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Plantas para quarto: 10 escolhidas por luz, rega e pet

O quarto cobra luz baixa e terra que seca ao mesmo tempo. Das 231 espécies de interior da tabela da Universidade da Geórgia, 23 passam nas duas exigências, e 18 delas a ASPCA lista como tóxicas. Veja quais sobram e por quê.

por Bloom 15 min de leitura
Plantas para quarto: 10 escolhidas por luz, rega e pet

Um quarto cobra duas coisas da planta ao mesmo tempo. A cortina fica fechada boa parte do dia, então a luz que chega é baixa. E o vaso passa a noite perto da sua cabeça, então a terra não pode viver encharcada. Terra sempre úmida é onde o mosquitinho-fungo põe ovos. Por isso a lista de plantas para quarto é bem menor que a de plantas para sala.

Cruzei as duas exigências na tabela de 231 espécies de interior da Extensão da Universidade da Geórgia. Ela classifica cada planta por faixa de luz e por regime de rega. 23 espécies aguentam luz baixa e deixam a terra secar entre as regas. Dessas 23, 18 pertencem a gêneros que a ASPCA lista como tóxicos: Aglaonema, Dracaena, Epipremnum, Monstera, Philodendron, Sansevieria e Syngonium. Sobram cinco, e três delas são palmeiras.

Se nenhum animal dorme no seu quarto, a lista é grande. Se um cão ou um gato passa a noite ali, com a porta fechada, a lista encolhe para um punhado de espécies.

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Planta

Luz que aguenta

Rega

ASPCA

1

Planta-ferro-fundido

baixa

deixa secar na superfície

não lista como tóxica

2

Camedórea

baixa

deixa secar na superfície

não lista como tóxica

3

Palmeira-kentia

baixa

deixa secar na superfície

não lista como tóxica

4

Arália-japonesa

baixa, e aceita frio

deixa secar na superfície

não lista como tóxica

5

Espada-de-são-jorge

baixa

pode secar entre as regas

tóxica para cão e gato

6

Peperômia

média

deixa secar na superfície

não lista como tóxica

7

Flor-de-cera

média

deixa secar na superfície

não lista como tóxica

8

Maranta

média

deixa secar na superfície

não lista como tóxica

9

Clorofito

média

quer a terra sempre úmida

não lista como tóxica

10

Fitônia

média

quer a terra sempre úmida

não lista como tóxica

Planta no quarto rouba oxigênio à noite?

Não em quantidade que importe. Uma planta de vaso respira à noite: ela consome oxigênio e solta gás carbônico. A quantidade é desprezível diante de uma pessoa dormindo no mesmo cômodo. A Extensão da Universidade de Illinois mede o efeito no sentido contrário e chega ao mesmo lugar. Seriam necessárias 10 plantas por pé quadrado, cerca de 108 por metro quadrado de piso, para o oxigênio das plantas fazer diferença perceptível no ar.

O lado humano da conta já foi medido numa câmara fechada montada para estudar o sono. Onze adultos passaram quatro noites seguidas dentro dela, com ventilação controlada. A emissão média de gás carbônico foi de 11,0 litros por hora por pessoa (Fan e colegas, Indoor Air, 2021). Você é a maior fonte de gás carbônico do seu quarto, com folga, e a ventilação da casa repõe o ar.

A versão contrária do mesmo mito também não se sustenta. A espada-de-são-jorge ficou conhecida como a planta que libera oxigênio à noite, e a explicação costuma citar o metabolismo CAM. CAM é um jeito de fotossíntese em que a planta abre os poros da folha de noite, em vez de abrir de dia. O CAM é real e a espada-de-são-jorge o usa.

O que a planta CAM faz à noite, porém, é o contrário do que se conta. No escuro ela absorve gás carbônico e o guarda dentro da folha na forma de ácido málico. Só no dia seguinte, com luz, esse gás carbônico entra no ciclo que produz açúcar e libera oxigênio. A descrição é do Ask A Biologist, da Universidade Estadual do Arizona.

A planta não tira oxigênio suficiente do seu quarto para você notar, e também não coloca. Escolha a planta pelo que ela aguenta dentro do quarto. Nenhuma delas melhora o seu sono.

A mesma conta vale para a limpeza do ar. Cummings e Waring reuniram 12 estudos de câmara e 196 resultados de remoção de compostos voláteis (Journal of Exposure Science & Environmental Epidemiology, 2019). Seriam necessárias de 10 a 1.000 plantas por metro quadrado para igualar a troca de ar que a casa já faz. Quem melhora o ar do quarto é a janela aberta.

O que realmente decide a planta do quarto

Cinco condições, e as cinco são do quarto, não da planta.

A cortina fechada. Quarto é onde a cortina passa horas puxada, e o que sobra é luz baixa. Luz baixa tem número: de 25 a 75 pés-vela, a unidade que as tabelas de plantas de interior usam. Um canto a mais de 2,4 m de uma janela costuma cair nessa faixa. As espécies que atravessam anos nessa faixa de luz são poucas, e é delas que esta lista sai.

A terra ao lado da cama. Terra que fica sempre úmida atrai mosquitinho-fungo, a mosquinha preta de 3 mm que sai do vaso. A fêmea põe até 200 ovos de uma vez na superfície úmida, segundo a Extensão de Horticultura da Universidade de Wisconsin. Os adultos voam na direção da luz, o que num quarto significa o abajur e a tela do celular. Deixar os 2,5 cm de cima da terra secarem antes de regar de novo quebra o ciclo, porque a larva não sobrevive em terra seca. O resto do controle do mosquitinho-fungo leva de três a quatro semanas.

Perfume forte. Você fica oito horas no mesmo ar. Uma trepadeira de jasmim sozinha perfuma um cômodo inteiro, segundo a ficha do Jardim Botânico do Missouri. O que agrada por dois minutos na loja pode incomodar a noite inteira.

Pólen e látex. Algumas plantas de interior soltam alérgeno na poeira do próprio cômodo. A figueira-benjamina é o caso documentado, e ele está mais abaixo.

O pet que dorme ali. Cão e gato ficam sozinhos com a planta pela noite, com a porta fechada. Toxicidade que na sala é improvável tem, no quarto, oito horas para acontecer.

Quarto de apartamento com a cortina fechada e uma planta-ferro-fundido em vaso de cerâmica ao lado da cama, entre as plantas para quarto que aguentam luz baixa
A luz de um quarto com a cortina puxada fica na faixa de 25 a 75 pés-vela. Imagem gerada por IA.

As 10 plantas para quarto, e por que cada uma passa

As cinco primeiras aguentam o canto mais escuro do quarto, atrás da cortina fechada. As cinco últimas pedem luz média: elas servem para quem tem um ponto mais claro no quarto, ou para quem monta a lista pensando no pet e não na cortina.

1. Planta-ferro-fundido (Aspidistra elatior)

A planta-ferro-fundido aguenta luz baixa e aceita que a superfície da terra seque antes da próxima rega. Ela também tolera ar seco na faixa de 5% a 24% de umidade relativa, que é o ar de quarto com aquecedor ou ar-condicionado ligado. Nenhuma outra espécie desta lista reúne as três coisas. A ASPCA não a lista como tóxica para cão, gato ou cavalo.

2. Camedórea (Chamaedorea elegans)

A camedórea é a palmeira que vive longe da janela. Ela aguenta a mesma faixa de luz baixa da planta-ferro-fundido e quer a terra secando na superfície entre regas. A folha fina ocupa espaço no ar sem ocupar chão. A ASPCA não a lista como tóxica para cão e gato. A camedórea-bambu (Chamaedorea erumpens) tem a mesma exigência de luz e de rega. Ela não tem ficha própria na ASPCA: a ficha do gênero registra a Chamaedorea elegans.

3. Palmeira-kentia (Howea forsteriana)

A kentia é a palmeira grande que ainda funciona em luz baixa. Ela atravessa a faixa inteira da tabela, de luz alta a luz baixa, e pede que a terra seque na superfície. É a escolha para quem quer altura num quarto sem janela boa. A ASPCA não a lista como tóxica para cão e gato.

4. Arália-japonesa (Fatsia japonica)

A arália-japonesa aguenta luz baixa e quer a terra secando na superfície. Diferente das outras nove, ela entra na faixa fria da classificação da Geórgia: noite a 10 °C e dia a 18 °C. Quarto sem aquecimento no inverno, que castiga as tropicais, é onde ela fica melhor. A folha é larga e recortada, com cinco a nove lóbulos. A ASPCA não a lista como tóxica para cão, gato ou cavalo.

5. Espada-de-são-jorge (Sansevieria trifasciata)

A espada-de-são-jorge é a mais resistente da lista, e a única que exige uma decisão sobre o pet. Ela atravessa a faixa de luz de alta a baixa e tolera ar seco de 5% a 24%. Ela ainda aceita a terra ficar moderadamente seca antes da rega seguinte. A tabela da Geórgia a coloca em terra de suculenta, que drena rápido. Em luz baixa ela para de crescer e continua viva, e a luz que a mantém crescendo é maior que a que a mantém viva. Não a escolha pelo oxigênio noturno: ele não sai à noite. A ASPCA a lista como tóxica para cão e gato, com náusea, vômito e diarreia.

6. Peperômia (Peperomia obtusifolia)

A folha da peperômia é grossa e guarda água. A planta atravessa uma rega atrasada sem murchar, e a terra pode secar na superfície entre as regas. Em troca, a peperômia pede luz média, não o canto mais escuro do quarto. Folha grossa que guarda água também apodrece na base quando a rega é frequente demais. Regar a peperômia menos vezes do que parece necessário é o que a mantém viva. A ASPCA não a lista como tóxica para cão e gato.

7. Flor-de-cera (Hoya carnosa)

A flor-de-cera aceita umidade relativa baixa, de 5% a 24%, e quer a terra secando entre regas. Quando ela floresce, porém, o perfume fica forte à noite. Se você é sensível a cheiro dormindo, tire o vaso do quarto no mês da floração e devolva depois. A flor nasce sempre no mesmo esporão, uma haste curta que não se corta: multiplicar a flor-de-cera se faz por estaca de caule. A ASPCA não a lista como tóxica para cão e gato.

8. Maranta (Maranta leuconeura)

A maranta fecha as folhas de noite e as abre de manhã. Ela aceita luz média e a terra secando na superfície. O detalhe é a água da torneira. A Extensão da Geórgia lista a maranta entre as espécies sensíveis a flúor e cloro. A ponta da folha queima em marrom com água tratada. Deixe a água descansar em um copo aberto por 24 horas antes de regar. A calateia, parente próxima de folha pintada, está na mesma lista de sensíveis, e os cuidados da calateia partem da mesma água descansada. A ASPCA não lista a maranta nem a calateia como tóxicas para cão, gato ou cavalo.

9. Clorofito (Chlorophytum comosum)

O clorofito entra nesta lista com uma condição declarada. Ele aceita luz média e quer a terra sempre úmida, ao contrário das oito primeiras desta lista. É justamente esse regime que atrai o mosquitinho-fungo. Se você põe um clorofito no quarto, deixe o vaso no lugar mais ventilado e longe da cabeceira. Regue com menos água de cada vez e com mais frequência que as outras desta lista, e nunca deixe água parada no prato. Ele compensa produzindo mudas prontas nas hastes, que enraízam em água. A ASPCA não o lista como tóxico para cão e gato.

10. Fitônia (Fittonia verschaffeltii)

A fitônia cabe num vaso de 10 cm e aceita luz média, o que a torna a planta de mesa de cabeceira desta lista. Em troca ela quer a terra sempre úmida e umidade relativa de 50% ou mais. Esse é o oposto do ar de um quarto com ar-condicionado. Quando falta água ela murcha inteira em poucas horas, e volta em uma hora depois de regada. A ASPCA não a lista como tóxica para cão, gato ou cavalo.

Você ganhou uma planta de presente, ela está do lado da cama e você não sabe o nome dela. O nome é a primeira coisa a descobrir. Sem a espécie não há como saber a luz, a rega nem a ficha de toxicidade. O Bloom identifica a planta por foto (iOS).

Se um cão ou gato dorme no quarto, a lista encolhe

As espécies que melhor suportam um quarto estão quase todas na lista de tóxicas da ASPCA. Isso não as proíbe. O critério é o acesso: planta tóxica no alto de uma estante, num quarto onde o gato pula tudo, é acesso. A mesma planta no chão de um quarto de cachorro que nunca mexeu em vaso é risco baixo.

Espécie que passa no filtro do quarto

ASPCA

Sinais registrados na ficha

Espada-de-são-jorge (Sansevieria trifasciata)

tóxica para cão e gato

náusea, vômito, diarreia

Jiboia (Epipremnum aureum)

tóxica para cão e gato

irritação oral, queimação intensa de boca, língua e lábios, salivação excessiva, vômito, dificuldade de engolir

Costela-de-adão (Monstera deliciosa)

tóxica para cão e gato

irritação oral, queimação intensa de boca, língua e lábios, salivação excessiva, vômito, dificuldade de engolir

Filodendro (Philodendron hederaceum)

tóxico para cão, gato e cavalo

irritação oral, dor e inchaço de boca, língua e lábios, salivação excessiva, vômito (não em cavalo), dificuldade de engolir

Aglaonema (Aglaonema modestum)

tóxico para cão, gato e cavalo

irritação oral, dor e inchaço de boca, língua e lábios, salivação excessiva, vômito (não em cavalo), dificuldade de engolir

Dracena (Dracaena spp.)

tóxica para cão e gato

vômito (às vezes com sangue), apatia, perda de apetite, salivação excessiva, pupilas dilatadas em gatos

Singônio (Syngonium podophyllum)

tóxico para cão, gato e cavalo

irritação oral, dor e inchaço de boca, língua e lábios, salivação excessiva, vômito (não em cavalo), dificuldade de engolir

Lírio-da-paz (Spathiphyllum)

tóxico para cão e gato

irritação oral, queimação intensa de boca, língua e lábios, salivação excessiva, vômito, dificuldade de engolir

Planta-ferro-fundido (Aspidistra elatior)

não listada como tóxica

sem ficha de sinais

Camedórea (Chamaedorea elegans)

não listada como tóxica

sem ficha de sinais

Palmeira-kentia (Howea forsteriana)

não listada como tóxica

sem ficha de sinais

Arália-japonesa (Fatsia japonica)

não listada como tóxica

sem ficha de sinais

O lírio-da-paz merece uma linha separada, porque ele engana na rega. Ele quer a terra sempre úmida, ao contrário das quatro primeiras da lista, e o lírio-da-paz murcha inteiro e volta horas depois de regado. Quem lê a murcha como doença rega demais e apodrece a raiz.

7 plantas que eu tiraria do quarto

Nenhuma delas é ruim. Todas são erradas para um quarto, e por motivos diferentes.

Babosa (Aloe vera). A babosa aparece em quase toda lista de planta para quarto. Ela está na categoria de luz mais exigente da tabela da Geórgia: pelo menos quatro horas de sol direto por dia. Atrás de uma cortina fechada ela estica, fica pálida e as folhas abrem para os lados em vez de subir. A ASPCA a lista como tóxica para cão, gato e cavalo.

Lavanda (Lavandula angustifolia). A lavanda costuma entrar nas listas de quarto pelo perfume, e morre lá por dois motivos. A Extensão de Illinois é direta: lavanda exige duas coisas, sol pleno e terra que drena muito bem. A mesma publicação diz que "é a umidade, mais do que o frio, que mata as plantas de lavanda". Quarto é o oposto das duas exigências, e cultivar lavanda dá certo em canteiro ou em vaso com sol direto. A ASPCA lista a lavanda como tóxica para cão, gato e cavalo.

Figueira-benjamina (Ficus benjamina). É o caso com mais evidência contra. O alérgeno da figueira-benjamina está no látex da planta. Um estudo publicado no Clinical & Experimental Allergy em 1995 encontrou o alérgeno na poeira da superfície das folhas. Ele também apareceu na poeira do chão dos quartos onde a planta ficava. O alérgeno se espalha pela poeira do cômodo, em vez de ficar restrito à planta. Em 2004 a mesma revista testou 2.662 pacientes alérgicos e encontrou reação ao látex da figueira-benjamina em 66 deles, 2,5%. A ASPCA lista o gênero Ficus como tóxico para cão, gato e cavalo.

Hera-inglesa (Hedera helix). A hera falha no quarto por três motivos somados. Ela quer luz média a alta, prefere noite fria de 10 °C e a ASPCA a lista como tóxica para cão, gato e cavalo. A ficha registra que a folha é mais tóxica que o fruto. Como ela cresce pendendo, é a planta que o gato alcança sem esforço.

Lírio (Lilium spp.). O lírio de flor grande e perfume forte não é a mesma planta que o lírio-da-paz, e a diferença é séria. A ASPCA lista Lilium como tóxico para gato, com insuficiência renal como sinal clínico. Se você tem gato, o lírio não entra em nenhum cômodo da casa. Some a isso o pólen, que mancha, e o perfume, que num quarto fechado não tem para onde ir.

Jasmim (Jasminum spp.). O problema do jasmim não é toxicidade: a ASPCA não o lista como tóxico. O problema é a dose de perfume. A ficha do Jardim Botânico do Missouri diz que uma única trepadeira de jasmim perfuma um cômodo inteiro, e ele floresce por meses. Na varanda o perfume se dispersa. Num quarto fechado ele fica com você a noite inteira.

Dama-da-noite (Cestrum nocturnum). Ela abre a flor à noite, exatamente quando você está no quarto. A ficha do Jardim Botânico do Missouri é explícita: dentro de casa, o perfume das flores "pode ser quase avassalador". O mesmo texto registra que o fruto e a folha da espécie são venenosos. Ela também precisa de sol forte para florescer.

Duas plantas iguais em vasos de cerâmica sobre uma mesa de cabeceira, a da esquerda com a terra clara e seca na superfície e a da direita com a terra escura e encharcada
A terra da esquerda secou na superfície e deixa de servir para o mosquitinho-fungo pôr ovos. A da direita, encharcada, serve. Imagem gerada por IA.

Onde pôr o vaso dentro do quarto

Três decisões de lugar resolvem a maior parte dos problemas de planta de quarto.

Longe da cabeceira, perto do ponto mais claro. O canto mais escuro do quarto costuma ser o lado da cama, e é ali que as pessoas põem o vaso. Uma cômoda na parede da janela recebe várias vezes mais luz que a mesa de cabeceira. Ela também afasta a terra da sua cabeça durante o sono.

Nunca com água parada no prato. Prato cheio mantém a terra úmida por baixo, e essa umidade sustenta o mosquitinho-fungo e a podridão de raiz. Regue até escorrer pelo furo, espere dez minutos e esvazie o prato.

Dois vasos pequenos em vez de um grande. Volume de terra é volume de umidade. Dois vasos de 15 cm secam muito mais rápido que um de 30 cm, e somam o mesmo verde no cômodo.

Perguntas frequentes

Planta no quarto faz mal?

Não faz mal por causa do oxigênio. Uma planta de vaso consome uma fração desprezível do oxigênio do ambiente à noite, e a ventilação da casa repõe o ar. O que faz mal, quando faz, é outra coisa. Terra encharcada cria mosquitinho e mofo. Perfume forte demais incomoda por oito horas seguidas, e espécies como a figueira-benjamina soltam alérgeno.

Quais plantas liberam oxigênio à noite?

Nenhuma em quantidade útil. Plantas de metabolismo CAM, como a espada-de-são-jorge e os cactos, absorvem gás carbônico à noite e o guardam na folha como ácido málico. O oxigênio só sai no dia seguinte, quando há luz para a fotossíntese. E o volume é pequeno: seriam necessárias cerca de 108 plantas por metro quadrado para o efeito ficar perceptível.

Qual planta limpa o ar do quarto?

Nenhuma, num quarto real. A revisão de Cummings e Waring reuniu 12 estudos de câmara e 196 resultados de remoção de poluentes. Seriam necessárias de 10 a 1.000 plantas por metro quadrado para igualar a troca de ar da casa. Dez minutos de janela aberta trocam mais ar que qualquer arranjo de vasos.

Comprei uma alocásia para o quarto e as folhas caíram todas. Dá para salvar?

Provavelmente sim, e o problema costuma ser pouca luz somada a rega demais. Tire a planta do vaso e aperte o tubérculo, a parte grossa e arredondada que fica embaixo da terra e guarda água. Tubérculo firme é planta viva, mesmo sem nenhuma folha. Tubérculo mole apodreceu. Se está firme, replante em terra que drena, ponha no ponto mais claro da casa e regue só quando os 2,5 cm de cima secarem.

Ganhei uma planta, está do lado da cama e as folhas amarelam. Preciso replantar?

Replantar quase nunca é a resposta para folha amarela. Cheque a terra primeiro: folha amarela com terra úmida é excesso de água. Nesse caso, vaso maior piora o quadro, porque mais terra retém mais umidade. Replante quando a raiz sair pelo furo ou a água escorrer sem molhar. Antes disso, corrija a rega e a luz.

Lâmpada resolve a cortina fechada?

Resolve, se for lâmpada de cultivo e ficar acesa muitas horas. Lâmpada comum de teto, a 2 m de distância, dá pouca luz útil para a planta. Uma lâmpada de cultivo perto da folha e acesa várias horas por dia cobre a faixa de luz média. A distância e o tempo exatos mudam com o modelo, e vêm na especificação do fabricante. Num quarto, o incômodo costuma ser o horário.

Como esta lista foi montada

Parti da Tabela 3 da publicação B1318 da Extensão da Universidade da Geórgia. Ela classifica 231 espécies de interior por faixa de luz, temperatura, umidade e regime de rega. Filtrei duas colunas ao mesmo tempo: espécies que aguentam a faixa de luz baixa, de 25 a 75 pés-vela, e que não exigem terra permanentemente úmida. Sobraram 23.

Cruzei as 23 com a ficha por espécie da ASPCA. Depois completei a lista com espécies de luz média cuja ficha da ASPCA não registra toxicidade, porque elas resolvem o caso do quarto com pet. Nenhuma espécie entrou por popularidade, e nenhuma saiu sem motivo escrito.

Nenhuma planta de vaso melhora o sono, o ar ou a saúde de quem dorme no quarto. Não existe medição que sustente essas promessas, e as fontes citadas aqui apontam na direção contrária.

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