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Plantas que purificam o ar: o que o estudo da NASA mediu de verdade

A lista de plantas que purificam o ar sai toda de um teste de 1989 feito em câmara selada de menos de 1 m³. Veja o que cada espécie removeu ali, quantas seriam precisas na sua sala e quais são tóxicas para gato e cachorro.

por Bloom 15 min de leitura
Plantas que purificam o ar: o que o estudo da NASA mediu de verdade

Toda lista de plantas que purificam o ar sai do mesmo lugar: um relatório da NASA publicado em 15 de setembro de 1989. O experimento foi real e os números existem. O que quase nunca acompanha a lista é o tamanho do recipiente onde as plantas foram testadas. Foi uma câmara de acrílico selada, de 0,44 m³ a 0,88 m³.

Uma revisão de 2019 fez a conta de quanto isso vale numa casa de verdade. Um prédio comum troca o ar de dentro pelo de fora cerca de uma vez por hora, sem filtro e sem planta. Para as plantas em vaso igualarem essa troca, seriam precisas de 10 a 1.000 plantas por metro quadrado de piso. Numa sala de 14 m², são de 140 a 14.000 vasos.

Isso não invalida a lista. Muda a pergunta que ela responde. A pergunta deixa de ser "qual planta limpa a minha sala" e passa a ser outra: quais espécies foram medidas naquele teste, quais delas sobrevivem com a luz que o seu apartamento tem e quais envenenam o seu gato.

Resumo rápido:

  • O relatório de 1989 triou 12 espécies e mediu a remoção de três químicos: benzeno, tricloroetileno e formaldeído. Cada teste durou 24 horas dentro de uma câmara fechada.

  • Nas primeiras tabelas a concentração usada foi de 15 a 20 ppm, uma medida que conta partes de químico por milhão de partes de ar. O próprio relatório escreve que esse nível está muito acima do comumente encontrado em atmosferas internas.

  • A terra do vaso fez a maior parte do trabalho. Uma dracena marginata sem nenhuma folha removeu 49,7% do benzeno; com a folhagem inteira, removeu 58,0%.

  • A que mais removeu nas tabelas de benzeno e de tricloroetileno foi a gérbera, que precisa de 6 horas ou mais de sol direto por dia e não vive dentro de casa.

  • Sete das nove espécies desta lista são tóxicas para gato e cachorro segundo a ASPCA.

O que o estudo da NASA de 1989 mediu

O estudo foi um teste de câmara. Plantas em vaso foram trancadas em caixas de acrílico de 0,76 m de lado, com um ventilador circulando o ar dentro. Um dos três químicos era injetado na caixa fechada. Depois de 24 horas, mediu-se quanto dele havia sumido. A referência completa é Wolverton, Johnson e Bounds, Interior Landscape Plants for Indoor Air Pollution Abatement, relatório final NASA/ALCA de 1989.

Quatro detalhes do método mudam a leitura de qualquer número que saia dali. Eles estão no próprio relatório, que é público.

O primeiro é o volume. Duas câmaras mediam 0,76 × 0,76 × 0,76 m, ou 0,44 m³. As outras duas mediam 0,76 × 0,76 × 1,53 m, ou 0,88 m³. Uma sala de 14 m² com pé-direito de 2,6 m tem 36 m³, cerca de 40 vezes a câmara maior.

O segundo é a concentração. Nas tabelas de triagem, os químicos entraram a 15 a 20 ppm. O relatório diz, na mesma página, que esses valores estão "muito acima dos comumente encontrados em atmosferas internas". Nas medições do segundo ano a concentração caiu para menos de 1 ppm, e é dela que saem as porcentagens deste artigo.

O terceiro é a luz. Os testes rodaram a 125 a 150 footcandles, o equivalente a cerca de 1.300 a 1.600 lux, e a 30 °C. É pouca luz e bastante calor, uma combinação que existe em escritório fechado e raramente na sala de casa.

O quarto é o tempo. Cada medição durou 24 horas com a caixa fechada. Numa casa, o ar troca com o de fora o tempo todo, e é essa troca que a próxima seção compara com as plantas.

A terra do vaso removeu quase tanto quanto a planta inteira

Os pesquisadores testaram a mesma planta duas vezes: uma com a folhagem inteira e outra depois de arrancar todas as folhas. Na segunda rodada sobrou só o vaso com terra e raiz. A diferença foi pequena.

Teste (benzeno, 24 h)

Com folhagem

Depois de arrancar a folhagem

Dracena marginata

58,0%

49,7%

Dracena Janet Craig

79,1%

45,2%

Jiboia

67,2%

64,6%

Os três pares acima vêm da tabela 7 do relatório, um experimento em que cada planta foi medida duas vezes. Os percentuais diferem um pouco dos da triagem porque são rodadas diferentes, com a mesma concentração baixa.

Houve ainda um terceiro teste. Os pesquisadores cobriram a terra de uma marginata com pedrisco, sem tirar uma folha sequer. A remoção de benzeno caiu de 79,0% para 66,3%. Tapar a terra tirou desempenho; tirar as folhas tirou pouco.

O mecanismo apareceu na contagem de bactérias. Um aglaonema exposto ao benzeno pela primeira vez removeu 47,6%. Depois de seis semanas de exposições repetidas, o mesmo vaso removeu 85,8%.

No mesmo período, a contagem de bactérias na terra subiu de 3,1 × 10⁴ para 5,1 × 10⁴ unidades por grama. Os micro-organismos da terra se adaptaram e passaram a consumir o químico.

O resumo do relatório recomenda manter a terra e as raízes o mais expostas possível ao ar. E trata filtros de carvão ativado com ventilador como "parte integrante de qualquer plano" que use plantas contra poluição interna. A recomendação final do estudo é um aparelho com ventoinha puxando ar através de carvão.

Quantas plantas a sua sala precisaria

A conta foi feita em 2019 por Bryan Cummings e Michael Waring, da Universidade Drexel, e publicada no Journal of Exposure Science & Environmental Epidemiology. Eles reuniram 12 estudos de câmara publicados e converteram os 196 resultados experimentais para uma medida comparável de limpeza de ar.

A taxa mediana de uma única planta ficou em 0,023 m³ de ar limpo por hora. Um prédio comum já renova todo o ar de dentro cerca de uma vez por hora. Para as plantas somadas igualarem essa renovação, seriam precisas de 10 a 1.000 plantas por metro quadrado de piso. A faixa é larga porque as espécies e os métodos dos 12 estudos variam muito.

Traduzindo para a sua casa: uma sala de 14 m² precisaria de 140 plantas no melhor cenário e de 14.000 no pior. Um quarto de 9 m² precisaria de 90 a 9.000. Não é uma questão de escolher a espécie certa, e sim de ordem de grandeza.

A janela aberta faz esse mesmo trabalho de graça e em minutos.

Plantas que purificam o ar: as 9 do teste da NASA que sobrevivem num apartamento

O critério desta lista é estreito de propósito. A espécie precisa ter sido medida no relatório de 1989 e precisa aguentar a luz de um apartamento brasileiro. Cada ficha traz três coisas. O que a planta removeu na câmara, a luz que ela pede segundo o NC State Extension e o que a ASPCA diz sobre toxicidade para gato e cachorro.

A espada-de-são-jorge foi reclassificada de Sansevieria trifasciata para Dracaena trifasciata. Com isso, cinco das doze espécies triadas são dracenas pelo nome atual.

1. Espada-de-são-jorge (Dracaena trifasciata)

Removeu 52,6% do benzeno e 13,4% do tricloroetileno nas medições de baixa concentração, e 31.294 µg de formaldeído em 24 horas. Ela tinha 2.871 cm² de folha, cinco vezes menos que a dracena Janet Craig, que removeu 48.880 µg de formaldeído no mesmo teste.

O NC State Extension recomenda um lugar com sol direto durante parte do dia, de 2 a 6 horas. Ela tolera também luz muito fraca. Da primavera ao outono, deixe a terra secar entre uma rega e outra. No inverno, regue só a cada um ou dois meses.

A armadilha é a água. Folha que cai para o lado e fica mole na base não é sede, é raiz apodrecida por excesso de rega. Corte a folha mole rente à terra e espace as regas: a luz que a espada-de-são-jorge aguenta muda a frequência de rega que ela suporta.

A ASPCA lista a espada como tóxica para cães e gatos. A causa são as saponinas, substâncias da planta que irritam o estômago do animal, com náusea, vômito e diarreia.

2. Jiboia (Epipremnum aureum)

Numa rodada diferente da tabela acima, removeu 73,2% do benzeno em baixa concentração e 8.986 µg de formaldeído. No tricloroetileno ela removeu 9,2%, exatamente o mesmo valor do controle feito com um vaso de terra sem planta nenhuma.

O NC State classifica a luz dela como sol filtrado, do tipo que passa por uma copa de árvore. Dentro de casa, isso é a claridade de uma janela sem sol batendo direto.

A armadilha da jiboia é o oposto da espada: a jiboia cresce tão bem que o ramo estica e as folhas ficam espaçadas. Podar acima de um nó, aquele anel de onde sai a folha, faz brotar dois ramos no lugar de um.

A ASPCA lista a jiboia como tóxica para cães e gatos. Ela tem oxalatos de cálcio insolúveis, cristais em forma de agulha que ferem a boca, com queimação intensa na boca e na língua.

3. Lírio-da-paz (Spathiphyllum)

Foi o melhor resultado da tabela de tricloroetileno em baixa concentração, com 23,0%, e removeu 79,5% do benzeno e 16.167 µg de formaldeído.

O NC State coloca o lírio-da-paz em sombra profunda, com menos de 2 horas de sol direto por dia ou nenhuma. É a espécie desta lista que aceita o canto mais escuro.

A armadilha é a folha murcha. Ele derruba todas as folhas de uma vez quando a terra seca, e volta ao normal em horas depois da rega. Usar esse murchamento como aviso de sede funciona, mas repetir isso toda semana queima as pontas. O lírio-da-paz avisa quando está com sede antes de chegar ao murchamento total.

A ASPCA lista o lírio-da-paz como tóxico para cães e gatos, por oxalatos de cálcio insolúveis.

4. Dracena (Dracaena spp.)

O gênero domina o relatório. Nas rodadas de baixa concentração, a Janet Craig removeu 77,6% do benzeno e 48.880 µg de formaldeído, o segundo maior valor da tabela. Na mesma rodada, a marginata removeu 79,0% do benzeno e a Warneckei removeu 70,0% do benzeno e 20,2% do tricloroetileno.

O NC State pede sol filtrado e classifica a manutenção como baixa. As três variedades aceitam a mesma luz de janela sem sol direto.

A armadilha da dracena é a ponta marrom, quase sempre causada por flúor na água de torneira e por adubo em excesso acumulado na terra. Regue com água que descansou uma noite em vaso aberto. A cada três meses, lave a terra despejando água devagar até escorrer pelo furo, e repita o gesto duas vezes seguidas.

A ASPCA lista as dracenas como tóxicas para cães e gatos, por saponinas, com vômito às vezes com sangue e pupilas dilatadas em gatos.

5. Clorofito (Chlorophytum comosum)

Removeu 10.378 µg de formaldeído em 24 horas, com apenas 2.471 cm² de folha. A ASPCA não lista o clorofito como tóxico para cães e gatos.

O NC State descreve a luz ideal como média, com tolerância a sombra profunda, e diz que a planta não suporta sol direto.

A armadilha do clorofito é a ponta marrom e seca, a queixa mais comum de quem compra uma planta com etiqueta de purificadora. Nele, ponta marrom não é falta nem excesso de água. O NC State é explícito: o cloro e o flúor da água de torneira queimam a ponta da folha. Use água filtrada ou água que passou a noite fora da torneira.

Clorofito com as pontas das folhas secas e marrons e o resto da folha verde e firme
A ponta queimada por flúor tem borda definida: o marrom seco para numa linha escura e o resto da folha continua firme e verde. Imagem gerada por IA (WaveSpeed, seedream-v5.0-lite).

6. Palmeira-bambu (Chamaedorea seifrizii)

Removeu 76.707 µg de formaldeído em 24 horas, o maior valor de toda a tabela. Tinha também 14.205 cm² de folha, a segunda maior área entre as testadas, o que explica boa parte da diferença. No benzeno removeu 34.073 µg.

O NC State pede sol filtrado, classifica a manutenção como baixa e dá uma altura de 0,9 a 2,3 m. É a maior planta desta lista e a que mais ocupa canto de sala.

A ASPCA tem ficha da prima Chamaedorea elegans, a camedórea, e não a lista como tóxica. Não há ficha da Chamaedorea seifrizii. Se você tem gato, a palmeira de interior certa para pouca luz é uma decisão que se toma pela espécie, não pelo grupo.

7. Aglaonema (Aglaonema modestum)

Removeu 47,6% do benzeno na primeira exposição e 85,8% depois de seis semanas de exposições repetidas, o maior salto individual do estudo inteiro.

O NC State pede sol difuso ou boa luz indireta e temperatura entre 21 e 27 °C durante o dia. Mantenha a terra úmida da primavera ao outono e reduza a rega no inverno.

A armadilha é o frio. Ela não tolera temperatura baixa, e uma noite perto de janela aberta no inverno do Sul do Brasil marca a folha de preto.

A ASPCA lista o aglaonema como tóxico para cães, gatos e cavalos, por oxalatos de cálcio insolúveis.

8. Figueira-benjamina (Ficus benjamina)

Foi a única espécie de ficus testada. Removeu 47,4% do formaldeído, 30% do benzeno e 10,5% do tricloroetileno nas medições de alta concentração.

O NC State diz que ela vai melhor em luz indireta forte, mas sobrevive à sombra. Mantida como planta de casa, fica entre 0,6 e 3 m de altura.

A armadilha é a mudança de lugar. O NC State registra que ela é muito sensível à luz e derruba as folhas quando é movida. No lugar delas nascem folhas novas, já adaptadas à luz nova. Escolha o canto antes de comprar e não a mude de posição por causa da queda de folha.

A ASPCA lista a figueira-benjamina como tóxica para cães, gatos e cavalos. Os responsáveis são a ficina e a ficusina do látex, com irritação do estômago e da pele.

9. Babosa (Aloe vera)

Removeu 1.555 µg de formaldeído em 24 horas. É o menor valor entre as 14 plantas daquela tabela, e ela tinha também a menor área foliar, 713 cm².

O NC State pede sol pleno a sombra parcial, ou seja, no mínimo 2 a 6 horas de sol direto por dia. Deixe a terra secar completamente entre as regas e use vaso com vários furos, de barro de preferência.

A armadilha é a luz. A babosa quer sol e terra seca, e num apartamento em que nenhuma janela recebe sol direto ela estica, empalidece e tomba. Ela entra nesta lista por ter sido medida, não por ser a mais eficiente.

A ASPCA lista a babosa como tóxica para cães, gatos e cavalos, por saponinas e antraquinonas, e registra que o gel é considerado comestível.

Três campeãs do teste que não vivem numa sala

A gérbera (Gerbera jamesonii) foi a que mais removeu nas duas tabelas em que entrou: 107.653 µg de benzeno e 38.938 µg de tricloroetileno em 24 horas, bem acima da segunda colocada nas duas. O NC State classifica a luz dela como sol pleno, 6 horas ou mais de sol direto por dia. A descrição de uso é de canteiro, vaso de fora e grupo de flores. Dentro de casa ela para de florir e definha em poucas semanas.

O crisântemo de vaso (Chrysanthemum morifolium) ficou em segundo no benzeno, com 76.931 µg, e removeu 61% do formaldeído na tabela de porcentagem. Também é planta de sol direto, e é vendida já florida para durar o tempo da floração.

A hera-inglesa (Hedera helix) teve o melhor percentual de benzeno de toda a medição de baixa concentração, 89,8%. O NC State classifica a manutenção dela como alta e lista pulgão, cochonilha, ácaro, lagarta e escama entre os problemas comuns. É considerada espécie invasora na Carolina do Norte, onde escala e mata árvores. A ASPCA a lista como tóxica para cães, gatos e cavalos, e registra que a folha é mais tóxica que o fruto.

Três plantas da lista que não estavam no estudo

A samambaia-americana (Nephrolepis exaltata), a palmeira-areca (Dypsis lutescens) e a seringueira (Ficus elastica) aparecem com frequência em seleções atribuídas à NASA. Nenhuma das três está no relatório de 1989.

O documento nomeia as espécies que testou em dois lugares: a lista das 12 triadas, no capítulo de métodos, e as 14 da tabela de formaldeído. Samambaia, areca e seringueira não aparecem em nenhum dos dois. O único ficus testado foi a benjamina.

As três são boas plantas de interior. A seringueira é uma das mais resistentes que existem, e a areca tolera bem a luz de apartamento. O que não se sustenta é a etiqueta da NASA colada nelas.

Quais delas a ASPCA lista como tóxicas para gato e cachorro

A tabela abaixo sai da consulta espécie por espécie ao banco de plantas tóxicas da ASPCA.

Espécie

ASPCA

Princípio tóxico

Espada-de-são-jorge

Tóxica para cão e gato

Saponinas

Jiboia

Tóxica para cão e gato

Oxalatos de cálcio insolúveis

Lírio-da-paz

Tóxico para cão e gato

Oxalatos de cálcio insolúveis

Dracena

Tóxica para cão e gato

Saponinas

Aglaonema

Tóxico para cão, gato e cavalo

Oxalatos de cálcio insolúveis

Figueira-benjamina

Tóxica para cão, gato e cavalo

Ficina e ficusina

Babosa

Tóxica para cão, gato e cavalo

Saponinas e antraquinonas

Hera-inglesa

Tóxica para cão, gato e cavalo

Saponinas triterpenoides

Clorofito

Não listado como tóxico

Sem ficha de toxicidade

Camedórea (Chamaedorea elegans)

Não listada como tóxica

Sem ficha de toxicidade

Gérbera

Não listada como tóxica

Sem ficha de toxicidade

As quatro espécies com maior remoção de benzeno desta lista, lírio-da-paz, dracena, jiboia e espada, são quatro das tóxicas. E "não listada" não quer dizer inofensiva. A ASPCA registra o que foi documentado como tóxico; folha de qualquer espécie em quantidade pode causar vômito num gato.

Se o critério de escolha for o gato e não o estudo, a saída é olhar fora do relatório. A calateia aguenta a mesma luz fraca do lírio-da-paz e a ASPCA não a lista como tóxica.

Antes de comprar, confirme qual espécie você está levando. Etiqueta de loja troca nome popular com frequência, e três plantas muito diferentes são vendidas como "palmeira de interior". O app Bloom identifica a espécie pela foto e mostra a toxicidade dela.

O que melhora mesmo o ar de um apartamento

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos organiza a resposta em três estratégias, nesta ordem de eficácia: controlar a fonte, aumentar a ventilação e filtrar o ar. Planta não está em nenhuma das três.

Controlar a fonte é a primeira porque é a mais eficaz e a mais barata. Significa regular o fogão a gás, vedar o que libera vapor, escolher tinta e verniz de baixa emissão e não fumar dentro de casa.

Aumentar a ventilação é abrir janela e porta em lados opostos do cômodo. É também ligar o exaustor da cozinha durante o preparo da comida e o do banheiro durante o banho. A EPA destaca o momento em que isso mais importa: durante pintura, remoção de tinta, solda, lixamento e cozimento, quando a emissão é alta e concentrada.

Filtrar o ar vem por último porque depende de dois fatores que a maioria dos aparelhos de mesa não entrega juntos: eficiência de captura e volume de ar puxado por minuto. A EPA registra ainda que a maioria dos purificadores é projetada para partículas, e não para poluentes gasosos como o formaldeído.

Perguntas frequentes

Qual planta purifica mais o ar?

Nenhuma purifica o ar de um cômodo em quantidade mensurável. No teste de 1989, numa câmara selada de menos de 1 m³, a maior remoção de benzeno em massa foi da gérbera: 107.653 µg em 24 horas. O maior percentual de benzeno em baixa concentração foi da hera-inglesa, com 89,8%.

Qual planta remove 78% do mofo do ar?

O relatório da NASA de 1989 não mediu mofo. Ele mediu três compostos orgânicos voláteis, substâncias químicas que evaporam no ar à temperatura ambiente: benzeno, tricloroetileno e formaldeído. Qualquer número sobre remoção de mofo por planta vem de outro experimento, não do estudo que originou as listas de plantas que purificam o ar.

Qual a melhor planta para o quarto?

Para quarto, o critério útil é luz e toxicidade, não purificação. O lírio-da-paz aceita menos de 2 horas de sol direto e é o que melhor tolera quarto escuro. A ASPCA o lista como tóxico para cão e gato. Com pet no quarto, o clorofito resolve a mesma luz.

Como purificar o ar de casa naturalmente?

Abra janelas em lados opostos do cômodo para criar corrente de ar. Ligue o exaustor da cozinha ao cozinhar e o do banheiro ao tomar banho. Corte a fonte do cheiro ou do vapor: a EPA coloca o controle da fonte como a estratégia mais eficaz das três.

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