Pragas do crisântemo: como identificar e tratar
As pragas do crisântemo se reconhecem pelo lugar do sinal. Bichinho preto no botão é pulgão, teia no verso da folha é ácaro, pétala manchada é tripes. Veja como tratar cada uma e quando descartar o vaso.
As pragas do crisântemo se reconhecem pelo lugar onde o sinal aparece: no botão, no verso da folha, dentro da folha ou na flor. Pulgão, ácaro e tripes aparecem em todas as listas de pragas do crisântemo das extensões agrícolas consultadas. Extensão agrícola é o serviço de orientação de uma universidade. A maioria se controla com jato de água, sabão inseticida e poda das partes atacadas. Três problemas podem obrigar a descartar o vaso: um vírus que o tripes transmite, a ferrugem-branca em ataque grande e o ácaro-rajado em ataque forte.
Bichinho preto em massa nos botões não pede cortar a planta inteira. É quase sempre pulgão, e o primeiro tratamento é jato de água a cada 2 dias, pelo menos 3 vezes. Só os botões já secos e marrons saem.
Existem dois tipos de crisântemo, e as pragas mudam de um tipo para o outro. O de vaso, vendido florido em floricultura e supermercado, sofre mais com pulgão, ácaro, tripes e mosca-branca. O de jardim, plantado em canteiro, também recebe lagarta, lesma e um verme microscópico que entra pela folha.
Resumo rápido:
Bichinhos pretos ou verdes amontoados no botão e na ponta nova: pulgão. Lave com jato de água a cada 2 dias, pelo menos 3 vezes.
Folha com pontinhos amarelos e teia fina no verso: ácaro-rajado. Isole o vaso e lave o verso das folhas.
Pétala com manchas brancas e botão que não abre: tripes. Corte as flores atacadas e confira se as folhas têm anéis, linhas ou manchas em mosaico, que são sinais de vírus.
Trilhas claras e sinuosas dentro da folha: minador. Arranque as folhas com trilha.
Nuvem de insetos brancos quando você mexe na planta: mosca-branca. Use armadilha amarela para ver quantas são e lave o verso.
Buracos na folha e na flor, com fezes ou rastro de baba: lagarta ou lesma, quase só no jardim. Cate à mão.
Pó branco por cima da folha: oídio, um fungo, não uma praga. Tire as folhas atacadas e dê espaço entre os vasos.
Tabela de triagem: onde está o sinal e qual praga ele indica
Onde olhar | O que você vê | Praga provável | Vaso ou jardim | Ameaça a planta? |
|---|---|---|---|---|
Botão e ponta nova | Bichinhos pretos, marrons ou verdes amontoados; folha nova torta e grudenta | Pulgão | Os dois | Enfraquece; transmite vírus |
Verso da folha | Pontinhos amarelos por cima; teia fina por baixo; folha seca e quebradiça | Ácaro-rajado | Os dois, pior em tempo quente e seco | Sim, em ataque forte |
Flor e botão | Pétala com manchas brancas; botão torto que não abre; folha prateada com pontinhos pretos | Tripes | Os dois | Sim, se trouxer vírus |
Dentro da folha | Trilhas claras e sinuosas, com pontinhos pretos dentro | Minador | Os dois | Raramente |
Verso da folha | Insetos brancos de 1,5 mm que voam quando você mexe; folha grudenta | Mosca-branca | Mais no vaso e em lugar fechado | Enfraquece aos poucos |
Folha e flor | Buracos irregulares, fezes escuras, rastro de baba brilhante | Lagarta ou lesma | Jardim | Raramente |
Folhas de baixo | Manchas marrons em cunha, limitadas pelas nervuras, subindo pela planta | Nematoide foliar | Jardim | Sim |
O oídio (pó branco) e a ferrugem-branca (pústulas cor de creme no verso) são fungos e parecem praga. Eles estão na seção de doenças, mais abaixo, com o mofo-cinzento e o nematoide foliar.
Vaso de florista ou jardim: as pragas mudam com o lugar
O crisântemo de vaso é cultivado para florir no vaso e vendido já florido o ano inteiro. A ficha da NC State Extension sobre o crisântemo (Chrysanthemum × morifolium) cita pulgão, tripes, ácaro e percevejo-de-renda como problemas ocasionais. O percevejo-de-renda é um inseto que suga a seiva da folha.
Dentro de casa e na varanda fechada, o ar parado e quente favorece mosca-branca e ácaro. A RHS descreve a mosca-branca de estufa como praga de planta de interior e de estufa, ativa o ano todo nesses lugares.
No canteiro, entram as pragas do chão. A Clemson Extension descreve o nematoide foliar no crisântemo de jardim. Lesma e lagarta atacam a planta plantada no canteiro, e a lesma come à noite.
Pulgão: bichinhos pretos no botão e na ponta nova
Pulgão é a causa mais comum de bichinhos pretos amontoados no botão do crisântemo. O pulgão-do-crisântemo (Macrosiphoniella sanborni) é marrom-escuro a preto, segundo a Clemson. Outras espécies que atacam a planta são verdes ou rosadas, como o pulgão-verde (Myzus persicae), citado pela estação agrícola de Connecticut.
Os pulgões se juntam nos brotos novos, no verso das folhas, nos botões e nas flores que estão se abrindo. A folha nova sai torta ou enrolada, a planta para de crescer e aparece um líquido grudento. Sobre esse líquido cresce um pó preto, a fumagina (um fungo que não ataca a planta, mas cobre a folha). Os pulgões também transmitem vírus.
O tratamento da Clemson para crisântemo, em ordem:
Lave a planta com jato forte de água, mirando o verso das folhas e os botões. Repita a cada 2 dias, no mínimo 3 vezes.
Preserve os inimigos naturais do pulgão, como as joaninhas: evite inseticida que mate esses insetos.
Se o pulgão voltar depois das 3 lavagens, use sabão inseticida ou óleo hortícola (óleo para plantas, vendido em loja), seguindo o rótulo. Molhe só as partes com pulgão, para poupar as joaninhas.
Corte um galho inteiro só se ele estiver seco. Botão marrom e murcho não abre mais, e você pode tirar esses botões com a mão. O resto da planta se recupera depois que o pulgão some. O jato de água também tira o pulgão de outras plantas da casa, como mostra o guia de pulgão em plantas.
Ácaro-rajado: pontinhos claros e teia fina no verso da folha
O ácaro-rajado (Tetranychus urticae) é um aracnídeo (parente da aranha) de menos de 1 mm que suga a folha pelo verso. Ele deixa milhares de pontinhos amarelos na face de cima e uma teia fina nos botões, nos caules e no verso das folhas. A Clemson registra que o dano costuma começar nas folhas de baixo e que a população explode em tempo quente e seco.
Para confirmar, olhe o verso de uma folha com pontinhos usando uma lupa: o ácaro aparece como pontinhos que andam, perto da teia. Folha com pontinhos pretos e sem teia pode ser tripes: confira a tabela de triagem.
Leve o vaso para longe das outras plantas no mesmo dia em que achar a teia. Depois, siga o tratamento da Clemson para ácaro no crisântemo:
Lave as folhas com jato forte de água, com atenção ao verso, pelo menos 3 vezes.
Corte os galhos com teia grossa e folhas secas e jogue fora em saco fechado.
Use sabão inseticida no começo do ataque, molhando o verso de todas as folhas.
O óleo de neem e o sabão inseticida falham quando o produto não molha o ácaro. Os dois só matam o ácaro que tocam e não deixam efeito depois de secar. O ovo também escapa, e a nova geração nasce depois da aplicação. Por isso a aplicação se repete e precisa molhar o verso de cada folha.
Ninguém mediu um ponto exato a partir do qual o crisântemo não se recupera. Quando a teia cobre as pontas e a maioria das folhas está seca e quebradiça, descarte o vaso em saco fechado: isso protege as outras plantas. O crisântemo de vaso costuma ser vendido já florido, e um vaso novo custa menos que a perda das outras plantas da coleção. O ácaro-rajado, também chamado de ácaro-aranha, ataca muitas plantas de interior. Por isso o isolamento vem antes do tratamento.
Tripes: flor manchada e botão que não abre
Tripes são insetos finos de até 2 mm, com asas franjadas, que raspam a flor e a folha para sugar a seiva. Na pétala, a RHS descreve manchas brancas onde a cor sumiu. Em ataque forte, o botão nem abre. Na folha, aparecem áreas prateadas marcadas por pontinhos pretos, que são as fezes do inseto.
O tripes é difícil de ver. A RHS recomenda sacudir a flor ou o galho sobre uma folha de papel branco e olhar os pontinhos que caem, de preferência com lupa. O tripes-das-flores (Frankliniella occidentalis) é uma das espécies que a RHS lista no crisântemo.
O risco maior do tripes é o vírus. O vírus da necrose do caule do crisântemo foi encontrado em São Paulo e Minas Gerais, em crisântemo e tomate, segundo a EPPO. Num teste de 2000, a espécie Frankliniella schultzei transmitiu o vírus em 78,1% dos casos e F. occidentalis em 65,1%. O tripes-da-cebola (Thrips tabaci) não transmitiu.
A Clemson inclui entre os vírus do crisântemo o vírus do vira-cabeça do tomateiro, que o tripes também transmite. Folha com anéis, linhas ou manchas em mosaico e broto fino e atrofiado são sinais de vírus. Vírus não tem cura. Tire a planta inteira e jogue fora em saco fechado, para o tripes não levar o vírus a outras plantas.
Para o tripes sem vírus:
Corte as flores e os botões manchados e jogue fora em saco fechado.
Dentro de casa, pendure uma armadilha adesiva azul perto do vaso. A RHS não recomenda a armadilha ao ar livre, porque ela prende muitos insetos que não são praga.
A Clemson indica sabão inseticida e óleo de neem contra o tripes: pulverize o produto de loja sobre os insetos, seguindo as regras da seção Sabão, óleo de neem e outros produtos.
O spinosad, um inseticida de origem bacteriana, controla tripes e minador. A Clemson avisa que ele é tóxico para abelhas e não deve ir em planta florida. Como o crisântemo atacado por tripes quase sempre está em flor, não use spinosad nele.
Minador: trilhas claras dentro da folha
O minador é a larva de uma mosca pequena que vive dentro da folha e cava um túnel. A Clemson descreve trilhas sinuosas verde-claras a marrons, com pontinhos pretos de fezes dentro. A folha muito atacada seca e cai. A espécie de minador mais citada no crisântemo é Chromatomyia syngenesiae, e a mosca adulta é escura e mede 3 mm.
No Brasil, a Embrapa estudou o ataque de mosca-minadora em plantações de crisântemo no Ceará, no Boletim de Pesquisa 171, de 2018. O minador chega à casa dentro de planta produzida em estufa comercial, como registra a estação agrícola de Connecticut.
O tratamento caseiro é simples: arranque e jogue fora as folhas com trilha e recolha as folhas caídas no vaso. O minador raramente mata o crisântemo, e a planta continua florindo.
Mosca-branca: nuvem branca quando você mexe na planta
A mosca-branca é um inseto branco de 1,5 mm que vive no verso das folhas e voa em nuvem quando a planta é tocada. A RHS lista o crisântemo entre as plantas que a mosca-branca de estufa ataca. Ela solta o mesmo líquido grudento do pulgão, e a folha fica amarela e com fumagina.
Para casa e varanda:
Pendure uma armadilha adesiva amarela acima do vaso. A RHS avisa que ela mostra quantas moscas há, mas não acaba com a praga.
Separe toda planta nova das outras e confira o verso das folhas antes de juntar. Segundo a RHS, a mosca-branca entra em casa em planta comprada.
Lave o verso das folhas com jato de água e arranque as folhas muito amareladas.
O óleo de neem e o sabão inseticida agem sobre a mosca-branca, segundo a Clemson, com a mesma regra do ácaro: só funcionam no inseto que molham.
Lagarta e lesma: folha e flor comidas
Buraco na folha e na flor é quase sempre lagarta ou lesma, e quase só no crisântemo de jardim. A lagarta deixa fezes escuras sobre as folhas e as pétalas. A lesma e o caracol deixam um rastro brilhante de baba e comem à noite, segundo a RHS.
Para a lagarta, cate à mão no fim da tarde. O Bt (Bacillus thuringiensis, uma bactéria que só ataca larva de mariposa e borboleta) funciona na lagarta pequena. A Clemson manda aplicar o Bt no fim da tarde ou em dia nublado, seguindo o rótulo, porque o sol desfaz o produto. O Bt não alcança a lagarta que já entrou no caule.
Para a lesma, a RHS recomenda procurar com lanterna em noite úmida e catar à mão. Regue de manhã, e não à noite: a terra molhada à noite facilita a saída da lesma.
Doenças que parecem praga no crisântemo
Quatro problemas do crisântemo parecem praga: três são fungos e um é um verme microscópico.
Oídio. É um pó branco por cima da folha e às vezes no caule. A folha muito atacada fica marrom e enruga, segundo a estação agrícola de Connecticut. O oídio é um fungo que se espalha em tempo quente e úmido e em vasos apertados, e regar menos não acaba com ele. Tire as folhas atacadas dentro de um saco plástico. Afaste os vasos até as folhas de um não encostarem nas do outro, para o ar circular. Fungicida em geral não é necessário, segundo a mesma fonte.
Ferrugem-branca. O fungo Puccinia horiana faz manchas amarelas afundadas na face de cima da folha. No verso, surgem pústulas elevadas cor de creme que depois ficam brancas. A RHS registra que a doença se espalha pelo ar e chegou ao Reino Unido em mudas infectadas. Tempo fresco e úmido, com folha molhada por horas, favorece a infecção.

A ferrugem-branca é praga quarentenária nos Estados Unidos desde 1995, no Canadá e no México, segundo a base da EPPO. Praga quarentenária é a que o governo controla oficialmente para impedir que entre ou se espalhe. Na União Europeia e no Reino Unido ela é regulada para venda de mudas, sem ser quarentenária. No Brasil, a mesma base registra a doença como presente.
Em casa, a RHS manda tirar e jogar fora as folhas com pústula assim que aparecem. Se a planta está tomada de pústulas, a opção mais segura é descartar o vaso. O vento leva os esporos, as células microscópicas do fungo, para outros crisântemos. Regue na terra, sem molhar as folhas.
Mofo-cinzento. A flor fica marrom, com aspecto de papel, e coberta por um mofo cinza. A estação de Connecticut aponta a flor velha como a mais atacada, em tempo nublado e úmido. Tire as flores assim que murcharem e não molhe as flores na rega.
Nematoide foliar. Manchas marrons em forma de cunha, limitadas pelas nervuras, aparecem nas folhas de baixo e sobem pela planta. São vermes microscópicos que nadam na água da chuva ou da rega até as folhas. A Clemson manda cobrir a terra com palha e regar direto na terra, sem molhar a folha. As folhas atacadas vão para o lixo junto com a camada de cima da terra.
Crisântemo comprado já com praga: o que olhar antes de juntar com as outras
O crisântemo de florista sai de estufa comercial, e várias pragas chegam com ele. O minador e a mosca-branca entram em casa assim, e a ferrugem-branca viaja em muda infectada. Antes de colocar o vaso novo perto das outras plantas, confira:
o verso de 5 ou 6 folhas, de baixo e de cima da planta, atrás de bichinhos, teia e pústulas;
os botões e a ponta dos galhos, atrás de pulgão;
as flores abertas, sacudidas sobre um papel branco, atrás de tripes;
as folhas contra a luz, atrás de trilhas de minador.
Mesmo sem sinal, deixe o vaso novo separado por várias semanas e confira o verso das folhas toda semana nesse período. A RHS recomenda esse prazo para a ferrugem-branca, que pode estar na folha antes de aparecer, e não dá um número exato. As pragas de vaso mais comuns e como reconhecer cada uma estão no guia de pragas de plantas de interior.
Sabão, óleo de neem e outros produtos: quando funcionam
Sabão inseticida e óleo de neem matam por contato: só o inseto molhado pelo produto morre. A Clemson lista quatro regras para eles funcionarem sem queimar a planta:
Molhe a face de cima e o verso das folhas e os caules. Inseto escondido em folha enrolada escapa.
Repita a aplicação no intervalo indicado no rótulo, porque o produto não deixa efeito depois de secar.
Não aplique com mais de 32 °C, nem sob sol direto, nem em planta com sede.
Aplique no começo da manhã ou no fim da tarde, para o produto secar devagar.
A Clemson não recomenda sabão caseiro, porque a chance de queimar a folha é maior que com o produto de loja. A Universidade Estadual do Colorado manda testar o produto numa parte pequena da planta 1 ou 2 dias antes de pulverizar o resto.
Inseticidas sistêmicos, que a planta absorve e leva até as folhas, como o imidacloprid, aparecem nas recomendações americanas para produtor de crisântemo ao ar livre. Este guia não os recomenda para vaso em casa. Contra pulgão e ácaro no vaso, a Clemson indica primeiro a lavagem com água e o sabão de loja.
Plantar crisântemo espanta pragas?
O crisântemo que espanta praga é outra espécie. O piretro, inseticida natural extraído de flores, vem do crisântemo-da-dalmácia (Tanacetum cinerariifolium), segundo um artigo de 2016 da revista Emerging Infectious Diseases. O crisântemo de vaso e o de jardim são atacados pelas pragas deste guia.
As piretrinas são uma mistura de 6 substâncias que paralisam o sistema nervoso do inseto. A informação é do NPIC, centro de informação sobre pesticidas da Universidade do Estado do Oregon. Ao sol, metade de uma delas se desfaz em 12,9 horas na superfície do solo (essa medida se chama meia-vida). As piretrinas são muito tóxicas para abelhas e peixes. Nenhuma das fontes deste guia mediu se um crisântemo plantado protege as plantas vizinhas.
Crisântemo é tóxico para gatos e cães?
O crisântemo é tóxico para cães, gatos e cavalos, segundo a ASPCA. Os sinais são vômito, diarreia, salivação, falta de coordenação e irritação na pele. Mantenha o vaso fora do alcance de cães e gatos e chame o veterinário se aparecerem esses sinais.
Pó branco na folha e gato mastigando a planta são dois problemas diferentes. O pó é oídio e se trata tirando as folhas atacadas. O risco para o gato vem da planta, com ou sem fungo.
Perguntas frequentes
O que são os bichinhos pretos nos botões do crisântemo?
São quase sempre pulgões. O pulgão-do-crisântemo é marrom-escuro a preto e se junta em massa nos botões e nas pontas novas. Lave a planta com jato forte de água a cada 2 dias, pelo menos 3 vezes, mirando os botões. Se o bichinho pula ou voa, confira a tabela: pode ser tripes ou mosca-branca.
A praga do crisântemo passa para as outras plantas da casa?
Passa. Pulgão, ácaro, tripes e mosca-branca atacam muitas espécies de interior. Leve o crisântemo atacado para longe das outras plantas no mesmo dia em que achar a praga. Confira o verso das folhas dos vasos vizinhos por 2 semanas e lave as mãos depois de mexer no vaso atacado.
Inseticida de piretrina pode ser usado no crisântemo?
Pode, seguindo o rótulo, mas a piretrina mata todo inseto que molha, inclusive as joaninhas que comem pulgão. Ela é muito tóxica para abelhas, por isso não a use em crisântemo florido ao ar livre. Ao sol, a meia-vida de uma das piretrinas é de 12,9 horas na superfície do solo, segundo o NPIC. Para pulgão no crisântemo, a Clemson recomenda começar pelo jato de água.
O crisântemo é resistente a pragas?
Não. O crisântemo de vaso recebe pulgão, ácaro, tripes, minador e mosca-branca, e o de jardim recebe também lagarta, lesma e nematoide foliar. Conferir o verso das folhas toda semana pega a praga no começo. Regar sem molhar a folha e deixar espaço entre os vasos reduz as doenças de fungo.
Na dúvida entre duas pragas, fotografe o sintoma
Fotografe de perto o verso de uma folha atacada e um botão, com boa luz. O Bloom (disponível para iOS) faz o diagnóstico de doenças da planta por foto no plano Premium.
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