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Aglaonema: como cuidar, onde colocar e o frio que mancha a folha

Aglaonema, como cuidar em casa: a luz certa para a verde e para a colorida, quando regar e o adubo. Veja também o frio que mancha a folha, por que cortar a flor e o risco para cães e gatos.

por Bloom 12 min de leitura
Aglaonema: como cuidar, onde colocar e o frio que mancha a folha

Para cuidar da aglaonema, também chamada de café-de-salão, deixe o vaso num lugar claro, sem sol direto na folha. Regue quando os 2,5 a 5 cm de cima da terra estiverem secos ao toque. Proteja a planta do frio, porque algumas cultivares mancham já a 13 °C, e corte a flor quando ela aparecer.

A aglaonema aguenta pouca luz, e por isso costuma ficar em corredor e canto de sala. Ela sobrevive nesses lugares, mas fica bonita por menos tempo e perde a cor da folha. O sol direto queima a folha e o frio a mancha. A terra sempre encharcada apodrece a raiz.

A planta também é tóxica para cães e gatos.

Cuidado

O que fazer

Luz

Clara e indireta; a colorida pede um pouco mais de luz que a verde lisa

Rega

Quando os 2,5 a 5 cm de cima da terra secarem; menos no inverno

Terra do vaso

Substrato leve, com matéria orgânica, em vaso com furo

Adubo

Adubo solúvel 20-20-20, bem diluído, 1 vez por mês

Temperatura

De 20 °C a 27 °C; algumas cultivares mancham a 13 °C

Flor

Corte quando aparecer

Cães e gatos

Tóxica: deixe fora do alcance

Como reconhecer a aglaonema

A aglaonema é uma planta de folha comprida e pontuda, de 10 a 20 cm. Ela cresce em touceira: várias hastes saem juntas da mesma base, no nível da terra. A folha pode ser verde lisa, verde com prata ou branco, ou verde com rosa e vermelho. A NC State Extension conta 26 espécies no gênero (o grupo de plantas chamado Aglaonema) e muitas cultivares. Cultivar é uma variedade escolhida e multiplicada por causa de uma característica, como a cor da folha. Extensão é o serviço de orientação ao público que as universidades americanas mantêm.

Para os cuidados, as aglaonemas se dividem em dois grupos de cor:

  • Verdes e prateadas: a Aglaonema commutatum, a Aglaonema modestum e cultivares verdes e prata, como 'Maria' e 'Silver Queen'. A folha é verde, lisa ou com manchas prateadas.

  • Coloridas: híbridos de rosa e vermelho, como 'Siam Aurora' e 'Lady Valentine'. A Clemson Extension explica que esses híbridos vêm do cruzamento de várias espécies do gênero.

A planta mais parecida com a aglaonema é a comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia), também de folha verde manchada de branco. A NC State separa as duas pelas nervuras: a aglaonema tem só 5 a 8 nervuras laterais principais, e a comigo-ninguém-pode tem mais. A comigo-ninguém-pode é da mesma família, a das aráceas (a mesma da monstera e do antúrio). A comigo-ninguém-pode também amarela com o excesso de água, como mostra o guia de folha amarela na comigo-ninguém-pode.

Se a planta chegou sem etiqueta, o app Bloom identifica a espécie por uma foto da folha.

Duas aglaonemas lado a lado numa estante clara: à esquerda, folhas verde-escuras com manchas prateadas; à direita, folhas verdes com bordas e nervuras rosa-avermelhadas
À esquerda, uma aglaonema verde e prateada; à direita, uma aglaonema colorida, de rosa e vermelho. A colorida fica do lado da janela, porque a regra geral é pôr a folha com mais cor mais perto da luz.

Onde colocar a aglaonema: luz

Coloque a aglaonema num ponto claro, perto de uma janela, onde o sol não bata na folha. A UF/IFAS, a extensão da Universidade da Flórida, registra que a planta tolera luz tão baixa quanto cerca de 270 lux. Lux é a unidade que mede a claridade. A mesma fonte avisa que sol pleno queima a folha.

A NC State mediu quanto tempo cada planta continua com boa aparência em cada nível de luz. Com 160 a 215 lux, a aglaonema dura 12 meses bonita; com 270 a 540 lux, dura 36 meses.

A aglaonema colorida precisa de mais luz?

Precisa de um pouco mais que a verde lisa. A Clemson separa pela quantidade de cor na folha: as cultivares verdes lisas crescem com pouca luz, e as variegadas pedem luz baixa a moderada. Variegada é a folha com mais de uma cor, e isso inclui a aglaonema prateada, a rosa e a vermelha. Nenhuma das extensões consultadas mede as vermelhas em separado, então vale a regra geral: a colorida fica mais perto da janela que a verde.

A cor desbota nos dois extremos de luz:

  • Luz de menos: a Universidade da Geórgia registra que a cor da folha variegada tende a sumir com pouca luz. A NC State acrescenta que a planta com pouca luz pode não dar flor.

  • Luz demais: a UF/IFAS observou o efeito nos viveiros. Na luz mais forte que o viveiro usa, as folhas da maioria das cultivares perdem a cor e ficam eretas.

Se a sua aglaonema desbotou num canto escuro, aproxime o vaso da janela. Se ela desbotou perto de um vidro com sol, afaste o vaso. No Brasil, as janelas voltadas para o norte e para o oeste recebem mais sol.

Perto dessas janelas, deixe a planta afastada do vidro ou atrás de uma cortina fina. A aglaonema está entre as plantas que aguentam pouca luz. O guia de plantas para pouca luz compara a aglaonema com outras espécies nos mesmos níveis de luz.

Como regar a aglaonema

Regue a aglaonema quando os 2,5 a 5 cm de cima da terra estiverem secos. A Clemson ensina o teste com dois dedos enfiados na terra: terra seca, pode regar; terra fria e úmida, espere. A planta gosta da terra úmida, nunca encharcada, e tanto o excesso quanto a falta de água danificam as raízes.

Molhe a terra até a água sair pelo furo do vaso e jogue fora a água do pratinho. Use água em temperatura ambiente: a Clemson e a NC State pedem para evitar água fria. Não regue em dia fixo da semana. Numa sala fresca e com pouca luz, a terra leva mais dias para secar do que perto da janela.

A NC State pede a terra úmida da primavera ao outono e menos água no inverno. No Brasil, isso quer dizer regar menos de junho a agosto. A terra demora mais para secar, então confira a terra com os dedos antes de cada rega. A aglaonema não entra em dormência (um período de repouso sem crescer), então a rega diminui, mas não para.

A raiz podre na aglaonema costuma vir da terra que não escoa a água depressa ou do excesso de rega, segundo a Clemson.

Terra e vaso para aglaonema

Plante a aglaonema num substrato (a terra própria para vaso) leve e com bastante matéria orgânica, em vaso com furo no fundo. A Clemson indica o substrato comercial para plantas de interior com húmus a mais. A UF/IFAS cultiva a planta em misturas de turfa, casca de pinus, vermiculita ou perlita, todas leves e com espaço para o ar.

Não use terra de jardim pura no vaso: a Clemson liga a raiz podre à terra que não escoa a água depressa. Quando a touceira encher o vaso, a UF/IFAS Gardening Solutions indica passar a planta para um vaso maior ou dividir a touceira em duas.

Adubo para aglaonema

Adube a aglaonema uma vez por mês com um adubo solúvel equilibrado, bem diluído. A UF/IFAS recomenda, para a planta dentro de casa, o adubo 20-20-20, em que os três números são a porcentagem de nitrogênio, fósforo e potássio. A diluição é fraca: 50 ppm de nitrogênio (ppm quer dizer partes por milhão). Na prática, são cerca de 0,25 g do adubo 20-20-20 por litro de água.

A UF/IFAS explica que o sal do adubo se acumula na terra e queima a borda e a ponta da folha. A Clemson registra o mesmo sintoma. Se a ponta da folha secou, molhe a terra com bastante água limpa, até escorrer pelo furo, para tirar o excesso de sal. Depois, aumente o intervalo entre as adubações.

A UF/IFAS também avisa que a maioria das cultivares tende a sentir falta de cobre e de outros micronutrientes. Micronutrientes são os nutrientes que a planta usa em pouca quantidade. Prefira um adubo que traga micronutrientes na fórmula.

Temperatura: a aglaonema sente frio

A aglaonema cresce melhor entre 20 °C e 27 °C e aguenta mínimas de até 13 °C, segundo a Clemson. A mesma fonte aponta dano por frio abaixo de 10 °C. O teste da UF/IFAS, feito cultivar por cultivar, achou folha manchada já a 13 °C em algumas delas: siga o teste, que mediu cada cultivar. No Brasil, o risco aparece de junho a agosto. Ele vem do vaso na varanda, encostado num vidro frio à noite ou em corrente de ar frio.

A UF/IFAS testou 12 cultivares por 24 horas em três temperaturas frias. O resultado, em folhas manchadas por cultivar:

Cultivar

Folhas manchadas a 2 °C

a 7 °C

a 13 °C

'Silver Queen'

68%

38%

30%

'Royal Queen'

51%

34%

14%

'Maria'

32%

8%

0%

'Silver Frost'

80%

5%

0%

'Emerald Star', 'Stars' e 'Jewel of India'

0%

0%

0%

A 'Silver Queen', uma das aglaonemas mais vendidas, já mancha a 13 °C. Para as cultivares mais sensíveis, a UF/IFAS recomenda aos viveiros manter a temperatura acima de 16 °C. O teste não incluiu nenhuma aglaonema vermelha ou rosa, então ninguém mediu o frio que as coloridas aguentam. Na dúvida, trate a sua como a mais sensível e mantenha o ambiente acima de 16 °C.

O dano por frio aparece 2 dias depois do frio, como manchas escuras com aspecto engordurado entre a nervura central e a borda da folha. As folhas maduras e velhas sofrem mais que as novas. Se a mancha cobre menos da metade da folha, ela continua viva por meses; acima disso, a folha amarela e cai.

Flor da aglaonema: cortar ou deixar?

Corte a flor da aglaonema quando ela aparecer. A flor é uma espata (uma folha modificada, branca ou verde-clara) em volta de uma espiga branca, parecida com a do lírio-da-paz. A UF/IFAS diz que tirar a flor prolonga a vida da planta e mantém a touceira cheia. A NC State diz que o corte manda a energia para o crescimento da planta.

Corte o cabinho da flor rente à base, com tesoura limpa. Se a flor ficar, vêm depois frutinhos vermelhos, que a UF/IFAS Gardening Solutions chama de pouco atraentes. Como a flor e os frutos também são tóxicos, jogue os dois no lixo, fora do alcance de crianças e de animais.

Aglaonema verde e prateada em vaso de barro com uma flor no centro da folhagem: uma espata branco-esverdeada atrás de uma espiga branca
A flor da aglaonema nasce no meio da folhagem, com uma espata branco-esverdeada atrás de uma espiga branca. Cortar o cabinho rente à base mantém a planta cheia.

Por que a aglaonema perde as folhas de baixo

A aglaonema perde as folhas de baixo com a idade. A NC State explica que a planta tende a esticar com o tempo, à medida que o caule cresce. O caule fica sem folhas embaixo, parecido com o da cana-de-açúcar, e as folhas se concentram no topo.

O frio pode acelerar a queda das folhas de baixo: no teste da UF/IFAS, as folhas maduras e velhas mancharam muito mais que as novas. Se as folhas de baixo amarelam com a terra sempre molhada, suspeite de raiz podre, descrita na seção de rega.

Uma aglaonema com o caule pelado e o topo verde pode ser salva. A Clemson indica cortar o topo e enraizar a ponta, que vira uma planta nova. Outros jeitos de fazer muda são a divisão da touceira e a estaca de caule.

Folhas amarelas e pragas da aglaonema

Uma folha velha de baixo que amarela de vez em quando faz parte do envelhecimento da aglaonema: a UF/IFAS manda apenas tirar a folha amarela. Quando várias folhas amarelam de uma vez, confira a rega e o frio. O dano por frio que cobre mais da metade da folha termina em folha amarela, segundo a UF/IFAS.

A aglaonema é da mesma família do antúrio, da monstera e do filodendro. O excesso de água também amarela as folhas dessas aráceas, como mostram os guias de folha amarela na monstera, no filodendro e no antúrio. O guia geral de folhas amarelas separa as causas pela posição da folha na planta.

A Clemson lista quatro pragas da aglaonema: cochonilha-farinhenta, pulgão, cochonilha de carapaça e ácaro. Duas delas deixam um sinal branco na planta, e o guia da Clemson sobre pragas de interior ensina a separar:

  • Algodão branco no encaixe da folha com o caule e embaixo da folha: é a cochonilha-farinhenta, um inseto coberto de cera branca.

  • Teia fina e pontinhos claros na face de cima da folha: é o ácaro. Ele é tão pequeno que o primeiro sinal costuma ser o dano na folha. A teia aparece quando a infestação já está forte.

Para a planta que fica dentro de casa, a Clemson indica tirar a cochonilha com um cotonete molhado em álcool e borrifar sabão inseticida. Contra o ácaro, ela indica um jato forte de água em toda a planta, também embaixo das folhas, repetido várias vezes. A Clemson recomenda o óleo de neem e os inseticidas só para a planta levada para fora de casa. Separe a planta atacada das outras até a praga sumir.

Se você não sabe qual é o problema, o guia o que minha planta tem organiza o diagnóstico pelo sintoma.

A aglaonema é tóxica para cães e gatos?

Sim. A ASPCA, centro de controle de intoxicação animal dos Estados Unidos, lista a Aglaonema modestum como tóxica para cães, gatos e cavalos. O princípio tóxico é o oxalato de cálcio insolúvel, um cristal em forma de agulha. A ASPCA descreve irritação e inchaço na boca, na língua e nos lábios, baba em excesso, vômito e dificuldade para engolir.

A NC State registra o mesmo cristal em todo o gênero, com toxicidade baixa para pessoas, e diz que a seiva pode irritar a pele. A NC State lista o cristal em todas as partes da planta, inclusive a flor e os frutos. Se uma criança mastigou a folha, tire o resto da boca e ligue para o Disque-Intoxicação, 0800 722 6001 (Anvisa, gratuito, 24 horas). Se foi o seu animal, ligue para o veterinário.

Deixe o vaso fora do alcance do animal e recolha as folhas que caírem. O guia de plantas tóxicas para pets mostra as outras plantas de casa com o mesmo cristal.

Perguntas frequentes

A aglaonema cresce muito?

Não muito. A Clemson dá de 30 a 90 cm de altura e a mesma largura para a maioria das aglaonemas. A Aglaonema commutatum chega a 60 a 90 cm, e a Aglaonema crispum pode passar de 90 cm. Para a touceira crescer por igual, a UF/IFAS indica girar o vaso a cada 1 ou 2 semanas.

Posso deixar a aglaonema no banheiro ou no quarto?

Pode, se o lugar tiver claridade. A Clemson diz que a aglaonema tolera o ar seco e prefere umidade moderada: o banheiro e o quarto servem. A NC State avisa que a folha fica marrom com o ar muito seco ou com corrente de ar. Se a folha ficar marrom, mude o vaso para um lugar sem corrente de ar. Os guias de plantas para banheiro e de plantas para quarto comparam a aglaonema com outras espécies.

Precisa podar a aglaonema?

Não. A UF/IFAS diz que a poda não é necessária: basta tirar as folhas amarelas ou mortas, cortando o cabinho rente ao caule. Para tirar o pó, a mesma fonte indica passar um pano úmido nas folhas de vez em quando. O único corte que muda a planta é o do topo de um caule sem folhas embaixo, que vira muda nova.

A aglaonema purifica o ar?

Não de um jeito que faça diferença numa casa. No teste da NASA de 1989, feito em câmaras fechadas e pequenas, a aglaonema removeu parte do benzeno do ar. Uma revisão de pesquisadores da Universidade Drexel fez a conta para uma casa: seriam necessárias de 10 a 1.000 plantas por metro quadrado. O guia de plantas que purificam o ar traz os números do teste.

Se a sua aglaonema está com um sintoma que você não reconhece, o app Bloom para iPhone ajuda. Ele identifica a planta por foto e, no plano Premium, aponta a doença pela foto da folha.

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