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Pragas do girassol: quais são e o que fazer

No Brasil, a lagarta-preta é a principal praga do girassol. Veja como reconhecer essa lagarta, o pulgão, a vaquinha, o percevejo e os pássaros pelo dano, quando tratar e quando deixar a planta terminar o ciclo.

por Bloom 16 min de leitura
Pragas do girassol: quais são e o que fazer

As pragas do girassol registradas pela Embrapa no Brasil incluem a lagarta-preta, a vaquinha e os pulgões. A lagarta-preta come as folhas em grupo, a vaquinha fura as folhas e os pulgões formam colônias no caule. Percevejos sugam a seiva do caule logo abaixo da flor, e pássaros comem a semente madura. Um girassol adulto aguenta bem o ataque: com até um quarto das folhas comidas, ele não muda em nada, segundo a Embrapa Soja.

Vale tratar em dois casos. O primeiro é a muda de menos de 40 dias com praga que ameaça comer todas as folhas. O segundo é a praga passar de um quarto das folhas entre o botão e a flor aberta. Cate as lagartas à mão e derrube os pulgões com jato de água. Girassol que já floriu e está secando não precisa de tratamento contra bicho na folha. Ele está terminando o ciclo de planta anual, como explica o guia de cuidados do girassol.

Resumo rápido:

  • Com até 25% das folhas comidas, o girassol não muda em nada, em fase nenhuma (Embrapa Soja).

  • Um girassol que perde todas as folhas antes dos 40 dias de idade não produz semente (Embrapa Soja).

  • A lagarta-preta come cerca de 85% de toda a folha que vai comer nos dois últimos estágios de vida. Achar as lagartas enquanto são pequenas é o que salva a planta (Embrapa Soja).

  • Sabão inseticida mata pulgão e ácaro, mas não mata lagarta nem besouro adulto (Colorado State University).

  • Num estudo no semiárido brasileiro, os pássaros levaram de 25% a 70% das sementes, conforme a variedade (Revista Ciência Agronômica, 2019).

Que bicho é esse no girassol

Para saber que bicho está no seu girassol, olhe primeiro onde está o dano e depois o próprio bicho. A tabela abaixo segue a planta de baixo para cima, da muda à cabeça com semente.

O que você vê

Onde

O que é

O que fazer

Muda cortada rente ao chão, de manhã

Base da muda

Lagarta-rosca

Conferir as mudas vizinhas toda manhã

Folhas cortadas e trilha de formigas

Muda e folhas novas

Formiga-cortadeira (saúva ou quenquém)

Achar o formigueiro e usar isca formicida

Buracos irregulares e rastro brilhante

Folhas baixas, depois de noite úmida

Lesma ou caracol

Catar à noite com lanterna

Furinhos redondos e besourinho verde com manchas amarelas

Folhas

Vaquinha

Catar; em planta grande, ignorar

Grupo de lagartinhas alaranjadas ou pretas, com espinhos

Folhas do meio da planta (ovos amarelos embaixo)

Lagarta-preta (lagarta-do-girassol)

Cortar a folha com o grupo

Colônia de bichinhos de 1,5 a 3 mm, pretos ou verdes, com formigas

Caule, brotos e verso da folha

Pulgão

Jato de água forte

Nuvem de bichinhos brancos quando você mexe

Verso da folha

Mosca-branca

Jato de água no verso das folhas

Pontinhos claros na folha e teia fina

Verso da folha, em tempo quente e seco

Ácaro

Lavar o verso das folhas toda semana

Percevejo verde ou marrom em formato de escudo

Caule logo abaixo da flor

Percevejo

Catar à mão

Semente sumindo da cabeça madura

Cabeça da flor

Pássaros

Cobrir a cabeça com saco de tecido fino

A ficha de pragas do girassol lista os sintomas de cada praga e o que fazer. Folha murcha, mancha ou pó branco sem bicho à vista pode ser doença ou rega, e não praga.

Gorgulho da semente, traça da cabeça e besouro-do-girassol são pragas de lavoura nos Estados Unidos. Nenhum deles aparece no capítulo da Embrapa Soja sobre os insetos do girassol no Brasil.

Se o bicho do seu girassol não está na tabela, fotografe a folha de perto, de frente e de verso. No Bloom (disponível para iOS), o diagnóstico por foto do plano Premium aponta o problema a partir da imagem e diz o que fazer.

Lagarta-preta: a principal praga do girassol no Brasil

A lagarta-preta (Chlosyne lacinia saundersii), também chamada de lagarta-do-girassol, é a principal lagarta que come as folhas do girassol no Brasil, segundo a Embrapa Soja. Ela nasce de uma borboleta preta e alaranjada de cerca de 4 cm de asa a asa. A borboleta põe montinhos de ovos amarelos na parte de baixo da folha.

Folha de girassol com buracos, coberta por um grupo de lagartas espinhosas escuras com listras alaranjadas, segurada na mão diante de uma plantação de girassóis em flor
Lagartas-pretas juntas numa folha de girassol, escuras com listras alaranjadas: enquanto o grupo está numa folha só, cortar essa folha tira todas de uma vez. Foto: Mariana Fabel Polezi, CC BY-SA 4.0, recortada.

As lagartas saem dos ovos em cerca de 7 dias e vivem de 17 a 18 dias até virar casulo. Na primeira metade dessa fase, elas ficam juntas na mesma folha e têm cor alaranjada. Depois se espalham pela planta e escurecem: a maioria fica toda preta, com espinhos pelo corpo. Esse ciclo foi descrito pela Embrapa Soja no livro Girassol no Brasil.

O momento de agir é a fase alaranjada e agrupada. A lagarta passa por seis estágios de crescimento, e os dois últimos comem cerca de 85% de toda a folha que ela vai consumir. Um único montinho de ovos pode deixar a planta sem folha nenhuma. As lagartas podem deixar a planta e atacar o girassol vizinho.

O que fazer no jardim ou no vaso:

  1. Vire as folhas do meio da planta uma vez por semana e procure os montinhos amarelos ou o grupo de lagartinhas alaranjadas.

  2. Corte a folha com o grupo inteiro e jogue fora num saco fechado.

  3. Cate as lagartas grandes já espalhadas com a mão, de luva.

  4. Com muitas lagartas pequenas, use inseticida biológico à base de Bacillus thuringiensis (Bt), na dose do rótulo. A Embrapa Soja indica o Bt para a lagarta-preta.

O Bt é uma bactéria que só mata a lagarta que come a folha borrifada. Ele funciona bem em lagarta pequena, segundo a Iowa State University. Sabão inseticida não serve: a Colorado State University registra que lagartas são "geralmente imunes" a ele.

A lagarta-preta tem muitos inimigos naturais no Brasil. A Embrapa Soja registra vespas, joaninhas, aranhas e pássaros comendo a lagarta, com os pássaros chegando a matar 66% dos casulos. Uma vespinha minúscula parasitou até 48,5% dos ovos.

A Embrapa Soja observou mais lagarta-preta no girassol plantado tarde, em janeiro e fevereiro, no Paraná. Um estudo de 1976 registrou a população mais alta de outubro a maio, então vigie o girassol nesses meses.

Pulgão no girassol: colônia no caule e formigas por perto

O pulgão é um inseto de 1,5 a 3 mm, de corpo mole, que vive em colônia e suga a seiva. A Embrapa Soja registra pulgões no girassol brasileiro. Eles se juntam no caule logo abaixo da flor, nos brotos e no verso das folhas. A Royal Horticultural Society (RHS) cita pulgões verdes e pretos, e também amarelos, rosados e brancos.

Formiga subindo e descendo o caule é o sinal mais fácil de ver. A RHS explica que as formigas cuidam da colônia para comer a melada, o líquido açucarado que o pulgão solta. Elas também espantam os bichos que comeriam os pulgões.

Para tirar pulgão do girassol, siga esta ordem:

  1. Colônia pequena: esmague com os dedos, como recomenda a RHS.

  2. Colônia grande: jogue um jato forte de água da mangueira no caule e no verso das folhas. A Colorado State University explica que poucos pulgões derrubados conseguem voltar para a planta.

  3. Voltou em poucos dias: borrife sabão inseticida pronto, que tem de 1% a 2% de sabão, segundo a University of Florida (UF/IFAS). Molhe bem o verso das folhas.

  4. Repita o sabão a cada 4 a 7 dias, porque ele só mata o pulgão que molha, como explica a Colorado State.

Não use sabão em dia com mais de 32 °C (90 °F) nem em girassol com sede, avisa a UF/IFAS. A University of Maryland põe o limite em 29 °C (85 °F) para sabão e óleo. Na dúvida, siga o menor. Nessas condições, a folha queima.

A larva da joaninha come muito pulgão, segundo a Colorado State. A RHS lembra que os pulgões aumentam antes que os inimigos naturais apareçam em número suficiente. Se a colônia é pequena e você prefere não mexer, esperar alguns dias muitas vezes resolve.

O motivo de o pulgão voltar depois do primeiro tratamento e os outros métodos estão detalhados no guia de pulgão em plantas.

Mosca-branca e ácaro no girassol de vaso

A mosca-branca é um bichinho branco e alado de cerca de 1,5 mm que vive no verso das folhas. Quando você mexe na planta, sobe uma nuvem deles, descreve a RHS. A Embrapa Soja registra a mosca-branca (Bemisia) no girassol brasileiro, com surtos fortes em 1973. As fontes consultadas não trazem um tratamento próprio para a mosca-branca no girassol. O jato de água e o sabão inseticida do pulgão são a opção mais segura.

Bicho branco que não voa e fica grudado no caule é outra praga. A cochonilha pede outro tratamento, descrito no guia dela.

O ácaro é um bicho quase invisível que deixa pontinhos claros na folha e faz uma teia muito fina no verso. A NC State Extension registra que o ácaro-rajado é mais ativo em tempo quente e seco. Ele não está na lista de pragas do girassol da Embrapa Soja, que é uma lista de lavoura.

Para confirmar, segure um papel branco embaixo de um ramo do girassol e bata de leve nele, como ensina a Iowa State University. Se os pontinhos que caem andarem, é ácaro.

Um girassol com ácaro não precisa ir para o lixo. Leve o vaso para longe das outras plantas. Lave bem o verso das folhas com água morna, toda semana, como indica a Washington State University. Com muitos ácaros, use sabão inseticida pronto, em dia abaixo de 29 °C, e repita 7 a 10 dias depois, segundo a NC State. A segunda aplicação mata os ácaros que estavam no ovo na primeira.

Se você tem gato ou cachorro, comece pela água, que não deixa nada na folha. O passo a passo completo, com o teste do papel, está no guia de ácaro em planta.

Vaquinha, percevejo e besouro: furo na folha e cabeça murcha

A vaquinha (Diabrotica speciosa), também chamada de patriota ou brasileirinho, é um besourinho verde com manchas amarelas que fura as folhas. A Embrapa Soja diz que o dano dela importa na fase inicial do girassol. Se a vaquinha só aparece depois das duas primeiras semanas da planta, não há necessidade de controle, segundo a Embrapa Meio-Norte. O girassol produz muitas folhas.

No jardim, cate as vaquinhas da muda pequena e jogue num pote com água e sabão. Sabão borrifado quase não afeta besouro adulto, que tem a casca dura, segundo a Colorado State University.

Os percevejos são insetos em formato de escudo, verdes ou marrons, que sugam a seiva. A Embrapa Soja descreve onde eles atacam o girassol: no caule logo abaixo da flor e nas sementes em formação. A cabeça ainda em formação pode murchar e se perder. Na lavoura, a Embrapa só manda controlar a partir de 3 percevejos por planta. No jardim, cate à mão os que achar no caule logo abaixo da flor.

O percevejo-de-renda é um percevejo minúsculo, achatado, de asas transparentes que lembram renda, que deixa a folha pontilhada de branco. A NC State Extension o registra no girassol nos Estados Unidos, e um comunicado da Embrapa Cerrados de 2001 trata dele no girassol do Centro-Oeste do Brasil. O sabão e o óleo matam os jovens e os adultos, mas não os ovos, que ficam dentro da folha (NC State). Por isso, repita o tratamento a cada 4 a 7 dias, o intervalo que a Colorado State dá para o sabão.

O besouro-do-capítulo (Cyclocephala melanocephala) abre galerias dentro da cabeça da flor, segundo a Embrapa Meio-Norte. Com ataque forte, a cabeça cresce deformada. As fontes consultadas não indicam controle para jardim.

Muda cortada ou sumida: lagarta-rosca, formiga e lesma

Muda de girassol cortada rente ao chão de um dia para o outro é sinal de lagarta-rosca. A Embrapa Meio-Norte descreve essa lagarta comendo folha e caule e cortando as plantas novas na altura da terra. A Embrapa recomenda inspeção frequente, porque o ataque acontece em manchas. Confira as mudas vizinhas toda manhã.

As formigas-cortadeiras, principalmente as saúvas, podem acabar com toda a parte de cima das mudas de girassol em poucos dias, avisa a Embrapa Soja. A Embrapa Meio-Norte recomenda isca formicida no caminho das formigas ou no formigueiro, e isca granulada em dias de chuva. Formiga que só sobe e desce o caule, sem cortar folha, está cuidando de pulgão.

Lesmas e caracóis comem as mudas em períodos de chuva, e a Embrapa Soja diz que o controle é difícil. Eles comem à noite e se escondem de dia. A University of Connecticut recomenda catar à noite com lanterna, ou de manhã cedo, por uma semana, e jogar num balde com água e sabão.

Pássaros comendo a semente do girassol

Pássaros e oídio (doença que cobre a folha de pó branco) são os maiores problemas do girassol no jardim, segundo a Iowa State University. Num estudo no semiárido brasileiro, publicado na Revista Ciência Agronômica em 2019, os pássaros levaram de 25% a 70% das sementes, conforme a variedade. A ave mais frequente foi o galo-de-campina, ave do Nordeste do Brasil.

A proteção que funcionou no estudo foi cobrir a cabeça com uma touca de tecido não tecido (TNT), o mesmo tecido das toucas descartáveis. As cabeças cobertas tiveram mais sementes e sementes mais pesadas que as descobertas.

No jardim, cubra a cabeça quando as pétalas murcharem e ficarem marrons. Use gaze, tela fina ou saco de papel, amarrado no caule logo abaixo da cabeça, como recomenda uma extensionista da Kansas State University. Deixe a cabeça coberta na planta até as sementes amadurecerem. Se os pássaros começarem a bicar antes de as pétalas murcharem, a Colorado State University indica um saco plástico furado sobre a cabeça.

Se você não quer as sementes, deixe os pássaros comerem. A NC State Extension sugere deixar as cabeças secas no jardim para as aves.

Bichos que aparecem no girassol e não são praga

O girassol atrai muitos insetos que não fazem mal à planta, e alguns comem as pragas. Antes de borrifar qualquer coisa, confira se o bicho não é um destes:

  • Besouro-soldado: besouro alongado, amarelo com manchas pretas, que anda em grupo nas flores. A extensão da University of Wisconsin diz que ele não estraga flor, não pica e não morde, e que o adulto pode comer pulgão. No Brasil existem várias espécies do mesmo gênero (Chauliognathus), registradas na Revista Brasileira de Zoologia.

  • Besouro Astylus: besouro amarelado com manchas pretas nas costas que se junta em grande número na cabeça do girassol. A Embrapa Soja registra que ele come pólen e parece agir mais como polinizador que como praga. A larva dele, porém, pode comer semente.

  • Joaninha e larva de joaninha: a joaninha adulta e a larva comem pulgão. A Embrapa Soja cita a joaninha Cycloneda sanguinea entre os inimigos naturais da lagarta-preta.

  • Abelhas: são as principais polinizadoras do girassol, e a Embrapa Soja pede para evitar inseticida durante a floração.

Besouros de manchas pretas em grupo na flor do girassol, sem folha comida por perto, podem ser o besouro-soldado ou o Astylus. As fontes não dão um jeito de separar os dois a olho, mas os adultos dos dois não parecem estragar a flor. Não precisa cortar a planta que nasceu sozinha no quintal.

Quando não vale tratar o girassol

O girassol tolera perder folha. A Embrapa Soja reuniu as medições: com até 25% das folhas comidas, a planta não muda em nada, em fase nenhuma. Com até 50% das folhas comidas na fase de crescimento, antes do botão, também não houve perda. A Embrapa usa os 25% como margem segura para decidir controlar uma praga.

O risco está na muda e na flor. Num estudo citado pela Embrapa Soja, plantas que perderam todas as folhas antes dos 40 dias de idade não produziram semente. A Embrapa Meio-Norte registra que a perda de folha na formação do botão e na floração afeta muito a semente.

Na outra ponta do ciclo, não trate. A Embrapa Meio-Norte registra que, quando o girassol já está secando depois da flor, a perda de folha não muda mais nada na planta. O girassol é anual e morre depois de formar semente, e o guia de cuidados do girassol mostra quanto dura cada fase.

No fim do ciclo, as folhas de baixo amarelam e secam de forma natural, e isso não é sinal de praga.

Remédio caseiro contra praga no girassol: detergente, vinagre e neem

"A receita caseira é água, vinagre e detergente. Procede?" Não procede. A Iowa State University diz que vinagre, álcool e detergente são vendidos como seguros, mas podem danificar as folhas. Nenhum deles é feito para uso em plantas. A Colorado State University explica que o detergente de louça pode ferir a planta e contaminar a água.

O sabão recomendado pelas fontes é o sabão inseticida pronto, de 1% a 2%, o mesmo indicado para o pulgão. Teste numa folha e espere 1 a 2 dias antes de borrifar a planta inteira, como recomenda a Colorado State.

O óleo de neem vendido para jardim costuma ser um óleo hortícola (óleo próprio para borrifar em planta), explica a University of Maryland. Ela pede para não aplicar óleo com mais de 29 °C (85 °F), porque o risco de queimar a folha é alto. Também não use óleo em planta com sede ou recém-replantada.

Girassol com sede queima mais com sabão e óleo. Regue no dia anterior, seguindo o guia de rega do girassol, e aplique de manhã cedo ou no fim da tarde.

Folha que já queimou não volta a ficar verde. A Iowa State University registra que a folha danificada continua manchada e a folha nova nasce saudável. Em girassol adulto, corte só as folhas muito queimadas e espere as novas.

Com o girassol em flor, proteja as abelhas. A Embrapa Soja recomenda evitar inseticida na floração. Se a lagarta aparecer nessa fase, use Bt, que não afeta as abelhas, aplicado no fim da tarde, quando elas voam menos.

Perguntas frequentes

O girassol com pulgão tem salvação?

Tem. Jogue um jato forte de água no caule e no verso das folhas e repita sempre que a colônia voltar. Se ela voltar em poucos dias, borrife sabão inseticida pronto de 1% a 2%, a cada 4 a 7 dias, sem calor acima de 29 °C.

Formiga no girassol faz mal à planta?

A formiga que só sobe e desce o caule não come o girassol. Ela está cuidando dos pulgões, que soltam um líquido açucarado, e afasta os bichos que comeriam esses pulgões. Tire os pulgões com jato de água: sem a melada, as formigas perdem o motivo de ficar. Formiga que corta folha é formiga-cortadeira e pede isca formicida.

Posso passar inseticida no girassol florido?

Evite. A Embrapa Soja pede para não aplicar inseticida na floração, porque as abelhas polinizam o girassol. Se a lagarta-preta aparecer com a flor aberta, use inseticida biológico à base de Bacillus thuringiensis (Bt), que não afeta as abelhas, no fim da tarde. Pulgão e percevejo na flor saem com água e com a mão.

A praga do girassol passa para outras plantas?

Algumas passam. Pulgão, mosca-branca e ácaro atacam muitas plantas e podem ir para os vasos vizinhos. Por isso, afaste o girassol com praga das outras plantas até resolver. A lagarta-preta pode deixar a planta e passar para o girassol vizinho. Antes de pôr uma planta nova perto dos seus vasos, olhe o verso das folhas dela.

Na próxima vez que olhar o girassol

Vire três ou quatro folhas do meio da planta e olhe o caule logo abaixo da flor. Grupo de lagartinhas alaranjadas: corte a folha. Colônia de pulgão com formigas: jato de água. Se a planta já floriu e está secando, deixe que ela termine o ciclo e cubra a cabeça para guardar as sementes.

Fontes

  • Moscardi, F., Sosa-Gómez, D. R. e Corso, I. C. Invertebrados associados ao girassol e seu manejo. Em: Girassol no Brasil, Embrapa Soja, 2005, cap. 16: alice.cnptia.embrapa.br. Consultado em 8 de outubro de 2026.

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