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Manchas e pontas marrons na costela-de-adão: como saber a causa

Ponta seca e crocante na costela-de-adão vem de ar seco, rega irregular ou sal na terra. Mancha escura e mole no meio da folha, com anel amarelo, pede olhar a terra e a raiz. Veja o teste de cada causa e o que fazer.

por Bloom 14 min de leitura
Manchas e pontas marrons na costela-de-adão: como saber a causa

Manchas marrons e pontas marrons na costela-de-adão (Monstera deliciosa) são dois sintomas diferentes, com causas diferentes. Ponta ou borda marrom, seca e crocante, vem do ambiente (ar seco, rega irregular ou sal de adubo acumulado na terra) ou da idade da folha. Mancha marrom no meio da folha pede outra leitura, feita pelo toque e pela cor em volta.

Mancha mole e escura, com um anel amarelo em volta, aponta para terra encharcada ou doença de folha: olhe a terra e a raiz hoje. Mancha seca e clara, só nas folhas voltadas para a janela, é queimadura de sol. Nenhuma parte marrom volta a ficar verde. Corrigida a causa, as folhas novas saem sem marrom.

Resumo rápido:

  • Ar seco é a causa mais comum de ponta marrom em planta de interior, segundo a Iowa State Extension. A mesma fonte cita a terra que seca demais entre as regas e o sal do adubo.

  • A mancha bacteriana da costela-de-adão é marrom-escura, com borda amarela, e as manchas têm tamanhos parecidos (UConn).

  • Folha molhada favorece mancha de doença. Por isso, não borrife água nas folhas.

  • Fungicida não age contra doença causada por bactéria (Iowa State Extension).

  • Queimadura de sol é dano permanente: a folha fica marcada e as novas saem normais se a planta sair do sol direto.

Ponta seca ou mancha no meio da folha: como separar na costela-de-adão

Duas perguntas separam as causas das manchas marrons na costela-de-adão: onde está o marrom e como ele está ao toque. Responda as duas antes de mudar a rega, a luz ou o adubo.

O que você vê

Onde aparece

Teste de um minuto

Causa provável

O que fazer

Ponta ou borda marrom, seca e crocante, sem faixa amarela

Pontas e bordas, mais nas folhas velhas

O ar da casa está seco? A terra chega a secar até o fundo entre as regas?

Ar seco ou rega irregular

Umidificador perto da planta, para passar de 50% de umidade do ar, e rega quando os 2,5 a 5 cm de cima da terra secarem

Borda marrom ou mancha grande, seca e marrom

Bordas ou meio da folha

Você aduba com frequência? Tem crosta branca na terra ou na borda do vaso?

Sal de adubo

Adubar menos e lavar a terra: regar devagar com água limpa até escorrer pelo furo e deixar o vaso escoar

Borda que amarela primeiro e depois escurece, avançando para dentro

Bordas

Existe uma faixa amarela entre o verde e o marrom? Ela cresce de uma semana para outra?

Antracnose (fungo)

Cortar a folha e parar de molhar as folhas

Mancha marrom-escura, mole, com anel amarelo

Meio da folha, folhas de baixo primeiro

A terra está úmida 5 cm abaixo da superfície? Tem água parada no prato?

Raiz podre por terra encharcada (ou doença de folha, veja a linha seguinte)

Tirar a planta do vaso e olhar a raiz hoje

Manchas escuras de tamanhos parecidos, com borda amarela e às vezes pegajosas

Espalhadas pela folha

As manchas aparecem em várias folhas? Tem líquido grudento na mancha?

Mancha bacteriana

Cortar as folhas com mancha e separar a planta das outras

Mancha seca, clara ou marrom-palha

Folhas voltadas para a janela

Bate sol direto nessa folha em alguma hora do dia?

Queimadura de sol

Afastar do sol direto ou acostumar a planta aos poucos, ao longo de várias semanas

Manchas escuras que surgem poucos dias depois de uma noite fria

Folhas perto da janela ou do ar-condicionado

A planta ficou abaixo de 7 °C por um tempo longo ou pegou vento frio?

Frio

Afastar da janela aberta e do jato de ar

Pontinhos claros, riscos prateados ou calombinhos marrons

Verso da folha e caule

O calombinho sai com a unha? Tem teia fina?

Praga (cochonilha, ácaro ou tripes)

Separar a planta e tratar a praga

A Iowa State lembra que várias causas costumam agir juntas e manda corrigir todas, começando pela principal. Observe as folhas novas nas semanas seguintes.

Pontas e bordas marrons e crocantes: ar seco, rega irregular ou sal

A Iowa State aponta três causas para ponta e borda marrom em planta de interior, e nenhuma delas é excesso de água. A primeira, e mais comum, é o ar seco. As outras duas são a terra que fica seca tempo demais entre as regas e o sal de adubo acumulado na terra (Iowa State Extension).

Ar seco

A Universidade de Wisconsin diz que a borda da folha da costela-de-adão fica marrom quando a umidade do ar está baixa (Wisconsin Horticulture). A Penn State prefere umidade acima de 50% e indica um umidificador perto da planta (Penn State Extension). Um higrômetro (medidor de umidade do ar) mostra esse número. A Iowa State lembra que a umidade dentro de casa costuma ser baixa, principalmente no inverno.

Borrifar água nas folhas não é a saída. A Iowa State liga as manchas de doença à folha molhada, "geralmente por borrifo ou rega" (Iowa State Extension). A UConn manda evitar o borrifo na costela-de-adão porque ele espalha a antracnose. Para subir a umidade, use umidificador. A Iowa State também indica juntar os vasos, mas ela mesma liga a mancha de doença às plantas amontoadas. Se juntar, deixe as folhas sem se tocar; nenhuma fonte mediu qual opção é melhor para a costela-de-adão, e o umidificador é a mais segura.

Rega irregular

A Iowa State explica que deixar a terra secar demais entre as regas causa ponta e borda marrom. É o caso de quem esquece a planta por semanas e depois rega muito para compensar. A Penn State indica regar quando os 2,5 a 5 cm de cima da terra secarem, sem esperar o vaso secar até o fundo. O intervalo certo para a sua casa está no guia de com que frequência regar a costela-de-adão.

Regar aos poucos molha só uma parte da terra e deixa bolsões secos, explica o Houseplant Journal, um guia especializado em plantas de interior. Bolsão seco é terra seca demais, a causa que a Iowa State liga à ponta marrom. Regue até a água sair pelo furo do vaso e jogue fora a água que ficar no prato.

Sal de adubo na terra

Segundo a UConn, a costela-de-adão sofre queimadura nas folhas quando a terra tem muito sal (UConn). O sal vem do adubo que a planta não usou e se acumula a cada rega. Nos casos fortes, aparece uma crosta branca na superfície da terra ou na borda do vaso. O Houseplant Journal liga as manchas grandes, secas e marrons no meio da folha ao mesmo acúmulo de sal.

Para tirar o sal, regue devagar com água limpa até ela escorrer pelo furo e deixe o vaso escoar. A Iowa State indica essa lavagem da terra e menos adubo, em dose e em frequência. O Houseplant Journal lembra que a lavagem também tira os nutrientes da terra e manda voltar a adubar depois. Volte, então, com a dose menor e os intervalos maiores que a Iowa State pede. Terra que não escorre bem segura o sal: veja a mistura certa no guia de substrato para costela-de-adão.

Nenhuma fonte mediu o efeito da água da torneira na costela-de-adão. A Iowa State cita o cloro e o flúor da água como causa de ponta marrom só em plantas sensíveis. A lista inclui clorofito, dracena, cordiline, maranta e calateia, e não inclui a costela-de-adão.

Ponta marrom na folha velha

A folha mais velha da costela-de-adão pode ganhar ponta marrom mesmo com bom cuidado. O Houseplant Journal relata que, nas plantas do autor, as folhas duram cerca de 2 anos antes de marcar a ponta e depois amarelar (Houseplant Journal). Nenhuma universidade mediu isso. Se a ponta marrom está só nas folhas velhas e as novas saem limpas, a planta provavelmente vai bem.

Borda que amarela antes de ficar marrom: antracnose

Borda marrom com uma faixa amarela entre o marrom e o verde tem outra causa: a antracnose, doença causada por fungo. Segundo a UConn, a antracnose da costela-de-adão começa como amarelo ao longo da borda, passa a marrom-claro e depois a marrom-escuro. As manchas avançam para dentro e podem matar a folha inteira.

A ponta seca de ar seco não tem essa faixa amarela e para de crescer quando o ambiente melhora. Se a faixa amarela avança de uma semana para outra, trate como doença de folha e siga os passos de "O que fazer hoje com a mancha de doença".

Mancha marrom mole e escura com halo amarelo: olhe a terra e a raiz

Mancha marrom mole e escura, com halo amarelo (um anel amarelo em volta), tem duas causas prováveis. Uma é a raiz podre por terra encharcada; a outra é doença de folha. Comece pela terra, que mostra se a raiz está em risco. A Iowa State descreve a raiz podre como escura, mole e fácil de quebrar. A mesma fonte diz que a planta com raiz podre raramente se recupera (Iowa State Extension). A chance existe quando ainda sobra raiz firme e clara.

Enfie o dedo 5 cm na terra. Pela regra da Penn State, terra úmida a 5 cm, sozinha, é normal. Terra úmida nessa profundidade, com folha mole e água parada no prato, aponta para excesso de água. Terra seca até o fundo, com folha crocante, aponta para falta de água. Os sinais completos de cada lado estão no guia de costela-de-adão com folhas amarelas.

Se a terra está encharcada, tire a planta do vaso hoje. Corte com tesoura limpa as raízes escuras e moles e replante em terra nova, que escorra rápido, num vaso com furo. O mesmo guia das folhas amarelas traz o resgate passo a passo.

Reduzir a rega não salva uma raiz que já apodreceu. Quem diminuiu a água e viu a mancha continuar crescendo precisa olhar a raiz antes de esperar mais.

Bactéria ou fungo: como separar as manchas com halo amarelo na costela-de-adão

Pela foto da folha, bactéria e fungo se parecem, e só um exame de laboratório dá certeza. Alguns sinais ajudam a suspeitar de um ou de outro. A UConn descreve as doenças de folha da costela-de-adão e separa as duas mais comuns (UConn):

  • Mancha bacteriana: manchas marrom-escuras com borda amarela, de tamanhos parecidos entre si, que muitas vezes soltam um líquido pegajoso. O ar seco freia o contágio, mas pode deixar a mancha marrom-avermelhada.

  • Antracnose (fungo): começa amarelando a borda da folha, passa a marrom-claro e depois a marrom-escuro, e avança para dentro.

Folha de costela-de-adão com seis manchas escuras no meio da folha, a maioria com um anel amarelo, e as bordas verdes e inteiras
Manchas escuras com anel amarelo no meio da folha e longe da borda, como as da mancha bacteriana que a UConn descreve na costela-de-adão. Aqui os tamanhos variam; na mancha bacteriana costumam ser parecidos.

A comigo-ninguém-pode é da mesma família da costela-de-adão, e a Universidade da Flórida descreve mais duas doenças nela. Uma bactéria de podridão faz manchas moles e encharcadas, com cheiro de peixe podre. Na mancha de outra bactéria, a Xanthomonas, as manchas são quase pretas, com halo amarelo, e começam na borda da folha (UF/IFAS). A fonte fala da comigo-ninguém-pode, não da costela-de-adão; o guia de pontas e manchas marrons na comigo-ninguém-pode detalha essas doenças.

A Iowa State liga a mancha de doença à folha molhada, ao ar parado e às plantas muito juntas. Mancha que se espalha por várias folhas nessas condições pede o tratamento da seção abaixo. Quem quer uma segunda opinião pode fotografar a folha no app Bloom, que faz diagnóstico de doença por foto no plano Premium (só para iPhone).

O que fazer hoje com a mancha de doença

Em casa, o que funciona é o mesmo para bactéria e para fungo:

  1. Corte as folhas com mancha, rente ao caule, com tesoura limpa. Jogue as folhas no lixo, não no vaso nem na composteira.

  2. Afaste a planta das outras até as folhas novas saírem limpas.

  3. Regue direto na terra, sem molhar as folhas, e pare de borrifar.

  4. Deixe espaço entre os vasos para o ar circular. A UConn recomenda mais circulação de ar, plantas menos amontoadas e nada de frio. Enquanto a mancha se espalhar, deixe o umidificador longe das folhas doentes.

Fungicida não resolve a mancha bacteriana. A Iowa State explica que fungicida não controla doença causada por bactéria. Contra fungo, a maioria dos fungicidas só impede o avanço, sem curar a mancha que já existe (Iowa State Extension). A UConn não recomenda produto químico contra a mancha bacteriana da costela-de-adão. A Universidade da Flórida cita produtos com cobre, mas para estufa comercial. Contra a bactéria de podridão, eles só freiam a doença. Contra a Xanthomonas, funcionam como prevenção, aplicados com regularidade antes de a mancha aparecer.

Mancha seca e clara do lado da janela: queimadura de sol

A queimadura de sol na costela-de-adão deixa manchas secas, claras ou marrom-palha, nas folhas que recebem sol direto. A Iowa State compara esse dano a uma queimadura de sol na pele e diz que ele é permanente (Iowa State Extension). A UConn avisa que a folha grande da costela-de-adão queima fácil quando a planta muda para um lugar mais claro.

A queimadura costuma aparecer depois de uma mudança: vaso levado para a varanda, cortina retirada, planta nova trazida da loja. A Iowa State manda fazer a mudança de luz aos poucos, ao longo de várias semanas. No Brasil, a janela voltada para o norte é a que recebe mais sol ao longo do dia.

As extensões divergem sobre o sol direto. A UConn cita de 3 a 6 horas por dia como preferência da planta; a Penn State e a NC State pedem luz clara sem sol direto. Como a queimadura é permanente, aqui vale a luz clara sem sol direto, a opção mais segura para a folha. Se a sua planta já recebe algumas horas de sol e não tem mancha, não precisa mudar.

Na costela-de-adão variegada (folha com partes brancas ou creme, como a 'Albo' e a 'Thai Constellation'), o branco é da planta e não é sintoma. A NC State diz que as variegadas precisam de mais luz que as verdes (NC State Extension). Mesmo assim, deixe a variegada em luz clara, sem sol direto nas folhas.

Manchas escuras depois de uma noite fria

A UConn diz que temperaturas abaixo de 7 °C por um tempo prolongado causam dano na costela-de-adão. A Universidade de Wisconsin diz que a planta para de crescer abaixo de 10 °C. A Penn State avisa que a planta não tolera corrente de ar frio.

A Universidade da Flórida mediu o dano do frio na aglaonema, planta da mesma família. Manchas escuras com aspecto engordurado apareceram dois dias depois de a planta passar 24 horas a 2, 7 ou 13 °C (UF/IFAS). No Brasil, o risco vai de junho a agosto, principalmente no Sul e nas serras do Sudeste. Dentro de casa, o frio chega pela janela aberta à noite e pelo jato do ar-condicionado.

Pontinhos marrons, prateados ou em relevo: praga

Pontinhos pequenos e numerosos na costela-de-adão costumam ser praga. Olhe o verso das folhas e o caule com luz boa:

  • Calombinhos marrons ou bege que saem com a unha: cochonilha. A UConn descreve a cochonilha como pequenos calombos marrons em folhas e caules. Esmague ou tire os calombos com a unha, ou use óleo hortícola próprio para planta de casa. Veja como tratar no guia de cochonilha.

  • Pontinhos brancos finos, às vezes com teia entre as folhas: ácaro. A UConn diz que o ácaro suga a folha e deixa pontinhos brancos, e que dá para tirá-lo com jato de água ou sabão inseticida, olhando bem o verso da folha. Veja o guia de ácaro-aranha.

  • Riscos prateados que depois ficam marrons e secam: tripes. A Universidade de Maryland descreve o tripes assim e avisa que o dano se confunde com o do ácaro (University of Maryland Extension).

Devo cortar a folha com mancha marrom?

A parte marrom da folha não volta a ficar verde, então cortar é uma escolha de aparência, com uma exceção. Folha com mancha de doença sai inteira e logo, para a mancha não passar para as outras. Folha com ponta seca pode ficar na planta, porque a parte verde continua viva e faz fotossíntese.

Para tirar só a ponta seca, corte o marrom seguindo o contorno natural da folha. O Houseplant Journal recomenda cortar a parte danificada e deixar a parte verde (Houseplant Journal). Para tirar a folha inteira, corte o talo rente ao caule, com tesoura limpa.

Use luvas: a Penn State avisa que a seiva da costela-de-adão pode irritar a pele. A planta é tóxica para cães e gatos, segundo a ASPCA. Jogue as folhas cortadas longe dos animais.

Perguntas frequentes

A mancha marrom da costela-de-adão volta a ficar verde?

Não. A parte marrom é tecido morto e não se recupera, seja ponta seca, queimadura de sol ou mancha de doença. A Iowa State chama a queimadura de sol de dano permanente. O sinal de que a causa foi corrigida está na folha nova. Se ela sai limpa e do tamanho normal, a planta se recuperou, mesmo com as folhas velhas marcadas.

Borrifar água ajuda nas pontas marrons da costela-de-adão?

Não é o indicado. A Iowa State liga a mancha de doença à folha molhada por borrifo ou rega. A UConn manda evitar o borrifo na costela-de-adão porque ele espalha a antracnose. Para a ponta seca de ar seco, use umidificador perto da planta; a Penn State prefere umidade acima de 50%.

A mancha marrom passa para outras plantas?

Depende da causa. Ponta seca, sal de adubo, sol e frio não passam de uma planta para outra. Mancha de bactéria passa pela água que respinga, pelas mãos e pela tesoura, segundo a Universidade da Flórida, em pesquisa com a comigo-ninguém-pode, da mesma família da costela-de-adão. Nesse caso, corte as folhas com mancha, afaste a planta das outras e limpe a tesoura depois do corte.

A costela-de-adão com manchas marrons tem salvação?

Quase sempre. Ponta seca, sal, sol e frio moderado marcam as folhas, mas não matam a planta: corrigida a causa, as folhas novas saem limpas. A geada mata a planta, segundo a Universidade de Wisconsin. O caso grave é a raiz podre. A Iowa State diz que a planta com raiz podre raramente se recupera; a chance existe enquanto sobra raiz firme e clara para replantar.

O primeiro passo com a sua costela-de-adão

Toque a mancha e enfie o dedo 5 cm na terra, hoje. Ponta crocante com terra seca pede umidificador perto da planta e rega até a água sair pelo furo do vaso. Mancha mole com terra encharcada pede olhar a raiz. Para a rotina completa de luz, rega e adubo, veja o guia de como cuidar da costela-de-adão.

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