom e oval, com a placa branca de ovos presa a ela sobre uma folha
A cochonilha da hortênsia adulta é a casca marrom; a placa branca presa a ela guarda os ovos. A folha da foto é de uma árvore, não de hortênsia. Foto: gbohne, Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0.

A placa continua na planta depois que os ovos já nasceram, segundo a RHS. Por isso o algodão branco não some depois do tratamento, e ele não prova que o tratamento falhou. Os filhotes que saem da placa medem menos de 1 mm, são amarelo-claros e o vento os leva para outras plantas.

A RHS descreve uma geração por ano. Abaixo, as estações do ciclo descrito pela RHS no Reino Unido estão convertidas para os meses do Brasil:

  1. No início do verão, a adulta põe os ovos sob a placa branca. No Brasil, isso cai em novembro e dezembro.

  2. No meio do verão, os filhotes nascem e sugam o verso das folhas. No Brasil, em dezembro e janeiro.

  3. No fim do verão (fevereiro e março, no Brasil), os filhotes descem para os caules e passam o inverno ali.

  4. No fim da primavera seguinte (novembro, no Brasil), viram adultas e o ciclo recomeça.

Hortênsia muito atacada perde força e pode derrubar folhas, segundo a RHS. Se a hortênsia perde folhas depressa e os caules estão cobertos de placas brancas, a causa provável é a cochonilha da hortênsia. A RHS manda tratar assim:

  1. Raspe as adultas e as placas de ovos com a unha ou com um pano, assim que aparecerem. Jogue o que raspou no lixo, longe da planta.

  2. Deixe joaninhas, pequenas vespas e pássaros trabalharem: eles comem cochonilha.

  3. Tolere uma população pequena. Planta bem cuidada aguenta poucas cochonilhas sem precisar de tratamento.

  4. Se a planta está tomada e fraca, a RHS aceita arrancar e plantar outra no outono (março a maio, no Brasil).

O óleo de neem e o sabão inseticida pegam pouco da cochonilha. A Clemson Extension indica o neem para os filhotes de cochonilha, e não para as adultas. A adulta fica protegida pela casca, e os ovos ficam sob a cera. O produto só age no inseto que molha e não deixa efeito depois de seco. Por isso, borrifar a planta coberta de placas quase não muda a população.

O momento útil para o neem ou o sabão é logo depois que os ovos nascem, quando os filhotes andam nas folhas (dezembro e janeiro, no Brasil). Antes disso, raspar as placas tira os ovos junto. O guia de cochonilha mostra as outras espécies de cochonilha das plantas da casa.

Cochonilha-farinhenta é outra praga. Ela forma tufos de algodão nas axilas das folhas, onde a folha encontra o caule, e põe ovos alaranjados ou rosados sob o algodão. A RHS descreve a cochonilha-farinhenta em planta de estufa e de dentro de casa, e registra que ela raramente aparece ao ar livre no clima do Reino Unido. Em hortênsia de vaso dentro de casa, isole o vaso das outras plantas. A RHS recomenda manter planta nova separada por pelo menos 1 mês. A RHS explica que a cochonilha-farinhenta anda pouco e chega numa planta recém-comprada, e as pragas das plantas de interior entram pelo mesmo caminho.

Pontilhado claro e teia fina: ácaro-rajado

Um pontilhado claro muito fino na face de cima da folha, com teia no verso, é ácaro-rajado (Tetranychus urticae), também chamado de ácaro-aranha. O ácaro é um parente da aranha, menor que 1 mm. Cada pontinho claro é uma picada, explica a UConn, e o ácaro aparece mais em tempo quente e seco.

O verso da folha atacada tem ácaros amarelo-esverdeados, com duas manchas escuras, e cascas brancas de muda. A RHS recomenda uma lupa de 10 aumentos para enxergá-los. No ataque forte, a folha perde a cor verde, seca e cai.

  1. Lave o verso das folhas com água, com atenção às folhas de baixo. Repita sempre que a lupa mostrar ácaros andando. A RHS registra que molhar a planta e manter o ar úmido reduz o ácaro, mas não o elimina sozinho.

  2. Regue bem a hortênsia nos períodos secos. A UConn registra que a planta bem regada aguenta o ácaro sem dano visível.

  3. Não use inseticida forte contra outras pragas. A UConn registra que o surto de ácaro costuma vir depois de um inseticida de amplo espectro, que mata os predadores do ácaro junto.

  4. Se a teia cobre os galhos ou os ácaros voltam depois da água, use sabão inseticida ou óleo hortícola, mirando o verso das folhas.

A RHS registra que o ácaro-rajado é um dos problemas mais difíceis das plantas de estufa e de dentro de casa, e que ele prospera no calor seco. Na hortênsia de vaso dentro de casa, confira o verso das folhas toda semana. A RHS registra que o ácaro-rajado ataca uma lista tão longa de plantas que poucas estão a salvo. O guia do ácaro-aranha mostra como conferir o verso das folhas das outras plantas.

Folha prateada com pontinhos pretos: tripes

Folha com manchas prateadas e pontinhos pretos, que são as fezes do inseto, indica tripes. O tripes adulto é fino e mede até 2 mm, segundo a RHS. Na flor, ele deixa pétalas com riscos brancos e botões que não abrem.

Para confirmar, sacuda um galho sobre uma folha de papel branco e olhe com lupa. A Clemson indica sabão inseticida e óleo de neem contra o tripes, com as regras da seção sobre sabão e óleo.

Furos e borda comida: lesma, lagarta e gorgulho-da-videira

Folha comida é sinal de um bicho que mastiga, e o desenho do furo indica qual. Furo irregular, no meio ou na borda, com rastro brilhante no vaso ou na folha, é lesma ou caracol. Folhas presas umas às outras por fios, com uma lagarta dentro, são lagarta-enroladeira.

Lesma e caracol comem à noite, em tempo úmido, segundo a RHS. Procure com lanterna nas noites amenas e úmidas e cate à mão. Regue de manhã, e não à tarde: a terra molhada à noite facilita a saída delas.

Lagarta-enroladeira prende algumas folhas com fios, como uma barraca, e come a face de dentro e o botão da flor. A UConn registra que a mariposa dessa lagarta põe ovos na ponta dos galhos de todos os tipos de hortênsia, e que a lagarta pouco afeta a saúde da planta, mas reduz o número de flores. Abra as folhas presas e tire a lagarta com a mão.

Gorgulho-da-videira (Otiorhynchus sulcatus) é um besouro comum na Europa. A RHS descreve o adulto como preto e fosco, com cerca de 9 mm, e diz que ele não voa. À noite, ele recorta a borda da folha em meia-lua. O dano do besouro adulto é de aparência. A larva, branca, curvada em C, sem pernas e com até 10 mm, come as raízes. A planta pode murchar e morrer, e a de vaso é a mais atingida.

Contra o gorgulho, a RHS recomenda:

  1. Cate os besouros à noite, com lanterna, sacudindo o arbusto sobre um pano.

  2. Troque a terra do vaso atacado e tire as larvas da raiz.

  3. Use nematoides (vermes microscópicos que parasitam a larva), vendidos em lojas de controle biológico. Os do gênero Steinernema só funcionam com a terra entre 5 e 20 °C.

A EPPO, organização europeia de proteção de plantas, não registra o gorgulho-da-videira no Brasil. A base da EPPO lista o besouro nas Américas só em Argentina, Chile, Colômbia, Canadá e Estados Unidos. Furo em hortênsia no Brasil aponta primeiro para lesma, caracol e lagarta.

Parece praga, mas é doença: oídio, mancha de cercospora e mofo-cinzento

Três doenças de fungo da hortênsia costumam ser confundidas com praga. O fungo não se mexe, não faz teia e não deixa melado. A Clemson Extension recomenda regar sem molhar a folha para reduzir os fungos de folha da hortênsia.

Oídio. Pó branco sobre a folha, que sai ao passar o dedo, às vezes com manchas amarelas ou roxas. A UConn registra que o oídio ataca todas as hortênsias e é mais sério na Hydrangea macrophylla, em lugar sombreado e com plantas apertadas. Recolha as folhas caídas, porque elas guardam os esporos (as células que espalham o fungo).

Mancha de cercospora. Manchas pardas a cinza com borda roxo-escura, no fim do verão. A University of Maryland Extension registra que a mancha raramente pede tratamento e não mata a planta. Ela aparece mais em planta recém-comprada, que cresceu apertada no viveiro.

Mofo-cinzento. Manchas encharcadas nas pétalas, que viram manchas marrons cobertas de mofo cinza. A UConn registra que o mofo-cinzento gosta de tempo fresco, úmido e chuvoso. A RHS manda tirar as flores atacadas com cuidado, dentro de um saco, porque os esporos se soltam com facilidade.

Folha amarela na hortênsia: praga ou falta de nutriente?

O amarelo de nutriente não tem bicho, teia nem melado. Folha amarela entre as nervuras, com as nervuras ainda verdes, aponta para terra com pH alto, isto é, pouco ácida. A University of Illinois Extension explica que, acima de pH 6,5, o ferro da terra fica numa forma que a planta não absorve. O amarelo de praga vem junto com o sinal da praga: pontilhado fino do ácaro, folha nova enrolada e grudenta do pulgão, placas brancas da cochonilha.

Vire 3 ou 4 folhas amarelas e olhe o verso com boa luz. Sem inseto, sem teia e sem melado, a causa não é praga, e inseticida nenhum resolve. Se o amarelo é entre as nervuras, meça o pH da terra com um kit de teste antes de comprar qualquer produto.

Do mais brando ao mais forte: água, mão, sabão e óleo

O tratamento começa sempre pelo mais brando e só passa para o seguinte se a praga voltar:

  1. Água. Jato de mangueira no verso das folhas e na ponta dos galhos tira pulgão e ácaro.

  2. Mão. Esfregar o pulgão, raspar a cochonilha, catar lesma, lagarta e gorgulho.

  3. Sabão inseticida ou óleo hortícola. Para pulgão, ácaro, tripes e filhotes de cochonilha que voltaram depois da água e da mão.

  4. Tirar a planta. Só para hortênsia tomada pela cochonilha e já sem força, como aceita a RHS.

A Clemson Extension dá as regras para o sabão e o óleo funcionarem sem queimar a folha:

  • O produto só mata o inseto que molha. Cubra o verso das folhas e a ponta dos galhos.

  • Depois de seco, o produto não protege mais a planta. Repita a aplicação se a praga voltar.

  • Não aplique acima de 32 °C, nem ao sol, nem em planta com sede. Regue no dia anterior.

  • Aplique de manhã cedo ou no fim da tarde, para a folha secar devagar.

  • O óleo hortícola vai diluído a 1–2%, nunca com chuva prevista para as 24 horas seguintes nem abaixo de 7 °C.

  • A Clemson não recomenda sabão caseiro, porque ele queima mais a folha do que o sabão inseticida de loja.

Dois guias de jardinagem alemães trazem receitas caseiras. Um deles manda misturar 1 parte de óleo de canola para 4 de água, o que dá 20% de óleo, contra os 1–2% da Clemson. Outro manda usar detergente de louça com óleo de parafina. Este guia segue a Clemson, que é extensão universitária: produto de loja, na diluição do rótulo, nas condições acima.

Cortar os galhos atacados estraga a hortênsia?

Cortar só a ponta ou a folha atacada não estraga a hortênsia. O que custa flor é podar galhos inteiros na época errada. A Hydrangea macrophylla forma os botões do ano seguinte nos galhos que já existem. A poda dela vai logo depois da floração, em janeiro e fevereiro no Brasil.

Pulgão e ácaro não pedem corte nenhum: água e mão resolvem. Folha com mancha de fungo pode sair a qualquer momento. Galho tomado de cochonilha pode ser cortado na poda de depois da floração, quando o corte não leva os botões do ano seguinte.

A hortênsia é tóxica para gatos e cães?

Sim, em grau baixo. A ASPCA, centro americano de controle de intoxicação animal, registra vômito, apatia e diarreia em cães, gatos e cavalos. A NC State Extension classifica a toxicidade da Hydrangea macrophylla como baixa.

Com gato em casa, prefira água, mão e raspagem, e use sabão inseticida ou óleo hortícola só seguindo o rótulo. Deixe o gato longe da planta até a folha secar.

Perguntas frequentes

Raspei a cochonilha da hortênsia e o algodão branco continua. O tratamento falhou?

Não necessariamente. A placa branca de cera da cochonilha da hortênsia fica presa à planta depois que os ovos nascem, segundo a RHS. Ela é casca vazia e não prova que a praga continua. Confira o verso das folhas: filhotes amarelo-claros menores que 1 mm, ou cascas marrons novas, mostram que a cochonilha continua ativa.

A praga da hortênsia passa para as outras plantas?

Sim. Pulgão, ácaro e cochonilha atacam muitas outras espécies, e o vento leva os filhotes da cochonilha da hortênsia para outras plantas, segundo a RHS. Afaste o vaso atacado das outras plantas no mesmo dia em que achar a praga. Confira o verso das folhas dos vasos vizinhos toda semana durante 1 mês, o prazo de quarentena que a RHS recomenda para planta nova.

Por que o óleo de neem não resolveu a praga da minha hortênsia?

O óleo de neem só mata o inseto que molha e não deixa efeito depois de seco, segundo a Clemson Extension. Na cochonilha, ele pega os filhotes, e não a adulta sob a casca nem os ovos sob a cera. Raspe as placas primeiro e aplique o neem logo depois que os ovos nascerem, quando os filhotes aparecerem no verso das folhas.

Quando vale jogar a hortênsia fora por causa de praga?

Quase nunca. Pulgão, ácaro, tripes e lesma se controlam sem perder a planta. A RHS aceita trocar a hortênsia só quando a cochonilha a deixou sem força e derrubando folhas. Na hortênsia de vaso, a larva do gorgulho pode matar a planta ao comer a raiz. Nesse caso, troque a terra e tire as larvas, como manda a RHS.

Na dúvida entre duas pragas, fotografe o sintoma

Fotografe de perto o verso de uma folha atacada e um galho, com boa luz. O Bloom (disponível para iOS) faz o diagnóstico de doenças da planta por foto no plano Premium.

Fontes

  • RHS (Royal Horticultural Society): Hydrangea scale, Scale insects, Mealybug, Aphids, Glasshouse red spider mite, Thrips, Vine weevil, Slugs and snails, Grey mould.

  • UConn Home & Garden Education Center: Hydrangea Diseases and Pests.

  • University of Maryland Extension: Hydrangea: Identify and Manage Problems.

  • University of Illinois Extension: Chlorosis.

  • Clemson Cooperative Extension, Home & Garden Information Center: Hydrangea, Less Toxic Insecticides, Integrated Pest Management for Aphids.

  • EPPO Global Database: distribuição de Otiorhynchus sulcatus, consultada em 16/10/2026.

  • ASPCA Animal Poison Control: Hydrangea.

  • NC State Extension, Gardener Plant Toolbox: Hydrangea macrophylla.

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