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Plantas grandes para dentro de casa: 8 espécies e a distância da janela que cada uma aguenta

Planta grande não é planta de canto escuro. A lista está organizada por quanto de escuro cada espécie aguenta sem encolher, com altura em vaso, ritmo de crescimento e o peso do vaso cheio.

por Bloom 17 min de leitura
Plantas grandes para dentro de casa: 8 espécies e a distância da janela que cada uma aguenta

Quem procura plantas grandes para dentro de casa quase sempre tem um lugar em mente, e esse lugar é um canto. O canto é o problema. Uma planta de 1,80 m tem muito mais folha para sustentar que uma planta de mesa. E folha é exatamente o que a pouca luz tira primeiro.

Por isso esta lista não está ordenada por beleza nem por moda. Está ordenada por quanto de escuro cada espécie aguenta sem encolher. As oito são plantas que se compra já grandes no Brasil, todas viáveis em apartamento. A primeira aguenta ficar mais longe da janela, e a última precisa estar colada nela.

Planta grande de interior é a que se compra com 1,20 m ou mais e ocupa o chão, não a mesa. A diferença em relação a uma planta pequena está na quantidade de folha que precisa de luz para se manter viva. Por isso a escolha começa pela distância entre o vaso e a janela.

Resumo da lista:

#

Planta

Onde ela aguenta ficar

Altura em vaso

Ritmo

1

Palmeira-ráfis

o mais longe da janela de todas

1,8 a 2,4 m

lento

2

Dracena

1 a 3 m de uma janela clara

1,2 a 1,8 m

lento

3

Palmeira-areca

luz indireta forte, perto da janela

1,8 a 2,1 m

médio

4

Costela-de-adão

perto da janela, ou a folha nasce sem furo

1,8 a 2,4 m

rápido

5

Seringueira

cerca de 1 m de uma janela de leste ou oeste

0,6 a 3 m

rápido

6

Figueira-lira

a mesma luz, e sem mudar de lugar

0,6 a 3 m

médio

7

Estrelícia-gigante

na janela

sem altura máxima conhecida

médio

8

Pata-de-elefante

só na janela, a que pede mais luz da lista

1,8 a 2,4 m

lento

Por que a planta grande definha justamente no canto onde você quer pôr ela

Pouca luz não faz a planta grande parar de crescer. Faz ela derrubar folha até caber na luz que tem. A pesquisa de plantas de interior da Universidade da Flórida descreve o processo assim. Quando a planta vai para um lugar com menos luz, ela costuma derrubar folhas para economizar energia. E a quantidade de folha perdida depende de quanto a luz caiu.

A conta que a planta faz é simples. Toda folha que existe custa energia para se manter viva, mesmo quando não está produzindo nada. Se a luz do lugar não cobre esse custo, a planta desmonta parte de si mesma para equilibrar as contas. É assim que uma planta comprada com 1,80 m e copa cheia vira uma planta de 1,20 m, com os caules de baixo nus.

Duas dracenas da mesma altura em vasos iguais, uma ao lado da janela com folhas de cima a baixo e outra em um ponto escuro da sala com folhas só no topo e o caule nu embaixo
As duas foram compradas juntas. A diferença é a distância até a janela.

Sobreviver e continuar grande também não são a mesma coisa. A extensão da Universidade Clemson dá o número numa unidade de luz chamada vela-pé. Uma vela-pé equivale à luz de uma vela a 30 cm de distância. Cerca de 100 velas-pé por 12 horas ao dia mantêm a qualidade da planta por um ano. Para que a adubação faça alguma diferença, são necessárias pelo menos 200 velas-pé por 12 horas. Abaixo disso, adubar não resolve, porque o que falta é luz, não comida.

O contraste com as plantas de pouca luz aparece numa mesma tabela da Universidade da Flórida. Ela lista a luz mínima de interior espécie por espécie. Lírio-da-paz, jiboia e espada-de-são-jorge aparecem com 75 velas-pé. Dracena, figueira-lira e palmeira-kentia aparecem com 150, e a pata-de-elefante com 225 ou mais. As plantas que aguentam o canto escuro do apartamento são as pequenas e médias, e são outras.

Quanta luz tem o lugar onde você quer pôr a planta

Você não precisa de aparelho de medição para usar os números de vela-pé desta página. A tabela abaixo traduz cada faixa em distância da janela, com base nas orientações da extensão da Universidade de Illinois.

As fontes de horticultura de interior são quase todas do hemisfério norte, onde a janela mais clara é a do sul. No Brasil é o contrário: a janela mais clara é a do norte, e a mais fraca é a do sul. As janelas de leste e de oeste não mudam de lado.

Faixa de luz

Janela norte (a clara)

Janela leste ou oeste

Janela sul (a fraca)

Baixa (75 velas-pé)

4,5 a 6 m de distância

1 a 3 m de distância

a cerca de 1 m

Média (150 velas-pé)

1 a 3 m de distância

a cerca de 1 m

logo na frente

Alta (300 velas-pé)

até 1,5 m de distância

logo na frente

não alcança

Sol direto (1.500 velas-pé)

logo na frente

não alcança

não alcança

Para receber apenas a faixa baixa de luz, a planta já precisa estar a 4,5 ou 6 m da janela clara. Um canto de sala sem linha de visão para nenhuma janela fica abaixo disso. E abaixo disso não há planta grande nesta lista.

Existe um teste sem aparelho para o ponto exato onde você quer pôr o vaso. Ao meio-dia, com as luzes da casa apagadas, ponha a mão a 30 cm do chão nesse ponto. Sombra de contorno definido significa luz alta. Sombra difusa, luz média. Sombra muito fraca, quase sem contorno, é luz baixa, e ali só a palmeira-ráfis desta lista se sustenta. Se não há sombra nenhuma, o lugar não serve para nenhuma das oito.

8 plantas grandes para dentro de casa e a distância da janela que cada uma aguenta

1. Palmeira-ráfis (Rhapis excelsa), a que vai mais longe da janela

A extensão da Universidade Clemson descreve a ráfis como adaptável à maioria dos ambientes internos. Ela é a única espécie da lista com essa descrição. Nenhuma fonte publica uma luz mínima em números para ela, e essa ausência merece ser dita. Trate a faixa baixa da tabela como o mínimo dela, não como o lugar ideal.

Ela cresce em touceira, com vários caules finos saindo da base, cobertos por uma fibra escura. Isso muda o planejamento do espaço, porque a ráfis ganha largura junto com a altura. A Clemson descreve exemplares internos tão largos quanto altos. Em vaso, o Jardim Botânico do Missouri dá 1,8 m como altura comum, e a Clemson fala em mais de 2,4 m. O ritmo é lento, classificado como lento também pela extensão da Universidade Estadual da Carolina do Norte.

A ASPCA não lista a ráfis entre as plantas tóxicas para cães e gatos. A ficha está publicada sob o nome antigo Rhapis flabelliformus.

A ficha completa está no guia da palmeira-ráfia. As diferenças de rega entre ela, a areca e a camedórea estão em como cuidar de palmeiras de interior.

2. Dracena (Dracaena fragrans), e a folha que estreita quando falta luz

A dracena pede 150 velas-pé de luz mínima de interior, segundo a tabela da Universidade da Flórida. Na prática, isso a coloca de 1 a 3 m de uma janela norte. Ou a cerca de 1 m de uma janela de leste ou oeste.

Ela tem o sinal de alerta mais fácil de ler da lista. A extensão da Carolina do Norte registra que, com luz baixa demais, as folhas novas nascem mais estreitas. Você não precisa esperar a planta perder altura. Compare a folha deste ano com a do ano passado e a resposta está ali.

Em vaso ela fica entre 1,2 e 1,8 m, contra 6 m ou mais no ambiente de origem, segundo o Jardim Botânico do Missouri. O crescimento é lento. Com os anos, ela perde as folhas de baixo e fica com um caule nu parecido com um tronco. Esse é o hábito normal da espécie, não doença.

A ASPCA lista a dracena como tóxica para cães, gatos e cavalos, por causa das saponinas, substâncias que irritam o aparelho digestivo. Os sinais descritos são vômito (às vezes com sangue), apatia, falta de apetite, salivação e pupilas dilatadas em gatos. A ficha do gênero Dracaena reúne as espécies vendidas com esse nome.

3. Palmeira-areca (Dypsis lutescens), 15 a 25 cm por ano

A areca é a palmeira grande mais vendida no Brasil. É também a única espécie desta lista com um número publicado de crescimento. A extensão da Universidade Clemson dá de 15 a 25 cm por ano dentro de casa, e 1,8 a 2,1 m de altura interna. O ritmo é classificado como médio pela extensão da Carolina do Norte, embora a Universidade da Flórida descreva a areca como de crescimento rápido. No ambiente de origem, em Madagascar, ela passa de 9 m.

Ela quer luz indireta forte, o que na tabela acima significa perto da janela, não no meio da sala. Sol direto na folha queima as pontas. Como a ráfis, a areca cresce em touceira, então o vaso precisa de largura. As folhas mais baixas ficam no caminho de quem passa.

A ASPCA não lista a areca entre as plantas tóxicas para cães e gatos. Vale um cuidado com o nome na hora de comprar. "Areca" também é nome popular de outra palmeira, a Areca catechu, que não é esta. Confira o nome científico na etiqueta ou na ficha da palmeira-areca.

4. Costela-de-adão (Monstera deliciosa), e o furo que não aparece

A costela-de-adão é a planta grande mais comprada, e a que dá o aviso mais bonito de pouca luz. Segundo a extensão da Universidade Clemson, com nível de luz baixo demais as folhas não desenvolvem os furos. Se a sua vem produzindo folha inteira, sem recorte, ela não está doente nem sem adubo. Está sem luz.

Em vaso ela fica entre 1,8 e 2,4 m. Na natureza sobe até 21 m apoiada em árvores grandes, segundo o Jardim Botânico do Missouri. Essa diferença explica o segundo ponto prático: a costela-de-adão não se sustenta sozinha. A extensão da Carolina do Norte avisa que um suporte firme é necessário para os caules não quebrarem. Sem estaca, ela cresce de lado e tomba com o próprio peso.

O ritmo é rápido, o que a torna a melhor escolha da lista para quem prefere comprar média e ver crescer. A ASPCA lista a costela-de-adão como tóxica para cães e gatos, por oxalato de cálcio insolúvel, cristais que ferem e irritam a boca. Os sinais são irritação na boca, queimação na língua e nos lábios, salivação excessiva, vômito e dificuldade de engolir. A ficha da costela-de-adão traz o resto dos cuidados.

5. Seringueira (Ficus elastica), rápida e fácil de conter

A seringueira de interior aparece como planta de luz média na lista da extensão da Universidade de Illinois, junto com a figueira-lira. Pela tabela, isso significa cerca de 1 m de uma janela de leste ou oeste. Ou de 1 a 3 m de uma janela norte.

Ela é uma das duas espécies de crescimento rápido da lista, pela classificação da extensão da Carolina do Norte. Em vaso fica entre 0,6 e 3 m, contra 15 a 30 m de onde vem. Como cresce rápido e fica esguia, aceita bem poda para engrossar. É a espécie em que comprar média e deixar crescer faz mais sentido.

Dois avisos práticos. O corte solta um látex branco e pegajoso que mancha piso e irrita a pele, segundo a extensão da Carolina do Norte. A poda pede luva e jornal no chão. E a ASPCA não tem ficha desta espécie: as páginas de "fig" e "weeping fig" são da figueira-benjamim, que é outra planta. Quem tem pet não vai encontrar a resposta sobre a seringueira na ASPCA.

O guia completo dela está em como cuidar da seringueira.

6. Figueira-lira (Ficus lyrata), a que não gosta de mudar de lugar

A figueira-lira pede as mesmas 150 velas-pé da dracena, segundo a tabela da Universidade da Flórida. Ela também aparece como planta de luz média na lista de Illinois. O ponto sensível dela é outro: mudança de lugar.

É a espécie que mais reclama de ser movida, e a seção seguinte explica o mecanismo. Escolha o lugar dela antes de comprar, e não mude depois. Em vaso fica entre 0,6 e 3 m, contra 18 a 30 m na África de onde vem. O ritmo é médio pela extensão da Carolina do Norte, e a Universidade Texas A&M a descreve como muito lenta: espere anos, não meses.

A Universidade da Flórida recomenda cortar as raízes que circulam o vaso antes de replantar. A raiz enrolada deixa a planta instável quando ela fica alta, e numa planta de 2 m instabilidade significa tombar.

A ASPCA também não tem ficha da figueira-lira. A página chamada "fiddle-leaf" na ASPCA é de um filodendro, outra espécie. A ficha da figueira-lira tem os cuidados de rega e de terra.

7. Estrelícia-gigante (Strelitzia nicolai), a que precisa da janela

A estrelícia-gigante é a planta que vai mais perto da janela e a que tem o dado mais incerto. A Universidade da Flórida e a Royal Horticultural Society falam de sol pleno a sombra leve. A extensão da Carolina do Norte pede luz indireta forte. As três apontam para o mesmo lugar dentro de casa, que é a janela. Nenhuma delas publica uma altura máxima em vaso. A Royal Horticultural Society apenas avisa que ela fica grande demais para a maioria das casas no longo prazo.

O que se sabe é o porte de origem: de 6 a 9 m, segundo a extensão da Carolina do Norte. Em casa, o que limita é a largura das folhas. Elas são grandes como as de bananeira e rasgam ao encostar na parede ou ao receber o vento de uma porta aberta. As folhas velhas caem e deixam os caules de baixo nus, e isso é normal na espécie.

Sobre pets, a resposta pede cuidado com nome popular. A ASPCA não tem ficha da Strelitzia nicolai. A página "bird of paradise" é de uma planta de outra família, e a "bird of paradise flower" é da Strelitzia reginae, espécie diferente. Já a extensão da Carolina do Norte classifica a Strelitzia nicolai como tóxica, de gravidade baixa. Se o animal comer qualquer parte da planta, a ficha prevê náusea, vômito e sonolência. O contato com a planta também pode irritar a pele.

8. Pata-de-elefante (Beaucarnea recurvata), a que pede mais luz da lista

A pata-de-elefante fecha a lista porque tem a luz mínima mais alta da tabela da Universidade da Flórida: 225 velas-pé ou mais. Traduzindo pela tabela de distâncias, ela só funciona em frente a uma janela, e a de orientação norte é a melhor. Ela é planta de região semiárida do México, não de sombra de mata.

A base inchada dela guarda água, e isso inverte a intuição de quem já matou planta regando demais. A pata-de-elefante perdoa esquecimento: a rega é espaçada, com a terra do vaso secando por completo entre uma e outra. O que ela não perdoa é sombra.

Em vaso fica entre 1,8 e 2,4 m, contra 9 m no habitat, e o crescimento é lento. A planta que você comprar é quase a planta que você vai ter daqui a alguns anos. O guia dela está em como cuidar da pata-de-elefante.

A ASPCA não lista a pata-de-elefante entre as plantas tóxicas para cães e gatos.

A planta mais bonita da loja é a que mais derruba folha em casa

O primeiro mês em casa contraria o instinto de compra. Na loja você escolhe a mais cheia, a de copa densa e tronco grosso. Densidade é exatamente o sinal de que a planta foi criada sob muita luz e ainda não se ajustou a um interior.

A pesquisa da Universidade da Flórida com figueiras registra o mesmo. Copa densa é sinal de árvore que ainda não se ajustou ao interior, ou seja, não aclimatada. Ela pode perder a maior parte das folhas do centro da copa ao entrar em casa. A folha que cai é a folha de sol do meio da planta, menor e mais clara. Ela foi produzida quando a planta ainda estava no viveiro a céu aberto.

Folhas amarelas caídas no chão de madeira ao pé de uma planta grande de interior que continua com a copa verde e cheia em cima
As folhas que caem são menores e mais claras que as que ficam na planta.

Os números da mesma pesquisa dão a dimensão. Eles são de figueira-benjamim (Ficus benjamina), a espécie testada. Em vasos de cerca de 7 litros, as plantas criadas na sombra derrubaram 144 folhas, e as que vieram direto do sol pleno derrubaram 286. Em vasos de cerca de 15 litros, foram 329 contra 564 folhas. A contagem soma três semanas de transporte e um mês dentro de casa. As plantas menores tinham perto de 800 folhas cada uma, contra cerca de 2.000 nas maiores.

A planta grande não perde uma fração maior que a pequena. A pesquisa registra que a porcentagem foi parecida nos dois tamanhos, e a planta maior perde essa mesma fração de uma copa muito maior. Por isso ela enche o chão de folha e assusta mais. Essa queda não é doença, e não se resolve com mais água nem com adubo.

O que fazer nas primeiras seis semanas é quase nada. Escolha o lugar definitivo antes de a planta entrar em casa, e não mude depois. Não replante, porque vaso novo e terra nova somam um segundo estresse ao primeiro. Regue quando os 3 cm de cima da terra do vaso estiverem secos, e não mais que isso. A mesma pesquisa estima de quatro meses a um ano até a queda parar, dependendo do tamanho da planta.

Talvez você não saiba dizer se a folha que cai é ajuste de luz ou outra coisa. O aplicativo do Bloom identifica a espécie pela foto e compara os sintomas com as causas mais prováveis.

Quanto pesa o vaso cheio de uma planta grande

Antes de escolher o lugar, faça uma conta que nenhuma etiqueta traz. A terra de vaso à base de turfa guarda entre 50% e 65% do próprio volume em água quando acaba de ser regada. Misturas comuns chegam a 68% ou 70%, segundo o material de substratos da extensão da Universidade de Arkansas. E água pesa 1 quilo por litro.

Num vaso de 40 litros de terra à base de turfa, isso dá de 20 a 26 kg só de água. Numa mistura que segure 70%, chega a 28 kg. A terra seca pesa de 0,9 a 1,6 kg a cada 10 litros. Somando as duas partes, o vaso de 40 litros chega a algo entre 24 e 32 kg de terra molhada. O vaso, a planta e o prato entram por cima disso. Esse é o número que decide se o vaso pode ficar na varanda e se você vai conseguir movê-lo sozinho depois.

A altura do vaso também conta. Com a mesma terra, um vaso alto drena melhor que um vaso baixo e largo. Quanto maior a altura do vaso, menos espaço fica cheio de água e mais espaço fica cheio de ar, segundo a mesma fonte. Para planta grande em apartamento, vaso alto é a escolha mais segura.

O risco do vaso grande em lugar escuro é este. Muita terra molhada, planta consumindo pouca água por falta de luz, e raiz apodrecendo semanas antes de qualquer sinal na folha.

Comprar grande ou deixar crescer

A resposta depende da espécie, e o único número publicado de crescimento interno é o da areca. São de 15 a 25 cm por ano, pela extensão da Universidade Clemson. Para as outras sete não existe número em cm por ano em fonte de universidade ou de jardim botânico. Existe apenas a classificação de ritmo: rápido para costela-de-adão e seringueira, médio para figueira-lira, areca e estrelícia, lento para ráfis, dracena e pata-de-elefante.

Com ritmo lento, comprar grande é a única opção realista. A pata-de-elefante, a dracena e a ráfis que você levar para casa são praticamente as que você vai ter. Com ritmo rápido, a conta muda. Costela-de-adão e seringueira são as duas que compensam comprar em tamanho médio, porque ganham altura a cada temporada de crescimento.

Existe ainda um argumento a favor de comprar média. A planta que cresceu na luz da sua casa já está ajustada a ela e não tem folha de sol para perder. Ela nunca vai passar pelo primeiro mês de queda de folha descrito acima, porque nunca foi uma planta de viveiro a céu aberto.

Perguntas frequentes

Minha planta grande está com folhas amarelas depois da compra. O que fazer?

Olhe onde estão as folhas amarelas. Folha amarela no centro e na base, com a planta ainda cheia em cima, é ajuste à luz nova. Esse ajuste para sozinho em alguns meses. Se são as de fora e a terra do vaso está úmida há dias, espace as regas até os 3 cm de cima secarem. Confira também se o furo do vaso está livre e se o prato não guarda água parada.

Lâmpada resolve a falta de luz para planta grande?

Ajuda, porque tempo compensa intensidade. A pesquisa da Universidade da Flórida registra que plantas de interior crescem melhor com 12 a 18 horas de luz por dia. Luz contínua de 24 horas prejudica algumas espécies. Uma lâmpada de cultivo ligada 12 horas ao dia amplia o que o lugar oferece, mas não transforma canto sem janela em janela.

Qual planta grande aguenta corredor ou banheiro sem janela?

Nenhuma das oito. Lugar sem nenhuma entrada de luz natural fica abaixo da faixa mais baixa da tabela. Ali não é questão de escolher a espécie certa: é questão de acrescentar luz artificial ou desistir do vaso grande naquele ponto.

Quais dessas plantas grandes são tóxicas para gato e cachorro?

A ASPCA lista como tóxicas a costela-de-adão (oxalato de cálcio, com irritação e queimação na boca) e a dracena (saponinas, com vômito e salivação). Não lista a ráfis, a areca e a pata-de-elefante entre as tóxicas. A ASPCA não tem ficha da seringueira, da figueira-lira nem da estrelícia-gigante. A extensão da Carolina do Norte, porém, considera a estrelícia tóxica.

Por que apareceu mosquitinho na terra do meu vaso grande?

Vaso grande guarda muito mais terra úmida que vaso pequeno, e terra úmida na superfície é onde a mosca-do-substrato põe ovo. A correção é deixar os 3 cm de cima da terra secarem entre as regas, que é a mesma rega certa para a planta. Regar por baixo, pelo prato, tira a umidade da superfície sem deixar a raiz seca.

Como esta lista foi montada

O critério é um só: quanto de escuro a espécie aguenta sem perder folha e altura. A ordem vem da luz mínima de interior publicada pela extensão da Universidade da Flórida, onde a espécie está na tabela. Onde não está, a ordem vem da descrição de tolerância à sombra das extensões da Clemson e da Carolina do Norte. A altura em vaso e a altura de origem vêm do Jardim Botânico do Missouri e da extensão da Carolina do Norte. A toxicidade vem das fichas da ASPCA por espécie, e as espécies sem ficha estão marcadas como tal.

Ficaram fora da lista, de propósito, as plantas de pouca luz que aparecem em toda lista de interior: lírio-da-paz, jiboia, zamioculca e espada-de-são-jorge. Não é possível comprá-las com 1,5 m de altura. E as quatro estão na faixa de 75 velas-pé da tabela da Universidade da Flórida, do outro lado da questão que este artigo responde.

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