Pragas do girassol: quais são e o que fazer
No Brasil, a lagarta-preta é a principal praga do girassol. Veja como reconhecer essa lagarta, o pulgão, a vaquinha, o percevejo e os pássaros pelo dano, quando tratar e quando deixar a planta terminar o ciclo.
As pragas do girassol registradas pela Embrapa no Brasil incluem a lagarta-preta, a vaquinha e os pulgões. A lagarta-preta come as folhas em grupo, a vaquinha fura as folhas e os pulgões formam colônias no caule. Percevejos sugam a seiva do caule logo abaixo da flor, e pássaros comem a semente madura. Um girassol adulto aguenta bem o ataque: com até um quarto das folhas comidas, ele não muda em nada, segundo a Embrapa Soja.
Vale tratar em dois casos. O primeiro é a muda de menos de 40 dias com praga que ameaça comer todas as folhas. O segundo é a praga passar de um quarto das folhas entre o botão e a flor aberta. Cate as lagartas à mão e derrube os pulgões com jato de água. Girassol que já floriu e está secando não precisa de tratamento contra bicho na folha. Ele está terminando o ciclo de planta anual, como explica o guia de cuidados do girassol.
Resumo rápido:
Com até 25% das folhas comidas, o girassol não muda em nada, em fase nenhuma (Embrapa Soja).
Um girassol que perde todas as folhas antes dos 40 dias de idade não produz semente (Embrapa Soja).
A lagarta-preta come cerca de 85% de toda a folha que vai comer nos dois últimos estágios de vida. Achar as lagartas enquanto são pequenas é o que salva a planta (Embrapa Soja).
Sabão inseticida mata pulgão e ácaro, mas não mata lagarta nem besouro adulto (Colorado State University).
Num estudo no semiárido brasileiro, os pássaros levaram de 25% a 70% das sementes, conforme a variedade (Revista Ciência Agronômica, 2019).
Que bicho é esse no girassol
Para saber que bicho está no seu girassol, olhe primeiro onde está o dano e depois o próprio bicho. A tabela abaixo segue a planta de baixo para cima, da muda à cabeça com semente.
O que você vê | Onde | O que é | O que fazer |
|---|---|---|---|
Muda cortada rente ao chão, de manhã | Base da muda | Lagarta-rosca | Conferir as mudas vizinhas toda manhã |
Folhas cortadas e trilha de formigas | Muda e folhas novas | Formiga-cortadeira (saúva ou quenquém) | Achar o formigueiro e usar isca formicida |
Buracos irregulares e rastro brilhante | Folhas baixas, depois de noite úmida | Lesma ou caracol | Catar à noite com lanterna |
Furinhos redondos e besourinho verde com manchas amarelas | Folhas | Vaquinha | Catar; em planta grande, ignorar |
Grupo de lagartinhas alaranjadas ou pretas, com espinhos | Folhas do meio da planta (ovos amarelos embaixo) | Lagarta-preta (lagarta-do-girassol) | Cortar a folha com o grupo |
Colônia de bichinhos de 1,5 a 3 mm, pretos ou verdes, com formigas | Caule, brotos e verso da folha | Pulgão | Jato de água forte |
Nuvem de bichinhos brancos quando você mexe | Verso da folha | Mosca-branca | Jato de água no verso das folhas |
Pontinhos claros na folha e teia fina | Verso da folha, em tempo quente e seco | Ácaro | Lavar o verso das folhas toda semana |
Percevejo verde ou marrom em formato de escudo | Caule logo abaixo da flor | Percevejo | Catar à mão |
Semente sumindo da cabeça madura | Cabeça da flor | Pássaros | Cobrir a cabeça com saco de tecido fino |
A ficha de pragas do girassol lista os sintomas de cada praga e o que fazer. Folha murcha, mancha ou pó branco sem bicho à vista pode ser doença ou rega, e não praga.
Gorgulho da semente, traça da cabeça e besouro-do-girassol são pragas de lavoura nos Estados Unidos. Nenhum deles aparece no capítulo da Embrapa Soja sobre os insetos do girassol no Brasil.
Se o bicho do seu girassol não está na tabela, fotografe a folha de perto, de frente e de verso. No Bloom (disponível para iOS), o diagnóstico por foto do plano Premium aponta o problema a partir da imagem e diz o que fazer.
Lagarta-preta: a principal praga do girassol no Brasil
A lagarta-preta (Chlosyne lacinia saundersii), também chamada de lagarta-do-girassol, é a principal lagarta que come as folhas do girassol no Brasil, segundo a Embrapa Soja. Ela nasce de uma borboleta preta e alaranjada de cerca de 4 cm de asa a asa. A borboleta põe montinhos de ovos amarelos na parte de baixo da folha.

As lagartas saem dos ovos em cerca de 7 dias e vivem de 17 a 18 dias até virar casulo. Na primeira metade dessa fase, elas ficam juntas na mesma folha e têm cor alaranjada. Depois se espalham pela planta e escurecem: a maioria fica toda preta, com espinhos pelo corpo. Esse ciclo foi descrito pela Embrapa Soja no livro Girassol no Brasil.
O momento de agir é a fase alaranjada e agrupada. A lagarta passa por seis estágios de crescimento, e os dois últimos comem cerca de 85% de toda a folha que ela vai consumir. Um único montinho de ovos pode deixar a planta sem folha nenhuma. As lagartas podem deixar a planta e atacar o girassol vizinho.
O que fazer no jardim ou no vaso:
Vire as folhas do meio da planta uma vez por semana e procure os montinhos amarelos ou o grupo de lagartinhas alaranjadas.
Corte a folha com o grupo inteiro e jogue fora num saco fechado.
Cate as lagartas grandes já espalhadas com a mão, de luva.
Com muitas lagartas pequenas, use inseticida biológico à base de Bacillus thuringiensis (Bt), na dose do rótulo. A Embrapa Soja indica o Bt para a lagarta-preta.
O Bt é uma bactéria que só mata a lagarta que come a folha borrifada. Ele funciona bem em lagarta pequena, segundo a Iowa State University. Sabão inseticida não serve: a Colorado State University registra que lagartas são "geralmente imunes" a ele.
A lagarta-preta tem muitos inimigos naturais no Brasil. A Embrapa Soja registra vespas, joaninhas, aranhas e pássaros comendo a lagarta, com os pássaros chegando a matar 66% dos casulos. Uma vespinha minúscula parasitou até 48,5% dos ovos.
A Embrapa Soja observou mais lagarta-preta no girassol plantado tarde, em janeiro e fevereiro, no Paraná. Um estudo de 1976 registrou a população mais alta de outubro a maio, então vigie o girassol nesses meses.
Pulgão no girassol: colônia no caule e formigas por perto
O pulgão é um inseto de 1,5 a 3 mm, de corpo mole, que vive em colônia e suga a seiva. A Embrapa Soja registra pulgões no girassol brasileiro. Eles se juntam no caule logo abaixo da flor, nos brotos e no verso das folhas. A Royal Horticultural Society (RHS) cita pulgões verdes e pretos, e também amarelos, rosados e brancos.
Formiga subindo e descendo o caule é o sinal mais fácil de ver. A RHS explica que as formigas cuidam da colônia para comer a melada, o líquido açucarado que o pulgão solta. Elas também espantam os bichos que comeriam os pulgões.
Para tirar pulgão do girassol, siga esta ordem:
Colônia pequena: esmague com os dedos, como recomenda a RHS.
Colônia grande: jogue um jato forte de água da mangueira no caule e no verso das folhas. A Colorado State University explica que poucos pulgões derrubados conseguem voltar para a planta.
Voltou em poucos dias: borrife sabão inseticida pronto, que tem de 1% a 2% de sabão, segundo a University of Florida (UF/IFAS). Molhe bem o verso das folhas.
Repita o sabão a cada 4 a 7 dias, porque ele só mata o pulgão que molha, como explica a Colorado State.
Não use sabão em dia com mais de 32 °C (90 °F) nem em girassol com sede, avisa a UF/IFAS. A University of Maryland põe o limite em 29 °C (85 °F) para sabão e óleo. Na dúvida, siga o menor. Nessas condições, a folha queima.
A larva da joaninha come muito pulgão, segundo a Colorado State. A RHS lembra que os pulgões aumentam antes que os inimigos naturais apareçam em número suficiente. Se a colônia é pequena e você prefere não mexer, esperar alguns dias muitas vezes resolve.
O motivo de o pulgão voltar depois do primeiro tratamento e os outros métodos estão detalhados no guia de pulgão em plantas.
Mosca-branca e ácaro no girassol de vaso
A mosca-branca é um bichinho branco e alado de cerca de 1,5 mm que vive no verso das folhas. Quando você mexe na planta, sobe uma nuvem deles, descreve a RHS. A Embrapa Soja registra a mosca-branca (Bemisia) no girassol brasileiro, com surtos fortes em 1973. As fontes consultadas não trazem um tratamento próprio para a mosca-branca no girassol. O jato de água e o sabão inseticida do pulgão são a opção mais segura.
Bicho branco que não voa e fica grudado no caule é outra praga. A cochonilha pede outro tratamento, descrito no guia dela.
O ácaro é um bicho quase invisível que deixa pontinhos claros na folha e faz uma teia muito fina no verso. A NC State Extension registra que o ácaro-rajado é mais ativo em tempo quente e seco. Ele não está na lista de pragas do girassol da Embrapa Soja, que é uma lista de lavoura.
Para confirmar, segure um papel branco embaixo de um ramo do girassol e bata de leve nele, como ensina a Iowa State University. Se os pontinhos que caem andarem, é ácaro.
Um girassol com ácaro não precisa ir para o lixo. Leve o vaso para longe das outras plantas. Lave bem o verso das folhas com água morna, toda semana, como indica a Washington State University. Com muitos ácaros, use sabão inseticida pronto, em dia abaixo de 29 °C, e repita 7 a 10 dias depois, segundo a NC State. A segunda aplicação mata os ácaros que estavam no ovo na primeira.
Se você tem gato ou cachorro, comece pela água, que não deixa nada na folha. O passo a passo completo, com o teste do papel, está no guia de ácaro em planta.
Vaquinha, percevejo e besouro: furo na folha e cabeça murcha
A vaquinha (Diabrotica speciosa), também chamada de patriota ou brasileirinho, é um besourinho verde com manchas amarelas que fura as folhas. A Embrapa Soja diz que o dano dela importa na fase inicial do girassol. Se a vaquinha só aparece depois das duas primeiras semanas da planta, não há necessidade de controle, segundo a Embrapa Meio-Norte. O girassol produz muitas folhas.
No jardim, cate as vaquinhas da muda pequena e jogue num pote com água e sabão. Sabão borrifado quase não afeta besouro adulto, que tem a casca dura, segundo a Colorado State University.
Os percevejos são insetos em formato de escudo, verdes ou marrons, que sugam a seiva. A Embrapa Soja descreve onde eles atacam o girassol: no caule logo abaixo da flor e nas sementes em formação. A cabeça ainda em formação pode murchar e se perder. Na lavoura, a Embrapa só manda controlar a partir de 3 percevejos por planta. No jardim, cate à mão os que achar no caule logo abaixo da flor.
O percevejo-de-renda é um percevejo minúsculo, achatado, de asas transparentes que lembram renda, que deixa a folha pontilhada de branco. A NC State Extension o registra no girassol nos Estados Unidos, e um comunicado da Embrapa Cerrados de 2001 trata dele no girassol do Centro-Oeste do Brasil. O sabão e o óleo matam os jovens e os adultos, mas não os ovos, que ficam dentro da folha (NC State). Por isso, repita o tratamento a cada 4 a 7 dias, o intervalo que a Colorado State dá para o sabão.
O besouro-do-capítulo (Cyclocephala melanocephala) abre galerias dentro da cabeça da flor, segundo a Embrapa Meio-Norte. Com ataque forte, a cabeça cresce deformada. As fontes consultadas não indicam controle para jardim.
Muda cortada ou sumida: lagarta-rosca, formiga e lesma
Muda de girassol cortada rente ao chão de um dia para o outro é sinal de lagarta-rosca. A Embrapa Meio-Norte descreve essa lagarta comendo folha e caule e cortando as plantas novas na altura da terra. A Embrapa recomenda inspeção frequente, porque o ataque acontece em manchas. Confira as mudas vizinhas toda manhã.
As formigas-cortadeiras, principalmente as saúvas, podem acabar com toda a parte de cima das mudas de girassol em poucos dias, avisa a Embrapa Soja. A Embrapa Meio-Norte recomenda isca formicida no caminho das formigas ou no formigueiro, e isca granulada em dias de chuva. Formiga que só sobe e desce o caule, sem cortar folha, está cuidando de pulgão.
Lesmas e caracóis comem as mudas em períodos de chuva, e a Embrapa Soja diz que o controle é difícil. Eles comem à noite e se escondem de dia. A University of Connecticut recomenda catar à noite com lanterna, ou de manhã cedo, por uma semana, e jogar num balde com água e sabão.
Pássaros comendo a semente do girassol
Pássaros e oídio (doença que cobre a folha de pó branco) são os maiores problemas do girassol no jardim, segundo a Iowa State University. Num estudo no semiárido brasileiro, publicado na Revista Ciência Agronômica em 2019, os pássaros levaram de 25% a 70% das sementes, conforme a variedade. A ave mais frequente foi o galo-de-campina, ave do Nordeste do Brasil.
A proteção que funcionou no estudo foi cobrir a cabeça com uma touca de tecido não tecido (TNT), o mesmo tecido das toucas descartáveis. As cabeças cobertas tiveram mais sementes e sementes mais pesadas que as descobertas.
No jardim, cubra a cabeça quando as pétalas murcharem e ficarem marrons. Use gaze, tela fina ou saco de papel, amarrado no caule logo abaixo da cabeça, como recomenda uma extensionista da Kansas State University. Deixe a cabeça coberta na planta até as sementes amadurecerem. Se os pássaros começarem a bicar antes de as pétalas murcharem, a Colorado State University indica um saco plástico furado sobre a cabeça.
Se você não quer as sementes, deixe os pássaros comerem. A NC State Extension sugere deixar as cabeças secas no jardim para as aves.
Bichos que aparecem no girassol e não são praga
O girassol atrai muitos insetos que não fazem mal à planta, e alguns comem as pragas. Antes de borrifar qualquer coisa, confira se o bicho não é um destes:
Besouro-soldado: besouro alongado, amarelo com manchas pretas, que anda em grupo nas flores. A extensão da University of Wisconsin diz que ele não estraga flor, não pica e não morde, e que o adulto pode comer pulgão. No Brasil existem várias espécies do mesmo gênero (Chauliognathus), registradas na Revista Brasileira de Zoologia.
Besouro Astylus: besouro amarelado com manchas pretas nas costas que se junta em grande número na cabeça do girassol. A Embrapa Soja registra que ele come pólen e parece agir mais como polinizador que como praga. A larva dele, porém, pode comer semente.
Joaninha e larva de joaninha: a joaninha adulta e a larva comem pulgão. A Embrapa Soja cita a joaninha Cycloneda sanguinea entre os inimigos naturais da lagarta-preta.
Abelhas: são as principais polinizadoras do girassol, e a Embrapa Soja pede para evitar inseticida durante a floração.
Besouros de manchas pretas em grupo na flor do girassol, sem folha comida por perto, podem ser o besouro-soldado ou o Astylus. As fontes não dão um jeito de separar os dois a olho, mas os adultos dos dois não parecem estragar a flor. Não precisa cortar a planta que nasceu sozinha no quintal.
Quando não vale tratar o girassol
O girassol tolera perder folha. A Embrapa Soja reuniu as medições: com até 25% das folhas comidas, a planta não muda em nada, em fase nenhuma. Com até 50% das folhas comidas na fase de crescimento, antes do botão, também não houve perda. A Embrapa usa os 25% como margem segura para decidir controlar uma praga.
O risco está na muda e na flor. Num estudo citado pela Embrapa Soja, plantas que perderam todas as folhas antes dos 40 dias de idade não produziram semente. A Embrapa Meio-Norte registra que a perda de folha na formação do botão e na floração afeta muito a semente.
Na outra ponta do ciclo, não trate. A Embrapa Meio-Norte registra que, quando o girassol já está secando depois da flor, a perda de folha não muda mais nada na planta. O girassol é anual e morre depois de formar semente, e o guia de cuidados do girassol mostra quanto dura cada fase.
No fim do ciclo, as folhas de baixo amarelam e secam de forma natural, e isso não é sinal de praga.
Remédio caseiro contra praga no girassol: detergente, vinagre e neem
"A receita caseira é água, vinagre e detergente. Procede?" Não procede. A Iowa State University diz que vinagre, álcool e detergente são vendidos como seguros, mas podem danificar as folhas. Nenhum deles é feito para uso em plantas. A Colorado State University explica que o detergente de louça pode ferir a planta e contaminar a água.
O sabão recomendado pelas fontes é o sabão inseticida pronto, de 1% a 2%, o mesmo indicado para o pulgão. Teste numa folha e espere 1 a 2 dias antes de borrifar a planta inteira, como recomenda a Colorado State.
O óleo de neem vendido para jardim costuma ser um óleo hortícola (óleo próprio para borrifar em planta), explica a University of Maryland. Ela pede para não aplicar óleo com mais de 29 °C (85 °F), porque o risco de queimar a folha é alto. Também não use óleo em planta com sede ou recém-replantada.
Girassol com sede queima mais com sabão e óleo. Regue no dia anterior, seguindo o guia de rega do girassol, e aplique de manhã cedo ou no fim da tarde.
Folha que já queimou não volta a ficar verde. A Iowa State University registra que a folha danificada continua manchada e a folha nova nasce saudável. Em girassol adulto, corte só as folhas muito queimadas e espere as novas.
Com o girassol em flor, proteja as abelhas. A Embrapa Soja recomenda evitar inseticida na floração. Se a lagarta aparecer nessa fase, use Bt, que não afeta as abelhas, aplicado no fim da tarde, quando elas voam menos.
Perguntas frequentes
O girassol com pulgão tem salvação?
Tem. Jogue um jato forte de água no caule e no verso das folhas e repita sempre que a colônia voltar. Se ela voltar em poucos dias, borrife sabão inseticida pronto de 1% a 2%, a cada 4 a 7 dias, sem calor acima de 29 °C.
Formiga no girassol faz mal à planta?
A formiga que só sobe e desce o caule não come o girassol. Ela está cuidando dos pulgões, que soltam um líquido açucarado, e afasta os bichos que comeriam esses pulgões. Tire os pulgões com jato de água: sem a melada, as formigas perdem o motivo de ficar. Formiga que corta folha é formiga-cortadeira e pede isca formicida.
Posso passar inseticida no girassol florido?
Evite. A Embrapa Soja pede para não aplicar inseticida na floração, porque as abelhas polinizam o girassol. Se a lagarta-preta aparecer com a flor aberta, use inseticida biológico à base de Bacillus thuringiensis (Bt), que não afeta as abelhas, no fim da tarde. Pulgão e percevejo na flor saem com água e com a mão.
A praga do girassol passa para outras plantas?
Algumas passam. Pulgão, mosca-branca e ácaro atacam muitas plantas e podem ir para os vasos vizinhos. Por isso, afaste o girassol com praga das outras plantas até resolver. A lagarta-preta pode deixar a planta e passar para o girassol vizinho. Antes de pôr uma planta nova perto dos seus vasos, olhe o verso das folhas dela.
Na próxima vez que olhar o girassol
Vire três ou quatro folhas do meio da planta e olhe o caule logo abaixo da flor. Grupo de lagartinhas alaranjadas: corte a folha. Colônia de pulgão com formigas: jato de água. Se a planta já floriu e está secando, deixe que ela termine o ciclo e cubra a cabeça para guardar as sementes.
Fontes
Moscardi, F., Sosa-Gómez, D. R. e Corso, I. C. Invertebrados associados ao girassol e seu manejo. Em: Girassol no Brasil, Embrapa Soja, 2005, cap. 16: alice.cnptia.embrapa.br. Consultado em 8 de outubro de 2026.
Ribeiro, J. L. Manejo da cultura do girassol no Meio-Norte do Brasil. Embrapa Meio-Norte, Circular Técnica 48, 2008: ainfo.cnptia.embrapa.br. Consultada em 8 de outubro de 2026.
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