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Plantas fáceis de cuidar: 10 que perdoam o erro que você comete

Planta fácil não é uma propriedade da planta, é a combinação entre a espécie e o descuido de quem cuida. Veja 10 plantas fáceis de cuidar separadas por erro (esquecer a rega, regar demais, regar sem padrão), com o que cada uma aguenta em número e quais a ASPCA lista como tóxicas.

por Bloom 19 min de leitura
Plantas fáceis de cuidar: 10 que perdoam o erro que você comete

A mesma planta é fácil para uma pessoa e morre na casa da outra. Quem esquece de regar mata uma samambaia em duas semanas e mantém uma zamioculca por anos. Quem rega toda sexta-feira faz o contrário: a samambaia vai bem e a zamioculca apodrece por baixo, sem avisar. Por isso esta lista de plantas fáceis de cuidar está separada por erro, e não em ordem de melhor para pior.

O erro mais comum é água demais, e ele é difícil de reconhecer porque produz os mesmos sinais da água de menos. Antes de escolher a planta, vale descobrir para que lado você erra. As três perguntas que resolvem isso estão logo abaixo.

Por que os dois erros opostos dão o mesmo sintoma

O Extension Gardener Handbook da NC State lista, no capítulo 18, catorze problemas comuns de planta de interior com as causas possíveis de cada um. Em seis deles, rega demais e rega de menos aparecem lado a lado, como causas possíveis do mesmo sintoma. São eles: queda rápida de folha, queda lenta de folha e planta inteira murcha. Perda de cor, ponta da folha marrom e planta que para de crescer completam a lista.

Isso significa que a folha amarela não diz para que lado você errou. A planta murcha com a terra encharcada e murcha com a terra seca, porque nos dois casos a raiz para de levar água para cima. Na terra encharcada ela para porque a água ocupou o espaço do ar e a raiz morre sem oxigênio, como descreve o Clemson HGIC. Na terra seca ela para porque não há o que absorver.

O que separa os dois é a raiz, não a folha. O mesmo capítulo da NC State dá o teste: tire a planta do vaso e olhe as raízes. Raiz branca com a terra muito seca é falta de água, e a planta se recupera se você encharcar bem o torrão, o bloco de terra com as raízes, e replantar. Raiz marrom e mole, às vezes com cheiro, é apodrecimento, e aí é preciso cortar a parte podre e replantar em vaso menor.

Descubra qual é o seu erro antes de escolher a planta

Responda três perguntas antes de comprar qualquer coisa.

Quanto tempo passa entre uma rega e outra? Se você não sabe responder em dias, você é de esquecer. Se a resposta é um dia fixo da semana, você é de regar demais. A planta não segue calendário, e o mesmo vaso seca em velocidades diferentes no verão e no inverno.

Existe água parada no pratinho ou no cachepô depois que você rega? Se existe, a raiz está passando horas submersa toda semana. A Extensão de Maryland é literal nesse ponto: nunca deixe o vaso parado na água que escorreu.

O vaso pesa muito mais depois de regado? Levante o vaso antes e depois de regar, e guarde a diferença. Essa diferença de peso mede a umidade do torrão inteiro. Ela é o único teste confiável nas suculentas, em que o dedo na terra engana: a camada de cima seca rápido e o fundo continua molhado.

Enfiar o dedo na terra até 5 cm continua sendo o teste mais simples para a maioria das espécies. Terra seca nessa profundidade, pode regar. Terra úmida, espere.

O que você vê

Provável rega demais

Provável rega de menos

Folha amarela

Começa pelas de baixo, terra úmida ao toque

Folha seca e quebradiça, terra afastada da parede do vaso

Planta murcha

Caule mole, base escurecida

Caule firme, folha fina e murcha

Queda de folha

Folha cai verde

Folha cai seca

Raiz

Marrom ou preta, mole

Branca, firme, terra seca e solta

Terra

Cheiro azedo, mofo branco na superfície

Água escorre pela lateral sem molhar o miolo

Se você esquece de regar: 4 plantas que guardam água

Estas quatro guardam água no próprio corpo e atravessam semanas de esquecimento. Todas morrem se você resolver compensar o esquecimento regando muito de uma vez e com frequência.

1. Zamioculca (Zamioculcas zamiifolia)

A zamioculca guarda água e muda o próprio metabolismo quando você esquece dela. Segundo o trabalho que descreveu o fenômeno, ela é a única planta da família das aráceas, a mesma da jiboia e do filodendro-coração, em que se documentou o metabolismo ácido das crassuláceas. É a via que os cactos usam para perder menos água. O trabalho de Holtum e colegas foi publicado no American Journal of Botany em 2007. Nele, plantas bem regadas fixavam menos de 1% do carbono do dia durante a noite. Depois de dez dias sem água, a fixação durante o dia caiu 94% e a noturna aumentou 7,5 vezes, chegando a 19% do total.

Traduzindo: ela fecha os poros da folha de dia, quando o ar está seco, e trabalha de noite. É por isso que ela perde tão pouca água. O caule subterrâneo dela, o rizoma, grosso como uma batata, guarda o resto.

Na prática, espere a terra secar por inteiro antes de regar de novo. A Extensão de Iowa recomenda rega forte a cada 7 a 14 dias na estação quente. A Extensão de Illinois manda reduzir para uma vez por mês no outono e no inverno. O Clemson HGIC classifica a zamioculca como não segura para pets.

2. Espada-de-são-jorge (Dracaena trifasciata)

A espada-de-são-jorge é a planta desta lista com o intervalo mais longo escrito por uma extensão universitária. A Penn State Extension é direta: você pode matá-la regando demais. Mas pode deixá-la sem água por um mês ou mais, sem que isso a prejudique.

A folha é o depósito. Quando a folha começa a amolecer e a enrugar na base, o depósito acabou. Quando a folha amolece mas continua verde-escura e a terra está úmida, é o contrário, e o problema já está na raiz.

Ela tolera o canto escuro e cresce mais devagar ali. Evite sol direto na folha, que queima. Detalhes de intervalo por estação estão em quanta água a espada-de-são-jorge aguenta. A ASPCA lista a espécie como tóxica para cão e gato, por saponinas, substâncias que irritam a boca e o estômago do animal.

3. Pata-de-elefante (Beaucarnea recurvata)

A pata-de-elefante guarda água na base inchada do caule, que é de onde vem o nome. A Wisconsin Horticulture descreve esse cáudex como reserva que permite à planta atravessar secas prolongadas. A mesma página é categórica sobre o outro lado: água demais é a causa mais comum de morte desta espécie.

Ela cresce devagar e passa muitos anos sem precisar de vaso maior. Regue fundo, deixando a terra secar por completo entre uma rega e outra, e espace ainda mais as regas no inverno, quando ela cresce menos.

A ASPCA não lista a pata-de-elefante como tóxica para cão, gato nem cavalo. Entre as plantas desta página que também guardam água no corpo, ela é a única com essa folga. A ASPCA lista a espada-de-são-jorge e a iuca como tóxicas, e o Clemson HGIC classifica a zamioculca como não segura para pets.

Em compensação, ela quer luz. A Wisconsin a chama de planta de deserto adaptada a luz forte e manda pôr o vaso na janela mais clara da casa. A ponta da folha secando é o sinal ambíguo da pata-de-elefante: a mesma fonte atribui esse sintoma tanto a água demais quanto a água de menos. Se você quer uma planta de porte para a sala, ela aparece na comparação de plantas grandes para dentro de casa.

4. Iuca (Yucca gigantea)

A iuca é a planta que mais aparece em escritórios, e ela não morre de esquecimento. A UF/IFAS descreve a espécie como tolerante a uma ampla faixa de solos, desde que nenhum deles fique encharcado. O apodrecimento de raiz em terra úmida demais é a única doença que a publicação destaca.

Regue quando a terra estiver seca a 5 cm e deixe escorrer tudo. No inverno, o intervalo dobra.

O ponto em que ela falha é o mesmo da pata-de-elefante. Ela quer um lugar bem iluminado, de preferência com sol direto em parte do dia. Procure a janela por onde o sol entra em alguma hora do dia; no Brasil, costuma ser a voltada para o norte ou para o oeste. Longe da janela ela estica e as folhas ficam moles. A ASPCA lista o gênero Yucca como tóxico para cão, gato e cavalo, também por saponinas.

Se você rega demais: troque o vaso antes de trocar de planta

Poucas plantas de interior gostam de terra sempre molhada. Quase todas as espécies vendidas como fáceis vêm de lugares onde a terra seca entre uma chuva e outra. A raiz delas não foi feita para ficar submersa.

Vaso de barro com água parada no pratinho e as duas folhas de baixo amarelas e caídas, o sinal mais comum de rega demais em planta fácil de cuidar
Água parada no pratinho depois da rega, terra escura e compactada, crosta clara na borda e as duas folhas de baixo amarelas: o quadro típico de quem rega demais. Imagem gerada por IA (WaveSpeed).

Por isso o conserto de quem rega demais não é trocar de planta. É trocar o vaso. O Extension Gardener Handbook da NC State recomenda exatamente isso. Quem tende a regar demais deve usar vaso poroso, de barro sem esmalte: ele perde água pela parede e seca mais rápido. Quem tende a esquecer deve usar vaso de material não poroso, que segura a umidade por mais tempo.

Três mudanças resolvem a maior parte dos casos. Vaso de barro no lugar do plástico. Furo de drenagem obrigatório, sem exceção, e nada de pedra no fundo em substituição ao furo. Pratinho esvaziado alguns minutos depois de cada rega.

Feito isso, duas espécies aceitam a terra constantemente úmida que você provavelmente vai oferecer.

5. Lírio-da-paz (Spathiphyllum)

O lírio-da-paz é a planta que avisa. Quando a terra seca demais, ele murcha inteiro em poucas horas e volta ao normal depois de uma rega. O Clemson HGIC recomenda manter a terra úmida, porém não encharcada, deixando-a secar só um pouco entre as regas. É mais água do que a maioria das plantas desta página aceita.

O aviso tem um senão. Ele murcha por falta de água e murcha por excesso, e no segundo caso regar piora o quadro. Antes de regar um lírio-da-paz murcho, toque a terra: se estiver úmida, o problema é a raiz.

Ele floresce em luz fraca, o que é raro entre plantas de folhagem. A ASPCA lista o gênero como tóxico para cão e gato, por cristais de oxalato de cálcio, que queimam a boca. Um guia completo da espécie está em como cuidar do lírio-da-paz.

6. Samambaia-de-boston (Nephrolepis exaltata)

A samambaia-de-boston é a segunda das duas. A Wisconsin Horticulture orienta manter a terra uniformemente úmida e nunca deixá-la secar por completo. A mesma página chama a espécie de a mais tolerante à seca entre as samambaias cultivadas. Isso diz mais sobre as outras samambaias do que sobre esta.

Ela quer luz média e indireta, atrás de uma cortina fina, e ar úmido. A mesma fonte desaconselha borrifar a folha, porque molhar a folhagem favorece manchas causadas por fungo. No lugar, ela sugere o vaso duplo, com musgo úmido entre os dois recipientes. O banho quente de todo dia faz esse trabalho de graça, e é por isso que a samambaia entra na lista de plantas para banheiro.

Se você rega demais, ela é a planta que mais perdoa. Se você viaja, é a primeira a morrer.

Se você rega quando lembra: 4 que aguentam a falta de padrão

Neste terceiro caso não há intervalo nenhum. Você rega quando passa pela planta e repara nela, e o vão entre duas regas pode ser de três dias ou de três semanas. Estas quatro toleram isso porque avisam antes de sofrer dano permanente ou porque guardam reserva para atravessar o vão longo.

7. Jiboia (Epipremnum aureum)

A jiboia é a que dá o sinal mais legível. A Wisconsin Horticulture resume a espécie em uma frase útil: ela se sai melhor com pouca água do que com água demais. Pouca água faz a folha murchar de forma temporária. A folha caída é o aviso, e ela volta a ficar firme algumas horas depois da rega.

Espere a superfície da terra secar antes de regar. Ela cresce em luz indireta forte e tolera luz fraca, com os desenhos amarelos ficando mais verdes na sombra.

A ASPCA lista a jiboia como tóxica para cão e gato, também por oxalato de cálcio. Em vaso alto ou prateleira, ela é uma das plantas pendentes mais comuns.

8. Clorofito (Chlorophytum comosum)

O clorofito tem raízes grossas e carnudas que guardam água. A Wisconsin Horticulture atribui a elas a capacidade da espécie de sobreviver a uma rega inconstante. Ele aguenta errar tanto para mais quanto para menos, desde que isso não vire rotina.

A ASPCA não lista o clorofito como tóxico para cão nem para gato. Ele é uma das quatro plantas desta página fora da lista de tóxicas, junto com a pata-de-elefante, a samambaia-de-boston e a planta-ferro-fundido.

O defeito dele é a ponta marrom, e ela quase nunca é falta de água. A Wisconsin aponta três causas: flúor e cloro da água de torneira, acúmulo de sal de adubo e ar seco. A mesma página sugere água de chuva ou destilada. Adubar menos costuma resolver mais do que regar mais.

9. Filodendro-coração (Philodendron hederaceum)

O filodendro-coração tolera luz fraca e descuido ao mesmo tempo, combinação que quase nenhuma planta de folha grande oferece. A Clemson HGIC orienta regar com frequência suficiente para manter a terra uniformemente úmida, porém nunca encharcada. A mesma página classifica a espécie como de tolerância muito alta a pouca luz.

Ele cresce em ramo comprido e aceita poda em qualquer época. Cortar acima de um nó devolve o volume perto da base, que é onde ele fica pelado quando a luz é fraca.

A ASPCA lista o gênero Philodendron como tóxico para cão e gato.

10. Planta-ferro-fundido (Aspidistra elatior)

O nome popular em inglês é ferro fundido, e ele descreve o que a espécie faz. A Clemson HGIC diz que ela tolera descuido e pouca luz com rega ocasional, e suporta sombra densa, seca e solo pobre em nutrientes. A mesma fonte acrescenta o limite: tolerar seca não é dispensar água, e em períodos longos sem chuva ela precisa ser regada.

Ela cresce muito devagar. Uma folha nova por estação é normal, e isso frustra quem espera ver progresso. Em troca, ela quase nunca precisa de vaso maior, de adubo ou de atenção.

A ASPCA não lista a planta-ferro-fundido como tóxica para cão, gato nem cavalo.

Se você viaja: o que fazer com a planta por três semanas

Viajar não é o mesmo que esquecer. O esquecimento é irregular e curto. A viagem é um intervalo longo e você sabe a data, então dá para preparar o vaso antes de sair.

Regue bem no dia da partida, até a água sair pelo furo, e esvazie o pratinho. Tire as plantas da janela e junte todas num canto claro, porém sem sol direto. Longe da janela elas transpiram menos, e o vaso demora mais para secar. Plantas agrupadas também mantêm o ar mais úmido entre elas.

Para ausências de mais de três semanas, o vaso precisa de reserva de água. Um recipiente de barro poroso enterrado na terra e cheio de água libera umidade devagar conforme a terra seca. Uma garrafa de água invertida com a boca enfiada na terra faz o mesmo de forma mais grosseira.

A zamioculca, a espada-de-são-jorge e a pata-de-elefante não precisam de nada disso em três semanas. A samambaia-de-boston não sobrevive a três semanas com nenhum desses recursos.

A planta fácil que mais morre no Brasil é a suculenta

A suculenta é a primeira planta de quase todo mundo, e é a que mais volta para a loja. O motivo tem dois lados e nenhum deles é falta de cuidado.

O primeiro é luz. A Extensão da Universidade Estadual de Iowa é específica: suculenta cultivada dentro de casa precisa de dez horas ou mais de luz clara e indireta por dia. A mesma fonte dá o mínimo abaixo do qual a maioria das espécies não passa, que é de seis a oito horas.

Luz clara, ali, é a que projeta sombra visível. Uma prateleira no meio da sala não chega perto disso. Sob luz fraca, a suculenta estica, empalidece e perde a forma compacta.

A planta-jade (Crassula ovata) é o caso extremo. A Wisconsin Horticulture escreve que ela vai melhor com quatro horas ou mais de sol direto. Na prática, é o peitoril da janela por onde o sol entra em parte do dia; no Brasil, costuma ser a voltada para o norte ou para o oeste. Sem isso, ela fica verde-escura e com os ramos pendendo. A Wisconsin explica que não há doença nenhuma nesse quadro: é só falta de luz.

O segundo lado é a água. A Extensão de Iowa separa os dois erros pela folha de baixo. Folha de baixo enrugando ou secando é falta de água. Folha amarelando com o caule mole e fraco é excesso.

Em vaso pequeno, com terra de drenagem rápida, e regando a cada duas ou três semanas, a suculenta vai bem. Em vaso grande com terra comum e rega semanal, ela apodrece pela base em dois meses. Os intervalos por espécie estão no guia de cuidado das suculentas. A babosa pede mais sol do que a média das suculentas e tem página própria: veja como cuidar da babosa.

Pelo mesmo motivo, a calateia, a orquídea e a figueira-lira ficaram de fora desta lista. A calateia exige ar úmido e água sem cloro. A orquídea tem ciclo de rega próprio. A figueira-lira pede adubação semanal durante toda a estação de crescimento. Nenhuma delas perdoa erro, que é o critério desta página.

Se o canto é escuro, o problema não é a rega

Luz fraca não é um descuido, é uma condição do apartamento, e ela muda o cálculo inteiro. Na sombra o vaso demora muito mais para secar, então a mesma frequência de rega que funcionava na janela passa a afogar a planta.

Corredor, banheiro sem janela e canto a mais de dois metros e meio da única janela são outro problema. Ali a escolha da espécie segue outro critério, medido em pés-vela, a unidade de luz que as fontes americanas usam. As espécies que aguentam essa faixa e por quantos meses cada uma continua bonita estão em plantas para pouca luz.

A planta nova perdeu todas as folhas em duas semanas

Isso não é culpa sua, e quase nunca é motivo para jogar a planta fora. É mudança de luz.

A UF/IFAS documenta o processo para o fícus, que é a espécie em que ele mais aparece. No viveiro, a planta cresce sob 50% de sombreamento, o equivalente a cerca de 6.250 pés-vela. Antes de mandá-la para dentro de um edifício, o produtor a aclimata por pelo menos dois meses. Nessa fase, o sombreamento sobe para 80% a 90%, entre 1.250 e 2.500 pés-vela. O interior onde ela vai viver tem de 100 a 200 pés-vela.

Quando a loja pula a aclimatação, a planta faz o ajuste sozinha dentro da sua casa. O ajuste é derrubar a folha que ela não consegue mais sustentar. A Extensão de Illinois observa que a figueira-benjamina reage a quase qualquer estresse soltando folha. A lista dela: água demais, água de menos, corrente de ar, falta de nitrogênio e pouca luz.

A mesma publicação da UF/IFAS diz o que fazer, e é o contrário do que dá vontade. Depois que a planta entra em casa, não a mova, não a pode, não a replante e não a adube por pelo menos quatro semanas. Cada uma dessas coisas é um estresse a mais sobre a planta que já está se ajustando. Escolha um lugar claro, regue quando a terra secar e espere: a folha nova que nascer já vem adaptada à luz que existe ali.

Se você não sabe qual espécie ganhou, o que minha planta tem ajuda a chegar ao nome antes de decidir o que fazer. O Bloom identifica a planta pela foto e mostra o cuidado dela, e é por aí que vale começar quando a planta chegou sem etiqueta. Lembrete de rega no celular também resolve o esquecimento de quem erra para o lado seco: a comparação está em melhores apps para quem mata as plantas.

Gotas pegajosas no talo: o teste é a viscosidade

Passe o dedo na gota. Se ela gruda, você tem praga, e não um problema de rega.

Essa cola se chama melado, e é o que cochonilha, pulgão e mosca-branca excretam enquanto sugam a seiva. A Extensão de Iowa descreve o efeito: a folha de baixo, a mesa e o chão ficam grudentos, e com o tempo o depósito escurece. O escurecimento é a fumagina, um fungo preto que cresce no açúcar da excreção. O Extension Gardener Handbook da NC State observa que a fumagina não ataca a planta diretamente. Ela é um indicador confiável de que existe um inseto produzindo melado ali.

Sabendo a forma, você acha o inseto na própria planta. Cochonilha-de-escudo parece uma casquinha marrom alinhada ao longo do talo e da nervura, quase sempre na face de baixo da folha. Cochonilha-farinhenta parece um chumaço branco de algodão na axila da folha, com 3 a 6 mm. Pulgão é verde ou preto e se aglomera nos brotos novos.

Não replante a planta por causa disso. Trocar a terra não tira inseto que está na parte de cima. Isole o vaso dos outros e limpe os insetos visíveis com um cotonete embebido em álcool. Repita a cada poucos dias, até parar de aparecer inseto novo. Os detalhes de tratamento estão em cochonilha e em pulgão em plantas.

Se a gota não gruda no dedo, você não tem praga. É água, e o que vale conferir nesse caso é a umidade da terra.

Quais destas 10 a ASPCA lista como tóxicas

A ASPCA mantém a base de plantas tóxicas e não tóxicas mais consultada para cão e gato. A tabela abaixo repete o que ela publica por espécie, sem interpretação.

Planta

O que a ASPCA publica

Princípio

Zamioculca

Não consta na base; o Clemson HGIC a classifica como não segura para pets

Não informado

Espada-de-são-jorge

Tóxica para cão e gato

Saponinas

Pata-de-elefante

Não listada como tóxica para cão, gato ou cavalo

Não se aplica

Iuca

Tóxica para cão, gato e cavalo

Saponinas

Lírio-da-paz

Tóxico para cão e gato

Oxalato de cálcio insolúvel

Samambaia-de-boston

Não listada como tóxica para cão nem gato

Não se aplica

Jiboia

Tóxica para cão e gato

Oxalato de cálcio insolúvel

Clorofito

Não listado como tóxico para cão nem gato

Não se aplica

Filodendro-coração

Tóxico para cão e gato

Oxalato de cálcio insolúvel

Planta-ferro-fundido

Não listada como tóxica para cão, gato ou cavalo

Não se aplica

A própria ASPCA faz duas ressalvas à base. A base não é exaustiva: ausência de uma espécie na lista não é atestado de inocuidade. E o consumo de qualquer material vegetal pode causar vômito e desconforto gastrointestinal em cão e gato, inclusive de plantas listadas como não tóxicas.

Se o seu gato morde folha, a escolha de espécie importa mais do que a altura da prateleira. Gato sobe.

Perguntas frequentes

Qual é a planta de interior mais fácil de cuidar?

Depende do seu erro. Para quem esquece de regar, a espada-de-são-jorge aguenta o intervalo mais longo documentado por uma extensão universitária. A Penn State fala em cerca de um mês sem água. Para quem rega demais, o lírio-da-paz aceita terra constantemente úmida e avisa murchando.

Qual planta de interior é praticamente indestrutível?

A planta-ferro-fundido (Aspidistra elatior) é a que mais se aproxima disso. A Clemson HGIC descreve a espécie como tolerante a sombra densa, a seca e a solo pobre, com rega ocasional. Ela cresce muito devagar, o que é o preço dessa resistência, e não consta na lista de tóxicas da ASPCA.

Que plantas de interior exigem muito pouco?

Zamioculca, espada-de-são-jorge e planta-ferro-fundido atravessam semanas sem rega e aceitam luz indireta fraca. Pata-de-elefante e iuca também atravessam semanas sem rega, mas querem luz forte, de preferência com sol direto em parte do dia. Todas crescem devagar e raramente precisam de vaso maior, e nenhuma tolera terra encharcada por tempo prolongado.

Com que frequência devo regar uma planta fácil de cuidar?

Não regue por calendário. Enfie o dedo na terra até 5 cm e regue só quando estiver seco nessa profundidade. Na prática, isso dá de 7 a 14 dias para a maioria das espécies desta lista, incluindo a zamioculca na estação quente. A espada-de-são-jorge e a pata-de-elefante, que guardam mais água no corpo, aguentam de 2 a 4 semanas.

Planta fácil de cuidar precisa de pouca luz?

Não. As duas coisas são independentes, e confundi-las é o erro mais caro da lista. Suculenta e planta-jade dispensam rega frequente e precisam de muita luz. A Extensão de Iowa fala em dez horas ou mais de luz clara por dia para suculentas cultivadas dentro de casa.

Como esta lista foi montada

O critério foi um só: qual descuido a espécie perdoa, com número de uma fonte nomeada para cada caso. Ficaram de fora as plantas que só são fáceis em condição específica, mesmo quando aparecem em toda lista de iniciante.

Espada-de-são-jorge, jiboia e clorofito também estão entre as doze espécies do estudo que a NASA publicou em 1989 sobre remoção de poluentes do ar, e ali o critério é outro: plantas que purificam o ar compara os números daquele teste, não a tolerância ao descuido.

As fontes dos números estão citadas ao longo do texto. São elas: NC State Extension Gardener Handbook (capítulo 18), UF/IFAS EDIS (EP136, EP480 e ST675), Penn State Extension, Wisconsin Horticulture, Extensão da Universidade Estadual de Iowa e Extensão da Universidade de Maryland. Somam-se a elas o Clemson HGIC e a base de plantas tóxicas da ASPCA. O dado sobre a zamioculca vem de Holtum, Winter, Weeks e Sexton, American Journal of Botany 94(10), 2007.

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