Plantas que repelem mosquito: o que a ciência sustenta
Nove plantas da lista clássica, conferidas uma a uma com os estudos: o que cada uma prova e por que o vaso no quintal não faz o serviço.
Você comprou o vaso de citronela na feira, pôs no canto do quintal onde todo mundo senta e continuou levando picada. Antes de trocar de planta, vale a pergunta: procede?
Só em parte. Plantas que repelem mosquito existem, e o que repele nelas é o composto tirado de dentro da folha, extraído e concentrado. A planta viva, parada no vaso, solta esse composto devagar demais para formar barreira de cheiro no ar.
Num estudo publicado em julho de 2026, pesquisadores cercaram armadilhas de mosquito com 9 vasos de gerânio-citronela e outras com 9 vasos de alecrim. A medição durou 16 semanas e as capturas não caíram.
Isso não transforma a lista inteira em mentira. Muda o que você pode esperar de cada nome dela. Abaixo estão nove plantas da lista clássica, cada uma com o que foi testado, em que forma, com fonte e ano.
Nenhuma planta viva em vaso tem estudo que mostre redução de mosquito ao redor dela. O que tem evidência é o composto isolado dessas plantas, aplicado na pele ou emitido por um difusor. A única substância de origem vegetal recomendada pelo CDC é o óleo de eucalipto-limão registrado como PMD. PMD é a sigla do composto ativo tirado desse óleo.
O que foi testado em cada planta, e o que deu
Planta | O que foi testado | Resultado | Fonte |
|---|---|---|---|
Eucalipto-limão | PMD a 30% na pele | Redução forte da atração | Rodriguez, 2017 |
Erva-de-gato | Nepetalactona isolada, em laboratório | +49% a +59% de repelência | Peterson e Coats, 2001 |
Citronela (o capim) | Vela comercial de citronela | Sem redução significativa | Rodriguez, 2017 |
Alecrim | 9 vasos vivos, 16 semanas em campo | 1,21× o controle, sem efeito | Novelo, 2026 |
Alecrim (óleo) | Óleo essencial a 12,5%, em laboratório | Entre os 3 de maior tempo de repelência | Gillij, 2008 |
Gerânio-citronela | 9 vasos vivos, 16 semanas em campo | 0,96× o controle, sem efeito | Novelo, 2026 |
Gerânio-citronela | Planta viva contra pessoa sem proteção | Sem diferença significativa | Matsuda, 1996 |
Lavanda, capim-limão, sálvia-branca, mil-folhas | Planta viva, teste de laboratório | Não afastaram os mosquitos | Novelo, 2026 |
Alho, tomilho | Nenhum ativo registrado no EPA | Sem produto validado | NPIC, 2018 |
Cravo-de-defunto | Nenhum teste de campo com a planta viva localizado | Sem evidência | Nenhuma fonte |
Lantana | Cerca viva ao redor da casa inteira | 50% a 83% menos mosquito dentro | Mng'ong'o, 2011 |
A tabela pede duas leituras. A primeira: os números de linhas diferentes não se comparam entre si. Os +49% da erva-de-gato saíram de um teste de laboratório com óleo puro, em 2001. Os 50% da lantana saíram de armadilhas dentro de casas na Tanzânia, ao longo de 11 meses.
São perguntas diferentes e medidas diferentes. Pôr as duas lado a lado como se fosse um ranking seria invenção.
A segunda leitura: "sem efeito" não quer dizer que a planta não tem o composto. O gerânio-citronela tem geraniol e citronelol, e isso foi medido. O que ele não faz é soltar esses compostos rápido o bastante para mudar alguma coisa a um metro de distância.
Por que as plantas que repelem mosquito não funcionam no vaso
O estudo mais direto sobre isso é recente. Mario Novelo e colegas publicaram o trabalho em 31 de julho de 2026, no Journal of Medical Entomology. O teste de campo durou 16 semanas, em dois pontos da Califórnia, um rural e um urbano (DOI 10.1093/jme/tjag131).
O desenho é generoso com a hipótese. Em vez de um vaso, eles puseram 9 vasos da mesma espécie, formando uma barreira contínua em volta da armadilha.
Nas oito primeiras semanas as plantas ficaram intactas. O gerânio-citronela capturou 0,96 vez o que o controle capturou (intervalo de confiança de 95%: 0,52 a 1,76; P = 1,000). O alecrim rasteiro capturou 1,21 vez (0,65 a 2,25; P = 1,000).
Entre parênteses estão a margem de erro (intervalo de confiança) e o valor P, que mede a chance de a diferença ser acaso. Nos dois casos, a diferença para o controle cabe no acaso.
Nas oito semanas seguintes os pesquisadores passaram a podar as plantas. Retiraram 5 g de folha por vaso a cada visita e devolveram os pedaços picados para dentro do vaso. Isso simulava o atrito da manutenção de jardim, apontado como o jeito de "ativar" o cheiro. O resultado não mudou.
No mesmo estudo houve um termo de comparação. Um difusor de metofluthrin, o inseticida volátil dos aparelhos de tomada, reduziu as capturas entre 43% e 89% (P < 0,001).

Os autores dão uma explicação mecânica. A emissão passiva de uma planta viva é lenta demais. Ela não cria o gradiente de odor que muda o voo do mosquito a uma distância que importe.
O óleo essencial faz efeito porque alguém tirou o composto de dentro da folha, concentrou e obrigou o composto a evaporar. A folha inteira, no vaso, mantém o composto guardado.
A conclusão do artigo é direta: "a colocação passiva de plantas vivas intactas não oferece a proteção espacial contra mosquitos que o marketing de varejo sugere".
O estudo registra o próprio limite. Antes do campo houve um teste de laboratório com 6 candidatas: mil-folhas-branca, capim-limão, lavanda, sálvia-branca, alecrim rasteiro e gerânio-citronela.
Nesse teste os mosquitos escolhiam entre voar na direção da planta ou na direção de ar limpo. Nenhuma das 6 mudou essa escolha: os insetos se dividiram entre os dois lados como se estivessem sorteando. As duas que foram a campo entraram por ficarem em primeiro e segundo lugar nessa comparação, que os próprios autores chamam de qualitativa.
Trinta anos antes, um teste independente já tinha chegado ao mesmo lugar. Em 1996, no Journal of the American Mosquito Control Association, Brenda Matsuda e colegas avaliaram a citrosa, nome comercial do gerânio-citronela. Ela era vendida na América do Norte como repelente biológico. A promessa era proteger uma área de quase 1 m² por liberação contínua de óleo de citronela.
Nas medições de campo, DEET a 75% deu mais de 90% de redução de picadas por até 8 horas. Entre quem estava perto da citrosa e quem não estava, não houve diferença significativa.
As cinco plantas cujos compostos têm teste publicado
Estas cinco sobrevivem à pergunta "onde está o estudo". Em todas, o que foi testado é o composto.
Eucalipto-limão, a única que virou produto recomendado
O óleo de eucalipto-limão é o único ativo de origem vegetal que o CDC recomenda. O EPA o registra como repelente, ao lado do DEET, da picaridina, do IR3535 e da 2-undecanona (NC State Extension, revisto em setembro de 2022). Em 2017, Rodriguez e colegas testaram um produto com 30% de PMD, no Journal of Insect Science. Ele reduziu a atração de Aedes aegypti tão bem quanto DEET a 98%.
A distinção é sutil. O que o CDC recomenda é o PMD, o p-mentano-3,8-diol, uma substância obtida a partir do óleo da árvore e depois padronizada.
O óleo essencial "puro" de eucalipto-limão, vendido em loja de produto natural, não passou pelos mesmos testes de segurança e eficácia. Ele não é registrado como repelente. E a árvore no quintal não é nenhum dos dois.
No seu vaso, essa entrada da lista não rende nada. Ela só faz sentido no vidro do repelente, com o rótulo dizendo PMD.
Erva-de-gato e a nepetalactona
A nepetalactona é o óleo que dá o cheiro característico da erva-de-gato (Nepeta cataria). Em 2001, Chris Peterson e Joel Coats, da Universidade Estadual de Iowa, apresentaram uma medição no encontro da American Chemical Society. A nepetalactona foi cerca de 10 vezes mais repelente que o DEET. Em dose alta, a erva-de-gato marcou de +49% a +59% de repelência, contra cerca de +10% do DEET nas mesmas doses.
O número é de óleo isolado, em teste de laboratório com dose controlada. Nenhum estudo mediu um pé de erva-de-gato vivo reduzindo mosquito ao redor.
No seu vaso, a erva-de-gato é uma planta fácil e de cheiro agradável. Só não conte com ela como proteção.
Citronela, e a confusão de nome que muda tudo
O nome citronela cobre duas plantas diferentes. O óleo de citronela do comércio vem de capins do gênero Cymbopogon, principalmente Cymbopogon nardus e Cymbopogon winterianus. O vaso com a etiqueta "planta citronela" ou "planta antimosquito" é outra coisa: um gerânio, do gênero Pelargonium.

A análise química de Matsuda, em 1996, fechou esse ponto. Na citrosa não havia traço nenhum de Cymbopogon. A morfologia e o óleo dela caíam dentro do complexo de híbridos do gerânio-rosa comum.
Sobre a citronela de verdade, o capim, a evidência é fraca. Uma vela comercial de citronela testada por Rodriguez em 2017 não reduziu a atração de forma significativa.
Já um trabalho publicado em 26 de agosto de 2026 na Frontiers in Insect Science testou 7 velas de óleo essencial contra Aedes aegypti. O teste usou gaiola com voluntário humano. 3 delas cortaram a atração em 56%, 45% e 40%. As outras não fizeram quase nada (DOI 10.3389/finsc.2026.1917728).
Os dois resultados não se contradizem. O que decide é a formulação e a concentração do que está dentro da vela.
No seu vaso, o capim-citronela é uma boa planta de sol pleno e cresce muito. Como repelente, o que trabalha é o óleo dele dentro de um produto formulado.
Lavanda e manjericão, com evidência só de laboratório
Os óleos de lavanda (Lavandula angustifolia) e de manjericão (Ocimum basilicum) aparecem em estudos de laboratório de repelência. O linalol da lavanda é um composto ativo conhecido. É por isso que as duas aparecem nos cinco guias em inglês que li.
O que falta é a ponte para o vaso. A lavanda foi uma das 6 candidatas do teste de laboratório de 2026, e os mosquitos não se afastaram dela. Nenhum estudo mediu qualquer uma das duas, viva e plantada, comparada com um controle em campo.
No seu vaso, as duas valem por elas mesmas. A lavanda pede sol direto e terra que seca rápido, e sofre dentro de casa. O manjericão vive bem em vaso, e você ainda come.
As quatro plantas que a fama sustenta sem estudo
Duas coisas diferentes entram aqui: "não foi testado" e "foi testado e não deu".
Gerânio-citronela, a que mais falhou
É a planta com mais testes contra ela. Reprovou em 1996 no teste de campo de Matsuda. Reprovou de novo no estudo de 2026, em barreira de 9 vasos, com e sem poda. Continua sendo vendida como "planta antimosquito".
Alecrim
Foi a segunda planta levada a campo no estudo de 2026 e capturou 1,21 vez o que o controle capturou.
O óleo de alecrim, separado da planta, tem repelência medida. Num teste com Aedes aegypti, a 12,5% de concentração, ele ficou entre os três óleos de maior tempo de repelência. O dado é de Gillij e colegas, Bioresource Technology, 2008.
Mesmo assim, nenhum repelente registrado no EPA usa óleo de alecrim como ativo (NPIC, 2018). Ter estudo publicado e ter produto aprovado são duas coisas diferentes: a primeira mede o efeito no laboratório, a segunda exige dossiê de eficácia e de segurança. O arbusto no vaso não é nenhuma das duas.
Cravo-de-defunto
O cravo-de-defunto (Tagetes) aparece em 4 dos 5 guias em inglês que li. A recomendação parece sobreviver por tradição de horta, ligada ao efeito das raízes sobre os nematoides do solo, vermes microscópicos que atacam as raízes. Isso é outro assunto e outro bicho. Para mosquito adulto, não achei estudo de campo com a planta viva.
Alho
Não existe repelente registrado no EPA que use óleo de alho como ativo. O mesmo vale para capim-limão, tomilho e geraniol (NPIC, Universidade Estadual do Oregon, fevereiro de 2018).
Quando planta viva funcionou de verdade
Existe um caso publicado em que a planta viva funcionou.
Em 2011, na PLoS ONE, Fredros Mng'ong'o e colegas descreveram um estudo piloto na região de Kagera, na Tanzânia. Famílias plantaram Lantana camara em volta das próprias casas, formando uma cerca alta e densa que fechava os pontos de entrada. Entre setembro de 2008 e julho de 2009, as armadilhas dentro de 231 casas com lantana foram comparadas com 90 casas sem planta.
Deu 56% menos Anopheles gambiae (IRR 0,44; IC 95%: 0,28 a 0,68) e 83% menos Anopheles funestus (IRR 0,17). O IRR compara as capturas das casas com planta e sem planta. O total foi 50% menos mosquito de qualquer tipo (IRR 0,50; p < 0,0001). O custo do material para uma casa foi de US$ 1,50 (DOI 10.1371/journal.pone.0025927).
O que funcionou foi uma cerca viva alta e fechada em volta da casa inteira, em zona rural. Ela agiu em boa parte como barreira física na rota de entrada do mosquito. Três vasos numa varanda estão muito longe disso, e os autores discutem esse mecanismo misto.
Antes de copiar a ideia, um aviso. A lantana, aqui chamada de cambará ou chumbinho, é listada como planta que pode intoxicar gato, cachorro e criança. Se você tem animal ou criança pequena em casa, confirme a espécie e converse com o veterinário antes de plantar.
O risco que quase ninguém conta: seu vaso pode criar mosquito
Enquanto a planta parada no vaso não afasta mosquito, a água parada no prato embaixo dela é criadouro clássico do Aedes aegypti. Um prato cheio, esquecido atrás do sofá por duas semanas, faz mais pelo mosquito do que a folha faz contra ele.
Um dado brasileiro desfaz, de quebra, uma crença antiga sobre bromélia. Márcio Mocellin e colegas, do Instituto Oswaldo Cruz, amostraram 120 bromélias de 10 espécies no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A coleta aconteceu entre março de 2005 e fevereiro de 2006, a menos de 200 m de casas de um bairro endêmico de dengue. Recolheram 2.816 larvas e pupas.
Dessas, apenas 2 eram de Aedes aegypti (0,07%) e 5 de Aedes albopictus (0,18%). No mesmo período, larvas e pupas de Ae. aegypti apareciam em recipientes artificiais de quase 5% das casas vizinhas (Mem Inst Oswaldo Cruz, 2009). Os próprios autores marcam o limite do achado: é um ano, numa área só, e pode não valer para bairros mais degradados.
O cálice da bromélia foi acusado por décadas e a conta não fechou. O pratinho de plástico e o balde continuam sendo o problema. O que fazer com isso, em ordem de retorno:
Esvazie o prato do vaso depois de regar, ou troque por uma camada de areia grossa, que sustenta o vaso e não empoça.
Cheque o que junta água sem você olhar: o prato do vaso de fora, o vaso decorativo sem furo com o vaso de plástico dentro.
Cheque também a bandeja da estufa e o balde do regador.
Furo entupido não drena. Se a água demora a sair pelo fundo, o vaso está segurando água que você não vê.
O mosquitinho preto e miúdo que voa da terra do vaso quando você rega é outra coisa. Ele fica rondando a superfície e nunca pica ninguém. Não é mosquito da dengue, e nenhuma planta repelente resolve o problema.
É o mosquitinho da terra do vaso, e ele se trata secando a terra e cortando a matéria orgânica que a larva come. Quem já está com o vaso tomado encontra o passo a passo em como identificar e eliminar o mosquitinho do vaso de planta. Ele costuma aparecer junto de cochonilha e pulgão, que estão em pragas em plantas de interior.
O que realmente reduz mosquito perto de você
Em ordem do que mais reduz mosquito para o que menos reduz:
Tire a água parada. É o único passo que reduz a quantidade de mosquito. Todo o resto trabalha sobre o mosquito que já nasceu.
Ponha barreira física. Tela na janela e mosquiteiro continuam sendo o que mais protege pelo que custam.
Use vento. Mosquito voa mal em corrente de ar, então um ventilador apontado para onde você senta funciona por mecânica.
Passe repelente registrado na pele: DEET, picaridina, PMD, IR3535 ou 2-undecanona. Se você quer a opção de origem vegetal, é o PMD, e o rótulo precisa dizer PMD.
Considere difusor ou vela, com ressalva. No estudo de 2026, o difusor de metofluthrin cortou de 43% a 89% das capturas. Das velas de óleo essencial, 3 de 7 cortaram a atração entre 40% e 56%, e as outras 4 não fizeram quase nada. Sem rótulo dizendo a concentração do ativo, não dá para saber o que você está levando.
Se a dúvida for qual planta você comprou, o que é comum quando a etiqueta diz só "antimosquito", dá para resolver por foto. O Bloom (disponível para iOS) identifica a planta pela foto da folha e separa o capim-citronela do gerânio.
Quando a planta que você já tem é que está com problema, o caminho começa pelo sintoma. Folha amarela e folha manchada têm causas diferentes, e o guia o que minha planta tem separa as duas. Para comparar ferramentas de identificação entre si, existe a lista de melhores apps de plantas.
Perguntas frequentes
Qual é a melhor planta para manter o mosquito longe?
Nenhuma, se a pergunta for sobre a planta viva no vaso. Nenhuma espécie tem estudo mostrando redução de mosquito ao redor dela. Se a pergunta for sobre plantas cujo composto virou repelente eficaz, a resposta é o eucalipto-limão, através do PMD registrado, e não da árvore.
Que cheiro o mosquito mais odeia?
Os compostos com repelência medida são a nepetalactona da erva-de-gato, o citronelal, o geraniol e o PMD do eucalipto-limão. Todos foram testados isolados e concentrados. O mesmo cheiro saindo devagar de uma folha intacta não produz o efeito, porque a quantidade no ar é ordens de grandeza menor.
Quais são as 10 plantas que os mosquitos odeiam?
Cinco aparecem nos 5 guias em inglês que li: lavanda, erva-de-gato, alecrim, manjericão e hortelã. Em 4 dos 5, cravo-de-defunto, citronela, sálvia e melissa. Em 3, o gerânio-citronela. Dessas dez, só o composto isolado de algumas tem teste publicado, e duas foram reprovadas em campo vivas.
Como deixar meu quintal livre de mosquito?
Comece pela água parada, que é o único passo que reduz a quantidade de mosquito: prato de vaso, balde, calha, pneu, ralo pouco usado. Depois, instale tela e mosquiteiro nas aberturas. Um ventilador na área de estar atrapalha o voo do mosquito. Passe repelente registrado na pele quando for ficar parado ao ar livre.
Borra de café espanta mosquito?
Não há evidência de que espante o mosquito adulto. O que existe é o oposto. Borra de café úmida a 50 g/L matou 100% das larvas de Aedes aegypti em 48 h em laboratório (Insects, 2023). É larvicida em água parada, e a água parada não deveria estar lá.
O que fazer hoje
Vá até o quintal ou a varanda e vire o prato de cada vaso. É a única coisa desta página que muda a quantidade de mosquito na sua casa, e leva cinco minutos.
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