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Como cuidar de manjericão: luz, rega, poda, flor e manchas pretas

Como cuidar de manjericão em vaso: quanto sol ele pede, como regar sem apodrecer a raiz, onde cortar para a planta encher, o que fazer com a flor e como separar as três manchas pretas.

por Bloom 16 min de leitura
Como cuidar de manjericão: luz, rega, poda, flor e manchas pretas

Para cuidar de manjericão, dê a ele de 6 a 8 horas de sol direto por dia. Regue quando a camada de cima da terra secar. Corte as pontas dos galhos logo acima de um par de folhas e tire as flores assim que aparecerem. Deixe a planta dentro de casa nas noites abaixo de 10 °C. O manjericão é uma planta anual de clima quente, que vive uma estação. O cuidado prolonga a fase de folha, e as mudas feitas na água renovam o pé.

Seu manjericão murcha, fica com as pontas pretas ou estica com as folhas de baixo amarelando? A causa costuma estar num destes quatro pontos. O primeiro é a rega, que pode ser de mais ou de menos. O segundo é o frio da noite. O terceiro é a pouca luz, que estica o caule. O quarto é o vaso do supermercado, que traz muitas mudas disputando o mesmo punhado de terra. As seções abaixo mostram como separar cada caso.

Os números deste guia vêm de extensões universitárias dos Estados Unidos, que são serviços de universidades que orientam quem cultiva plantas. As principais são as da Universidade de Illinois, da Clemson, da Universidade da Flórida (UF/IFAS) e da Universidade de Kentucky. Vêm também da Royal Horticultural Society (RHS, a sociedade britânica de horticultura) e de outras universidades americanas, como Iowa State, NC State e Colorado State. A Embrapa, empresa pública brasileira de pesquisa agropecuária, completa a lista. As fontes estrangeiras são do hemisfério norte, e por isso a direção da janela e a época do frio aparecem já trocadas para o Brasil. A ficha do manjericão apresenta a espécie (Ocimum basilicum) e as doenças dela.

Resumo rápido:

  • Luz: de 6 a 8 horas de sol direto por dia; no calor forte, um pouco de sombra à tarde.

  • Rega: regue quando a camada de cima da terra secar, de preferência de manhã, direto na terra e sem molhar as folhas.

  • Vaso: pelo menos 20 cm de largura e de profundidade, com furo no fundo.

  • Frio: sofre abaixo de 10 °C; abaixo de 4 °C as folhas ficam pretas e caem.

  • Colheita: corte logo acima de um par de folhas, no máximo 1/3 da planta de cada vez.

  • Flor: tire os botões assim que aparecerem para a planta continuar fazendo folha.

Cuidado

O que fazer

Luz

6 a 8 horas de sol direto; dentro de casa, a janela mais ensolarada (no Brasil, a voltada para o norte)

Rega

Quando a camada de cima da terra secar; nunca deixe água parada no pratinho

Terra e vaso

Terra fofa e rica que escorre bem; vaso de 20 cm ou mais, com furo

Temperatura

Noites acima de 10 °C; dano nas folhas a 10 °C e folhas pretas abaixo de 4 °C

Adubo

Adubo líquido a cada 3 a 4 semanas, só se a planta crescer pouco e a folha ficar pálida

Colheita

Corte acima de um par de folhas, até 1/3 da planta por vez

Ciclo

Anual: floresce, faz semente e enfraquece; renove com mudas feitas na água

Cães e gatos

Não tóxico para cães e gatos, segundo a ASPCA (entidade americana de proteção animal)

Quanto tempo vive um pé de manjericão

O manjericão vive uma estação de calor e depois enfraquece e morre. A Embrapa classifica a espécie como "herbácea anual". A RHS explica que ela é tratada como anual porque precisa de muito calor e de muita luz. A planta cresce, floresce, forma semente e para de produzir folha nova.

A flor indica que o ciclo está chegando ao fim. Segundo a Universidade de Illinois, quando o manjericão floresce e forma sementes, a produção para e a folha fica amarga. O caule também fica lenhoso, ou seja, duro como madeira. A UF/IFAS acrescenta que deixar a planta florir e formar semente encurta a estação de colheita.

Por isso, cuidar de manjericão é adiar a flor e renovar a planta. Tirar os botões florais e colher as pontas toda semana mantém o pé na fase de folha por mais tempo. Quando o pé começar a ficar lenhoso e a florir sem parar, faça uma estaca. A estaca é um pedaço de galho que cria raiz na água e recomeça o ciclo com uma planta nova.

O ciclo muda com o clima da região. Num experimento da Embrapa no Distrito Federal, entre fevereiro e agosto, só uma das plantas floresceu. O cultivo seguiu por 135 dias, com rebrotas depois dos cortes. Em Londrina (PR), um estudo da revista Científica mediu a produção de folha nas estações. No outono e no inverno, ela ficou abaixo da metade da produção da primavera e do verão.

Vaso de manjericão do supermercado: por que murcha e como salvar

O vaso de manjericão vendido no supermercado traz muitas mudas finas plantadas juntas num torrão pequeno (o bloco de terra com as raízes). A RHS descreve esse vaso como feito para uma colheita curta: as mudas apertadas tendem a pegar doenças de fungo ou a florir cedo. A mesma RHS diz que elas podem sobreviver se forem divididas e replantadas logo.

Para salvar o manjericão de supermercado, faça a divisão nos primeiros dias:

  1. Tire o torrão inteiro do vaso de plástico, segurando pela base dos caules.

  2. Separe o torrão com os dedos em tufos menores, cada um com algumas mudas e as raízes delas.

  3. Plante cada tufo num vaso próprio de pelo menos 20 cm de largura e de profundidade, na mesma altura em que estava antes.

  4. Regue até a água sair pelo furo do fundo e deixe o vaso no lugar mais ensolarado da casa.

Se for plantar vários tufos no mesmo vaso grande, deixe pelo menos 10 cm entre eles, como recomenda a RHS. Manjericão apertado floresce antes e encerra a colheita mais cedo, segundo a mesma fonte.

Caule comprido e mole, com as folhas de baixo amarelando, vem de rega errada (de mais ou de menos) ou de pouca luz. A Universidade de Illinois diz que tanto a falta quanto o excesso de água deixam o crescimento fraco e esticado. A Iowa State aponta a luz como o fator que mais limita ervas cultivadas dentro de casa. Divida o torrão em tufos e leve a planta para a janela mais clara. Depois, corte o topo dos caules esticados, como explica a seção de poda.

Luz, rega e terra para o manjericão

Quanta luz o manjericão precisa

O manjericão precisa de 6 a 8 horas de sol direto por dia, segundo a Universidade de Illinois. A Clemson diz que, com 6 horas, ele ainda cresce razoavelmente. Por isso, trate 6 horas como o mínimo e 6 a 8 horas como o ideal. Em calor forte, a UF/IFAS recomenda um pouco de sombra à tarde para proteger a planta.

Dentro de casa, a luz é o que mais falta. A Iowa State diz que a maioria das ervas precisa de cerca de 8 horas de luz direta por dia quando cultivada em ambiente fechado. No Brasil, a janela que recebe mais sol ao longo do ano é a voltada para o norte. Se nenhuma janela da casa recebe sol direto suficiente, a Iowa State indica uma luz de cultivo (lâmpada própria para plantas).

Como regar manjericão sem encharcar

Regue o manjericão quando a camada de cima da terra estiver seca ao toque. Antes de cada rega, toque a terra com o dedo. A Universidade de Illinois fala em regar pelo menos uma vez por semana, mais vezes no calor. Nenhuma fonte dá um intervalo fixo para vaso, por isso quem decide a rega é a terra. Ela lembra que o vaso seca mais rápido que o canteiro.

Molhe só a terra e deixe as folhas secas. A RHS recomenda regar de manhã, porque o manjericão não tolera a raiz molhada durante a noite. A Clemson diz que a folha molhada fica mais sujeita a doenças e manda nunca deixar o vaso com água parada no pratinho.

A planta murcha tanto por sede quanto por excesso de água, e a terra separa os dois casos. Terra seca e planta murcha é sede: regue até escorrer pelo furo. Terra úmida há dias e planta murcha é sinal de raiz apodrecendo. O Ask Extension, serviço de perguntas das extensões americanas, explica que a raiz sadia é branca e firme. Raiz marrom e mole é raiz podre, e a página de folhas murchas do manjericão reúne as outras causas.

A rega do manjericão é diferente da rega do alecrim, outra erva de vaso comum na cozinha. O manjericão pede terra com umidade constante, desde que a água escorra bem, segundo a Clemson. Por isso, regue assim que a camada de cima secar, sem esperar o vaso todo secar. A seca ainda faz a planta florir mais cedo, segundo a RHS. Já o alecrim pede que a terra seque entre as regas.

Terra, vaso e adubo

Use um vaso de pelo menos 20 cm de largura e de profundidade, com furo no fundo. A RHS e a Universidade de Kentucky dão a mesma medida. Encha com terra fofa e rica em matéria orgânica (restos vegetais decompostos, como o húmus), que deixe a água escorrer. A Clemson e a Embrapa descrevem essa terra para a espécie. A Iowa State avisa que vaso grande demais mantém a terra molhada por tempo demais, mas não dá o tamanho máximo. Na dúvida, fique perto dos 20 cm.

Adube pouco. A Universidade de Illinois recomenda adubo líquido a cada 3 a 4 semanas, na dose da embalagem. A Iowa State sugere meia dose ou um quarto da dose. Na dúvida, comece pela dose menor. O adubo só entra se a planta crescer pouco e a folha ficar verde-pálida. A Illinois avisa que o excesso de adubo reduz o aroma e o sabor da folha, e a Clemson avisa que reduz o sabor.

Como podar e colher manjericão

Para podar o manjericão, corte o caule logo acima de um par de folhas. Desse ponto saem dois galhos novos, um de cada lado, e a planta fica mais cheia. A Universidade de Illinois diz que o broto novo aparece no ponto do corte em cerca de uma semana.

Galho de manjericão podado com o toco do corte logo acima de um par de folhas e dois brotos novos saindo dos lados
Duas semanas depois do corte, dois brotos novos saem junto ao par de folhas, logo abaixo do toco seco. Imagem gerada por IA.

Passo a passo para colher sem enfraquecer a planta:

  1. Escolha um galho com vários pares de folhas e ache o ponto onde duas folhas saem do caule, uma de frente para a outra.

  2. Corte o caule com tesoura limpa logo acima desse par de folhas.

  3. Tire no máximo 1/3 da planta de uma vez, como indica a Universidade de Kentucky. Assim sobram pelo menos 2/3 da planta, mais que a metade que a Illinois pede deixar.

  4. Depois de uma colheita grande, espere algumas semanas antes da próxima, segundo a Kentucky.

  5. Prefira cortar em dia seco. A Clemson explica que o corte leva 48 horas para fechar e que, com tempo úmido, ele é a porta de entrada do mofo cinzento.

Colha um pouco toda semana, mesmo quando não precisar das folhas. As fontes não concordam na quantidade: a Colorado State tira metade de cada galho novo por semana, e a WVU só 5 a 8 cm da ponta. Este guia usa o 1/3 da Kentucky, que respeita o mínimo da Illinois. Segundo a Extensão da West Virginia University (WVU), tirar as pontas dos galhos cerca de uma vez por semana faz a planta ramificar e impede a flor. O que faz a planta ramificar é a retirada da ponta do galho, e arrancar só as folhas grandes de baixo não retira a ponta.

Flor no manjericão: tirar ou deixar

Tire os botões florais assim que aparecerem, se você cultiva o manjericão pelas folhas. A RHS diz que tirar as hastes de flor cedo adia a floração e mantém a qualidade da folha pelo maior tempo possível. A Universidade de Illinois manda continuar tirando as flores durante toda a estação.

Deixar florir tem usos. A RHS sugere deixar florir no fim da estação, porque as flores dão néctar para as abelhas. A mesma fonte diz que a flor é comestível e tem sabor mais suave que a folha. A UF/IFAS lembra que deixar a flor pode ser útil para quem quer colher semente. Se você tem vários pés, a RHS sugere deixar um deles florir antes dos outros e continuar colhendo as pontas dos outros.

Manjericão no frio

O manjericão sofre com frio bem acima de zero. A Universidade de Illinois diz que o ar e a terra frios travam o crescimento e podem escurecer as folhas a 10 °C. A UF/IFAS diz que as folhas de muitas variedades ficam pretas e caem abaixo de 4 °C. Trate 10 °C como o sinal de alerta e 4 °C como o ponto de dano grave. A Embrapa Semiárido resume que a espécie não tolera baixas temperaturas nem geada.

No Brasil, o inverno vai de junho a agosto, e o risco maior está no Sul e nas serras. Para levar a planta para fora, espere noites acima de 10 °C, como recomendam a RHS e a Clemson. A UF/IFAS é mais cautelosa e pede noites acima de 13 °C. Se a sua região esfria rápido à noite, espere os 13 °C, que são a opção mais segura. Nas noites abaixo de 10 °C, deixe o vaso dentro de casa, perto da janela mais ensolarada e longe do vidro gelado.

O frio também estraga a folha colhida. A Universidade de Illinois avisa que manjericão guardado na geladeira fica com as folhas escurecidas. Guarde os galhos colhidos fora da geladeira, em temperatura ambiente.

Manchas pretas no manjericão: frio, bactéria ou míldio

Mancha preta no manjericão tem três causas comuns, e cada uma pede uma decisão diferente. O frio escurece várias folhas de uma vez depois de uma noite fria. A mancha bacteriana faz pintas escuras que parecem molhadas. O míldio começa amarelo entre as nervuras (as linhas finas da folha) e só depois escurece.

Sinal

Frio

Mancha bacteriana

Míldio

Quando aparece

Depois de uma noite abaixo de 10 °C

Depois de molhar as folhas ou de dias úmidos

Com noites quentes e úmidas

Como começa

Folhas escurecem por inteiro ou em áreas grandes

Pintas escuras com aspecto molhado, às vezes paradas nas nervuras

Amarelo entre as nervuras na face de cima da folha

Face de baixo da folha

Sem nada

Sem penugem

Penugem cinza-arroxeada

Caule

Normal

Pode ter estrias escuras

Normal

O que fazer

Proteger do frio; a folha atingida escurece e cai

Tirar as folhas doentes e regar só na terra

Tirar e descartar a planta inteira

A mancha bacteriana é causada pela bactéria Pseudomonas cichorii. Segundo o guia de doenças da UF/IFAS, ela se espalha com respingos de água. Também passa pelas mãos de quem mexe numa folha doente e depois toca outra planta. Tire as folhas manchadas, regue só a terra e afaste os vasos. A página da mancha bacteriana no manjericão mostra as fotos do sintoma.

O míldio do manjericão é causado pelo organismo Peronospora belbahrii, que forma uma penugem na face de baixo da folha. A UF/IFAS avisa que o amarelo do começo é fácil de confundir com falta de nutriente. Por isso, vire a folha antes de adubar. A NC State afirma que não existe produto vendido ao jardineiro doméstico que controle a doença. A UF/IFAS manda retirar e destruir a planta infectada logo.

As fontes divergem sobre variedades resistentes ao míldio. A UF/IFAS diz que todas as variedades de manjericão-doce, o comum de cozinha, são muito suscetíveis. Os tipos roxos, o tailandês e o manjericão-limão pegam menos a doença. A Clemson e a NC State citam variedades de manjericão-doce resistentes, como 'Prospera', 'Rutgers Devotion' e 'Rutgers Obsession'. Como duas fontes citam essas variedades, este guia indica uma delas ou o manjericão roxo. Se o míldio voltar todo ano, procure uma dessas variedades ou um manjericão roxo.

Existe mais uma doença que mata a planta e não começa por mancha. A murcha de fusário é causada pelo fungo Fusarium oxysporum. Segundo a Clemson, a planta cresce normalmente até 15 a 30 cm, para de crescer e murcha de repente. A NC State descreve estrias marrons no caule e diz que o fungo pode durar de 8 a 12 anos no solo. Descarte a planta e a terra do vaso; a página da murcha de fusário traz os detalhes.

Folhas amarelas, pragas e o detergente que queima a folha

Folha amarela no manjericão pede duas conferências antes de qualquer remédio. Primeiro, vire a folha: penugem cinza na face de baixo é míldio. Depois, toque a terra: terra encharcada há dias aponta para raiz podre, que a Clemson liga ao amarelecimento da planta. A página de folhas amarelas do manjericão lista as outras causas.

As pragas mais comuns do manjericão são pulgões e lesmas, segundo a Clemson e a RHS. Bichinhos brancos na folha podem ser três pragas diferentes, e o UC IPM, programa de pragas da Universidade da Califórnia, ajuda a separar:

  • Mosca-branca: insetos brancos minúsculos que voam quando você mexe na planta; as formas jovens ficam paradas na face de baixo da folha.

  • Cochonilha-farinhenta: insetos ovais cobertos de cera branca, em grupos, sem voar, nas junções das folhas com o caule.

  • Pulgão: corpo mole em forma de pera, com dois tubinhos na traseira que nenhum outro inseto tem.

Comece com um jato forte de água, que derruba pulgões e também os adultos da mosca-branca, segundo o UC IPM. Se não bastar, a Clemson recomenda sabão inseticida, um produto vendido pronto, aplicado no fim da tarde e acertando a face de baixo das folhas. A página de pragas do manjericão e a da mosca-branca mostram as fotos.

Detergente de louça não é sabão inseticida. A Iowa State diz que o detergente tem muito mais chance de queimar a planta. A UConn, Universidade de Connecticut, explica o motivo: o detergente foi feito para tirar gordura e dissolve a camada de cera que protege a folha. A Colorado State não recomenda nenhum produto de limpeza da casa como pesticida. A Universidade da Geórgia, a de Nebraska-Lincoln e a UC ANR aceitam uma mistura caseira, mas só com dose baixa e teste antes. Como as fontes se dividem, este guia indica o sabão inseticida pronto, que é a opção mais segura.

Se você borrifou detergente e as folhas queimaram, lave a planta inteira com água limpa, como orienta a LSU AgCenter, da Universidade Estadual da Louisiana. Não repita a aplicação: a Colorado State diz que o dano à folha se acumula a cada nova exposição. As fontes não dizem se a folha queimada volta ao normal. Corte as folhas secas e observe as pontas dos galhos nas semanas seguintes: folhas novas verdes mostram que a planta continua viva.

Qualquer sabão, mesmo o inseticida, pode queimar folhas, segundo a UF/IFAS. Antes de tratar a planta inteira, teste o produto em poucas folhas e espere 24 horas, como orientam a UConn e a NC State. Nunca aplique em planta murcha, no sol forte ou em dias acima de 32 °C.

Quando a mancha ou o bicho não se encaixa em nenhuma descrição, uma foto ajuda. O diagnóstico do Bloom (disponível para iOS) compara a foto da folha com doenças e pragas conhecidas, no plano Premium.

Como fazer mudas de manjericão na água

Corte os 10 cm da ponta de um galho sem flor, logo abaixo de um par de folhas. Deixe essa estaca num copo com água. A Extensão da WVU usa essa medida, e a RHS diz que a estaca de manjericão enraíza rápido. Passo a passo:

  1. Escolha um galho sem botão floral e corte os 10 cm da ponta, logo abaixo de um par de folhas.

  2. Tire as folhas de baixo, para que nenhuma folha fique dentro da água.

  3. Coloque a estaca num copo com água, num lugar claro e quente.

  4. Quando as raízes aparecerem, plante a estaca num vaso com terra e regue até escorrer pelo furo.

As fontes de extensão não dão o número de dias para a raiz aparecer. A RHS diz só que a estaca enraíza rápido. A Embrapa produz mudas de manjericão por estaca em bandeja com terra. Ela usa estacas de 15 cm e transplanta as mudas 20 dias depois que elas enraízam.

Faça mudas antes de o pé florir de vez, enquanto ainda há galhos sem flor. Cada estaca enraizada é uma planta nova, que começa o ciclo do zero na fase de folha.

Perguntas frequentes sobre como cuidar de manjericão

Manjericão precisa ser regado todo dia?

Não existe um intervalo fixo. Regue quando a camada de cima da terra estiver seca ao toque e nunca deixe água no pratinho. A Universidade de Illinois cita pelo menos uma rega por semana como referência, mais vezes no calor. Vaso pequeno no sol forte seca mais rápido e pode pedir rega mais frequente.

Quanto tempo dura o manjericão de vaso?

O manjericão dura uma estação de calor. Depois de florir e formar semente, a planta fica lenhosa e para de fazer folha nova, segundo a Universidade de Illinois. Tirar as flores e colher as pontas toda semana prolonga a fase de folha. Mudas feitas na água substituem o pé antigo.

Manjericão é seguro para cães e gatos?

A ASPCA classifica o manjericão (Ocimum basilicum) como não tóxico para cães e não tóxico para gatos. A ASPCA é a entidade americana de proteção animal que mantém um centro de controle de intoxicações. A entrada da ASPCA não traz classificação para cavalos.

Dá para manter o manjericão no inverno?

Dá, se a planta ficar dentro de casa nas noites abaixo de 10 °C. Deixe o vaso na janela mais ensolarada (no Brasil, a voltada para o norte) e longe do vidro gelado. A planta cresce menos no frio: em Londrina (PR), a produção de folha no outono e no inverno ficou abaixo da metade da produção da primavera e do verão.

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