Pragas da hortênsia: como identificar e tratar
As pragas da hortênsia se reconhecem pelo sinal. Algodão branco no caule é cochonilha, folha grudenta é melado de pulgão ou cochonilha, teia fina é ácaro. Veja como tratar cada uma e por que o óleo de neem às vezes não resolve.
As pragas da hortênsia se reconhecem pelo sinal que deixam e pelo lugar onde ele aparece: ponta nova, verso da folha, caule ou borda da folha. A maior parte delas causa dano de aparência e não mata a planta. O centro de jardinagem da Universidade de Connecticut (UConn) registra que a hortênsia tem poucos problemas sérios de praga e doença.
Folha grudenta, pontinhos brancos e teia fina não pedem arrancar o arbusto nem podar tudo. O melado vem de pulgão ou de cochonilha, e a teia vem do ácaro. As três pragas se tratam galho a galho, com água, com a mão e, se preciso, com sabão inseticida ou óleo hortícola (óleo próprio para plantas, que sufoca o inseto), vendidos em loja de jardinagem.
As fontes deste guia descrevem a hortênsia comum de flor em bola, a Hydrangea macrophylla. Quando uma fonte fala de outra espécie de hortênsia, o texto avisa.
Resumo rápido:
Bichinhos verdes ou escuros amontoados na ponta nova, folha nova enrolada e grudenta: pulgão. Esfregue com os dedos ou lave com jato de mangueira.
Placas brancas de algodão, ovais, no caule ou no verso da folha, com uma casca marrom presa a elas: cochonilha da hortênsia. Raspe as placas.
Pontilhado claro na face de cima da folha e teia fina no verso, em tempo quente e seco: ácaro-rajado. Lave o verso da folha com água.
Borda da folha recortada em meia-lua: gorgulho-da-videira adulto, besouro europeu sem registro no Brasil na EPPO. Furo irregular com rastro brilhante: lesma ou caracol.
Pó branco que sai ao passar o dedo: oídio, um fungo, não uma praga.
Sabão e óleo só matam o inseto que molham e não deixam efeito depois de secos. Não aplique acima de 32 °C, nem ao sol, nem em planta com sede.
Tabela de triagem: o sinal e a praga da hortênsia
O que você vê | Onde aparece | Provável causa | Primeiro passo |
|---|---|---|---|
Bichinhos verdes, pretos ou marrons amontoados, folha nova enrolada | Ponta dos galhos, botão, verso da folha nova | Pulgão | Esfregar com os dedos ou jato de mangueira |
Folha grudenta e brilhante, às vezes com pó preto por cima | Face de cima das folhas de baixo | Melado de pulgão ou de cochonilha | Procurar o inseto nas folhas e nos galhos acima da folha grudenta |
Placa branca oval de 3–4 mm com casca marrom presa | Caule e verso da folha | Cochonilha da hortênsia | Raspar a placa |
Tufos brancos de algodão nas axilas, em planta de dentro de casa | Axila da folha, junto ao caule | Cochonilha-farinhenta | Isolar o vaso das outras plantas |
Pontilhado claro fino, teia no verso | Folhas, começando pelas de baixo | Ácaro-rajado | Lavar o verso das folhas com água |
Folha prateada com pontinhos pretos | Face da folha e pétala | Tripes | Sacudir o galho sobre papel branco |
Borda recortada em meia-lua | Borda das folhas grossas | Gorgulho-da-videira adulto (sem registro no Brasil na EPPO) | Catar à noite com lanterna |
Furo irregular e rastro brilhante | Folha baixa e flor | Lesma ou caracol | Catar à noite em tempo úmido |
Pó branco que sai ao passar o dedo | Face de cima da folha | Oídio (fungo) | Recolher as folhas caídas e regar sem molhar a folha |
Folha grudenta na hortênsia: pulgão ou cochonilha
Folha grudenta é melado, o líquido açucarado que o inseto sugador solta depois de sugar a seiva. Pulgão e cochonilha fazem melado, e ele cai sobre as folhas de baixo. Por isso a folha grudenta raramente é a folha onde o inseto está: procure nas folhas e nos galhos logo acima dela.
Em cima do melado cresce a fumagina, um fungo preto que parece fuligem. A RHS, a Sociedade Real de Horticultura do Reino Unido, explica que a fumagina não ataca a planta e sai com um pano úmido. Formiga subindo pelo arbusto também indica pulgão: a RHS registra que a formiga protege o pulgão em troca do melado.
O lugar do inseto separa as duas pragas. Pulgão fica amontoado na ponta nova e no botão, e anda quando você encosta. Cochonilha fica parada no caule e no verso da folha, presa como uma casca, e a da hortênsia vem acompanhada de placas brancas de algodão.
Bichinhos verdes nas pontas novas: pulgão
Bichinhos verdes, pretos ou marrons amontoados na ponta dos galhos e nos botões são pulgões. Segundo a UConn, o pulgão pode formar populações grandes na brotação nova da hortênsia. Com muitos pulgões, a folha nova amarelece e se deforma.
A RHS registra que o pulgão muito raramente mata uma planta. Uma colônia pequena pode ficar, porque joaninhas e larvas de crisopídeo (um inseto verde de asas transparentes) comem pulgão. Se a colônia cresce, siga a Clemson Extension, nesta ordem:
Esfregue as colônias com os dedos ou com um pano úmido. A Clemson registra que o método funciona com poucos pulgões, no começo do ataque.
Lave a ponta dos galhos com a mangueira de jardim, com pressão suficiente para derrubar o pulgão. Lavadora de alta pressão é forte demais e machuca a planta.
Se a colônia voltar, use sabão inseticida de loja, seguindo as regras da seção sobre sabão e óleo, mais abaixo.
Antes de repetir o sabão, toque os pulgões com a ponta de um lápis: os que não se mexem estão mortos. A Clemson manda reaplicar só se houver pulgão vivo, porque o pulgão morto continua grudado na folha.
Não corte o galho por causa do pulgão. A ponta atacada volta a crescer limpa depois que a colônia some. A RHS registra pulgões verdes, pretos, amarelos e rosados, conforme a espécie. O guia de pulgão em plantas mostra como reconhecer cada uma.
Placas brancas no caule: a cochonilha da hortênsia
Placas brancas de algodão, ovais, presas ao caule e ao verso das folhas são quase sempre a cochonilha da hortênsia (Pulvinaria hydrangeae). Cada placa é uma massa de ovos coberta de fios de cera, e na ponta dela fica a cochonilha adulta, uma casca marrom e oval. A RHS descreve a placa com 3 a 4 mm de comprimento e a adulta com cerca de 3 mm.

A placa continua na planta depois que os ovos já nasceram, segundo a RHS. Por isso o algodão branco não some depois do tratamento, e ele não prova que o tratamento falhou. Os filhotes que saem da placa medem menos de 1 mm, são amarelo-claros e o vento os leva para outras plantas.
A RHS descreve uma geração por ano. Abaixo, as estações do ciclo descrito pela RHS no Reino Unido estão convertidas para os meses do Brasil:
No início do verão, a adulta põe os ovos sob a placa branca. No Brasil, isso cai em novembro e dezembro.
No meio do verão, os filhotes nascem e sugam o verso das folhas. No Brasil, em dezembro e janeiro.
No fim do verão (fevereiro e março, no Brasil), os filhotes descem para os caules e passam o inverno ali.
No fim da primavera seguinte (novembro, no Brasil), viram adultas e o ciclo recomeça.
Hortênsia muito atacada perde força e pode derrubar folhas, segundo a RHS. Se a hortênsia perde folhas depressa e os caules estão cobertos de placas brancas, a causa provável é a cochonilha da hortênsia. A RHS manda tratar assim:
Raspe as adultas e as placas de ovos com a unha ou com um pano, assim que aparecerem. Jogue o que raspou no lixo, longe da planta.
Deixe joaninhas, pequenas vespas e pássaros trabalharem: eles comem cochonilha.
Tolere uma população pequena. Planta bem cuidada aguenta poucas cochonilhas sem precisar de tratamento.
Se a planta está tomada e fraca, a RHS aceita arrancar e plantar outra no outono (março a maio, no Brasil).
O óleo de neem e o sabão inseticida pegam pouco da cochonilha. A Clemson Extension indica o neem para os filhotes de cochonilha, e não para as adultas. A adulta fica protegida pela casca, e os ovos ficam sob a cera. O produto só age no inseto que molha e não deixa efeito depois de seco. Por isso, borrifar a planta coberta de placas quase não muda a população.
O momento útil para o neem ou o sabão é logo depois que os ovos nascem, quando os filhotes andam nas folhas (dezembro e janeiro, no Brasil). Antes disso, raspar as placas tira os ovos junto. O guia de cochonilha mostra as outras espécies de cochonilha das plantas da casa.
Cochonilha-farinhenta é outra praga. Ela forma tufos de algodão nas axilas das folhas, onde a folha encontra o caule, e põe ovos alaranjados ou rosados sob o algodão. A RHS descreve a cochonilha-farinhenta em planta de estufa e de dentro de casa, e registra que ela raramente aparece ao ar livre no clima do Reino Unido. Em hortênsia de vaso dentro de casa, isole o vaso das outras plantas. A RHS recomenda manter planta nova separada por pelo menos 1 mês. A RHS explica que a cochonilha-farinhenta anda pouco e chega numa planta recém-comprada, e as pragas das plantas de interior entram pelo mesmo caminho.
Pontilhado claro e teia fina: ácaro-rajado
Um pontilhado claro muito fino na face de cima da folha, com teia no verso, é ácaro-rajado (Tetranychus urticae), também chamado de ácaro-aranha. O ácaro é um parente da aranha, menor que 1 mm. Cada pontinho claro é uma picada, explica a UConn, e o ácaro aparece mais em tempo quente e seco.
O verso da folha atacada tem ácaros amarelo-esverdeados, com duas manchas escuras, e cascas brancas de muda. A RHS recomenda uma lupa de 10 aumentos para enxergá-los. No ataque forte, a folha perde a cor verde, seca e cai.
Lave o verso das folhas com água, com atenção às folhas de baixo. Repita sempre que a lupa mostrar ácaros andando. A RHS registra que molhar a planta e manter o ar úmido reduz o ácaro, mas não o elimina sozinho.
Regue bem a hortênsia nos períodos secos. A UConn registra que a planta bem regada aguenta o ácaro sem dano visível.
Não use inseticida forte contra outras pragas. A UConn registra que o surto de ácaro costuma vir depois de um inseticida de amplo espectro, que mata os predadores do ácaro junto.
Se a teia cobre os galhos ou os ácaros voltam depois da água, use sabão inseticida ou óleo hortícola, mirando o verso das folhas.
A RHS registra que o ácaro-rajado é um dos problemas mais difíceis das plantas de estufa e de dentro de casa, e que ele prospera no calor seco. Na hortênsia de vaso dentro de casa, confira o verso das folhas toda semana. A RHS registra que o ácaro-rajado ataca uma lista tão longa de plantas que poucas estão a salvo. O guia do ácaro-aranha mostra como conferir o verso das folhas das outras plantas.
Folha prateada com pontinhos pretos: tripes
Folha com manchas prateadas e pontinhos pretos, que são as fezes do inseto, indica tripes. O tripes adulto é fino e mede até 2 mm, segundo a RHS. Na flor, ele deixa pétalas com riscos brancos e botões que não abrem.
Para confirmar, sacuda um galho sobre uma folha de papel branco e olhe com lupa. A Clemson indica sabão inseticida e óleo de neem contra o tripes, com as regras da seção sobre sabão e óleo.
Furos e borda comida: lesma, lagarta e gorgulho-da-videira
Folha comida é sinal de um bicho que mastiga, e o desenho do furo indica qual. Furo irregular, no meio ou na borda, com rastro brilhante no vaso ou na folha, é lesma ou caracol. Folhas presas umas às outras por fios, com uma lagarta dentro, são lagarta-enroladeira.
Lesma e caracol comem à noite, em tempo úmido, segundo a RHS. Procure com lanterna nas noites amenas e úmidas e cate à mão. Regue de manhã, e não à tarde: a terra molhada à noite facilita a saída delas.
Lagarta-enroladeira prende algumas folhas com fios, como uma barraca, e come a face de dentro e o botão da flor. A UConn registra que a mariposa dessa lagarta põe ovos na ponta dos galhos de todos os tipos de hortênsia, e que a lagarta pouco afeta a saúde da planta, mas reduz o número de flores. Abra as folhas presas e tire a lagarta com a mão.
Gorgulho-da-videira (Otiorhynchus sulcatus) é um besouro comum na Europa. A RHS descreve o adulto como preto e fosco, com cerca de 9 mm, e diz que ele não voa. À noite, ele recorta a borda da folha em meia-lua. O dano do besouro adulto é de aparência. A larva, branca, curvada em C, sem pernas e com até 10 mm, come as raízes. A planta pode murchar e morrer, e a de vaso é a mais atingida.
Contra o gorgulho, a RHS recomenda:
Cate os besouros à noite, com lanterna, sacudindo o arbusto sobre um pano.
Troque a terra do vaso atacado e tire as larvas da raiz.
Use nematoides (vermes microscópicos que parasitam a larva), vendidos em lojas de controle biológico. Os do gênero Steinernema só funcionam com a terra entre 5 e 20 °C.
A EPPO, organização europeia de proteção de plantas, não registra o gorgulho-da-videira no Brasil. A base da EPPO lista o besouro nas Américas só em Argentina, Chile, Colômbia, Canadá e Estados Unidos. Furo em hortênsia no Brasil aponta primeiro para lesma, caracol e lagarta.
Parece praga, mas é doença: oídio, mancha de cercospora e mofo-cinzento
Três doenças de fungo da hortênsia costumam ser confundidas com praga. O fungo não se mexe, não faz teia e não deixa melado. A Clemson Extension recomenda regar sem molhar a folha para reduzir os fungos de folha da hortênsia.
Oídio. Pó branco sobre a folha, que sai ao passar o dedo, às vezes com manchas amarelas ou roxas. A UConn registra que o oídio ataca todas as hortênsias e é mais sério na Hydrangea macrophylla, em lugar sombreado e com plantas apertadas. Recolha as folhas caídas, porque elas guardam os esporos (as células que espalham o fungo).
Mancha de cercospora. Manchas pardas a cinza com borda roxo-escura, no fim do verão. A University of Maryland Extension registra que a mancha raramente pede tratamento e não mata a planta. Ela aparece mais em planta recém-comprada, que cresceu apertada no viveiro.
Mofo-cinzento. Manchas encharcadas nas pétalas, que viram manchas marrons cobertas de mofo cinza. A UConn registra que o mofo-cinzento gosta de tempo fresco, úmido e chuvoso. A RHS manda tirar as flores atacadas com cuidado, dentro de um saco, porque os esporos se soltam com facilidade.
Folha amarela na hortênsia: praga ou falta de nutriente?
O amarelo de nutriente não tem bicho, teia nem melado. Folha amarela entre as nervuras, com as nervuras ainda verdes, aponta para terra com pH alto, isto é, pouco ácida. A University of Illinois Extension explica que, acima de pH 6,5, o ferro da terra fica numa forma que a planta não absorve. O amarelo de praga vem junto com o sinal da praga: pontilhado fino do ácaro, folha nova enrolada e grudenta do pulgão, placas brancas da cochonilha.
Vire 3 ou 4 folhas amarelas e olhe o verso com boa luz. Sem inseto, sem teia e sem melado, a causa não é praga, e inseticida nenhum resolve. Se o amarelo é entre as nervuras, meça o pH da terra com um kit de teste antes de comprar qualquer produto.
Do mais brando ao mais forte: água, mão, sabão e óleo
O tratamento começa sempre pelo mais brando e só passa para o seguinte se a praga voltar:
Água. Jato de mangueira no verso das folhas e na ponta dos galhos tira pulgão e ácaro.
Mão. Esfregar o pulgão, raspar a cochonilha, catar lesma, lagarta e gorgulho.
Sabão inseticida ou óleo hortícola. Para pulgão, ácaro, tripes e filhotes de cochonilha que voltaram depois da água e da mão.
Tirar a planta. Só para hortênsia tomada pela cochonilha e já sem força, como aceita a RHS.
A Clemson Extension dá as regras para o sabão e o óleo funcionarem sem queimar a folha:
O produto só mata o inseto que molha. Cubra o verso das folhas e a ponta dos galhos.
Depois de seco, o produto não protege mais a planta. Repita a aplicação se a praga voltar.
Não aplique acima de 32 °C, nem ao sol, nem em planta com sede. Regue no dia anterior.
Aplique de manhã cedo ou no fim da tarde, para a folha secar devagar.
O óleo hortícola vai diluído a 1–2%, nunca com chuva prevista para as 24 horas seguintes nem abaixo de 7 °C.
A Clemson não recomenda sabão caseiro, porque ele queima mais a folha do que o sabão inseticida de loja.
Dois guias de jardinagem alemães trazem receitas caseiras. Um deles manda misturar 1 parte de óleo de canola para 4 de água, o que dá 20% de óleo, contra os 1–2% da Clemson. Outro manda usar detergente de louça com óleo de parafina. Este guia segue a Clemson, que é extensão universitária: produto de loja, na diluição do rótulo, nas condições acima.
Cortar os galhos atacados estraga a hortênsia?
Cortar só a ponta ou a folha atacada não estraga a hortênsia. O que custa flor é podar galhos inteiros na época errada. A Hydrangea macrophylla forma os botões do ano seguinte nos galhos que já existem. A poda dela vai logo depois da floração, em janeiro e fevereiro no Brasil.
Pulgão e ácaro não pedem corte nenhum: água e mão resolvem. Folha com mancha de fungo pode sair a qualquer momento. Galho tomado de cochonilha pode ser cortado na poda de depois da floração, quando o corte não leva os botões do ano seguinte.
A hortênsia é tóxica para gatos e cães?
Sim, em grau baixo. A ASPCA, centro americano de controle de intoxicação animal, registra vômito, apatia e diarreia em cães, gatos e cavalos. A NC State Extension classifica a toxicidade da Hydrangea macrophylla como baixa.
Com gato em casa, prefira água, mão e raspagem, e use sabão inseticida ou óleo hortícola só seguindo o rótulo. Deixe o gato longe da planta até a folha secar.
Perguntas frequentes
Raspei a cochonilha da hortênsia e o algodão branco continua. O tratamento falhou?
Não necessariamente. A placa branca de cera da cochonilha da hortênsia fica presa à planta depois que os ovos nascem, segundo a RHS. Ela é casca vazia e não prova que a praga continua. Confira o verso das folhas: filhotes amarelo-claros menores que 1 mm, ou cascas marrons novas, mostram que a cochonilha continua ativa.
A praga da hortênsia passa para as outras plantas?
Sim. Pulgão, ácaro e cochonilha atacam muitas outras espécies, e o vento leva os filhotes da cochonilha da hortênsia para outras plantas, segundo a RHS. Afaste o vaso atacado das outras plantas no mesmo dia em que achar a praga. Confira o verso das folhas dos vasos vizinhos toda semana durante 1 mês, o prazo de quarentena que a RHS recomenda para planta nova.
Por que o óleo de neem não resolveu a praga da minha hortênsia?
O óleo de neem só mata o inseto que molha e não deixa efeito depois de seco, segundo a Clemson Extension. Na cochonilha, ele pega os filhotes, e não a adulta sob a casca nem os ovos sob a cera. Raspe as placas primeiro e aplique o neem logo depois que os ovos nascerem, quando os filhotes aparecerem no verso das folhas.
Quando vale jogar a hortênsia fora por causa de praga?
Quase nunca. Pulgão, ácaro, tripes e lesma se controlam sem perder a planta. A RHS aceita trocar a hortênsia só quando a cochonilha a deixou sem força e derrubando folhas. Na hortênsia de vaso, a larva do gorgulho pode matar a planta ao comer a raiz. Nesse caso, troque a terra e tire as larvas, como manda a RHS.
Na dúvida entre duas pragas, fotografe o sintoma
Fotografe de perto o verso de uma folha atacada e um galho, com boa luz. O Bloom (disponível para iOS) faz o diagnóstico de doenças da planta por foto no plano Premium.
Fontes
RHS (Royal Horticultural Society): Hydrangea scale, Scale insects, Mealybug, Aphids, Glasshouse red spider mite, Thrips, Vine weevil, Slugs and snails, Grey mould.
UConn Home & Garden Education Center: Hydrangea Diseases and Pests.
University of Maryland Extension: Hydrangea: Identify and Manage Problems.
University of Illinois Extension: Chlorosis.
Clemson Cooperative Extension, Home & Garden Information Center: Hydrangea, Less Toxic Insecticides, Integrated Pest Management for Aphids.
EPPO Global Database: distribuição de Otiorhynchus sulcatus, consultada em 16/10/2026.
ASPCA Animal Poison Control: Hydrangea.
NC State Extension, Gardener Plant Toolbox: Hydrangea macrophylla.
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