Como regar a costela-de-adão: quanta água, por onde e o que fazer com o prato
Como regar a costela-de-adão (monstera): quanta água dar em cada rega, quando esvaziar o prato, se vale regar por baixo, que água usar e o que fazer com a raiz aérea e a poeira das folhas.
Para regar a costela-de-adão (Monstera deliciosa, a monstera), despeje água devagar na terra, em volta do caule, até a água sair pelo furo do vaso. Espere 10 a 20 minutos e jogue fora a água que ficou no prato. Se a planta sobe num tutor de musgo (uma haste coberta de musgo que sustenta o caule), molhe o musgo também.
A hora de regar sai de um teste na terra. A NC State Extension manda regar bem e esperar secar da quarta parte a um terço da terra do vaso. O guia de com que frequência regar a costela-de-adão converte essa fração em centímetros para cada tamanho de vaso.
Resumo rápido:
Regue até escorrer pelo furo. A água tem que molhar a terra inteira, e não só a camada de cima.
Esvazie o prato em 10 a 20 minutos. A costela-de-adão não pode ficar com o fundo do vaso parado na água.
Regue por cima. A rega por baixo (vaso numa bacia com água) fica para terra seca demais ou vaso pesado. Na rega seguinte, regue por cima para lavar o sal.
Água da torneira serve. A costela-de-adão não está entre as plantas sensíveis ao cloro e ao flúor da água.
Não borrife as folhas. O borrifo ajuda a espalhar a antracnose, uma doença causada por fungo.
Quanta água dar em cada rega da costela-de-adão
Regue até a água sair pelo furo do vaso. Essa é a medida certa para qualquer tamanho de vaso, porque, com a terra em bom estado, a água só escorre depois de molhar a terra de cima a baixo. A Extensão da Universidade de Missouri pede para molhar a terra inteira em cada rega, e não só os 2,5 cm (1 polegada) de cima.
A UConn Extension dá um sinal prático: a quantidade está certa quando a água começa a sair pelo furo cerca de 1 minuto depois de você começar a regar. A mesma extensão explica que a rega rasa, com pouca água, forma raiz fraca.
A água que escorreu pelo furo não volta para a planta. Ela leva junto o sal que o adubo e as regas anteriores deixaram na terra, e por isso vai para o ralo. O excesso de água na costela-de-adão vem de regar de novo antes de a terra secar ou de deixar o vaso parado na água do prato. Uma rega grande que escorre pelo furo não causa esse excesso.
Passo a passo para regar a costela-de-adão
Para regar, você precisa de um regador de bico fino, a água e uma esponja para tirar a água do prato.
Confira a terra. Enfie o dedo ou um palito de madeira na terra. Regue só se a quarta parte de cima da terra estiver seca, como explica o guia de quando regar a costela-de-adão.
Use água em temperatura ambiente. A Clemson Extension recomenda água entre 17 e 22 °C (62 e 72 °F), sem água gelada nem quente.
Regue a terra, em volta do caule. Despeje devagar e dê a volta no vaso, para a água não abrir um caminho só. Mantenha as folhas secas, como pede a Extensão de Missouri.
Pare quando escorrer pelo furo. Se a água sai pelo furo em poucos segundos, a terra pode ter encolhido e se soltado do vaso. Nesse caso, mergulhe o vaso inteiro num balde ou na pia cheia de água até pararem de subir bolhas de ar.
Molhe o musgo do tutor. Se a costela-de-adão sobe num tutor de musgo, despeje água no musgo até ele ficar escuro e úmido.
Esvazie o prato. Depois de 10 a 20 minutos, jogue fora a água do prato ou tire com uma esponja.

O que fazer com o prato e com o cachepô
Jogue fora a água do prato de 10 a 20 minutos depois da rega. É o tempo que a Extensão da Universidade de Wisconsin dá para a água terminar de escorrer. A UConn aceita até cerca de 1 hora. Este guia segue o prazo menor, de 10 a 20 minutos, porque a terra do fundo fica encharcada enquanto houver água no prato. A água parada no prato mantém a terra do fundo encharcada e tira o ar de que a raiz precisa, explica a UConn.
Cachepô é o vaso decorativo, geralmente sem furo, onde o vaso de verdade fica encaixado. A Extensão da Universidade de Minnesota manda tirar a planta do cachepô, regar na pia, deixar escorrer por completo e só então devolver. Se a costela-de-adão é grande demais para sair do cachepô, tire a água do fundo com uma esponja 20 minutos depois da rega.
Vaso sem furo prende a água que sobra, e nenhuma forma de regar resolve isso: troque por um vaso com furo. A escolha do vaso e da terra está no guia de substrato para costela-de-adão.
Rega por cima ou por baixo na costela-de-adão?
Regue a costela-de-adão por cima, na terra. A rega por cima empurra a água pela terra inteira e a faz sair pelo furo, levando junto o sal do adubo e da água. A rega por baixo é deixar o vaso numa bacia com água para a terra puxar a água pelo furo. Ela molha a terra, mas o sal fica.
A Extensão de Missouri explica que a rega por baixo molha a terra toda, mas quem rega sempre assim vê uma crosta branca de sal se formar em cima da terra. A Universidade de Maryland recomenda evitar a rega por baixo. A Florasense, marca que vende um sensor de umidade para vaso, manda alternar as duas, sem citar fonte. Este guia segue as extensões: a rega por cima é o padrão, porque é a única das duas que tira o sal da terra.
A rega por baixo fica para dois casos. No primeiro, a terra secou tanto que a água escorre pela borda, e o vaso vai inteiro para dentro da água, como mostra a seção abaixo. No segundo, o vaso é pesado demais para ir até a pia. Deixe esse vaso na bacia até a superfície da terra ficar úmida, como descreve a Extensão de Missouri. Na rega seguinte, volte a regar por cima.
A terra secou tanto que a água escorre pela borda
Terra que ficou muito tempo sem água encolhe e se solta da parede do vaso. A água desce pela fresta, sai pelo furo em segundos e a raiz continua seca. A UConn descreve esse caso e o conserto: mergulhe o vaso inteiro num balde ou na pia cheia de água. Tire o vaso quando pararem de subir bolhas de ar e deixe escorrer bem antes de devolver ao prato.
Lavar o sal da terra a cada 4 a 6 meses
Crosta branca em cima da terra ou na borda do furo é sal que ficou da água e do adubo. A Universidade de Maryland recomenda lavar a terra a cada 4 a 6 meses. Despeje água limpa em quantidade igual a 3 vezes o volume do vaso e deixe escorrer por completo. Num vaso de 10 litros, isso dá 30 litros de água, e por isso a lavagem é mais fácil no chuveiro ou no quintal.
A ficha do Bloom sobre acúmulo de sal na costela-de-adão mostra os sinais e o conserto:
Que água usar para regar a costela-de-adão
Use água da torneira. A Extensão da Universidade de Missouri diz que o cloro e o flúor da água da cidade não fazem mal às plantas. A Extensão da Universidade de Minnesota acrescenta que o cloro da água potável fica abaixo do nível que faz mal às plantas.
A exceção são algumas plantas de interior sensíveis ao flúor e ao cloro, que ficam com a ponta da folha marrom. A Extensão da Universidade Estadual de Iowa cita o clorofito, a dracena, a maranta e a calateia. A costela-de-adão não está na lista.
A UConn e a Universidade de Maryland mandam encher o regador na véspera. Depois de um dia no regador, a água perde o cloro por evaporação e chega à temperatura do ambiente. A Universidade de Maryland também manda jogar fora os 2,5 a 5 cm (1 a 2 polegadas) do fundo do regador, onde os minerais assentam. Ninguém mediu o efeito da véspera nem do descarte do fundo na costela-de-adão. Se for fácil para você, encha o regador na véspera e jogue fora o fundo, e a água já fica em temperatura ambiente. Se não for, use a água direto da torneira.
Água de chuva também serve, e a Universidade de Maryland a recomenda por não ter produto químico adicionado. Três guias em inglês, de duas marcas e de um blog, desaconselham a água da torneira: um manda deixá-la descansar 24 horas e dois preferem água de chuva ou destilada. Nenhum cita fonte. A única água a evitar é a que passa por abrandador, o aparelho que tira o calcário da água da casa. A Universidade de Maryland explica que essa água tem mais minerais dissolvidos que as outras.
Raiz aérea da costela-de-adão: molhar ou não?
Molhe o musgo do tutor onde as raízes aéreas estão presas. A Extensão da Universidade de Wisconsin manda regar também o tutor coberto de musgo, para que as raízes aéreas tirem dele água e nutrientes. Raiz aérea é a raiz grossa que nasce no caule, fora da terra, e que a planta usa para se prender e buscar água.
Ninguém mediu se a raiz aérea solta no ar ganha algo com borrifo, e nenhuma das extensões consultadas manda molhá-la. A opção mais segura para a planta é guiar a raiz para o musgo do tutor ou enterrar a ponta dela na terra do vaso. Assim a raiz passa a receber água na rega normal. As opções de guiar, enterrar ou cortar estão no guia de como cuidar da costela-de-adão.
Borrifar água nas folhas da costela-de-adão
Não borrife as folhas da costela-de-adão. A UConn, na ficha da própria costela-de-adão, manda evitar o borrifo para não espalhar a antracnose. A antracnose é uma doença causada por fungo que começa amarelando a borda da folha e depois a deixa marrom.
A Penn State Extension acrescenta que o borrifo não aumenta a umidade do ar em volta da planta. A água borrifada evapora em poucos minutos, e mesmo o borrifo diário não muda a umidade. A Extensão de Missouri tem opinião diferente e diz que borrifar todo dia ajuda a planta a aguentar o ar seco. Este guia segue a UConn e a Penn State: a UConn escreveu a orientação para esta espécie, e a Penn State explica por que o borrifo não funciona.
A Spider Farmer, marca de equipamento de cultivo, e o blog A Beautiful Mess dizem que o borrifo hidrata a costela-de-adão. A água borrifada não chega à raiz, e a rega continua sendo na terra. Para o ar seco, a NC State recomenda um umidificador ou o vaso apoiado sobre pedrinhas molhadas, sem o fundo do vaso encostar na água.
Como limpar a poeira das folhas
Passe um pano macio úmido nas duas faces de cada folha. É o método da Clemson Extension para folhas lisas, como as da costela-de-adão. A Extensão da Universidade de Wisconsin recomenda tirar a poeira das folhas da costela-de-adão, sem dar um intervalo fixo. Limpe quando a poeira aparecer na folha.
A Clemson não recomenda os produtos que limpam e dão brilho às folhas. Para uma limpeza completa, a Extensão da Universidade Estadual de Ohio sugere levar a planta ao chuveiro e usar água morna. A mesma extensão avisa que a água quente e a água fria machucam a folha. Depois do chuveiro, deixe a costela-de-adão escorrer antes de voltar ao prato, como numa rega normal.
Sinais de que a rega da costela-de-adão está errada
Gotas de água na ponta e na borda das folhas indicam terra úmida demais. Essas gotas têm um nome, gutação: a planta solta água pela borda da folha. A Extensão da Universidade de Wisconsin diz que a costela-de-adão "sua" quando a terra está molhada demais. Espere a quarta parte de cima da terra secar antes da próxima rega.
Antes de regar uma costela-de-adão com folhas caídas, confira a terra. Com a terra seca, a planta está com sede. Com a terra úmida, a causa é outra, e regar de novo encharca a raiz. As causas de folha amarela na costela-de-adão, e se vale cortar a folha amarela, estão no guia de folhas amarelas na costela-de-adão. Manchas marrons ou pretas na folha têm causas próprias, explicadas no guia de manchas e pontas marrons na costela-de-adão.
Quando a terra fica encharcada por muito tempo, a raiz apodrece. A ficha de podridão da raiz na costela-de-adão mostra como a raiz fica e o que fazer:
A costela-de-adão que vive num vaso só com água, sem terra, é outro cultivo: é o jeito de enraizar uma muda. O passo a passo está no guia de como fazer muda de costela-de-adão.
Perguntas frequentes
Posso regar a costela-de-adão por baixo?
Pode, mas como exceção. A rega por baixo molha a terra toda, mas não lava o sal, que se acumula e forma crosta branca em cima da terra. Use a bacia num vaso pesado demais para a pia e tire o vaso quando a superfície da terra ficar úmida. Para terra seca demais, mergulhe o vaso num balde até pararem as bolhas. Na rega seguinte, regue por cima até escorrer pelo furo.
A costela-de-adão pode ficar com o vaso dentro da água do prato?
Não. A água parada no prato mantém a terra do fundo encharcada, e a raiz fica sem ar e apodrece. Esvazie o prato de 10 a 20 minutos depois da rega. Se o vaso fica num cachepô sem furo, tire a água do fundo do cachepô com uma esponja ou um copo.
Posso usar água da torneira na monstera?
Pode. A Extensão de Missouri diz que o cloro e o flúor da água da cidade não fazem mal às plantas. A costela-de-adão também não está na lista de plantas sensíveis a eles da Iowa State. Encher o regador na véspera é opcional. A água fica em temperatura ambiente, que é o que a Clemson recomenda. Evite a água de abrandador.
Preciso molhar as raízes aéreas da costela-de-adão?
Molhe o musgo do tutor onde as raízes aéreas estão presas, como recomenda a Extensão da Universidade de Wisconsin. Nenhuma extensão manda borrifar a raiz solta no ar, e ninguém mediu se ajuda. Guie essa raiz para o musgo ou enterre a ponta na terra do vaso. Assim ela passa a receber água em toda rega.
Na próxima rega da costela-de-adão
Antes da próxima rega, confira se o prato está vazio e se a quarta parte de cima da terra secou. Então regue devagar até escorrer, molhe o musgo do tutor e, de 10 a 20 minutos depois, esvazie o prato. Se a água descer pela borda em segundos, mergulhe o vaso num balde até pararem as bolhas.
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